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Cálcio no sangue: total, iônico e o que o exame mostra

Cálcio total e cálcio iônico são dois exames distintos, com códigos e preços próprios no SUS: referências, jejum e o que altera o resultado.

Publicado em 7 de setembro de 202612 min de leituraEscrito pela Equipe Blood Analysis · Revisado e verificado por Julien Priour

Se você chegou aqui com um laudo na mão e a linha CÁLCIO marcada, esta página é para você. Ela não trata de suplemento de cálcio nem de quanto leite beber: trata do exame de sangue — o que ele mede, o que ele não mede, e por que existe mais de um. Porque a primeira surpresa é justamente essa: "cálcio" no pedido médico não designa um exame, designa dois.

Em resumo

  • Existem dois exames diferentes: o cálcio total e o cálcio iônico (também escrito ionizado ou ionizável). Não são sinônimos e não têm o mesmo preço.
  • A SBPC/ML exige que o pedido diga qual: "as especificidades de cada analito devem estar explícitas, como cálcio 'total' ou 'iônico'".1
  • No SUS, os dois estão na tabela: 0202010210 DOSAGEM DE CALCIO, R$ 1,85, e 0202010228 DOSAGEM DE CALCIO IONIZAVEL, R$ 3,51.2
  • O cálcio total depende da albumina; o iônico, não. O próprio Ministério da Saúde escreve isso na descrição do código: a dosagem do iônico "não é afetada pelas mudanças nas concentrações de albumina".2
  • A Sociedade Brasileira de Nefrologia vai além e recomenda, com grau Evidência: "a calcemia deve, preferencialmente, ser avaliada pela dosagem do Ca iônico".3
  • Faixas usadas por um serviço público universitário brasileiro: 8,4 a 10,5 mg/dL (total) e 1,00 a 1,30 mmol/L (iônico).4
  • Nenhuma sociedade brasileira publica um intervalo de referência numérico para o cálcio sérico: as duas remetem ao método do laboratório. Vale o número impresso no seu laudo.
  • O garrote apertado por 60 segundos já altera o cálcio de forma clinicamente significativa — medido em 250 voluntários em São Paulo.5

Dois exames, não dois nomes

O cálcio circula de três formas: livre (iônico), que é a fração fisiologicamente ativa; ligado à albumina; e ligado a ânions orgânicos como fosfato e bicarbonato.3 O manual do serviço de análises clínicas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (USP) resume a repartição: "o cálcio encontra-se ligado às proteínas (47%) e livre (43%)".4

O cálcio total soma tudo. É barato, colorimétrico, e é o que quase todo laudo traz por padrão. O cálcio iônico mede só a fração livre, por eletrodo íon-seletivo — a mesma tecnologia usada para sódio e potássio nos eletrólitos séricos.4

A consequência prática é grande: se a sua albumina estiver baixa, o cálcio total cai junto, sem que falte um átomo de cálcio ativo no seu organismo. É o motivo pelo qual um resultado "baixo" pode não significar nada.

⚠️ Atenção a uma armadilha de nome. O termo que os brasileiros digitam é cálcio iônico, mas a tabela do SUS escreve CALCIO IONIZAVEL e o manual universitário escreve Cálcio Ionizado. Procurar "cálcio iônico" na tabela do Ministério devolve zero — três grafias oficiais para o mesmo exame.24

Valores de referência

ExameFaixa citadaMétodo
Cálcio total8,4 – 10,5 mg/dLColorimétrico
Cálcio iônico1,00 – 1,30 mmol/LEletrodo íon-seletivo
Cálcio na urina de 24 h60,0 – 200,0 mg/24 hColorimétrico
Níveis críticos de cálcio total< 6 ou > 14 mg/dL

Essas faixas vêm do manual de exames de um serviço público universitário brasileiro.4 Elas não são uma norma nacional, e é importante dizer por quê: procuramos e nenhuma sociedade brasileira publica um número. A SBN escreve que o cálcio "deve ser mantido dentro da faixa da normalidade para o método utilizado";3 e o manual de boas práticas da SBPC/ML, em 1,5 milhão de caracteres, cita o cálcio 37 vezes sem jamais associá-lo a uma concentração.1

Isto não é um descuido: o cálcio é um dos exames em que o intervalo depende fortemente do reagente e do equipamento. Vale o intervalo impresso no seu laudo, ao lado do seu resultado.

A conta da albumina — e o que a nefrologia brasileira pensa dela

Quando só há cálcio total disponível e a albumina está alterada, existe uma correção clássica. A SBN a publica textualmente:

cálcio total corrigido (CaTc) = cálcio total + (4 − albumina sérica) × 0,83

⚠️ A fonte imprime a fórmula sem declarar as unidades. Ela só funciona com o cálcio em mg/dL e a albumina em g/dL. Conferindo a aritmética: um cálcio de 8,4 mg/dL com albumina de 2,5 g/dL corrige para 8,4 + (4 − 2,5) × 0,8 = 9,6 mg/dL — de "baixo" para normal. Aplicar a fórmula com a albumina em g/L produziria um absurdo.

Mas repare na hierarquia que a diretriz brasileira estabelece. Medir o iônico é recomendação de grau Evidência; corrigir pela albumina é apenas Opinião, e explicitamente "na indisponibilidade da dosagem do cálcio iônico".3 O plano A é medir; o plano B é calcular.

E há um limite que a diretriz traça com firmeza, sobre uma fórmula diferente: as fórmulas que tentam estimar o cálcio iônico a partir do total "não devem ser utilizadas, uma vez que não se correlacionam com o cálcio diretamente medido em pacientes críticos, com doença renal crônica, com hiperparatireoidismo, acidemia, naqueles que recebem transfusão e hemodialisados".3 São duas contas distintas: corrigir o total pela albumina é aceito como recurso; calcular o iônico, não.

O movimento internacional vai na mesma direção, e mais longe: em 2026, um posicionamento conjunto da IOF, da IFCC e da EFLM foi publicado sob o título "o cálcio ajustado pela albumina não deveria mais ser reportado".6 Fonte internacional, citada em recuo declarado por não haver equivalente brasileiro.

🔴 E aqui aparece um problema brasileiro concreto. A fórmula precisa da albumina — e, entre as 5 023 linhas da tabela do SUS, não existe código de dosagem de albumina sérica isolada. Ela só aparece dentro de 0202010627 DOSAGEM DE PROTEINAS TOTAIS E FRACOES (R$ 1,85), cuja descrição oficial é inteiramente sobre a albumina.2 O plano B custa, portanto, um exame a mais — enquanto o plano A, o cálcio iônico, já tem código e preço próprios.

O que faz o cálcio subir

Aqui é preciso ser honesto sobre o que existe e o que não existe. Não localizamos nenhum documento brasileiro que ordene as causas de hipercalcemia por frequência. O manual da SBPC/ML não trata do assunto: sua única ocorrência de "hipercalcemia" está dentro de um anúncio de fabricante, não em texto técnico.1

O que existe são duas medidas brasileiras, em dois cenários muito diferentes:

No ambulatório. Um estudo transversal com 4 207 pacientes atendidos em serviços de referência do Recife encontrou 0,78% de hiperparatireoidismo primário — e, sobretudo, 81,8% deles eram assintomáticos, com cálcio médio de 10,63 mg/dL e razão mulher:homem de 7,2:1 (89,7% das mulheres na pós-menopausa).7 O achado é quase sempre laboratorial, não clínico.

No hospital. Uma série do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo reuniu 306 pacientes internados com tumores sólidos e hipercalcemia sintomática. A sobrevida global mediana foi de 40 dias.8 É outro mundo: mesmo analito, outra doença, outro prognóstico.

A descrição oficial do código do cálcio iônico, no próprio Ministério, aponta para o primeiro cenário: o exame é "útil no diagnóstico de hiperparatireoidismo".2 E o paratormônio — dosado no SUS por 0202060276, R$ 43,13, o mais caro deste grupo — é o exame que separa os dois casos.2

O manual universitário lista ainda, entre as causas de cálcio elevado, mieloma, desidratação, hipervitaminose D, imobilidade prolongada, sarcoidose, uso de diuréticos e hipertireoidismo — este último se investiga pela TSH.4

⚠️ Uma especificidade tropical, a título de nuance. A paracoccidioidomicose, micose sistêmica endêmica no Brasil, pode cursar com hipercalcemia: um relato de caso do HC-FMUSP descreve um homem de 30 anos imunocompetente com cálcio total alto, 1,25-di-hidroxivitamina D alta e PTH baixo, normalizados em 20 dias de tratamento.9 É um relato de caso, não uma estatística — mas é o tipo de causa que uma lista importada não contempla.

O garrote, o tubo e a estação do ano

O cálcio é um dos analitos mais sensíveis à coleta, e isso está medido no Brasil.

Um estudo com 250 voluntários adultos do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo, comparou cinco tempos de garrote (30 a 180 segundos) com uma coleta sem garrote. A partir de 60 segundos, o cálcio já apresentava variação clinicamente significativa — ao lado apenas de proteínas totais, albumina e potássio. Aos 30 segundos, nada mudava.5

Isso conversa diretamente com a recomendação da SBPC/ML: o garrote "não deve permanecer mais que 1 minuto", porque já no primeiro minuto há perda de água e eletrólitos para o espaço extravascular, "elevando a concentração de proteínas", e ao terceiro minuto a elevação chega a 5 a 8%.1 Como quase metade do cálcio total viaja ligado à proteína, o mecanismo se explica sozinho.

O manual acrescenta outros dois pontos. A hemólise acentuada altera significativamente o cálcio, junto de potássio, sódio e magnésio.1 E o método colorimétrico mais usado, o arsenazo, reage com o cálcio livre da amostra.1 Daí a exigência do manual universitário de que o tubo seja de soro livre de EDTA.4 O EDTA e o citrato sequestram o cálcio: no tubo de coagulação, onde o citrato é o aditivo, o laboratório precisa devolver cálcio à amostra para disparar a reação.1

Há ainda uma variação que quase ninguém menciona. Analisando 15 036 dosagens de cálcio de adultos de 21 a 50 anos no hospital universitário da Unicamp ao longo de três anos, pesquisadores encontraram um ritmo anual estatisticamente significativo (p ≤ 0,001), com máximo no outono e mínimo na primavera. A amplitude é pequena, mas os autores concluem que ela deve ser considerada componente da variação pré-analítica.10 O mesmo estudo encontrou ritmo na creatinina, e não na ureia nem no ácido úrico.

Sobre jejum: o manual brasileiro consultado pede 8 a 10 horas, para todas as idades, tanto no total quanto no iônico.4

O que o SUS cobre

CódigoExameValor
0202010210Dosagem de cálcioR$ 1,85
0202010228Dosagem de cálcio ionizávelR$ 3,51
0202010430Dosagem de fósforoR$ 1,85
0202010422Dosagem de fosfatase alcalinaR$ 2,01
0202010767Dosagem de 25 hidroxivitamina DR$ 15,24
0202060276Dosagem de paratormônioR$ 43,13

Para comparar, na mesma tabela o hemograma completo custa R$ 4,11.2 O cálcio total é, portanto, um dos exames mais baratos do SUS — e o iônico custa menos que o dobro dele.

O cálcio não faz parte do hemograma nem dos marcadores tumorais; ele costuma vir junto de função renal, porque rim e osso trocam cálcio o tempo todo, no metabolismo ósseo. Na doença renal crônica, a SBN manda começar a monitorar cálcio, fósforo, fosfatase alcalina, PTH e vitamina D a partir do estágio 3a — aquele em que a filtração glomerular, estimada por creatinina ou cistatina C, cai abaixo de 60 mL/min.3 E se o seu cálcio ou o seu magnésio não corrigem com reposição, os dois merecem ser lidos juntos.

Avanços recentes

Com base em publicações indexadas no PubMed:

  • A nefrologia brasileira já prefere medir a fração ativa em vez de calculá-la, e classifica a correção pela albumina como recurso de indisponibilidade.3
  • O consenso internacional endureceu em 2026: IOF, IFCC e EFLM assinaram um posicionamento pedindo que o cálcio ajustado pela albumina deixe de ser reportado.6 Não abrimos o texto integral; citamos apenas o que o título sustenta.
  • O hiperparatireoidismo primário brasileiro é hoje majoritariamente assintomático (81,8% em uma casuística de Recife).7
  • A coleta pesa mais do que se imagina: em 250 voluntários avaliados em São Paulo, bastaram 60 segundos de garrote para o cálcio variar de forma clinicamente significativa — ao lado apenas de proteínas totais, albumina e potássio.5

Estes resultados dizem respeito ao diagnóstico e à pesquisa; não substituem a avaliação do seu médico.

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Um cálcio nunca se lê sozinho: o seu sentido depende da albumina, do fósforo, do PTH, da vitamina D, da sua função renal — e até de quanto tempo o garrote ficou no seu braço.

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Perguntas frequentes

Qual é o valor normal do cálcio no sangue? Um serviço público universitário brasileiro usa 8,4 a 10,5 mg/dL para o cálcio total e 1,00 a 1,30 mmol/L para o iônico.4 Nenhuma sociedade brasileira publica um número nacional — vale o intervalo do seu laudo.

Cálcio e cálcio iônico são a mesma coisa? Não. São exames diferentes, com métodos, códigos e preços diferentes. A SBPC/ML pede que o médico escreva no pedido qual dos dois quer.1

Meu cálcio veio baixo. Pode ser a albumina? Pode. O cálcio total acompanha a albumina, e uma albumina baixa derruba o total sem que o cálcio ativo mude. É exatamente para isso que existem a fórmula de correção e, melhor ainda, o cálcio iônico.3

Preciso de jejum? O manual brasileiro consultado pede 8 a 10 horas para os dois exames.4 Confirme com o seu laboratório, que pode ter regra própria.

O exame diz se me falta cálcio na alimentação? Não. O sangue carrega uma fração mínima do cálcio do corpo, e o organismo defende essa fração tirando cálcio do osso. Essa pergunta se responde olhando a alimentação e a vitamina D, não a calcemia.

Cálcio alto significa câncer? Na maioria absoluta das vezes, não. No ambulatório brasileiro, o achado mais descrito é o hiperparatireoidismo primário, quase sempre assintomático.7 A hipercalcemia das neoplasias é uma situação de paciente internado e sintomático.8 Um valor discretamente alterado pede recoleta antes de qualquer conclusão.

Para lembrar

O exame de cálcio custa quase nada, está disponível no SUS nas duas versões e é genuinamente útil — desde que se saiba qual foi pedido. O total é sensível à albumina, ao garrote, à hemólise e até à estação do ano; o iônico mede a fração que realmente age, e é o que a nefrologia brasileira prefere. Se o seu resultado veio na borda da faixa, a primeira coisa a fazer não é procurar uma doença: é olhar a albumina, conferir as condições da coleta e, se necessário, repetir. E levar o laudo inteiro ao seu médico — nunca uma linha isolada.

Fontes

Fontes oficiais brasileiras e publicações científicas (PubMed) usadas neste guia:

Footnotes

  1. Sociedade Brasileira de Patologia Clínica / Medicina Laboratorial (SBPC/ML)Recomendações da SBPC/ML: Boas Práticas em Laboratório Clínico. PDF oficial de 16 055 655 bytes (extração para stdout: 1 558 807 bytes, 23 815 linhas, 1 512 420 caracteres; hífens condicionais U+00AD removidos antes de qualquer busca). Trechos citados: sobre o pedido médico, "as especificidades de cada analito devem estar explícitas, como cálcio 'total' ou 'iônico' e glicose 'em jejum' ou 'sem jejum'"; sobre o garrote, "recomendamos que a coleta seja realizada preferencialmente sem garroteamento… e não deve permanecer mais que 1 minuto", com "no primeiro minuto de garroteamento pode ocorrer indução de perda de água e eletrólitos do plasma para o espaço extravascular, elevando a concentração de proteínas, e, no terceiro minuto, pode ocorrer a elevação de 5 a 8% na concentração de proteínas"; sobre a hemólise, a lista de analitos "que podem sofrer alterações significativas: potássio, sódio, cálcio, magnésio, bilirrubina…"; no capítulo 14, assinado ("A importância da água grau reagente no laboratório clínico", Mendes ME, Carvalho AN, Santos RA, Sumita NM), "a análise de cálcio por método colorimétrico consiste na reação do cálcio livre presente na amostra com o arsenazo"; e, no capítulo de coagulação, que um excesso de citrato no tubo deixa "o baixo cálcio plasmático" e "levará a um falso prolongamento do tempo de protrombina (TP) e/ou do tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPA)". 🔴 Armadilha medida e evitada: a frase "para este teste não é recomendado o uso de citrato, oxalato ou EDTA porque eles removem o cálcio" — que parece a citação ideal — não está no capítulo assinado: ela está dentro de um encarte publicitário de purificadores de água Milli-Q®, que reproduz e amplia o texto do capítulo. Ela não foi atribuída à sociedade. Regra de contagem declarada (por ocorrências, grep -o, nunca grep -c; sensível ao caso quando indicado): "cálcio" = 37 ocorrências. 🔴 Demonstração de ausência: nenhuma dessas 37 ocorrências está a menos de 160 caracteres de mg/dL, mmol/L ou mEq/L — o manual não publica intervalo de referência para o cálcio. 🔴 E a única ocorrência de "hipercalcemia"/"calcemia" do manual está dentro de um anúncio de fabricante (ensaio Freelite de cadeias leves livres), não em texto técnico: ela foi lida em contexto e descartada. PDF (controllab.com) · sbpc.org.br 2 3 4 5 6 7 8

  2. Ministério da Saúde / DATASUS — SIGTAP, Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS, competência agosto de 2026. Arquivos do pacote lidos diretamente: tb_procedimento.txt (1 697 774 bytes, 5 023 linhas) e tb_descricao.txt (4 324 linhas), ambos em ISO-8859-1. Regra de correspondência declarada: busca por sub-cadeia no campo do rótulo (NO_PROCEDIMENTO, colunas 11-260), maiúsculas, com dobra de acentos NFD; prova de que a dobra trabalha: 2 483 das 5 023 linhas contêm acentos combinantes. Resultado: a raiz CALCIO devolve exatamente 2 linhas — 0202010210 DOSAGEM DE CALCIO (R$ 1,85) e 0202010228 DOSAGEM DE CALCIO IONIZAVEL (R$ 3,51). ⚠️ CALCIO IONICO e CALCIO IONIZADO devolvem 0: as três grafias citadas no texto foram medidas, não supostas. Nenhum rótulo contendo a raiz CALCIO designa a calciúria. Ausência por enumeração: a raiz ALBUM devolve 3 linhas (prova de compatibilidade pré-transfusional, microalbumina na urina e albumina humana medicamentosa) — não existe código de dosagem de albumina sérica isolada; a albumina aparece na descrição de 0202010627 DOSAGEM DE PROTEINAS TOTAIS E FRACOES (R$ 1,85). Outros valores citados: fósforo 0202010430 R$ 1,85 · fosfatase alcalina 0202010422 R$ 2,01 · 25-hidroxivitamina D 0202010767 R$ 15,24 · paratormônio 0202060276 R$ 43,13 · hemograma completo 0202020380 R$ 4,11. Parser de colunas fixas validado antes do uso (VL_SH [282:294], VL_SA [294:306], VL_SP [306:318], decodificação latin-1) contra dois valores já publicados neste site: hemograma completo R$ 4,11 e ferritina 0202010384 R$ 15,59. As descrições citadas foram verificadas como únicas ao seu código (174 das 4 324 linhas de tb_descricao.txt compartilham o seu texto com outro código; nenhuma das aqui usadas está entre elas). Citações textuais: 0202010228 — "A DOSAGEM DE CÁLCIO IONIZÁVEL NÃO É AFETADA PELAS MUDANÇAS NAS CONCENTRAÇÕES DE ALBUMINA. ISSO É UMA VANTAGEM SOBRE A DOSAGEM DO CÁLCIO TOTAL, SENDO ÚTIL NO DIAGNÓSTICO DE HIPERPARATIREOIDISMO." sigtap.datasus.gov.br 2 3 4 5 6 7

  3. Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) — Lucca LJ, Moysés RMA, Hernandes FR, Gueiros JEB. Diagnóstico do DMO-DRC: anormalidades bioquímicas (Atualização das Diretrizes Brasileiras de Tratamento e Avaliação do Distúrbio Mineral e Ósseo da Doença Renal Crônica). J Bras Nefrol. 2021;43(4 Suppl 1):615-620. Lido na versão portuguesa servida pelo SciELO (200 text/html, 157 329 bytes; controle negativo com identificador inventado: 404 de 8 950 bytes), e conferido contra a versão inglesa do PMC. Trechos citados textualmente: "2.2 A calcemia deve, preferencialmente, ser avaliada pela dosagem do Ca iônico (Evidência)"; "2.2.1 Na indisponibilidade da dosagem do cálcio iônico, a calcemia pode ser avaliada pelo Ca total corrigido pela albumina sérica (Opinião)"; "Fórmulas para o cálculo do CaI não devem ser utilizadas, uma vez que não se correlacionam com o cálcio diretamente medido em pacientes críticos, com doença renal crônica, com hiperparatireoidismo, acidemia, naqueles que recebem transfusão e hemodialisados"; e a fórmula "[cálcio total corrigido (CaTc) = cálcio total + (4 - albumina sérica) x 0,8]". ⚠️ O documento imprime a fórmula sem declarar as unidades; a Tabela 1 do mesmo texto expressa "Ca e P séricos (mg/dL)". As unidades e a verificação aritmética apresentadas no corpo do guia são nossas. Sem errata declarada (CommentsCorrections/@RefType="ErratumIn" ausente no XML efetch). PubMed · DOI 2 3 4 5 6 7 8 9

  4. Serviço de Análises Clínicas, Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto — Universidade de São Paulo, Manual de Exames, publicado no portal da Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto. PDF verificado: 200 application/pdf, 585 538 bytes, 55 páginas, 117 278 caracteres extraídos para stdout; controle negativo com nome de arquivo inventado no mesmo caminho: 404 application/xhtml+xml, 22 340 bytes — o host discrimina. ⚠️ O documento não imprime data de versão; os metadados do PDF dão criação em 02/07/2025 (Microsoft Word), e é essa a data que declaramos, e não uma data deduzida da URL. Verbetes citados: Cálcio (jejum 8 a 10 horas para todas as idades; soro livre de EDTA; interferente: hemólise acentuada; método colorimétrico; valor de referência 8,4 a 10,5 mg/dL; "o cálcio encontra-se ligado às proteínas (47%) e livre (43%)"; "níveis críticos de cálcio total são aqueles inferiores a 6 mg/dL e superiores a 14 mg/dL"), Cálcio Ionizado (método eletrodo íon-seletivo; 1,00 a 1,30 mmol/L; interferentes: hemólise acentuada, pH < 7,10 ou > 7,80) e Cálcio na Urina (60,0-200,0 mg/24h). ⚠️ O mesmo documento escreve "Cálcio Ionizado" no título do verbete e "cálcio iônico" no corpo. PDF (ribeiraopreto.sp.gov.br) 2 3 4 5 6 7 8 9 10

  5. Lima-Oliveira G, Lippi G, Salvagno GL, Montagnana M, Manguera CL, Sumita NM, Picheth G, Guidi GC. New ways to deal with known preanalytical issues: use of transilluminator instead of tourniquet for easing vein access and eliminating stasis on clinical biochemistry. Biochem Med (Zagreb). 2011;21(2):152-9. Afiliação do primeiro autor: Universidade Federal do Paraná, Curitiba. Local de recrutamento verificado no texto: "250 outpatient adults of both genders, volunteers for this study, from Dante Pazzanese Cardiology Institute, São Paulo city, Brazil" — é portanto uma coorte brasileira, e não apenas um artigo com autor brasileiro. Cinco grupos de tempo de garrote (30, 60, 90, 120 e 180 s) comparados a coleta com transiluminador. Trecho citado: "clinically significant variations were observed for TP, ALB, K and CA in G2 to G5" (G2 = 60 s), enquanto "G1 did not show statistically significant increases in all clinical chemistry tests". ⚠️ O artigo não publica a variação percentual do cálcio; não a inventamos. ⚠️ Nota de acesso: curl devolve 403 idêntico para a página real e para um identificador inventado neste host (nenhum discriminante); o texto foi lido por WebFetch, que serve a página. Sem errata declarada no XML efetch. PubMed · DOI 2 3

  6. Cavalier E, Zima T, Plebani M, Langlois M, Harvey NC, McCloskey EV, Rizzoli R, Makris K. Albumin-adjusted ("corrected") calcium should no longer be reported: a position statement from the Joint IOF Working Group and IFCC Committee on Bone Metabolism and EFLM Committee on CKD. Clin Chem Lab Med. 2026;64(8):1719-1721. ⚠️ Fonte internacional, usada em recuo declarado, por não existir posicionamento brasileiro equivalente. ⚠️ Tipo de artigo verificado no NCBI: Editorial, e o registro não traz resumo; não foi possível abrir o texto integral. Citamos por isso apenas o que o título sustenta — a posição conjunta das três entidades — sem lhe atribuir nenhum número nem nenhuma regra de aplicação. Sem errata declarada. PubMed · DOI 2

  7. Eufrazino C, Veras A, Bandeira F. Epidemiology of Primary Hyperparathyroidism and its Non-classical Manifestations in the City of Recife, Brazil. Clin Med Insights Endocrinol Diabetes. 2013;6:69-74. Estudo transversal brasileiro (Hospital Agamenon Magalhães, Faculdade de Medicina da Universidade de Pernambuco, Recife), conduzido de 01/12/2007 a 31/08/2008 — período de coorte anterior ao ano de publicação. Sobre 4 207 pacientes ambulatoriais: prevalência de hiperparatireoidismo primário de 0,78% (IC 95%: 0,52-1,04), dos quais 81,8% assintomáticos e 18,2% sintomáticos; razão mulher:homem 7,2:1, com 89,7% das mulheres na pós-menopausa; idade média 61,12 ± 15,73 anos; cálcio sérico médio 10,63 ± 1,33 mg/dL; PTH médio 182,48 ± 326,51 pg/mL. Sem errata declarada. PubMed · DOI 2 3

  8. Ramos REO, Perez Mak M, Alves MFS, Piotto GHM, Takahashi TK, Gomes da Fonseca L, Silvino MCM, Hoff PM. Malignancy-Related Hypercalcemia in Advanced Solid Tumors: Survival Outcomes. J Glob Oncol. 2017;3(6):728-733. Todos os autores do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo — coorte brasileira. Análise retrospectiva de 306 pacientes com câncer sólido internados por hipercalcemia sintomática; critério de entrada declarado: "serum ionized calcium > 5,5 mg/dL or total Ca > 10,5 mg/dL" (⚠️ o cálcio iônico expresso em mg/dL, e não em mmol/L). Sobrevida global mediana 40 dias (IC 95%: 33 a 47); 83% receberam bifosfonato sem ganho de sobrevida. Sem errata declarada. PubMed · DOI 2

  9. Diniz RGM, Da Silva BN, Domingues-Da-Silva RO, Arnone M, Belda Júnior W, Daher EF, Andrade L. Hypercalcemia and Acute Kidney Injury Associated with Disseminated Paracoccidioidomycosis. Am J Trop Med Hyg. 2025;112(1):155-157. Autores da Faculdade de Medicina da USP, do Hospital das Clínicas da FMUSP e da Universidade Federal do Ceará; paciente brasileiro. ⚠️ Tipo de artigo verificado no NCBI: Case Reports — um único paciente, citado no guia como nuance e explicitamente rotulado como relato de caso, nunca como estatística. Homem de 30 anos imunocompetente, biópsia positiva para Paracoccidioides brasiliensis; achados laboratoriais de cálcio total alto e 1,25-di-hidroxivitamina D alta com PTH baixo e albumina baixa; normalização do cálcio e da função renal em 20 dias. Sem errata declarada. PubMed · DOI

  10. Dalpino F, Menna-Barreto L, Castilho L, de Faria E. Biological rhythms of biochemical serum parameters in a Brazilian population: a three-year study. Chronobiol Int. 2005;22(5):925-35. Departamento de Patologia Clínica, Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), São Paulo. Levantamento retrospectivo do ambulatório do hospital de ensino, adultos de 21 a 50 anos (idade média 36 anos), 52,9% homens: 15 036 dosagens de cálcio, 7 478 de fósforo, 53 641 de ureia, 58 315 de creatinina e 6 433 de ácido úrico — 140 903 no total; período de coleta de 1996 a 1998, anterior ao ano de publicação. Resultado citado: ritmo anual significativo no cálcio sérico (p ≤ 0,001), com máximo no outono e mínimo na primavera, e na creatinina (p ≤ 0,002); os demais parâmetros não apresentaram ritmicidade anual significativa. Conclusão citada: os ritmos sazonais "although of small amplitude, should be considered a component of the pre-analytical variation of these clinical laboratory tests". Sem errata declarada. PubMed · DOI

Aviso médico. Este guia tem finalidade informativa e educativa; não constitui aconselhamento médico e não substitui uma consulta. Os valores de referência variam conforme o laboratório e a técnica: só o seu médico pode interpretar os seus resultados no seu contexto.