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LDH: o que a desidrogenase lática mede no exame de sangue

A LDH é o analito mais sensível à hemólise do tubo: uma punção difícil já a eleva sem que o soro pareça alterado. No SUS, o exame custa R$ 3,68.

Publicado em 8 de setembro de 202612 min de leituraEscrito pela Equipe Blood Analysis · Revisado e verificado por Julien Priour

Se você chegou aqui com uma LDH num laudo, comece por um fato que muda a leitura do resto: entre os exames de bioquímica, a LDH é o que mais sofre com a qualidade da coleta. Uma punção um pouco difícil pode elevá-la no tubo, sem que nada tenha acontecido no seu corpo. Esta página explica o que a enzima mede e o que as fontes brasileiras dizem sobre ela.

Em resumo

  • A LDH é a enzima que converte lactato em piruvato. A descrição oficial do exame na tabela do Ministério da Saúde diz isso e acrescenta que ela "é liberada em quadros de injúria tissular".1
  • ⚠️ É o marcador menos específico da bioquímica, e um documento oficial brasileiro assume isso por escrito: a mesma descrição lista a elevação "em neoplasias, hipóxia, cardiopatias, inflamações, hipotireoidismo, hepatites, pancreatite e obstrução intestinal".1 Oito situações sem relação entre si.
  • 🔴 A hemólise do tubo é a principal armadilha. A LDH encabeça a lista dos analitos "que se encontram em maior abundância intracelular" da SBPC/ML: é o que mais vaza quando uma hemácia se rompe na seringa. E o soro pode parecer normal — a hemólise só se torna visível acima de 50 mg/dL de hemoglobina livre.2
  • O uso mais defensável é o tripé da hemólise. A ABHH escreve: "Investigar hemólise: LDH↑, BI↑, Haptoglobina↓".3
  • No SUS: 0202010368 DOSAGEM DE DESIDROGENASE LATICA, R$ 3,68.1 As isoenzimas têm código próprio e o mesmo preço — mas nenhum texto clínico brasileiro que lemos as menciona.1
  • ⚠️ LDH e lactato são exames diferentes: um é a enzima, o outro é o metabólito.

O que a LDH mede

A LDH está presente em praticamente todas as células do corpo — músculo, fígado, coração, rim, hemácias — e faz a última etapa da glicólise anaeróbica, a conversão reversível entre piruvato e lactato.

Dentro da célula a concentração é altíssima; no sangue é baixa. Por isso a LDH sérica funciona como um contador de células que se romperam: quando um tecido sofre, seja qual for, ele derrama LDH na circulação — é o que a tabela oficial resume ao falar em "injúria tissular". Essa é a sua força e a sua fraqueza: ela detecta dano celular com muita sensibilidade e não diz onde o dano ocorreu.1

Não confunda com o lactato

As duas palavras podem aparecer no mesmo laudo, e não são a mesma coisa:

  • O lactato é um metabólito, produzido quando falta oxigênio. É marcador de gravidade, pedido no pronto-socorro e na terapia intensiva.
  • A LDH é a enzima que o transforma. Ela sobe porque células se romperam, não porque falta oxigênio no seu sangue neste instante.

São dois códigos distintos no SUS — 0202010538 e 0202010368 — que, por coincidência, custam o mesmo: R$ 3,68.1

A armadilha número um: o tubo

A SBPC/ML dedica um capítulo inteiro à hemólise da amostra, e nele a LDH aparece em primeiro lugar: "Os principais analitos que se encontram em maior abundância intracelular em comparação com o meio extracelular são: lactato desidrogenase (LDH), ácido fólico, potássio, AST e fosfato inorgânico".2 Quando a membrana da hemácia se rompe, esses analitos aumentam no soro — e o resultado sobe sem que o paciente tenha mudado.

O detalhe que engana: o mesmo capítulo informa que a hemólise só se torna visível quando a hemoglobina livre passa de 50 mg/dL, e que a cor rósea a vermelho-viva aparece entre 150 e 200 mg/dL.2 A tabela de limiares de interferência reproduzida ali marca a LDH em ≥ 15 mg/dL de hemoglobina — o valor mais baixo de toda a tabela, abaixo da bilirrubina direta (25), da TGO (40) e da TGP (90). ⚠️ Essa tabela é declarada, no próprio manual, como cortesia de uma clínica chilena e válida para uma plataforma analítica específica; citamos com essa origem, e não como norma brasileira.2 Mas a ordem de grandeza importa: a LDH pode estar alterada antes de o tubo parecer alterado.

O capítulo também explica que distinguir a hemólise in vivo (do paciente) da in vitro (do tubo) "é crítica para a segurança do paciente": sem causa clínica identificada, "deve-se fortemente considerar a possibilidade da hemólise in vitro". E a LDH não é a única atingida: a hemoglobina livre "pode contribuir para aumentar a medida da proteína total no soro e, assim, afetar a eletroforese de proteínas".2 Se as proteínas totais ou a eletroforese de proteínas vierem alteradas na mesma coleta, a hipótese do tubo vale para elas.

O que aumenta o risco na coleta

As causas técnicas listadas no capítulo são concretas:2

  • Coleta com seringa — "as coletas com seringa são a causa mais notória de hemólise"; "a força de aspiração é a maior causa de hemólise", e a velocidade não deve passar de 1 mL/s.
  • Tubo com volume insuficiente, pelo excesso relativo de anticoagulante ou aditivo; e conexões soltas, que deixam entrar ar e formam espuma.
  • Cateter periférico, muito usado na urgência: essas amostras hemolisam mais.

A consequência é medida: a hemólise "representa a maior causa de rejeição de amostras de sangue nos laboratórios clínicos".2 Um estudo norte-americano quantificou o peso da LDH nessa conta: entre três exames sensíveis, a LDH era o mais rejeitado31,4%, contra 19,9% da bilirrubina direta e 9,3% da TGO.4 E uma medição em pacientes reais, não em amostras hemolisadas de propósito, dá a inclinação: em 678 pares de amostras, a LDH variou 51% a cada 100 unidades de índice de hemólise, contra 14% do potássio — de longe a correlação mais forte da série.5 Duas fontes internacionais, em recurso explícito por não haver equivalente brasileiro publicado.

O que fazer com isso. Se a sua LDH veio isoladamente alta, sem sintoma e sem hemograma alterado, a primeira hipótese razoável não é doença — é repetir a coleta, e perguntar ao laboratório se o índice de hemólise foi registrado.

O tripé da hemólise: onde a LDH é realmente útil

A ABHH, no consenso sobre Patient Blood Management, escreve no algoritmo de anemia: "Investigar hemólise: LDH↑, BI↑, Haptoglobina↓ e encaminhar ao especialista". E detalha noutro trecho: a LDH está "aumentada nas anemias hemolíticas, eritropoese ineficaz, anemia megaloblástica", e "o LDH aumentado em conjunto com aumento de reticulócitos e/ou de bilirrubina indireta deve levantar a suspeita de hemólise".3

Ou seja: sozinha, a LDH não diz nada. Combinada com a haptoglobina baixa, os reticulócitos altos e a bilirrubina indireta alta, ela compõe o quadro laboratorial clássico da destruição de hemácias — o mesmo raciocínio que orienta a investigação de uma deficiência de G6PD ou de uma queda inexplicada da hemoglobina.

O Ministério da Saúde usa esse mesmo conjunto: no PCDT da Doença Falciforme em vigor, ao avaliar um medicamento, o texto lista como "variáveis hemolíticas" a hemoglobina, a lactato desidrogenase, os reticulócitos, a haptoglobina e a bilirrubina indireta.6 O protocolo também inclui a LDH entre os exames do atendimento à gestante com doença falciforme, a repetir ao fim de cada trimestre.6

⚠️ Mas os quatro não andam sempre juntos. Num estudo brasileiro da Unicamp, em doenças hemolíticas, a LDH não se correlacionou com os reticulócitos nem com a hemoglobina plasmática.7 Razão a mais para não ler nenhum deles isoladamente.

Onde a LDH aparece nos textos brasileiros — e onde não aparece

Aparece na leucemia. O INCA, na versão para profissionais da sua página sobre leucemia, descreve entre as alterações esperadas "hiperleucocitose, neutropenia, anemia, plaquetopenia, aumento de escórias nitrogenadas (ureia e creatinina), aumento de LDH e ácido úrico", associando-as à síndrome de lise tumoral.8 O mecanismo é o do tubo hemolisado, em escala corporal: muitas células se rompendo ao mesmo tempo.

Aparece na doença falciforme. O PCDT usa, na sua síntese de evidências, uma LDH duas vezes acima do normal como exemplo de critério de hemólise ligado à indicação de hidroxiureia.6 Registramos o alcance exato: é a definição adotada na revisão da literatura do protocolo, não uma regra de conduta dirigida ao leitor.

Não aparece na dor torácica. A Diretriz Brasileira de Atendimento à Dor Torácica na Unidade de Emergência – 2025 não menciona a LDH nenhuma vez (controle positivo: "troponina" = 155 ocorrências), e classifica como III B — não fazer — solicitar CK-MB quando há troponina quantitativa disponível.9 A troponina ocupou todo o espaço. ⚠️ O contraste com a tabela de faturamento é nítido: a descrição oficial de um parente próximo da LDH, a desidrogenase alfa-hidroxibutírica (0202010341), ainda cita o "infarto do miocárdio" entre as suas finalidades.1 Uma linha no SIGTAP estabelece cobertura, nunca alcance clínico atual — vale o mesmo para a CPK.

Não aparece na dengue. O guia Dengue: diagnóstico e manejo clínico, 6ª edição, do Ministério da Saúde, não cita a LDH nenhuma vez (controle positivo: "hematócrito" = 39).10

Não aparece com número no linfoma. A página do INCA sobre linfoma não Hodgkin também não a menciona.8 Índices prognósticos que incluem a enzima existem lá fora, mas não os publicamos porque não os lemos num texto brasileiro; o papel do exame em oncologia está nos marcadores tumorais.

As isoenzimas: pagas pelo SUS, ausentes dos protocolos

A LDH tem cinco isoenzimas, e o fracionamento tem código próprio nos dois sistemas brasileiros: 0202010376 DOSAGEM DE DESIDROGENASE LATICA (ISOENZIMAS FRACIONADAS), também R$ 3,68 no SUS,1 e 40301737 na tabela TUSS do setor privado.11

E, no entanto: "isoenzima" não aparece nenhuma vez no consenso da ABHH, no PCDT da Doença Falciforme nem no guia de dengue; no manual da SBPC/ML aparece duas vezes, e lemos as duas — fosfatase alcalina intestinal e fosfatase ácida prostática. Nenhuma é sobre a LDH.23610 Um procedimento continua financiado depois de a prática o ter abandonado.

Valores de referência: o que não existe

Nenhuma das fontes institucionais brasileiras que consultamos publica uma faixa de referência para a LDH sérica: o manual da SBPC/ML não a traz, e o consenso da ABHH, o PCDT da Doença Falciforme e o guia de dengue não imprimem uma única unidade U/L.23610

A razão é técnica: a atividade enzimática depende do método, da temperatura e do reagente. Por isso vale o intervalo impresso no seu laudo, ao lado do resultado — comparar a sua LDH com um número da internet é o erro mais provável de gerar susto sem motivo.

O que o SUS cobre — e como o nome se escreve

Duas linhas na tabela do Ministério, ambas a R$ 3,68: a dosagem (0202010368) e as isoenzimas fracionadas (0202010376).1 Para comparar, o hemograma completo custa R$ 4,11 e a ferritina, R$ 15,59 — veja quanto custa um exame.

⚠️ A grafia do nome completo diverge entre as instituições brasileiras, e a divergência é sistemática:

OndeComo está escrito
SIGTAP, rótulo do procedimentoDESIDROGENASE LATICA — sem acento
SIGTAP, arquivo de descriçõesDESIDROGENASE LÁTICA — com acento
TUSS (setor privado / planos)Desidrogenase láctica — com c
SBPC/ML, capítulo pré-analíticodesidrogenase láctica — com c
SBPC/ML, ABHH, INCA, PCDTa sigla LDH

Resumindo: o setor público escreve lática, o setor privado e a sociedade de laboratório escrevem láctica, e o texto clínico prefere a sigla. As duas grafias circulam no Brasil; se não encontrar o exame numa busca, tente a outra. Se o termo do laudo não estiver claro, o glossário de exames ajuda.

Avanços recentes

Com base em publicações indexadas no PubMed:

  • A interferência da hemólise foi quantificada em pacientes reais, e não em amostras hemolisadas artificialmente: a LDH tem a resposta mais acentuada da série bioquímica,5 e é a mais penalizada quando se mede a rejeição de amostras por analito.4
  • No Brasil, a LDH aparece como marcador de hemólise intravascular na doença falciforme: uma coorte da Unicamp encontrou níveis menores nos pacientes em uso de hidroxiureia,12 e uma série de 89 adultos usou explicitamente o trio LDH, bilirrubina indireta e reticulócitos.13
  • Num estudo com 261 pacientes de Pernambuco, os marcadores de hemólise — inclusive a LDH — associaram-se ao desenvolvimento de AVC.14

Estes resultados dizem respeito ao diagnóstico e à pesquisa; não substituem a avaliação do seu médico.

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Uma LDH nunca se lê sozinha: o seu sentido depende do contexto clínico, da qualidade da coleta e dos exames que a acompanham.

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Perguntas frequentes

Qual é o valor normal da LDH? Não há faixa publicada por instituição brasileira. Vale o intervalo impresso no seu laudo, que varia com o método e o reagente do laboratório.2

Minha LDH veio alta e o resto está normal. É grave? Uma LDH isolada alta, sem sintomas e sem outro exame alterado, tem como primeira hipótese razoável a hemólise da amostra — problema do tubo, não do paciente.2 O caminho é repetir a coleta antes de investigar, e levar o resultado ao seu médico.

Preciso de jejum para a LDH? Não encontramos exigência de jejum nos documentos brasileiros que consultamos. O que importa aqui é a qualidade da punção.

A LDH serve para diagnosticar infarto? Não é o que a diretriz brasileira de dor torácica de 2025 faz: ela não cita a LDH e ancora o diagnóstico na troponina.9

A LDH indica câncer? Ela sobe em neoplasias, mas também em hepatites, inflamações e hipotireoidismo.1 Não é exame de rastreamento — veja os marcadores inflamatórios e os marcadores tumorais.

Devo pedir as isoenzimas? Nenhum texto clínico brasileiro que lemos as menciona, embora o SUS as financie.136

Para lembrar

A LDH é barata, disponível no SUS e genuinamente útil — para perguntas bem mais estreitas do que um check-up. Ela conta células rompidas sem dizer de onde vieram, e por isso quase nunca se interpreta sozinha: o seu lugar é ao lado da haptoglobina, dos reticulócitos e da bilirrubina indireta, ou dentro de um acompanhamento já definido, como o do hepatograma. E vale lembrar o que este exame tem de particular: um valor alto isolado pode ser apenas o retrato de uma coleta difícil. Leve o laudo inteiro ao seu médico.

Fontes

Fontes oficiais brasileiras e publicações científicas (PubMed) usadas neste guia:

Footnotes

  1. Ministério da Saúde / DATASUS — SIGTAP, Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS, competência agosto de 2026 (tb_procedimento.txt, 1 697 774 bytes, 5 023 linhas; tb_descricao.txt, 4 324 linhas). Identidade dos arquivos conferida por tamanho e contagem de linhas antes do uso. Parser de colunas fixas (VL_SH [282:294], VL_SA [294:306], VL_SP [306:318], decodificação latin-1, LC_ALL=C) validado contra dois valores já publicados neste site antes de qualquer conclusão: hemograma completo 0202020380 R$ 4,11 e ferritina 0202010384 R$ 15,59. Regra de correspondência declarada: busca por ocorrências, caixa ignorada, acentos dobrados (NFD) — dobra comprovadamente ativa, pois 2 483 das 5 023 linhas contêm acentos combinantes. A raiz DESIDROGENASE rende cinco linhas, lidas uma a uma: 0202010341 alfa-hidroxibutírica (R$ 3,51), 0202010350 glutâmica (R$ 3,51), 0202010368 DOSAGEM DE DESIDROGENASE LATICA (R$ 3,68), 0202010376 DOSAGEM DE DESIDROGENASE LATICA (ISOENZIMAS FRACIONADAS) (R$ 3,68) e 0202010481 glicose-6-fosfato desidrogenase. ⚠️ LDH e DHL rendem 0 na tabela: o rótulo oficial não usa sigla. ⚠️ LACTICA (com c) rende 0; LATICA rende as duas linhas da enzima — a tabela grafa sem acento, enquanto tb_descricao.txt escreve "DESIDROGENASE LÁTICA" para o mesmo código. Os dois arquivos do mesmo pacote não aplicam a mesma convenção. Descrições verificadas como únicas ao seu código (comparação do corpo de todas as 4 324 descrições). Citadas textualmente: 0202010368 ("A DESIDROGENASE LÁTICA É UMA ENZIMA QUE CATALIZA A CONVERSÃO DE LACTATO A PIRUVATO E É LIBERADA EM QUADROS DE INJÚRIA TISSULAR. PORTANTO A ELEVAÇÃO DOS NÍVEIS DE DESIDROGENASE LÁTICA OCORRE, POR EXEMPLO, EM NEOPLASIAS, HIPÓXIA, CARDIOPATIAS, INFLAMAÇÕES, HIPOTIREOIDISMO, HEPATITES, PANCREATITE E OBSTRUÇÃO INTESTINAL") e 0202010341 ("ANALISA PRINCIPALMENTE ALTERAÇÕES NO CORAÇÃO OU FÍGADO… INFARTO DO MIOCÁRDIO, DE ANEMIAS MEGALOBLÁSTICAS E HEMOLÍTICAS"). Também verificado: 0202010538 DOSAGEM DE LACTATO, R$ 3,68. Uma presença no SIGTAP estabelece cobertura, nunca recomendação nem alcance atual. sigtap.datasus.gov.br 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11

  2. Sociedade Brasileira de Patologia Clínica / Medicina Laboratorial (SBPC/ML)Recomendações da SBPC/ML: Boas Práticas em Laboratório Clínico. PDF oficial de 16 055 655 bytes, extraído para stdout e sem -layout, com remoção dos hífens condicionais U+00AD: 1 357 819 caracteres, 23 533 linhas. Contagens por ocorrências (grep -o), nunca por grep -c, com acentos dobrados. ⚠️ Contexto lido ocorrência por ocorrência, como exige este documento: das quatro ocorrências de "lactato desidrogenase", duas estão em encartes publicitários de fabricantes (offsets 1 300 075, reclame Merck/Millipore identificada pela linha "Millipore, Elix and BioPak are registered trademarks"; e 1 335 425, lista de portfólio de ensaios) e não foram contadas como posição da sociedade. As duas restantes são texto assinado, no capítulo 24 Ações para minimizar a hemólise, do Latin American Preanalytical Scientific Committee (LASC) — comitê latino-americano com membros brasileiros (Adagmar Andriolo, Nairo Massakazu Sumita, Luisane Maria Falci Vieira, Glais Libanori), o que declaramos por transparência. Trechos citados textualmente: "Os principais analitos que se encontram em maior abundância intracelular em comparação com o meio extracelular são: lactato desidrogenase (LDH), ácido fólico, potássio, AST e fosfato inorgânico"; "A hemólise pode ser visualizada no soro ou plasma quando a concentração de hemoglobina excede o nível de 50 mg/dL. Quando a concentração ultrapassa valores entre 150 e 200 mg/dL, a aparência do soro ou plasma poderá variar da tonalidade rósea ao vermelho-vivo"; "Distinguir a hemólise in vivo da in vitro é crítica para a segurança do paciente… Caso não exista uma causa clínica identificada que indique uma hemólise in vivo, deve-se fortemente considerar a possibilidade da hemólise in vitro"; "A hemólise representa a maior causa de rejeição de amostras de sangue nos laboratórios clínicos"; "as coletas com seringa são a causa mais notória de hemólise"; "A velocidade de aspiração não deve ultrapassar 1 mL/s. A força de aspiração é a maior causa de hemólise"; volume insuficiente, conexões soltas e cateter periférico. ⚠️ Origem estrangeira declarada: a Tabela 1 de limiares de interferência (LDH ≥ 15 mg/dL de hemoglobina, bilirrubina direta ≥ 25, AST ≥ 40, ALT ≥ 90) traz, no próprio manual, "Fonte: cortesia da Clínica Dávila, Chile" e descreve a plataforma Cobas EP612 daquele laboratório; citada aqui com essa origem, jamais como norma brasileira. Em outro capítulo o manual grafa "desidrogenase láctica" (com c), única ocorrência dessa forma. ⚠️ Ausências demonstradas por enumeração: "isoenzima" = 2 ocorrências, ambas lidas e nenhuma referente à LDH (fosfatase alcalina intestinal; fosfatase ácida prostática); "critérios de Light", "exsudato" e "transudato" = 0; nenhuma faixa de referência em U/L para a LDH sérica. Controle positivo no mesmo texto: "hemólise" = 89 ocorrências. PDF (controllab.com) · sbpc.org.br 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11

  3. Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH)Consenso da ABHH sobre Patient Blood Management, 1ª edição, publicada em 26 de outubro de 2023. PDF de 2 388 535 bytes; identidade confirmada pela frase definidora da capa e pela diretoria assinante. Texto extraído para stdout, 380 784 caracteres. Trechos citados textualmente: "Investigar hemólise: LDH↑, BI ↑, Haptoglobina↓ e encaminhar ao especialista"; e, do quadro de exames da anemia, "LDH — Aumentado nas anemias hemolíticas, eritropoese ineficaz, anemia megaloblástica. O LDH aumentado em conjunto com aumento de reticulócitos e/ou de bilirrubina indireta deve levantar a suspeita de hemólise". ⚠️ Ausências demonstradas (ocorrências, acentos dobrados): "isoenzima" = 0; "U/L" e "UI/L" = 0 — o consenso não publica faixa de referência. Controle positivo: "hemólise" = 13, "reticulócit" = 7. 2 3 4 5

  4. Tang NY, Mitchell KR, Groboske SE, Baldwin AD, Lenza M, Yeo KJ, van Wijk XMR. Reducing Specimen Rejection Rates Using Concentration-Dependent Hemolysis Rejection Thresholds. J Appl Lab Med. 2023;8(2):285-295. Números citados: com os limiares da bula do fabricante, as taxas de rejeição por hemólise foram de 31,4% para a LDH, 19,9% para a bilirrubina direta e 9,3% para a AST; com limiares dependentes da concentração, caíram para 4,8%, 7,1% e 1,3%. Fonte internacional (Estados Unidos), usada em recurso explícito. Sem errata declarada no XML efetch. PubMed · DOI 2

  5. Hung YE, Chiu YI, Shiesh SC, Lin YC, Cheng CL, Hsueh KY, Lin WL. The influence of haemolysis in patient samples on biochemical tests analysed using Roche Cobas8000 analyzer. Ann Clin Biochem. 2026;63(1):58-68. Pares de amostras (primária hemolisada e recoleta não hemolisada) de 678 pacientes. Resultado citado: correlações fortes do índice de hemólise com a lactato desidrogenase (variação de 51% a cada 100 unidades de índice, r = 0,6524; p < 0,0001), o potássio (14% a cada 100 unidades) e o sódio (−0,6%). Fonte internacional (Taiwan, National Cheng Kung University), usada em recurso explícito por não haver medição brasileira equivalente publicada. ⚠️ Publicação eletrônica antecipada em junho do ano anterior; vale o ano do número, conferido no campo pubdate do esummary do NCBI. Sem errata: CommentsCorrections/@RefType="ErratumIn" ausente no XML efetch. PubMed · DOI 2

  6. Ministério da SaúdeProtocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença Falciforme, aprovado pela Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 16, de 1º de novembro de 2024 (versão em vigor; o PDF de 2018 que circula está revogado). Baixado diretamente de gov.br/saude: 200 application/pdf, 2 810 297 bytes, PDF criado em 23/11/2024; controle negativo no mesmo caminho devolve 404 application/json de 26 bytes, portanto o teste discrimina. 272 979 caracteres extraídos. Trechos citados textualmente: "os tratamentos com crizanlizumabe não alteraram variáveis hemolíticas avaliadas, tais como variação na concentração de hemoglobina; lactato desidrogenase; número de reticulócitos; haptoglobina e bilirrubina indireta"; a lista de exames do atendimento inicial à gestante ("hemograma, reticulócitos, ferritina, bilirrubinas, TGO, TGP, LDH, fosfatase alcalina… Repetir ao final do 1º, 2º e 3º trimestres"); e, na seção de métodos da síntese de evidências — alcance que declaramos explicitamente —, "Entendeu-se como falha terapêutica: … (p.ex. LDH 2x maior que o normal – hemólise, lesão crônica de órgão…)". ⚠️ Ausências demonstradas: "isoenzima" = 0; "U/L" e "UI/L" = 0. Controle positivo: "hidroxiureia" = 91, "hemólise" = 16. gov.br/saude 2 3 4 5 6

  7. Sakamoto TM, Canalli AA, Traina F, et al. Altered red cell and platelet adhesion in hemolytic diseases: Hereditary spherocytosis, paroxysmal nocturnal hemoglobinuria and sickle cell disease. Clin Biochem. 2013;46(18):1798-803. Estudo brasileiro (INCT do Sangue, Centro de Hematologia e Hemoterapia, Unicamp, Campinas). Resultado citado: a adesão plaquetária correlacionou-se significativamente com a LDH sérica, mas "a LDH não se correlacionou com os reticulócitos nem com os níveis de hemoglobina plasmática" na coorte de doenças hemolíticas estudada — razão pela qual esta página adverte contra ler qualquer um dos marcadores do tripé isoladamente. Sem errata declarada no XML efetch. PubMed · DOI

  8. Instituto Nacional de Câncer (INCA) — páginas Leucemia e Linfoma não Hodgkin, seção versão para profissionais de saúde, consultadas em 8 de setembro de 2026. Ambas devolvem 200 text/html (161 734 e 159 807 bytes); controle negativo com um tipo de câncer inventado no mesmo caminho devolve 404 application/json de 26 bytes, e o texto extraído dele tem 26 caracteres contra 30 103 e 29 102 das páginas reais — o discriminante funciona em código, tipo MIME e texto. Trecho citado textualmente da página de leucemia: "As alterações esperadas nesses exames são: hiperleucocitose, neutropenia, anemia, plaquetopenia, aumento de escórias nitrogenadas (uréia e creatinina), aumento de LDH e ácido úrico, distúrbios eletrolíticos relacionados à síndrome de lise tumoral (hipercalemia, hiperfosfatemia, hipocalcemia)". ⚠️ Ausência demonstrada: na página de linfoma não Hodgkin, "LDH" e "desidrogenase" rendem 0 ocorrências, com controle positivo "prognóst" = 4 — o INCA não publica ali índice prognóstico com a enzima, razão pela qual esta página não reproduz nenhum. INCA — leucemia · INCA — linfoma não Hodgkin 2

  9. de Barros e Silva PGM et al.Sociedade Brasileira de Cardiologia, Diretriz Brasileira de Atendimento à Dor Torácica na Unidade de Emergência. Arq Bras Cardiol. 2025;122(9):e20250620. PDF de 4 350 873 bytes, 337 443 caracteres extraídos. ⚠️ Ausência demonstrada por enumeração: "LDH", "DHL", "desidrogenase", "lática" e "láctica" rendem 0 ocorrências no texto integral, com controle positivo "troponina" = 155. Recomendação citada textualmente do quadro de recomendações, verificada na mesma célula para evitar o entrelaçamento de colunas: "Se troponina quantitativa disponível, não se deve solicitar CK-MB para investigação de IAM — III, B". ⚠️ Essa classe III diz respeito à CK-MB, não à LDH; a afirmação sobre a LDH nesta página é a ausência medida, e nada além. 2

  10. Ministério da SaúdeDengue: diagnóstico e manejo clínico — adulto e criança, 6ª edição, Brasília, 2024. PDF de 765 804 bytes, criado em 21/02/2024; identidade confirmada pela folha de rosto. Extraído para stdout sem -layout, 99 867 caracteres. ⚠️ Ausência demonstrada por enumeração, com contagem validada contra um número já publicado neste corpus: "desidrogenase", "LDH" e "DHL" rendem 0 ocorrências, enquanto o controle positivo "hematócrito" rende 39 — exatamente o total que outra página deste site mediu de forma independente sobre o mesmo documento, o que atesta que a extração está completa. Controles adicionais: "plaquetas" = 39, "AST" = 15, "leucopenia" = 3. A LDH não integra o manejo brasileiro da dengue. 2 3

  11. Terminologia Unificada da Saúde Suplementar (TUSS) — arquivo tb_tuss.txt do mesmo pacote DATASUS (5 766 linhas, colunas fixas CO_TUSS 1-10 e NO_TUSS 11-460 conforme tb_tuss_layout.txt, latin-1). Controle positivo CREATININA = 6 linhas. A raiz DESIDROGENASE rende seis linhas, lidas uma a uma, entre elas 40301729 Desidrogenase láctica - pesquisa e/ou dosagem e 40301737 Desidrogenase láctica - isoenzimas fracionadas - pesquisa e/ou dosagem. ⚠️ Ao contrário do SIGTAP, a nomenclatura do setor privado grafa láctica, com c e com acento. ⚠️ Falsa presença registrada e descartada: o motivo LATICA, com acentos dobrados, rende uma linha nesta tabela — 30312108 Retinopexia profi**lática**, sem relação alguma com a enzima. Uma subcadeia curta mente nos dois sentidos; foi por isso que cada ocorrência foi lida.

  12. Chenou F, Hounkpe BW, Domingos IF, et al. Effect of hydroxyurea therapy on intravascular hemolysis and endothelial dysfunction markers in sickle cell anemia patients. Ann Hematol. 2021;100(11):2669-2676. Estudo brasileiro — afiliações verificadas: Unicamp (Campinas), UFPE e Fundação HEMOPE (Recife), UFRN (Natal). Estudo transversal com 30 pacientes com anemia falciforme sem hidroxiureia, 25 em uso de hidroxiureia e 32 controles HbAA; a LDH sérica figura entre os marcadores de hemólise intravascular avaliados, e os seus níveis foram significativamente maiores no grupo sem hidroxiureia do que no grupo tratado. Sem errata declarada no XML efetch. PubMed · DOI

  13. Chenou F, Albuquerque DM, Leonardo DP, et al. Endothelial Nitric Oxide Synthase (eNOS) Gene Polymorphisms and Markers of Hemolysis, Inflammation and Endothelial Dysfunction in Brazilian Sickle Cell Anemia Patients. Biochem Genet. 2020;58(4):580-594. Estudo brasileiro (Unicamp, UFPE, HEMOPE), 89 adultos com anemia falciforme e 100 controles; os autores definem os marcadores de hemólise como o conjunto "lactato desidrogenase (LDH), bilirrubina indireta e contagem de reticulócitos" — a mesma combinação que a ABHH publica. Sem errata declarada no XML efetch. PubMed · DOI

  14. Domingos IF, Falcão DA, Hatzlhofer BL, et al. Influence of the βs haplotype and α-thalassemia on stroke development in a Brazilian population with sickle cell anaemia. Ann Hematol. 2014;93(7):1123-9. Estudo brasileiro (Universidade Federal de Pernambuco, Recife), 261 pacientes com anemia falciforme, dos quais 67 (9,5%) com evento de AVC documentado. Resultado citado: os marcadores de hemólise — contagem de hemácias (p = 0,023), reticulócitos (p = 0,003), hemoglobina (p < 0,001), bilirrubina indireta (p = 0,006) e LDH (p = 0,001) — associaram-se à suscetibilidade ao AVC. Ano do número conferido no pubdate do esummary. Sem errata declarada no XML efetch. PubMed · DOI

Aviso médico. Este guia tem finalidade informativa e educativa; não constitui aconselhamento médico e não substitui uma consulta. Os valores de referência variam conforme o laboratório e a técnica: só o seu médico pode interpretar os seus resultados no seu contexto.