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Magnésio no sangue: o que o exame mostra e o que não

Magnésio sérico: valores de referência, por que uma taxa normal não descarta falta de magnésio, quem realmente precisa dosar e quanto custa no SUS.

Publicado em 6 de setembro de 202612 min de leituraEscrito pela Equipe Blood Analysis · Revisado e verificado por Julien Priour

O magnésio virou um dos suplementos mais vendidos do Brasil — dimalato, quelato, glicinato, treonato. E junto com a moda veio uma pergunta muito razoável: dá para fazer um exame de sangue e descobrir se me falta magnésio? Esta página responde a ela com honestidade. A resposta curta é que o exame existe, custa pouco, é útil — mas não serve para essa pergunta. E entender por quê é mais interessante do que parece.

Em resumo

  • Só cerca de 1% do magnésio do corpo circula no sangue. Até 60% está guardado nos ossos e aproximadamente 40% fica dentro das células, sobretudo nos músculos.1
  • Por isso, uma revisão da Mayo Clinic é direta: o magnésio sérico é um "indicador ruim dos estoques corporais totais" — embora se correlacione com o aparecimento de sintomas.2
  • Consequência prática: um magnésio normal no laudo não descarta uma depleção — é por isso que dosar "para ver se me falta magnésio" não responde à pergunta.
  • Faixa habitual: 0,65 a 1,05 mmol/L de magnésio total — cerca de 1,6 a 2,6 mg/dL. Abaixo de 0,65 mmol/L fala-se em hipomagnesemia.1
  • O exame não é de rotina: a principal revisão de fisiologia do magnésio registra que os valores séricos "não são geralmente determinados" nos pacientes.3
  • O uso mais sólido é indireto: uma hipocalemia ou uma hipocalcemia que não corrigem com reposição. O magnésio baixo é a causa oculta clássica das duas.41
  • Inibidores de bomba de prótons (omeprazol e afins), muito consumidos no Brasil, podem baixar o magnésio. A bula profissional brasileira do omeprazol lista a hipomagnesemia entre as reações adversas.5
  • No SUS, o exame existe: 0202010562 DOSAGEM DE MAGNESIO, R$ 2,01 — um dos mais baratos da tabela.6
  • Não há inquérito brasileiro que tenha dosado o magnésio no sangue da população. O ENANI-2019, que coletou sangue de milhares de crianças, mediu ferro, zinco, selênio e sete vitaminas — o magnésio não está na lista.7

Onde o magnésio realmente fica

O magnésio é o segundo cátion mais abundante dentro das células e participa de mais de 600 reações enzimáticas. A descrição oficial do procedimento na tabela do Ministério da Saúde resume bem: é um "cofator essencial para enzimas ligadas à respiração celular, à glicólise e ao transporte de outros cátions", e é "essencial para a preservação da estrutura molecular do DNA, do RNA e dos ribossomos".6

O que essa descrição não diz é onde ele está — e é aí que tudo muda. A distribuição torna o sangue um péssimo observatório: até 60% nos ossos, cerca de 40% dentro das células, e apenas 1% no líquido extracelular.1 O tubo amostra, portanto, uma fração mínima do total.

Pior: o organismo defende essa fração. Quando a ingestão cai, rim e osso trabalham para manter a concentração sérica estável, drenando os estoques — a magnesemia segue normal enquanto as reservas se esvaziam. É por isso que a revisão da Mayo classifica o exame como indicador ruim dos estoques totais, acrescentando que ele se correlaciona com o aparecimento de sintomas.2 Ele é ruim para medir estoque, e razoável para detectar um distúrbio que já incomoda. São duas funções diferentes.

Valores de referência

Forma medidaFaixa habitual
Magnésio total (o exame comum)0,65 – 1,05 mmol/L
O mesmo, em mg/dL≈ 1,6 – 2,6 mg/dL
O mesmo, em mEq/L≈ 1,3 – 2,1 mEq/L
Magnésio ionizado (raro)0,55 – 0,75 mmol/L
Hipomagnesemiamagnésio total < 0,65 mmol/L

Os valores em mmol/L são citados textualmente de uma revisão de 2024 sobre distúrbios eletrolíticos ligados aos inibidores de bomba de prótons.1 Não localizamos faixa de referência publicada por sociedade brasileira para o magnésio sérico: a acima é de fonte internacional. As conversões para mg/dL e mEq/L foram refeitas por nós a partir da massa atômica do magnésio (24,305 g/mol; cátion divalente). Vale sempre o intervalo impresso no seu laudo, que varia com o método do laboratório.

"Quero saber se me falta magnésio": o exame responde?

Não. E vale dizer por quê sem rodeios, porque a pergunta é legítima.

Se a sua ingestão é baixa há anos, ossos e músculos podem estar empobrecidos enquanto o sangue permanece na faixa. Um resultado normal, aí, não é boa nem má notícia — é uma não-resposta. O exame não foi construído para essa pergunta.

Existem métodos que se aproximam mais do estoque real — magnésio intracelular, excreção urinária de 24 horas, teste de retenção após carga intravenosa — mas nenhum deles é exame de rotina no Brasil, nenhum consta da tabela do SUS, e a interpretação deles pertence a contextos clínicos específicos.

A conclusão prática é desconfortável e honesta: se a sua dúvida é sobre alimentação, ela se resolve olhando a alimentação, não o sangue. E aqui os dados brasileiros ajudam mais do que qualquer exame.

O que os dados brasileiros mostram

Um estudo populacional com 1 812 adultos brasileiros de 19 a 65 anos encontrou probabilidade de inadequação acima de 85% para o magnésio na dieta — em todas as faixas etárias.8 Isto é: a ingestão insuficiente é comum no Brasil, e você provavelmente não precisa de um exame para suspeitar disso.

Ao mesmo tempo, o Inquérito Nacional de Alimentação (37 364 pessoas) mostrou que 16,0% dos brasileiros usam suplemento vitamínico ou mineral — 19,5% entre as mulheres e 27,9% entre os idosos — e que quem suplementa tende a ser justamente quem já tinha a melhor ingestão alimentar. Os autores chamam isso de "hipótese do suplemento inverso": os produtos chegam a quem menos precisa deles.9

Note a assimetria: há muito dado brasileiro sobre o magnésio que se come, e nenhum inquérito nacional sobre o que circula no sangue. O ENANI-2019 coletou sangue de 8 739 crianças e dosou ferro, zinco, selênio e sete vitaminas — o magnésio não foi medido.7 Não é descuido: medir magnésio sérico numa população não descreveria o estado nutricional dela.

Quem realmente deve dosar

O exame tem indicações sólidas, e elas são estreitas. Reúnem-se em torno de três situações: perdas aumentadas, medicamentos e distúrbios eletrolíticos que não corrigem.

Perdas. Diarreia crônica, má absorção, ostomias de alto débito, alcoolismo e doença renal são as causas clássicas de perda digestiva ou renal.2

Medicamentos. A revisão de referência sobre o magnésio humano lista explicitamente diuréticos, inibidores do receptor do fator de crescimento epidérmico, inibidores de calcineurina e inibidores de bomba de prótons.3 A revisão da Mayo acrescenta anfotericina B, aminoglicosídeos e cisplatina.2

Distúrbios que não corrigem. É aqui que o exame ganha o seu maior valor — e merece uma seção própria.

O elo com o potássio e o cálcio

Este é o fato mais útil da página inteira.

Com o potássio. A falta de magnésio dentro da célula libera um canal renal chamado ROMK, que passa a excretar mais potássio. Como a perda urinária de potássio aumenta conforme se repõe potássio, o resultado é uma hipocalemia refratária: você repõe, e não sobe.41 Uma nuance importante, e o próprio autor do mecanismo faz questão de registrá-la: a deficiência de magnésio sozinha não causa necessariamente hipocalemia — costuma ser preciso também maior oferta distal de sódio ou aldosterona elevada.4

Com o cálcio. A hipomagnesemia altera o receptor sensível ao cálcio (CASR) de modo a inibir a secreção de PTH, o hormônio da paratireoide. Daí uma hipocalcemia resistente à reposição de cálcio.1

A consequência é elegante: diante de um potássio ou de um cálcio que teimam em não normalizar, dosar o magnésio pode explicar o caso inteiro — e corrigi-lo destrava os outros dois. É, de longe, o melhor motivo para pedir o exame.

Os inibidores de bomba de prótons

Omeprazol, pantoprazol e esomeprazol estão entre os medicamentos mais consumidos do país, muitas vezes por anos e sem reavaliação. Eles alteram o pH do lúmen intestinal e interferem no transporte ativo de magnésio pelos canais TRPM6 e TRPM7, reduzindo a absorção.1

Isso não é uma hipótese acadêmica: a bula profissional brasileira do omeprazol — modelo aprovado pela ANVISA — traz a hipomagnesemia listada entre as reações adversas, no grupo "Desordens metabólicas e nutricionais", ao lado de hipoglicemia, hipercalemia e diminuição da absorção de vitamina B12.5

Vale registrar o que a bula não diz: lida integralmente, ela não recomenda monitorar o magnésio de quem usa o medicamento por tempo prolongado.5 Quem usa um inibidor de bomba de prótons há anos e apresenta cãibras, fraqueza, arritmia ou um potássio que não corrige tem, aí sim, um bom motivo para dosar — e para conversar sobre a necessidade de manter o medicamento.

Gravidez: o sulfato de magnésio não é o exame

O Brasil usa magnésio em larga escala na obstetrícia: o sulfato de magnésio é o tratamento de referência para prevenir a eclâmpsia. Seria natural supor que isso se acompanhe de dosagens de magnesemia. Verificamos, e não é o caso.

O protocolo da FEBRASGO sobre hipertensão arterial crônica e gravidez (2025) detalha os esquemas de Pritchard e de Zuspan — dose de ataque, diluição, velocidade de infusão — e em nenhum momento pede uma dosagem de magnésio no sangue.10 São dois assuntos que compartilham uma palavra: administrar magnésio como medicamento não é medi-lo como exame.

E o protocolo da mesma federação dedicado justamente ao rastreamento de doenças por exames laboratoriais em obstetrícia não menciona o magnésio nenhuma vez — enquanto cita TSH doze vezes, glicemia nove e hemoglobina quatro.11 O vocabulário dos exames de sangue está no documento; ele simplesmente nunca é aplicado a este.

O pré-analítico: a hemólise levanta o resultado

Um detalhe que explica muitos resultados "altos" sem doença. O magnésio é predominantemente intracelular — inclusive dentro das hemácias. Se o tubo sofre hemólise, o conteúdo delas vaza para o soro.

As recomendações da SBPC/ML são explícitas: amostras de soro hemolisadas "fornecerão resultados elevados de potássio, magnésio e fosfato".12 Um magnésio discretamente alto num laudo cujo laboratório sinalizou hemólise merece, antes de qualquer investigação, uma nova coleta.

O que o SUS cobre

O exame está na tabela: 0202010562 DOSAGEM DE MAGNESIO, financiado em R$ 2,01.6 Para comparar, na mesma tabela o hemograma completo custa R$ 4,11 e a ferritina R$ 15,59.

Uma observação interessante sobre quando o Ministério espera esse exame: entre as 5 023 linhas da tabela, o magnésio aparece nominalmente nos painéis regulamentados de avaliação pré-transplante — rim, coração, fígado, pâncreas, pulmão e doador vivo —, sempre ao lado de sódio, potássio, creatinina e glicemia.6 É a única situação em que a própria tabela o inscreve num protocolo, e ela é coerente com as indicações reais: contexto de função renal e de manejo eletrolítico.

Fora daí, o magnésio não faz parte de nenhum painel de rotina. Ele não está no hemograma, nem no hepatograma, nem nos marcadores inflamatórios, nem nos exames da tireoide. Precisa ser pedido de propósito — e é uma boa notícia que custe tão pouco quando há motivo.

Avanços recentes

Com base em publicações indexadas no PubMed:

  • A limitação do exame está bem estabelecida: a revisão da Mayo Clinic de 2023 afirma que a avaliação laboratorial dos estoques corporais "depende em grande parte" de um marcador que é um indicador ruim deles.2
  • O mecanismo renal está descrito em detalhe: a liberação do canal ROMK explica por que a hipocalemia acompanhada de magnésio baixo resiste à reposição de potássio.4
  • A via dos inibidores de bomba de prótons foi detalhada em 2024: TRPM6/TRPM7 na absorção, CASR e PTH na hipocalcemia.1
  • O Brasil tem um problema de ingestão, não de dosagem: inadequação acima de 85% em adultos,8 com suplementação concentrada em quem menos precisa.9

Estes resultados dizem respeito ao diagnóstico e à pesquisa; não substituem a avaliação do seu médico.

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Um magnésio nunca se lê sozinho: o seu sentido depende do potássio, do cálcio, da sua função renal, dos medicamentos que você usa e até de como o tubo foi transportado.

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Perguntas frequentes

Qual é o valor normal do magnésio no sangue? Cerca de 0,65 a 1,05 mmol/L, ou aproximadamente 1,6 a 2,6 mg/dL. Abaixo de 0,65 mmol/L fala-se em hipomagnesemia. Vale o intervalo do seu laudo.1

Magnésio normal significa que não me falta magnésio? Não. Apenas cerca de 1% do magnésio do corpo está no sangue, e o organismo defende ativamente essa fração. Um valor normal não descarta depleção dos estoques.12

Devo pedir magnésio antes de começar um suplemento? Ele não vai responder a essa pergunta. Faz mais sentido conversar com o seu médico sobre sintomas, medicamentos em uso e alimentação — sobretudo porque a inadequação de ingestão é comum no Brasil,8 e porque quem mais suplementa costuma ser quem menos precisa.9

Uso omeprazol há anos. Preciso dosar? A hipomagnesemia consta da bula profissional brasileira do omeprazol como reação adversa, sem recomendação de monitoramento de rotina.5 Diante de cãibras, fraqueza, arritmias ou potássio persistentemente baixo, o exame é justificado — e vale reavaliar com o seu médico a necessidade do medicamento.

Meu potássio não sobe mesmo repondo. Tem a ver? Pode ter tudo a ver. O magnésio baixo aumenta a perda renal de potássio, e a reposição de potássio isolada tende a falhar até que o magnésio seja corrigido.4

O magnésio faz parte do check-up? Não. Ele não integra os painéis de rotina e precisa ser pedido com uma indicação clínica. Sobre o que faz sentido pedir em matéria de micronutrientes, veja o perfil vitamínico e a vitamina D.

Para lembrar

O exame de magnésio é barato, disponível no SUS e genuinamente útil — para uma pergunta bem mais estreita do que a que o trouxe até aqui. Ele não mede o seu estoque; detecta um distúrbio eletrolítico, sobretudo quando um potássio ou um cálcio se recusam a normalizar, quando há perdas digestivas ou renais, ou quando um medicamento de uso prolongado o está drenando. Se a sua pergunta é "estou tomando magnésio suficiente?", a resposta está no prato e na conversa com o seu médico — não no tubo.

Fontes

Fontes oficiais brasileiras e publicações científicas (PubMed) usadas neste guia:

Footnotes

  1. Bobrowicz M, Pachucki J, Popow M. Hypomagnesaemia leading to parathyroid dysfunction, hypocalcaemia, and hypokalaemia as a complication of long-term treatment with a proton pump inhibitor — a literature review. Endokrynol Pol. 2024;75(4):359-365. Fonte das faixas de referência e da distribuição corporal, citadas textualmente do PDF integral (968 794 bytes): "Up to 60% of total magnesium is stored in bones, approx. 40% is located intracellularly (mainly in the muscles), and only 1% circulates in extracellular fluid. The reference values for serum magnesium levels range between 0.65 and 1.05 mmol/L for total magnesium and 0.55 to 0.75 mmol/L for ionised form, so hypomagnesaemia is diagnosed when serum total magnesium levels are lower than 0.65 mmol/L." Também a fonte dos mecanismos: TRPM6/TRPM7 na absorção intestinal, desbloqueio do ROMK ("hypokalaemia caused by hypomagnesaemia is resistant to potassium supplementation") e CASR ("leading to inhibition of PTH secretion and hypocalcaemia resistant to calcium supplementation"). Fonte internacional, usada por não haver equivalente brasileiro publicado. As conversões para mg/dL e mEq/L são nossas (Mg = 24,305 g/mol, divalente) e foram conferidas aritmeticamente. Sem errata (CommentsCorrections/@RefType="ErratumIn" ausente no XML efetch; método validado com controle positivo no PMID 32813765 → errata 33047906). PubMed · DOI 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11

  2. Rosner MH, Ha N, Palmer BF, Perazella MA. Acquired Disorders of Hypomagnesemia. Mayo Clin Proc. 2023;98(4):581-596. Trecho citado: "Laboratory assessment of body magnesium stores largely relies on the measurement of serum magnesium levels that are a poor proxy for total body stores but does correlate with the development of symptoms." Também a fonte das causas medicamentosas citadas (anfotericina B, aminoglicosídeos, cisplatina) e das perdas digestivas e renais. Sem errata declarada no XML efetch. PubMed · DOI 2 3 4 5 6

  3. de Baaij JHF, Hoenderop JGJ, Bindels RJM. Magnesium in man: implications for health and disease. Physiol Rev. 2015;95(1):1-46. Fonte da observação de que "serum Mg2+ values are not generally determined in patients" e da lista de medicamentos associados à hipomagnesemia: "diuretics, epidermal growth factor receptor inhibitors, calcineurin inhibitors, and proton pump inhibitors". Revisão de referência do domínio; ancianidade não equivale a obsolescência. Sem errata declarada. PubMed · DOI 2

  4. Huang CL, Kuo E. Mechanism of hypokalemia in magnesium deficiency. J Am Soc Nephrol. 2007;18(10):2649-52. Fonte do mecanismo do ROMK: "A decrease in intracellular magnesium, caused by magnesium deficiency, releases the magnesium-mediated inhibition of ROMK channels and increases potassium secretion." E da nuance citada no texto: "Magnesium deficiency alone, however, does not necessarily cause hypokalemia. An increase in distal sodium delivery or elevated aldosterone levels may be required." Sem errata declarada no XML efetch. PubMed · DOI 2 3 4 5

  5. ANVISA — bula profissional (modelo aprovado)OMEPRAZOL, cápsula dura 20 mg, Geolab Indústria Farmacêutica S/A, versão V.02_11/2022, "Modelo de bula para o profissional de saúde". PDF verificado (200 application/pdf, 205 340 bytes; 23 897 caracteres extraídos). ⚠️ Controle negativo no mesmo caminho: um nome de arquivo inventado devolve 404 text/html de 272 271 bytesmaior que o PDF verdadeiro, ilustrando que o tamanho não discrimina em nenhum sentido; só o par código + tipo MIME o faz. Conteúdo confirmado em duas extrações independentes (com e sem -layout): "Hipomagnesemia" figura na tabela de reações adversas, na linha "Desordens metabólicas e nutricionais", junto de "hipoglicemia, hipercalemia, diminuição da absorção de vitamina B12, anorexia". A palavra "monitor" ocorre uma única vez no documento, a propósito de pacientes idosos, e não em relação ao magnésio: a bula não recomenda monitoramento da magnesemia. PDF (geolab.com.br) 2 3 4

  6. Ministério da Saúde / DATASUS — SIGTAP, Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS, competência agosto de 2026 (tb_procedimento.txt, 1 697 774 bytes, 5 023 linhas; tb_descricao.txt, 4 324 linhas). Verificação por enumeração com dobra de acentos (2 483 das 5 023 linhas contêm acentos combinantes): uma única linha corresponde a "MAGNESIO" — 0202010562 DOSAGEM DE MAGNESIO, R$ 2,01 (VL_SA). ⚠️ O rótulo está sem acento em tb_procedimento.txt (a busca por "MAGNÉSIO" acentuado rende 0), enquanto tb_descricao.txt escreve "MAGNÉSIO" com acento para o mesmo código — os dois arquivos do mesmo pacote não pontuam igual. A sigla "MG" foi descartada por ancoragem: como palavra isolada ela rende 324 linhas, todas dosagens de medicamentos em miligramas. Em tb_descricao.txt, "MAGNESIO" aparece em 8 registros: a descrição do próprio exame (citada no texto), a do triptofano, e seis painéis regulamentados de pré-transplante (coração, fígado, rim, pâncreas, pulmão, doador vivo). Parser de colunas fixas (VL_SH [282:294], VL_SA [294:306], VL_SP [306:318], decodificação latin-1) validado antes do uso contra valores já publicados neste site: hemograma completo 0202020380 R$ 4,11 e ferritina 0202010384 R$ 15,59. sigtap.datasus.gov.br 2 3 4

  7. Alves-Santos NH, Castro IRR, Anjos LAD, Lacerda EMA, Normando P, Freitas MB, Farias DR, Boccolini CS, Vasconcellos MTL, Silva PLDN, Kac G. General methodological aspects in the Brazilian National Survey on Child Nutrition (ENANI-2019): a population-based household survey. Cad Saude Publica. 2021;37(8):e00300020. Citado pela ausência que documenta. A lista de analitos é textual: o inquérito cobre o estado nutricional "concerning the following micronutrients: iron (hemoglobin and ferritin), zinc, selenium, and vitamins A, B1, B6, B12, D, E, and folic acid" — o magnésio não consta. Das 12 598 crianças elegíveis para coleta de sangue, 8 739 (69,3%) tiveram ao menos um parâmetro laboratorial medido. PubMed · DOI 2

  8. Fisberg M, Duarte Batista L, Previdelli AN, Ferrari G, Fisberg RM. Exploring Diet and Nutrient Insufficiencies across Age Groups: Insights from a Population-Based Study of Brazilian Adults. Nutrients. 2024;16(5):750. Estudo transversal de base populacional com 1 812 brasileiros de 19 a 65 anos, dois recordatórios de 24 horas. Trecho citado: "A high probability of inadequacies (above 85%) of calcium and magnesium were found in the population, regardless of age group." PubMed · DOI 2 3

  9. Pavlak CDR, Drehmer M, Mengue SS. Dietary Intake of Micronutrients and Use of Vitamin and/or Mineral Supplements: Brazilian National Food Survey. Nutrients. 2024;16(22):3815. Amostra de 37 364 indivíduos do Inquérito Nacional de Alimentação (módulo da POF 2017-2018). Prevalência de uso de suplemento 16,0% (IC 95%: 15,4-16,6), 19,5% entre mulheres (IC 95%: 18,7-20,5) e 27,9% entre idosos (IC 95%: 26,4-29,4). Conclusão citada: os achados "support the paradox of the 'inverse supplement hypothesis', which suggests that individuals who use dietary supplements are often those with the least need for them". PubMed · DOI 2 3

  10. FEBRASGOHipertensão arterial crônica e gravidez. Protocolo FEBRASGO, Femina. 2025;53(2):117-23. Ano coerente entre o bloco "Como citar" e o rodapé de todas as páginas. O Quadro 6 ("Prevenção de ocorrência de eclâmpsia com sulfato de magnésio") descreve os esquemas de Pritchard e de Zuspan com dose de ataque, dose de manutenção, diluição e velocidade de infusão. Verificação por enumeração no PDF integral (89 948 bytes, 30 461 caracteres de texto extraído, extração sem -layout e hífens condicionais U+00AD removidos): "sulfato de magnésio" 3 ocorrências, "MgSO" 6, "eclâmps" 12 — e zero ocorrência de "magnesemia", "dosagem" e "sérico". O protocolo prescreve o magnésio como medicamento e nunca pede uma dosagem sanguínea de magnésio. PDF (femina.org.br)

  11. FEBRASGO — Bonomi IBA, Lobato ACL, Silva CG, Martins LV. Rastreamento de doenças por exames laboratoriais em obstetrícia. Protocolo FEBRASGO, Femina. 2020;48(5):301-9. Demonstração de ausência por enumeração no PDF integral (292 471 bytes, 48 822 caracteres extraídos, hífens condicionais removidos): "magnés", "magnes" e mesmo a raiz curta "magn" rendem 0 ocorrência. Controle positivo forte, do tipo que contém o vocabulário procurado em outro contexto: no mesmo documento, "TSH" aparece 12 vezes, "glicemia" 9, "hemoglobina" 4 e "hemograma" 3 — o vocabulário dos exames de sangue está no protocolo, e nunca é aplicado ao magnésio. Coleção localizada por enumeração das 12 páginas de special-collection/protocolos/ (a busca interna do site devolve uma falsa ausência perfeita); nenhum protocolo dedicado à pré-eclâmpsia consta da coleção. Controle negativo do domínio: um slug inventado em /article/ devolve 404 de 65 013 bytes, contra 200 de 123 497 bytes para a página real. PDF (femina.org.br)

  12. Sociedade Brasileira de Patologia Clínica / Medicina Laboratorial (SBPC/ML)Recomendações da SBPC/ML: Boas Práticas em Laboratório Clínico. PDF oficial de 16 055 655 bytes (1 357 819 caracteres de texto extraído para stdout). Trecho citado, verificado no corpo técnico: "Amostras de soro hemolisadas fornecerão resultados elevados de potássio, magnésio e fosfato e da atividade de algumas enzimas". O manual reforça o ponto num segundo capítulo, ao listar os analitos afetados por hemólise acentuada: "potássio, sódio, cálcio, magnésio, bilirrubina, haptoglobina…". Contagem por grep -o (nunca grep -c): "magnés" 9 ocorrências, das quais 7 tratam de pureza da água reagente ou de publicidade — o manual não publica faixa de referência para o magnésio. PDF (controllab.com) · sbpc.org.br

Aviso médico. Este guia tem finalidade informativa e educativa; não constitui aconselhamento médico e não substitui uma consulta. Os valores de referência variam conforme o laboratório e a técnica: só o seu médico pode interpretar os seus resultados no seu contexto.