Vitamina E: quando dosar o alfa-tocoferol no sangue
O SUS manda dosar a vitamina E uma vez por ano na fibrose cística e não tem código para pagar esse exame: tocoferol dá zero nas 5 023 linhas da tabela.
Quem digita "vitamina E" quase sempre procura uma cápsula ou um creme. Esta página é sobre outra coisa: o exame de sangue que mede a vitamina E — o alfa-tocoferol — e que no Brasil quase ninguém faz. Ele tem código na nomenclatura do setor privado, é recomendado uma vez por ano numa doença específica, e não existe na tabela do SUS. Aqui está quem tem motivo real para pedi-lo e do que o resultado depende.
Em resumo
- A dosagem de vitamina E não existe no SUS. Na tabela de procedimentos do Ministério da Saúde (SIGTAP, competência 08/2026, 5 023 linhas), "tocoferol" aparece zero vez; a palavra "vitamina" retorna apenas três linhas, e só duas delas são dosagens — a B12 e a 25-hidroxivitamina D.1
- Ela existe no setor privado. A tabela TUSS distribuída no mesmo pacote traz
40302610 – Vitamina E, pesquisa e/ou dosagem, ao lado das vitaminas A, B1, B2, B3, B6, B12, C, D e K. Privado sim, SUS não.2 - E o SUS manda fazê-la assim mesmo. O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Fibrose Cística (Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 5, de 30 de abril de 2024) escreve que o comprometimento do pâncreas leva à má absorção "de proteínas, carboidratos, gorduras e vitaminas A, D, K e E" e que, por isso, "recomenda-se dosagem sérica pelo menos uma vez ao ano".3
- Nenhum documento brasileiro diz qual valor esperar. A diretriz de fibrose cística da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia publica as doses de reposição por faixa etária, mas nenhum alvo sérico, nenhum intervalo de referência.4
- A vitamina E circula presa às lipoproteínas — logo o resultado depende do seu colesterol total. Pesquisadores brasileiros corrigem isso dividindo o tocoferol pelo colesterol e pelas apolipoproteínas;5 nenhuma fonte brasileira que conseguimos abrir mostra essa razão num laudo.
- A carência aparece na má absorção de gordura, não na dieta comum: fibrose cística, colestase, pancreatite crônica, cirurgia bariátrica desabsortiva.
- O Brasil dosou vitamina E em milhares de crianças e nunca publicou o resultado. O ENANI-2019 mediu a vitamina E com 95 % de cobertura — a maior de todos os micronutrientes — e, das 30 publicações indexadas do inquérito, nenhuma é sobre ela.6
- Em excesso, o problema não é toxicidade clássica, é sangramento. Uma metanálise de 9 ensaios e 118 765 participantes encontrou risco de AVC hemorrágico de 1,22 sob suplementação.7
O exame que o SUS recomenda e não paga
Comece pelo fato mais verificável. A tabela SIGTAP — o arquivo que lista tudo o que o SUS financia — foi lida integralmente para este guia, com dobra de acentos comprovada (2 483 das 5 023 linhas têm acento). O radical "tocoferol" dá zero, tanto no arquivo dos nomes quanto no das descrições. Também dão zero "retinol", "filoquinona" e "lipossolúvel".1
Isso não é apenas "não achei". O vocabulário está no arquivo: o SUS sabe escrever "dosagem de vitamina B12" (0202010708, R$ 15,24) e "dosagem de 25 hidroxivitamina D" (0202010767, R$ 15,24), e mantém duas colorimetrias antigas de R$ 2,01 — ácido ascórbico e caroteno. A expressão "dosagem de vitamina" existe e nunca foi aplicada à E. É o mesmo padrão descrito no perfil vitamínico, na vitamina A e na vitamina C.
No mesmo pacote de arquivos há a tabela TUSS, a nomenclatura usada pelos planos de saúde. Nas suas 5 766 linhas está 40302610 – Vitamina E, pesquisa e/ou dosagem, junto de doze outras dosagens de vitaminas. Vale um aviso de método: o arquivo que faria a correspondência oficial entre as duas tabelas, rl_procedimento_tuss.txt, está vazio (0 byte) nesta competência. A comparação "privado sim, SUS não" é, portanto, nossa leitura de dois arquivos separados, não um mapeamento publicado.2
E aqui está a tensão que organiza esta página. O PCDT da Fibrose Cística, em vigor desde abril de 2024, lista a "deficiência de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K)" entre os sinais de suspeita da doença e, no capítulo de nutrição, recomenda dosagem sérica pelo menos uma vez ao ano. O capítulo de monitoramento do mesmo protocolo trata só de espirometria, cultura de escarro e imagem — nenhuma linha sobre vitaminas.3 O Estado pede o exame num parágrafo, não o repete no capítulo próprio e não tem código para pagá-lo.
Do que o resultado depende — e por que o colesterol entra na conta
A vitamina E é lipossolúvel: ela não viaja livre no plasma, viaja dentro das lipoproteínas, as mesmas que carregam o colesterol LDL, o colesterol HDL e os triglicérides. Consequência direta: quem tem lipídios altos tende a ter tocoferol alto no exame sem ter mais vitamina nos tecidos, e quem tem lipídios muito baixos pode parecer carente sem estar.
Pesquisadores brasileiros levam isso a sério. Num estudo de 104 adolescentes de escolas públicas do Recife, a equipe da Universidade Federal de Pernambuco escreveu que, como esses nutrientes "são fisiologicamente transportados por lipoproteínas ricas em colesterol", as concentrações foram ajustadas por razões entre a vitamina e o colesterol total, a apolipoproteína B e a apolipoproteína A-I. A tabela do artigo traz quatro linhas de alfa-tocoferol divididas por lipídios — e a conclusão foi que o status de alfa-tocoferol não se associou à dislipidemia, ao contrário do que ocorreu com o betacaroteno.5
Agora a parte honesta, que importa mais que a anterior. Isso é prática de pesquisa, não de laudo. Nenhum dos documentos brasileiros que conseguimos abrir — SIGTAP, TUSS, o PCDT da fibrose cística, a diretriz da SBPT, o manual da SBPC/ML — publica uma razão tocoferol/lipídios. A TUSS nomeia um procedimento, sem menção a razão. Não afirmamos que nenhum laboratório brasileiro a calcule: afirmamos que não encontramos nenhum que a publique. Onde não há fonte, esta página escreve a ausência em vez de preenchê-la.
Quem realmente tem motivo para dosar
A carência de vitamina E não vem da alimentação de quem come normalmente. Ela vem de não absorver gordura. As situações são poucas e todas identificáveis: fibrose cística, colestase e doenças do fígado com obstrução biliar — daí a vizinhança com bilirrubina e hepatograma —, pancreatite crônica, doenças raras do transporte de lipídios, e cirurgias que reduzem a absorção intestinal.
A cirurgia bariátrica é frequente no Brasil, e por isso vale ver o que o próprio Ministério da Saúde responde. Na base de Segunda Opinião Formativa da BVS Atenção Primária, mantida pelo Ministério com a BIREME/OPAS/OMS, existe uma resposta dedicada ao manejo de micronutrientes depois da cirurgia bariátrica, assinada por um endocrinologista do Núcleo de Telessaúde do Rio Grande do Sul. Ela traz uma tabela de monitoramento laboratorial pós-operatório com doze linhas: hemograma, transaminases, glicose, creatinina, sódio e potássio, cálcio com PTH e vitamina D, ferro e ferritina, albumina, vitamina B12 e folato, vitamina A, tiamina e zinco. A vitamina E não está lá — e a tabela é declaradamente adaptada de uma diretriz norte-americana. O texto ainda diz explicitamente que não há evidência para rastreamento de rotina de selênio nem de cobre.8
Vale medir a força dessa ausência: a categoria "vitamina lipossolúvel" está representada, pela A e pela D. Entre as quatro lipossolúveis, a E é a única que ficou de fora. E, no repositório inteiro dessa base do Ministério, "tocoferol" retorna zero resultado, com controle negativo idêntico ao de um termo inventado.8
A prática confirma. Num estudo que acompanhou pacientes operados nas redes pública e privada de Pernambuco entre 2008 e 2016, os exames avaliados foram hemoglobina, vitamina B12, ferro e ferritina. Nenhuma vitamina lipossolúvel entrou no seguimento.9
Fora da má absorção, o Estado brasileiro não trata a vitamina E como problema. A página do Ministério da Saúde sobre prevenção e controle de agravos nutricionais enumera exatamente o que o SUS persegue: deficiência de ferro, de iodo, de vitamina A e de vitamina B1 (beribéri), além da desnutrição. O texto fala da persistência das carências de ferro e vitamina A e do ressurgimento do beribéri. A vitamina E não é citada uma única vez.10
O que o Brasil realmente mediu
Aqui está a descoberta mais desconfortável deste guia. O ENANI-2019, o inquérito nacional que coletou sangue de crianças menores de cinco anos, dosou a vitamina E. Melhor: a cobertura da análise foi de 95 % para as vitaminas A e E — a mais alta de todos os micronutrientes, contra 84,2 % do ácido fólico —, sobre as 8 829 crianças (70,1 % das 12 598 elegíveis) que tiveram sangue coletado.6 Ao enumerar as 30 publicações indexadas do inquérito, encontram-se artigos sobre vitamina A, vitamina D, B6, B12, folato, zinco e anemia. Nenhum sobre vitamina E. O dado existe; o número nunca foi publicado.
O que existe são estudos regionais, e eles não se reconciliam:
| Estudo | População | Vitamina E abaixo do corte |
|---|---|---|
| Acrelândia, Amazônia Ocidental11 | 702 crianças de 4 a 10 anos | 9 % |
| Goiânia, grupo-controle de um ensaio12 | 117 crianças de 6 a 15 meses | 95 crianças, ou 81 % |
| Recife, escolas públicas13 | adolescentes de 12 a 19 anos | 88,1 % |
Um fator de nove entre o primeiro e os outros dois. A explicação não é geográfica, é metodológica: idades diferentes, cortes diferentes — e, no caso de Recife, não conseguimos abrir o texto completo para ler qual corte foi usado, o que por si só desaconselha qualquer aritmética entre as três linhas.
O ensaio de Goiânia merece ser lido com atenção, porque ele expõe o problema de fundo. O corte adotado — 11,6 µmol/L — vem de um artigo britânico de 1986. É a mesma constatação repetida em todo este catálogo: os valores de referência usados no Brasil não foram medidos em brasileiros. No mesmo estudo, as crianças que receberam o sachê de micronutrientes do programa NutriSUS tiveram mediana de alfa-tocoferol de 17,2 µmol/L contra 3,6 no grupo-controle, com redução de 82 % na prevalência de carência.12 Ou seja: o Brasil distribui vitamina E em pó pelo SUS sem dosar vitamina E em ninguém — exatamente a lógica já usada com a vitamina A e com o ácido fólico, como explicamos no perfil vitamínico.
Vitamina E em excesso: o risco é sangrar
Do outro lado está o motivo pelo qual a maioria das pessoas chega a esta palavra: o suplemento. A pergunta relevante não é se ele "faz mal ao fígado" — é o sangramento.
A melhor evidência disponível é internacional, e a citamos aqui como recuo declarado, porque não encontramos posição brasileira equivalente. Uma metanálise de 9 ensaios randomizados controlados por placebo, com 118 765 participantes, mostrou que a vitamina E não alterou o risco de AVC no total (risco relativo 0,98), reduziu o AVC isquêmico (0,90) e aumentou o hemorrágico (1,22).7 Não são efeitos que se compensem: são dois desfechos diferentes, um deles muito mais grave.
Sobre a interação com anticoagulantes, esta página é deliberadamente contida. Nosso guia sobre o tempo de protrombina reúne o que as fontes brasileiras dizem sobre o que prolonga o TAP, e a lista de causas do manual da SBPC/ML — deficiência de vitamina K, varfarina, fenindiona, raticidas, doenças hepáticas, doenças de má absorção, heparina, inibidores do fator Xa, entre outras — não inclui a vitamina E.14 Não publicamos, portanto, nenhum número de interação: o que se pode dizer com segurança é que quem usa anticoagulante deve avisar o médico de todo suplemento que toma, e que o controle continua sendo o coagulograma, não a dosagem da vitamina.
👉 O AI DiagMe interpreta os seus exames — de sangue, urina ou fezes — considerando todo o seu contexto, em linguagem clara. Serviço informativo que não faz diagnóstico e complementa, sem substituir, a avaliação do seu médico.
Perguntas frequentes
O SUS faz exame de vitamina E? Não. Nas 5 023 linhas da tabela de procedimentos, "tocoferol" aparece zero vez e não há nenhuma dosagem de vitamina E. O SUS dosa B12, 25-hidroxivitamina D, folato, ácido ascórbico e caroteno.
Então por que meu médico pediu?
Provavelmente pelo plano de saúde ou em consulta particular: a nomenclatura do setor privado tem o código 40302610 – Vitamina E, pesquisa e/ou dosagem. Ou porque você tem uma doença de má absorção de gordura — na fibrose cística, o protocolo nacional recomenda dosagem sérica ao menos uma vez por ano.
Qual é o valor normal da vitamina E? Não há valor de referência brasileiro publicado. Nem o protocolo do Ministério, nem a diretriz da SBPT trazem alvo sérico. Vale o intervalo impresso no seu laudo, que vem do método usado pelo laboratório — e ele muda entre laboratórios.
Preciso estar em jejum? Nenhuma fonte brasileira aberta para este guia fixa uma regra de jejum para essa dosagem. Como a vitamina viaja com os lipídios, siga a orientação do laboratório e veja o jejum para exame de sangue.
Vitamina E baixa quer dizer que como mal? Raramente. Em quem tem alimentação comum, o valor baixo aponta para absorção de gordura, não para a dieta — ou para lipídios séricos baixos, já que o tocoferol é transportado pelas lipoproteínas do lipidograma.
Tomar vitamina E previne doença do coração? A metanálise citada acima não mostra benefício sobre o AVC no conjunto e mostra aumento do subtipo hemorrágico. Suplementar por conta própria não é uma decisão neutra.
Vitamina E e vitamina D são parecidas? Só na solubilidade. A vitamina D tem posicionamento brasileiro, faixas numéricas e código no SUS; a E não tem nenhum dos três.
Para lembrar
Três ideias. Primeiro, este é um exame de exceção: ele não existe no SUS, existe no privado, e sua indicação real é a má absorção de gordura — não o cansaço, não o check-up. Segundo, o Brasil recomenda sem medir: o protocolo da fibrose cística pede uma dosagem anual que nenhum código financia, a diretriz da SBPT dá doses de reposição sem alvo sérico, e o inquérito nacional que dosou vitamina E em 95 % das crianças nunca publicou o número. Terceiro, um resultado de vitamina E não se lê sozinho — ele sobe e desce com o seu colesterol, e a correção por lipídios existe na pesquisa brasileira, não no laudo. Conta o conjunto dos seus marcadores e do seu contexto — o que o AI DiagMe oferece, como complemento à avaliação do seu médico. Para o vocabulário dos laudos, veja o glossário de exames de sangue; para entender um resultado fora da faixa, resultado de exame de sangue; e, para o mineral vizinho na mesma tabela, o zinco.
Fontes
Fontes oficiais brasileiras e publicações científicas (PubMed) usadas neste guia:
Footnotes
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Ministério da Saúde / DATASUS — SIGTAP, Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS, arquivos
tb_procedimento.txt(1 697 774 bytes, 5 023 linhas) etb_descricao.txt(4 324 linhas), competência 08/2026. Leitura direta em latin-1, colunas de largura fixa, com dobra de acentos verificada (2 483 das 5 023 linhas contêm acento combinante); parser validado antes do uso sobre dois valores conhecidos (hemograma completo 0202020380 = R$ 4,11 ; ferritina 0202010384 = R$ 15,59). Regra de correspondência: sub-cadeia, maiúsculas, acentos rebatidos, ocorrências contadas por linha. Resultados:TOCOFEROL0 nos dois arquivos,RETINOL0,FILOQUINONA0,LIPOSSOLUV0 ;VITAMINAretorna 3 linhas emtb_procedimento— administração de vitamina A (0101040059), dosagem de vitamina B12 (0202010708, R$ 15,24) e dosagem de 25 hidroxivitamina D (0202010767, R$ 15,24) — mais ácido ascórbico (0202010112, R$ 2,01) e caroteno (0202010236, R$ 2,01). sigtap.datasus.gov.br ↩ ↩2 -
Ministério da Saúde / DATASUS — tabela TUSS distribuída no mesmo pacote do SIGTAP, arquivo
tb_tuss.txt(2 663 892 bytes, 5 766 linhas, competência 08/2026), lido com o mesmo parser e a mesma dobra de acentos (4 043 linhas acentuadas). Código40302610 – Vitamina E, pesquisa e/ou dosagem; a mesma tabela traz vitamina A (40302601), B1 (40302784), B2 (40302792), B3 (40302806), B6 (40302814), B12 (40316572), C/ácido ascórbico (40301060), D2 (40302822), D 25-hidroxi (40302830), 1,25-di-hidroxivitamina D (40305015) e K (40302849) ;TOCOFEROLretorna 0. ⚠️ O arquivo de correspondência oficial entre as duas nomenclaturas,rl_procedimento_tuss.txt, tem 0 byte nesta competência: o confronto SIGTAP ↔ TUSS feito aqui é leitura nossa de dois arquivos separados, não um mapeamento publicado. sigtap.datasus.gov.br ↩ ↩2 -
Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção Especializada à Saúde e Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde — Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Fibrose Cística, Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 5, de 30 de abril de 2024 (art. 4º revoga a Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 25, de 27 de dezembro de 2021). PDF de 1 213 832 bytes, 47 páginas, baixado por
/@@download/filecom controle negativo limpo (404application/json, 26 bytes). Citações verificadas em duas extrações independentes, com e sem-layout, idênticas: item 3 dos sinais de suspeita, "Deficiência de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K)" ; § 7.2.2 Nutrição, "O acometimento pancreático da FC pode levar à má absorção de proteínas, carboidratos, gorduras e vitaminas A, D, K e E, bem como deficiências de outros minerais. Por este motivo, os pacientes precisam ser monitorados quanto ao seu estado nutricional e fazer a suplementação de vitaminas, caso haja deficiência. Recomenda-se dosagem sérica pelo menos uma vez ao ano." O capítulo 8 (Monitoramento) não menciona vitaminas ;tocoferolretorna 0 no documento inteiro. gov.br/saude ↩ ↩2 -
Athanazio RA, Silva LVRF, Vergara AA, Ribeiro AF, Riedi CA, Procianoy EDFA, et al. Brazilian guidelines for the diagnosis and treatment of cystic fibrosis. J Bras Pneumol, 2017;43(3):219-245 — diretriz da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, citada como referência 91 do PCDT de 2024. Traz a Tabela 6 com as doses diárias de suplementação das vitaminas lipossolúveis A, E, K e D por faixa etária (nível de evidência 2 para a vitamina E), e nenhum alvo sérico: "tocopherol" retorna 0 ocorrência, e não há nenhuma menção a µmol/L ou mg/L para vitaminas no texto integral. PubMed · DOI ↩
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Albuquerque MNL, Diniz AS, Arruda IKG. Elevated Serum Retinol and Low Beta-Carotene but not Alpha-Tocopherol Concentrations Are Associated with Dyslipidemia in Brazilian Adolescents. J Nutr Sci Vitaminol (Tokyo), 2016;62(2):73-80 — 104 adolescentes de escolas públicas do Recife, março/abril de 2013, Universidade Federal de Pernambuco. Texto integral lido: "as these nutrients are physiologically transported by cholesterol-rich lipoproteins, the concentrations of these nutrients were adjusted by using the ratios between these vitamins and variables total cholesterol, apolipoprotein B (ApoB) and apolipoprotein A-I" ; a Tabela 3 traz alfa-tocoferol/colesterol total, alfa-tocoferol/LDL, alfa-tocoferol/ApoB e alfa-tocoferol/ApoA-I ; o status sérico de alfa-tocoferol não se associou à dislipidemia. ⚠️ Nenhum valor numérico é reproduzido aqui: nessa extração o PDF imprime "mmol/L" onde a unidade só pode ser µmol/L, e os sinais de comparação saem corrompidos (
<vira vírgula,=vira 5). PubMed · DOI ↩ ↩2 -
Castro IRR, Normando P, Alves-Santos NH, Bezerra FF, Citelli M, Pedrosa LFC, et al. Methodological aspects of the micronutrient assessment in the Brazilian National Survey on Child Nutrition (ENANI-2019): a population-based household survey. Cad Saude Publica, 2021;37(8):e00301120 — micronutrientes dosados em soro e sangue: ferro (hemoglobina e ferritina), zinco, selênio, ácido fólico e vitaminas A, B1, B6, B12, D e E ; 14 558 crianças estudadas ; das 12 598 elegíveis, 8 829 (70,1 %) tiveram sangue coletado (proporção reconferida a partir dos efetivos) ; cobertura da análise entre 95 % (vitaminas A e E) e 84,2 % (ácido fólico). Enumeração feita em 08/09/2026 dos 30 registros indexados sob "ENANI-2019" no PubMed: há artigos sobre vitamina A, vitamina D, B6/B12/folato, zinco e anemia, e nenhum sobre vitamina E. PubMed · DOI ↩ ↩2
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Schürks M, Glynn RJ, Rist PM, Tzourio C, Kurth T. Effects of vitamin E on stroke subtypes: meta-analysis of randomised controlled trials. BMJ, 2010;341:c5702. Citada aqui como recuo internacional explicitamente declarado, na ausência de posição brasileira sobre a suplementação de vitamina E: 9 ensaios randomizados controlados por placebo, 118 765 participantes (59 357 sob vitamina E, 59 408 sob placebo) ; AVC total risco relativo 0,98 (IC 95 % 0,91–1,05) ; AVC hemorrágico 1,22 (1,00–1,48) ; AVC isquêmico 0,90 (0,82–0,99). PubMed · DOI ↩ ↩2
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Ministério da Saúde e BIREME/OPAS/OMS — BVS Atenção Primária em Saúde, Segunda Opinião Formativa (SOF) nº sofs-40259, "Como deve ser o manejo de micronutrientes em pacientes submetidos à cirurgia bariátrica?", publicada em 14 de novembro de 2018, respondida pelo Núcleo de Telessaúde do Rio Grande do Sul (teleconsultor Dimitris Rados, endocrinologista). A tabela de monitoramento laboratorial pós-operatório, declarada "adaptado de HEBER et al. (2010)" — a diretriz da Endocrine Society —, tem doze linhas: hemograma, transaminases e marcadores de função hepática, glicose, creatinina, sódio e potássio, cálcio/PTH/vitamina D, ferro e ferritina, albumina, vitamina B12 e folato, vitamina A, tiamina e zinco ; não há linha de vitamina E. Texto: "Não há evidência para rastreamento de rotina de selênio, nem é necessária reposição adicional aos polivitamínicos. Também não está indicado o rastreamento de rotina de cobre." Busca no repositório inteiro:
?s=tocoferolretorna 0 resultado (29 060 bytes, tamanho idêntico ao do controle negativo com termo inventado), contra 15 resultados para "vitamina" e 4 para "bariátrica". aps-repo.bvs.br ↩ ↩2 -
Souza NMM, Santos ACO, Santa-Cruz F, Guimarães H, Silva LML, de-Lima DSC. Nutritional impact of bariatric surgery: a comparative study of Roux-en-Y Gastric Bypass and Sleeve gastrectomy between patients from the public and private health systems. Rev Col Bras Cir, 2020;47:e20202404 — Universidade Federal de Pernambuco, pacientes operados nas redes pública e privada de Pernambuco entre 2008 e 2016, avaliados no pré-operatório e aos 3, 6 e 12 meses. Os parâmetros bioquímicos acompanhados foram hemoglobina, vitamina B12, ferro e ferritina ; nenhuma vitamina lipossolúvel integrou o seguimento. PubMed · DOI ↩
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Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção Primária à Saúde — página institucional Prevenção e Controle de Agravos Nutricionais. Enumera os agravos que o SUS persegue: Deficiência de Ferro, Deficiência de Iodo, Deficiência de Vitamina A, Deficiência de Vitamina B1 – Beribéri, Desnutrição e Necessidades Alimentares Especiais ; o texto registra "a persistência das deficiências de ferro e vitamina A" e o "ressurgimento de casos de Beribéri". Nenhuma menção à vitamina E em 10 774 caracteres de texto extraído ; controle negativo na mesma pasta: 404
application/jsonde 26 bytes. gov.br/saude ↩ -
Augusto RA, Cobayashi F, Cardoso MA. Associations between low consumption of fruits and vegetables and nutritional deficiencies in Brazilian schoolchildren. Public Health Nutr, 2015;18(5):927-935 — 702 crianças de 4 a 10 anos em Acrelândia, Amazônia Ocidental brasileira. "Prevalence of deficiency was 31 %, 15 %, 9 % and 2 % for vitamins D, A, E and folate" ; insuficiência de vitamina E associada ao baixo consumo de frutas e hortaliças (razão de prevalência 2,5 ; IC 95 % 1,5–4,2). ⚠️ O resumo emprega "insufficiency" num trecho e "deficiency" no outro para a vitamina E ; o texto integral não está aberto no repositório. PubMed · DOI ↩
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M C Lobo L, M Schincaglia R, G Peixoto MDR, C M Hadler MC (grafia dos autores conforme o registro do NCBI). Multiple Micronutrient Powder Reduces Vitamin E Deficiency in Brazilian Children: A Pragmatic, Controlled Clinical Trial. Nutrients, 2019;11(11):2730 — ensaio pragmático controlado (estudo ENFAC, Goiânia), 224 crianças de 6 a 15 meses, grupo-controle n = 117 e grupo-intervenção n = 107, alfa-tocoferol por cromatografia líquida de alta eficiência. Corte de deficiência < 11,6 µmol/L, referenciado pelos autores a Thurnham et al., Ann Clin Biochem 1986 — fonte britânica. Medianas: 3,6 µmol/L (IQI 0,09–9,7) no controle contra 17,2 (12,9–21,2) na intervenção ; razão de prevalência ajustada 0,18 (IC 95 % 0,11–0,30), redução de 82 %. ⚠️ Percentuais recalculados a partir dos efetivos: a tabela publica "95 (85,6)" e "16 (14,4)", que são percentuais de linha sobre as 111 crianças deficientes ; a prevalência no grupo-controle é 95/117 = 81 %, e não 85,6 %. É esse número recalculado que esta página publica. O artigo registra ainda que o sachê do NutriSUS contém 5 mg de tocoferol. PubMed · DOI ↩ ↩2
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Paes-Silva RP, Tomiya MTO, Maio R, De Castro CMMB, Arruda IKG, Diniz ADS. Prevalence and factors associated with fat-soluble vitamin deficiency in adolescents. Nutr Hosp, 2018;35(5):1153-1162 — adolescentes de 12 a 19 anos de escolas do Nordeste do Brasil ; níveis séricos deficientes/insuficientes em 88,1 % para o alfa-tocoferol, 74,1 % para o betacaroteno, 50,9 % para a 25(OH)D e 46,6 % para o retinol ; risco aumentado de deficiência de alfa-tocoferol nas meninas (razão de prevalência 1,11). ⚠️ Somente o resumo pôde ser lido: o DOI redireciona sem servir conteúdo e a rota SciELO Espanha retorna 404, de modo que o ponto de corte adotado não é conhecido — razão pela qual esta página não compara aritmeticamente esse percentual com os dos outros estudos. PubMed · DOI ↩
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Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) — Recomendações da SBPC/ML: boas práticas em laboratório clínico, capítulo 36, "Exames de triagem para avaliação das coagulopatias". Leitura direta do PDF (16 055 655 bytes, 1 404 206 caracteres de texto extraído em 23 533 linhas). A lista de causas de prolongamento do tempo de protrombina — "deficiência de vitamina K, uso de varfarina, fenindiona, raticidas, em doenças hepáticas, doenças de má-absorção, concentrações elevadas de heparina não fracionada, inibidores do fator Xa, na afibrinogenemia e disfibrinogemia, em transfusões maciças e em anormalidades de mutações do ciclo de vitamina K" — não inclui a vitamina E. ⚠️ Contagem sem valor probatório sobre a dosagem:
tocoferolretorna 0 no manual inteiro, mas a obra não tem capítulo de vitaminas (25(OH)D e cobalamina também retornam 0), de modo que essa ausência não demonstra nada quanto ao exame. PDF ↩