O resto do laudo, marcador por marcador — da ferritina ao D-dímero, do sódio à vitamina D.
Cai em toda hemólise, inclusive a intramedular. E não diagnostica doença falciforme — não está no PCDT.
Ler o guia Haptoglobina →
O teste virou obrigatório antes da primaquina e da tafenoquina. E a fava não é o gatilho principal no Brasil.
Ler o guia G6PD →
A avaliação da política de enriquecimento das farinhas conclui que o impacto é pequeno. E o SUS não tem código de painel: cobra cada dosagem à parte.
Ler o guia Cinética do ferro →
É proteína de fase aguda: a inflamação a eleva e pode esconder uma falta real de ferro. Por isso o corte sobe de 30 para 100 quando há inflamação.
Ler o guia Ferritina →
O protocolo do Ministério diz que ele não é obrigatório no diagnóstico. Varia até 50% entre 8h e 14h — e o jejum longo o aumenta.
Ler o guia Ferro sérico →
Sobe quando falta ferro, ao contrário do que se espera. E não é melhor que a albumina como marcador de desnutrição: um estudo mostra o contrário.
Ler o guia Transferrina →
Não separa bactéria de vírus — a literatura classifica esse uso como fraco. Fora do SUS, mas coberta pelo plano com diretriz de utilização.
Ler o guia Procalcitonina →
Não é uma dosagem, é a queda das hemácias num tubo em uma hora — por isso anemia, idade e gravidez mudam o número sem que haja inflamação.
Ler o guia VHS →
Está em dois exames ao mesmo tempo: é o fator I da coagulação e uma proteína de fase aguda. Das seis causas de alta, quatro não são doença.
Ler o guia Fibrinogênio →
SBPC/ML e SBEM são explícitas: a triagem populacional indiscriminada não está indicada. E o SUS dosa cinco vitaminas, não o painel.
Ler o guia Perfil vitamínico →
O consenso de 2020 tem uma tabela errada, corrigida numa errata à parte. E o SUS e as sociedades discordam: 15 ng/mL é deficiência para umas, insuficiência para o outro.
Ler o guia Vitamina D →
Um resultado normal não exclui a falta: a maior parte do que o exame mede está ligada à haptocorrina, que não entra nas células.
Ler o guia Vitamina B12 →
A vitamina cujo EXCESSO intoxica. O manual da tuberculose prescreve piridoxina e nunca manda dosá-la — o Brasil suplementa sem medir.
Ler o guia Vitamina B6 →
O laudo escreve “folato” e a tabela do SUS usa os dois nomes na mesma frase. Num país que fortifica a farinha, a falta ficou rara.
Ler o guia Ácido fólico →
A diretriz de dislipidemias de 2025 não a cita nenhuma vez — a de 2017 citava. Não tem código no SUS, que paga as vitaminas mas não o seu marcador.
Ler o guia Homocisteína →
O magnésio do sangue não mede os estoques do corpo: só 1% circula. Um resultado normal não descarta a falta — e o ENANI-2019 não o dosou.
Ler o guia Magnésio →
O SUS incorporou a elastase fecal em 2025, mas a descrição oficial ainda fala em fibrose cística. E não existe pacote: cada enzima é cobrada à parte.
Ler o guia Enzimas pancreáticas →
A vantagem defensável não é a exatidão — é a janela de tempo. Na insuficiência renal, 80% têm lipase alta sem nenhuma dor abdominal.
Ler o guia Lipase →
Cerca de 60% da amilase do sangue é salivar: o pâncreas é minoritário. E no escorpionismo ela sobe sem pancreatite nenhuma.
Ler o guia Amilase →
Sódio, potássio e cloreto custam R$ 1,85 cada no SUS — e não existe pacote. O bicarbonato só vem com a gasometria, oito vezes mais caro.
Ler o guia Eletrólitos séricos →
Um potássio alto é primeiro um problema de coleta até prova em contrário. E o ECG confirma, mas não exclui: sensibilidade de 0,19.
Ler o guia Potássio →
Sódio baixo quase nunca é falta de sal: é excesso de água. E o sódio do sangue não mede o quanto você come — a PNS mediu na urina.
Ler o guia Sódio →
No SUS o exame chama-se cloreto, não cloro: quem procura pela palavra errada não acha. Custa R$ 1,85 — e R$ 150,00 no suor.
Ler o guia Cloro (cloretos) →
No SIGTAP, osmolaridade é o exame de sangue e osmolalidade o de urina. E a fórmula da SBD divide a ureia por 2,8, que é o divisor do BUN.
Ler o guia Osmolalidade →
Não é o de cozinha. O SUS não cobre a dosagem venosa sob nenhum nome: ele só vem dentro da gasometria, e a TUSS o chama de reserva alcalina.
Ler o guia Bicarbonato →
É marcador de gravidade, não exame de rotina — e o que vale é a queda em 2 a 4 horas, não o número isolado. O protocolo brasileiro não publica corte universal.
Ler o guia Lactato →
Um manual inteiro do INCA sobre detecção precoce não cita um só exame de sangue. E o SUS paga cinco marcadores — todos descritos como exames de acompanhamento.
Ler o guia Marcadores tumorais →
Nem o Ministério nem a SBU recomendam rastreamento universal: a divergência é sobre a idade e sobre convocar ou não. E o PSA livre não tem código no SUS.
Ler o guia PSA (próstata) →
O INCA não recomenda rastreamento de ovário, e a Febrasgo desaconselha dosá-lo para diagnosticar endometriose — mesmo sendo nela que ele sobe.
Ler o guia CA 125 →
Desaconselhada na população geral, adequada em quem tem cirrose ou hepatite crônica. Três fontes brasileiras discordam sobre quem deve ser vigiado.
Ler o guia Alfafetoproteína (AFP) →
De 5% a 10% das pessoas não produzem este marcador: nelas, um resultado baixo não tranquiliza nada. E o SUS não o cobre — zero código em 5 023 linhas.
Ler o guia CA 19-9 →
Não serve para rastrear: 7,8% de sensibilidade no sangue, contra 85% a 92% do teste fecal que o SUS incorporou em agosto de 2026.
Ler o guia CEA →
Zero código no SUS em 5 023 linhas. E os documentos brasileiros de rastreamento do câncer de mama sequer mencionam marcadores tumorais.
Ler o guia CA 15-3 →
Não é um pacote: quatro exames que respondem a perguntas diferentes. E o SUS tem forfaits de cardiologia — nenhum deles com troponina dentro.
Ler o guia Marcadores cardíacos →
Mede lesão do músculo cardíaco, e lesão não é infarto. A tabela do SUS limita este exame a 2 por conta — a lógica da segunda coleta está no orçamento.
Ler o guia Troponina →
O valor dele está em descartar, não em encontrar. É o único marcador cardíaco cujo SUS escreve a finalidade — e ele está ligado ao CID da insuficiência cardíaca.
Ler o guia BNP e NT-proBNP →
Mesmo analito, outra régua, outra pergunta. A diretriz de 2025 não a recomenda em quem está assintomático, mas sim em quem está sendo estratificado.
Ler o guia PCR ultrassensível →
No SUS não existe código de coagulograma: cada tempo é cobrado à parte. E a ABHH não recomenda pedi-lo de rotina antes de uma cirurgia.
Ler o guia Coagulograma →
Quatro instituições brasileiras escrevem este exame de seis maneiras — e a tabela do SUS o chama de TTP ativada.
Ler o guia TTPA →
Serve para descartar, não para confirmar. O guia da dengue do Ministério o prescreve, e a tabela do mesmo Ministério não o paga.
Ler o guia D-dímero →
Cálcio, fósforo, PTH e vitamina D se leem juntos: a SBN recomenda observar a tendência e não o valor isolado — e desaconselha o produto Ca × P.
Ler o guia Metabolismo ósseo →
Total e iônico são dois exames, com códigos e preços próprios. E a nefrologia brasileira proíbe de CALCULAR o iônico, mesmo permitindo corrigir o total.
Ler o guia Cálcio →
O protocolo nacional diz quando dosar e nunca que valor esperar: seis menções ao fósforo, e mg/dL só aparece duas vezes, ambas sobre a creatinina.
Ler o guia Fósforo →
Custa 23 vezes o cálcio sem o qual não quer dizer nada. Quatro laboratórios brasileiros publicam quatro faixas de referência diferentes.
Ler o guia PTH (paratormônio) →
O SUS não tem código para dosá-la no sangue: ela vem dentro de proteínas totais e frações. E ela mede inflamação antes de medir desnutrição.
Ler o guia Albumina →
Quase sempre uma subtração, não uma dosagem. O Ministério publica o limiar albumina/globulina que a sociedade científica nunca emprega.
Ler o guia Globulinas →
O analito mais sensível à hemólise do tubo: ele se altera antes que o soro pareça alterado. Três instituições escrevem o nome de três maneiras.
Ler o guia LDH →
O programa nacional acabou com a megadose às puérperas em 2016 — e a tabela do SUS ainda descreve o procedimento como destinado a elas.
Ler o guia Vitamina A →
O SUS cobre o exame por R$ 2,01. Num surto de escorbuto, doze coletas não puderam ser testadas por falta de insumos nos laboratórios públicos.
Ler o guia Vitamina C →
O inquérito nacional usa dois cortes para o mesmo exame conforme a hora da coleta. E o SUS classifica o zinco na toxicologia, não na nutrição.
Ler o guia Zinco →
O protocolo da doença de Wilson escreve que não há exame padrão-ouro. E a descrição da tabela traz o alerta clínico que falta ao protocolo.
Ler o guia Ceruloplasmina →