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Colesterol LDL: metas por risco e como é calculado

O colesterol LDL não tem valor normal único: a meta vai de 115 a 40 mg/dL conforme o seu risco, e três documentos brasileiros discordam sobre a fórmula.

Atualizado em 4 de setembro de 202612 min de leituraEscrito pela Equipe Blood Analysis · Revisado e verificado por Julien Priour

O colesterol LDL é a linha do seu laudo que mais decide conduta médica — e a mais mal explicada: na maioria dos laboratórios brasileiros ele não é dosado, é calculado a partir dos outros três resultados do painel. Este guia mostra como esse cálculo é feito no Brasil (e por que três documentos oficiais discordam sobre a fórmula), o que fazer quando os triglicérides estão altos no mesmo laudo, e por que o LDL não tem "valor normal", mas uma meta que depende do seu risco.

Em resumo

  • O colesterol LDL não tem valor de referência único. A diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) de 2025cinco metas< 115, < 100, < 70, < 50 e < 40 mg/dL — conforme a sua categoria de risco.1
  • A fórmula mudou, mas nem todo mundo mudou junto. A SBC de 2025 recomenda Martin/Hopkins para todos; o protocolo do SUS, ainda em vigor, manda usar Friedewald com triglicérides abaixo de 400 mg/dL.12
  • O limite de triglicérides depende da fórmula que o seu laboratório usa: 400 mg/dL para Friedewald, 800 mg/dL para Martin/Hopkins. Acima disso, o número a olhar é o colesterol não-HDL.12
  • Jejum não é mais exigido no Brasil desde o consenso de 2016 — e o LDL não muda com a alimentação. A ressalva é indireta: comer eleva os triglicérides, e é o triglicéride que pode estragar o cálculo do LDL.31
  • LDL ≥ 190 mg/dL em adulto, de forma persistente, levanta suspeita de hipercolesterolemia familiar — que atinge cerca de 1 em cada 263 brasileiros.14

O que é o colesterol LDL

A LDL (low-density lipoprotein) transporta colesterol do fígado para os tecidos. O exame não conta partículas: mede quanto colesterol está dentro delas — daí "colesterol LDL", ou LDL-c, em mg/dL no laudo brasileiro.

É a principal lipoproteína aterogênica: atravessa a parede da artéria, fica retida ali e alimenta a placa. Por isso o protocolo do Ministério da Saúde é explícito — "não existe um valor normal de LDL-C, mas níveis desejáveis acima dos quais intervenções já demonstram benefícios".2

Para o panorama do painel inteiro, veja o lipidograma; para as outras linhas, o colesterol total, o colesterol HDL e os triglicérides.

Como o LDL é obtido no Brasil — três documentos, três respostas

Este é o ponto mais útil da página, e ele não é consensual. As três posições, lado a lado.

1. A diretriz da SBC de 2025: Martin/Hopkins para todos

A Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025 atualiza a versão de 2017.1 Ela recomenda, com força FORTE e certeza MODERADA, a equação de Martin/Hopkins para o cálculo do LDL-c em todos os indivíduos.

A estrutura é a mesma de sempre — LDL-c = colesterol total − HDL-c − triglicérides/x —, mas x não é fixo: varia de 3,1 a 11,9, escolhido a partir dos valores de não-HDL-c e de triglicérides da sua amostra.15 A diretriz faz uma ressalva: acima de 800 mg/dL de triglicérides o LDL-c por Martin pode vir subestimado, e aí se avalia o não-HDL-c.1

2. O protocolo do SUS: Friedewald, com teto de 400 mg/dL

Na rede pública vale o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Dislipidemia, aprovado pela Portaria Conjunta nº 8, de 30 de julho de 2019 — e ainda é a versão servida pelo Ministério da Saúde em setembro de 2026. O texto diz outra coisa:2

"A dosagem direta do LDL-C não é necessária, podendo o cálculo ser feito por meio da fórmula de Friedewald [LDL-C = (colesterol total − HDL-C) − (triglicerídios/5)], quando o valor dos triglicérides for inferior a 400 mg/dL."

E completa: acima de 400 mg/dL, usa-se o colesterol não-HDL, cujo alvo é 30 mg/dL acima do alvo de LDL-c — se a sua meta de LDL é 100, a de não-HDL é 130.2 O protocolo também usa o Escore de Risco Global (linhagem Framingham) para estratificar, enquanto a SBC de 2025 já adotou o escore PREVENT.21

3. O consenso laboratorial de 2016: as duas fórmulas convivem

O Consenso Brasileiro para a Normatização da Determinação Laboratorial do Perfil LipídicoSBPC/ML, SBAC, SBC/Departamento de Aterosclerose, SBD e SBEM — manda observar, no uso de Friedewald, "as limitações de jejum e de valores de TG > 400 mg/dL, podendo aplicar a Fórmula de Martin, ou usar a dosagem direta". Em amostra pós-prandial: dosagem direta ou Martin.3

E a dosagem direta do LDL?

Ela existe, mas tem papel pequeno. A SBC de 2025 registra que os métodos diretos colorimétricos apresentam grande variação entre os conjuntos diagnósticos e não são utilizados na prática clínica.1 Uma revisão sistemática brasileira de 2026 chega ao mesmo ponto: a medida direta fica reservada a triglicérides fora da faixa validada das equações.6

O que isso significa para você: com triglicérides entre 400 e 800 mg/dL, o LDL impresso pode ser confiável ou não conforme a fórmula usada — e o laudo brasileiro nem sempre informa qual foi. Aí o número a levar para a consulta é o colesterol não-HDL: uma subtração (colesterol total − HDL) que não sofre interferência dos triglicérides.3

As metas de LDL por categoria de risco (SBC 2025)

A diretriz determina que estes alvos constem dos laudos laboratoriais em todo o território nacional.1

Categoria de riscoMeta de LDL-cRedução mínimaMeta de não-HDL-c
Baixo< 115 mg/dL≥ 30 %< 145 mg/dL
Intermediário< 100 mg/dL≥ 30 %< 130 mg/dL
Alto< 70 mg/dL≥ 50 %< 100 mg/dL
Muito alto< 50 mg/dL≥ 50 %< 80 mg/dL
Extremo< 40 mg/dL≥ 50 %< 70 mg/dL

Fonte: Tabela 3.1 e Tabela 5.1 da diretriz de 2025.1 Os mesmos cinco pares de valores foram reproduzidos pela SBAC ao comentar a diretriz.7

Duas mudanças em relação ao consenso de 2016, que usava < 130 mg/dL para baixo risco e parava em "muito alto":3

  • o baixo risco desceu de 130 para 115 mg/dL;
  • surgiu a categoria de risco extremo — histórico de múltiplos eventos cardiovasculares ateroscleróticos maiores, ou um evento somado a duas ou mais condições de alto risco.1

O próprio valor do LDL entra direto numa categoria, sem cálculo de escore: reconhecendo a exposição cumulativa às lipoproteínas ao longo da vida, a diretriz classifica LDL-c ≥ 190 mg/dL como risco alto e LDL-c entre 160 e 189 mg/dL como risco intermediário.1

Importante: essas metas são limites de decisão definidos por risco, e não intervalos de referência derivados da população — a distinção é explícita na literatura brasileira.6 Quem define a sua categoria é o médico, com o conjunto do seu quadro.

Jejum: o Brasil dispensou — mas há uma nuance no LDL calculado

Desde o consenso de 2016, o laboratório brasileiro pode colher o perfil lipídico sem jejum, informando no laudo o estado de jejum.3 A SBC de 2025 mantém a orientação: para a avaliação inicial é aceitável colher sem jejum, sobretudo em crianças e idosos.1

O ponto que quase nenhuma página traz: o LDL-c em si não muda com a alimentação. A diretriz de 2025 é literal — "os parâmetros CT, HDL-c, LDL-c e não-HDL-c não sofrem influência do estado alimentar".1 O que muda é o triglicéride, e é por aí que o estado alimentar pode atingir o LDL: comer eleva os TG, e os TG entram na conta. A própria diretriz descreve o mecanismo e a solução:1

"A elevação de TG por sua vez pode interferir na precisão do cálculo do LDL-c pela equação de Friedewald, mas esse problema pode ser mitigado pelo uso da fórmula de Martin/Hopkins."

Ou seja: quem usa Martin/Hopkins praticamente elimina o efeito do jejum sobre o LDL; quem ainda usa Friedewald, não. Regra prática das duas fontes: triglicérides > 440 mg/dL numa amostra sem jejum pede nova coleta com jejum de 12 horas.13

Duas exceções: em crianças e adolescentes, a SBC de 2025 pede análise após 8 a 9 horas de jejum, com rastreamento universal entre 9 e 11 e entre 17 e 21 anos.1 E a SBPC/ML lembra que qualquer alteração deve ser confirmada em nova amostra, com pelo menos uma semana de intervalo.8

Colesterol LDL alto: o que investigar antes de concluir

Antes de rotular como dislipidemia primária, as fontes brasileiras mandam excluir causas secundárias: hipotireoidismo, síndrome nefrótica, doença hepática colestática e certos medicamentos.1 Peso, sedentarismo e o padrão alimentar atuam sobre o LDL, mas não explicam sozinhos valores muito altos. Para situar o seu número: na Pesquisa Nacional de Saúde de 2014-2015, o LDL-c médio do adulto brasileiro foi 105 mg/dL, e uma em cada cinco pessoas tinha LDL-c acima de 130 mg/dL.1

Hipercolesterolemia familiar: os números que acendem a luz

A hipercolesterolemia familiar (HF) é genética, silenciosa e frequente: no ELSA-Brasil, a prevalência estimada foi de 3,8 por 1.000 — cerca de 1 em cada 263 pessoas.1

Os limiares que devem levantar a suspeita, segundo a diretriz de 2025:1

  • adultos com LDL-c ≥ 190 mg/dL persistente (duas dosagens) sem causa secundária, e um familiar de primeiro grau afetado, ou doença coronária prematura (< 55 anos em homens, < 65 em mulheres);
  • adultos com LDL-c ≥ 250 mg/dL persistente, mesmo sem história familiar;
  • crianças com LDL-c ≥ 160 mg/dL (com história familiar) ou ≥ 190 mg/dL (sem ela).

A SBPC/ML vai além e recomenda que o próprio laudo traga o aviso: colesterol total ≥ 310 mg/dL em adultos, ou ≥ 230 mg/dL em crianças e adolescentes, pode indicar HF se excluídas as dislipidemias secundárias.8 O SUS, por sua vez, usa os critérios pontuados da OMS, com LDL-c ≥ 330 mg/dL valendo 8 pontos e o diagnóstico "definitivo" acima de 8.2

O Brasil tem programa próprio: o HipercolBrasil, do InCor/USP, faz rastreamento genético em cascata — identificado o caso-índice, testam-se os parentes. Já identificou mais de 2.000 pessoas com variante causadora de HF.94

O colesterol LDL no SUS

O SUS cobre a dosagem e o tratamento. O PCDT de 2019 inclui pacientes com risco de Framingham acima de 10 % em 10 anos, com doença aterosclerótica documentada ou com diagnóstico definitivo de hiperlipidemia familiar; os medicamentos previstos são sinvastatina, pravastatina e atorvastatina, além de fibratos e ácido nicotínico.2 Os códigos e valores por procedimento estão detalhados no guia do lipidograma; para o setor privado, veja quanto custa um exame de sangue.

Vale registrar a lacuna: um estudo de 2025 mediu quantos brasileiros em prevenção secundária não alcançam a meta de LDL mesmo em tratamento.10

Avanços recentes

Segundo publicações indexadas no PubMed:

  • Martin/Hopkins classifica melhor que Friedewald. Uma revisão sistemática brasileira de 2026 reporta 89,6 % contra 83,2 % de classificação correta numa base de 5.051.467 pacientes, com vantagem maior justamente onde importa: triglicérides altos e LDL baixo.6
  • A vantagem foi medida em brasileiros. Em 4.897 participantes do ELSA-Brasil, erros grandes (≥ 20 mg/dL) foram cerca de nove vezes mais frequentes com Friedewald quando o LDL-c estava abaixo de 70 mg/dL — quase sempre por subestimação.11
  • A busca ativa rende mais que a rotina. Em 11 municípios pequenos, o HipercolBrasil encontrou 4,67 parentes por caso-índice, contra 1,59 na abordagem habitual — e 240 parentes de primeiro grau afetados.9

Estes resultados dizem respeito à compreensão e ao acompanhamento; não autorizam automedicação nem substituem a avaliação do seu médico.

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Um LDL nunca se lê sozinho: ele depende dos triglicérides do mesmo laudo, da fórmula do laboratório e, sobretudo, da sua categoria de risco.

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Perguntas frequentes

Qual é o valor normal do colesterol LDL? Não existe um. O protocolo do Ministério da Saúde afirma isso com todas as letras.2 O que existe são metas por risco: de < 115 mg/dL (baixo risco) a < 40 mg/dL (risco extremo).1

Preciso de jejum para medir o colesterol LDL? Não, desde o consenso de 2016. O LDL-c não muda com a alimentação; o que muda é o triglicéride, que pode afetar o cálculo do LDL se o laboratório usar Friedewald.31 Em crianças, a SBC de 2025 pede 8 a 9 horas de jejum.1

Meus triglicérides estão acima de 400. O LDL do laudo vale? Depende da fórmula. Por Friedewald, o próprio protocolo do SUS diz que acima de 400 mg/dL não se deve usar o cálculo.2 Por Martin/Hopkins, o limite é 800 mg/dL.1 Nas duas situações, o número alternativo é o colesterol não-HDL.

Como sei qual fórmula o meu laboratório usou? Nem sempre dá: o laudo brasileiro não é obrigado a informar a fórmula — só o tempo de jejum.1 Se os seus triglicérides estão altos, pergunte ao laboratório ou peça o não-HDL.

LDL alto sempre significa remédio? Não. A decisão depende da sua categoria de risco, não do número isolado — embora a diretriz de 2025 sugira considerar tratamento mesmo em baixo risco quando o LDL-c persiste ≥ 145 mg/dL.1

Para lembrar

O colesterol LDL é o alvo central da prevenção cardiovascular brasileira, e o seu laudo traz um número calculado, não medido. Três coisas para levar: não há valor normal, há metas de < 115 a < 40 mg/dL conforme o risco;1 a fórmula não é consensual no Brasil — Martin/Hopkins na diretriz de 2025, Friedewald no protocolo do SUS de 2019 —, e isso muda o teto de triglicérides a partir do qual o número deixa de valer (800 ou 400 mg/dL);12 e um LDL-c ≥ 190 mg/dL persistente merece a pergunta sobre hipercolesterolemia familiar.1 Nenhum valor se lê sozinho — é o que a AI DiagMe ajuda a organizar, ao lado do seu médico. Veja também o glossário de exames de sangue e o conversor de unidades.

Fontes

Fontes oficiais brasileiras e publicações científicas (PubMed) usadas neste guia:

Footnotes

  1. Rached FH, Miname MH, Rocha VZ, et al., Sociedade Brasileira de Cardiologia — Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025. Arq Bras Cardiol. 2025;122(9):e20250640: recomendação FORTE de Martin/Hopkins para todos, divisor variável de 3,1 a 11,9, limite de 800 mg/dL de triglicérides, Tabela 3.1 e Tabela 5.1 de metas por risco, categorias de risco e risco extremo, ausência de influência do estado alimentar sobre LDL-c, jejum de 8 a 9 h e rastreamento em pediatria, limiares de suspeita de HF, dados da PNS 2014-2015 e do ELSA-Brasil. PubMed · PDF · DOI 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32

  2. Ministério da Saúde (SAES/SCTIE), com a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) — Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Dislipidemia: prevenção de eventos cardiovasculares e pancreatite, aprovado pela Portaria Conjunta nº 8, de 30 de julho de 2019 (versão servida pelo Ministério da Saúde em setembro de 2026): fórmula de Friedewald com triglicérides abaixo de 400 mg/dL, colesterol não-HDL com alvo 30 mg/dL acima do de LDL-c, "não existe um valor normal de LDL-C", Escore de Risco Global, critérios pontuados da OMS para hipercolesterolemia familiar, critérios de inclusão e medicamentos previstos. gov.br/saude 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11

  3. SBPC/ML, SBAC, SBC/Departamento de Aterosclerose, SBD e SBEM — Consenso Brasileiro para a Normatização da Determinação Laboratorial do Perfil Lipídico, versão 1.13, 2016: flexibilização do jejum, informação do estado de jejum no laudo, limitações da fórmula de Friedewald com TG > 400 mg/dL, uso de Martin ou dosagem direta em amostra pós-prandial, nova coleta com jejum de 12 h quando TG > 440 mg/dL, Tabela I com LDL-c de < 130 a < 50 mg/dL por categoria de risco. sbac.org.br 2 3 4 5 6 7

  4. Izar MCO, et al., Sociedade Brasileira de Cardiologia — Atualização da Diretriz Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar – 2021. Arq Bras Cardiol. 2021;117(4):782-844: diagnóstico, rastreamento em cascata e manejo da HF no Brasil. PubMed · DOI 2

  5. Martin SS, Blaha MJ, Elshazly MB, et al. Comparison of a novel method vs the Friedewald equation for estimating low-density lipoprotein cholesterol levels from the standard lipid profile. JAMA. 2013;310(19):2061-8 — origem da equação de Martin/Hopkins e dos divisores variáveis. PubMed · DOI

  6. Conti DGA, Tosetti LS, Jablonka F, et al. Measurement of low-density lipoprotein cholesterol and other circulating lipids in Brazil: a systematic literature review. Clin Chim Acta. 2026;592:121215 — revisão PRISMA centrada no Brasil: 89,6 % contra 83,2 % de classificação correta (Martin/Hopkins vs Friedewald) em 5.051.467 pacientes, medida direta reservada a TG fora da faixa validada, limites de decisão baseados em risco em vez de intervalos de referência. PubMed · DOI 2 3

  7. Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC) — Dislipidemia: as novas metas da Diretriz 2025: reprodução das cinco metas de LDL-c e de não-HDL-c por categoria de risco, e da criação da categoria de risco extremo. sbac.org.br

  8. Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) — Recomendações da SBPC/ML: boas práticas em laboratório clínico, capítulo de diagnóstico laboratorial da hipercolesterolemia familiar: coleta sem jejum, repetição com jejum de 12 h se TG > 440 mg/dL, observação de laudo com colesterol total ≥ 310 mg/dL (adultos) e ≥ 230 mg/dL (crianças e adolescentes), confirmação de alterações em nova amostra com pelo menos uma semana de intervalo, subestimação do LDL-c por Friedewald e uso da fórmula de Martin. PDF 2

  9. Jannes CE, et al. Screening for Familial Hypercholesterolemia in Small Towns: Experience from 11 Brazilian Towns in the Hipercolbrasil Program. Arq Bras Cardiol. 2022;118(4):669-677 — 105 casos-índice e 409 parentes de primeiro grau; rendimento de 4,67 parentes por caso-índice contra 1,59 na abordagem habitual; 240 parentes afetados; mais de 2.000 pessoas já identificadas pelo programa do InCor/USP. PubMed · DOI 2

  10. Braga A, et al. Estimate of Brazilians Under Secondary Prevention of Cardiovascular Events Who Do Not Achieve LDL Cholesterol Targets with Lipid-Lowering Therapy. Arq Bras Cardiol. 2025;122(7):e20240617 — dimensão do descompasso entre as metas de LDL-c e o alcance real no Brasil. PubMed · DOI

  11. Pallazola VA, Sathiyakumar V, Ogunmoroti O, et al. Impact of improved low-density lipoprotein cholesterol assessment on guideline classification in the modern treatment era — Results from a racially diverse Brazilian cross-sectional study. J Clin Lipidol. 2019;13(5):804-811 — 4.897 participantes do ELSA-Brasil; erros ≥ 20 mg/dL cerca de nove vezes mais frequentes com Friedewald abaixo de 70 mg/dL de LDL-c. PubMed · DOI

Aviso médico. Este guia tem finalidade informativa e educativa; não constitui aconselhamento médico e não substitui uma consulta. Os valores de referência variam conforme o laboratório e a técnica: só o seu médico pode interpretar os seus resultados no seu contexto.