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Tubos de coleta de sangue: o que cada cor significa

A SBPC/ML publica a tabela de cores das tampas e escreve, no mesmo guia, que não existe um acordo internacional de codificação por cores.

Atualizado em 9 de setembro de 202612 min de leituraEscrito pela Equipe Blood Analysis · Revisado e verificado por Julien Priour

Sobre a bancada há uma fileira de tampas coloridas: roxa, azul, vermelha, cinza. O profissional troca um tubo pelo outro sem explicar nada, e fica a impressão de que cada cor guarda um segredo. Guarda — mas não o que se imagina. A cor não diz qual exame será feito: diz o que já está no tubo antes de o seu sangue entrar.

Em resumo

  • A tabela de cores é internacional: a SBPC/ML a publica como "Quadro adaptado" da norma ISO 6710.2, edição de 2002.1
  • 🔴 E o mesmo guia, três páginas adiante, escreve que "não existe um acordo internacional de codificação por cores". É convenção de fabricantes, não obrigação. (Frase de 2010; a ISO 6710 em vigor é paga e não a lemos.)1
  • ⚠️ Declaramos de saída: esse guia é uma coedição com a Becton Dickinson, fabricante de tubos, e dois dos nove autores da 2ª edição trabalham na BD Diagnostics.1
  • Uma cor pode conter coisas diferentes. Na tabela da norma, verde cobre três aditivos, cinza dois e amarela duas finalidades sem relação entre si.1
  • A ordem de coleta evita que o aditivo de um tubo contamine o seguinte, e muda entre plástico e vidro.12
  • Nem o tubo nem a punção venosa têm código no SUS: EDTA, HEPARINA e VACUO devolvem 0 linha nas 5.023 da tabela de procedimentos.3
  • O que a lei exige na etiqueta mudou em 2025: a Anvisa trocou "data e horário da coleta" por "número de registro de identificação do paciente".45

Não existe um código de cores obrigatório — quem diz isso é a SBPC/ML

A referência brasileira do assunto são as Recomendações da SBPC/ML para Coleta de Sangue Venoso, 2ª edição. Na página 91 ela traz a Tabela 9 — Códigos alfa e de cores recomendados para identificação dos aditivos, cujo rodapé declara a origem: "Fonte: ISO 6710.2 – Single-use Containers for Human Venous Blood Specimen Collection". A correspondência cor/aditivo dos cartazes de laboratório vem, portanto, de uma norma internacional de fabricação, não de uma regra brasileira.1

⚠️ Uma declaração devida, porque muda como se lê o resto. Esse guia é uma coedição da SBPC/ML com a Becton Dickinson, fabricante de tubos, e dois dos nove autores da 2ª edição são funcionários da BD Diagnostics — uma delas "Gerente de Marketing Clínico". Verificamos na lista de autores. É a nossa única fonte para a tabela completa: no outro manual da mesma sociedade, ISO 6710 devolve 0 ocorrência.12

O que quase ninguém cita é o item 5.3.1: "Até o momento, não existe um acordo internacional de codificação por cores, mas a maioria dos fabricantes segue uma padronização de cores de tampas, ajudando a evitar a possibilidade de erros pré-analíticos na coleta laboratorial".1

Os dois trechos não se anulam: a ISO recomenda códigos de cor aos fabricantes, não os impõe. ⚠️ A frase é de uma edição de 2010, e o texto da ISO 6710 em vigor é pago — não o lemos. A consequência: não deduza o seu exame pela cor da tampa.

O que há dentro de cada tubo

Reproduzimos a Tabela 9 tal como impressa, com os nomes de cor da norma.1

AditivoCódigo alfaCor (ISO 6710.2)Exames mais comuns
EDTA dipotássico, tripotássico ou dissódicoK2E · K3E · N2ELilásHemograma, plaquetas, biologia molecular
EDTA dipotássico com gelK2EBranca translúcidaidem
Citrato trissódico 9:19NCAzul claroTestes de coagulação
Citrato trissódico 4:14NCPretaVelocidade de hemossedimentação
Fluoreto/oxalatoFXCinzaGlicose
Fluoreto/EDTAFECinzaGlicose
Fluoreto/heparinaFHVerdeGlicose
Heparina de lítioLHVerdeBioquímica, gasometria (só em seringa pré-heparinizada)
Heparina de sódioNHVerdeBioquímica em geral
Citrato, fosfato, dextrose, adenina (CPDA)CPDAAmarelaPreservação de células
Siliconizado (sem aditivo)ZVermelhaSorologia e bioquímica em geral
Ativador de coágulo e gelAmarelaSorologia, bioquímica, drogas terapêuticas, hormônios

Três leituras que o cartaz não faz. A cor não é biunívoca: verde vale para três aditivos, cinza para dois, e amarela aparece duas vezes — o CPDA e o ativador de coágulo com gel. A vermelha é a única "vazia": o tubo siliconizado não tem aditivo; o sangue coagula lá dentro e analisa-se o soro — dele saem proteínas totais, albumina e a eletroforese de proteínas. E o mesmo aditivo muda de cor conforme o gel: o EDTA é lilás sem gel, branco com gel.

Na prática: o lilás/roxo é o do hemograma completo, da hemoglobina glicada e da tipagem sanguínea; o azul claro, o do coagulograma, do tempo de protrombina, do TTPA, do fibrinogênio e do dímero-D; o preto, o da VHS; o cinza, o da glicemia e do lactato.

O que se confirma sem passar pelo fabricante

Cinco dessas correspondências não dependem do guia coeditado: estão no capítulo 25 do manual Boas práticas em laboratório clínico, assinado por duas profissionais sem vínculo declarado com a indústria, que nomeia "tubo de fluoreto/EDTA (tampa cinza)", "tubo de EDTA (tampa roxa)", "tubo de heparina (tampa verde-escura/verde-clara)", "tubo com ativador de coágulo (tampa vermelha/amarela)" e "tubo de citrato de sódio (tampa azul)".2 O resto — códigos alfa, tampa branca translúcida, preta e CPDA — só encontramos no guia coeditado.

Repare na diferença de vocabulário: lilás aparece 3 vezes no guia, todas na tabela copiada da ISO; roxa, 2 vezes, nas listas escritas pelos autores brasileiros.1 Se ouvir "roxo" e ler "lilás", é o mesmo tubo.

Por que a ordem dos tubos existe

Tomamos esta seção do capítulo 25 do manual Boas práticas em laboratório clínico, assinado e sem vínculo industrial declarado, e não do guia coeditado. Ele traz a Figura 1, "Ordem dos tubos… durante uma única punção venosa", declarada "adaptada de CLSI, 2018". A justificativa cabe em duas frases: a heparina colhida antes do citrato pode "carrear para dentro do tubo de citrato de sódio, interferindo nos resultados dos exames de coagulação"; e o tubo de EDTA antes do tubo com ativador de coágulo "pode causar elevação nos níveis de potássio".2

A sequência publicada é: 1º e 2º frascos de hemocultura (aeróbio, depois anaeróbio); citrato (tampa azul); ativador de coágulo com ou sem gel (vermelha/amarela); heparina (verde); EDTA (roxa); fluoreto/EDTA (cinza).2 A exceção do vidro só encontramos no guia coeditado, e a declaramos: tubos de vidro para soro, sem ativador, "podem ser colhidos normalmente, antes dos tubos para coagulação".1

E o tubo de descarte? Para proteína C, proteína S e anticoagulante lúpico, o CLSI o considera obrigatório antes do citrato. Para TAP e TTPA, não — salvo com escalpe (o "borboleta"), e aí só para preencher o espaço morto.21

⚠️ Recurso internacional declarado: não há estudo brasileiro publicado sobre o efeito da ordem de coleta. A literatura está dividida. Um trabalho belga com 193 pacientes anticoagulados não achou influência sobre o TP/INR e viu no TTPA um viés de no máximo 0,2 segundo, sem relevância clínica.6 Um estudo de Verona com 115 pessoas não achou diferença de potássio, sódio, cálcio, magnésio e fósforo entre dois tubos de soro sucessivos.7 Outro concluiu que o arraste de EDTA num sistema fechado a vácuo é "altamente improvável".8 Ainda assim, o grupo de fase pré-analítica da federação europeia (EFLM) manteve a recomendação, porque a coleta real nem sempre acontece em condições ideais.9

Quando acontece, a contaminação é medível: sangue citratado contaminado com sangue de EDTA alonga o TP e o TTPA a partir de 29%;10 em sangue com heparina, bastam 5% para alterar cálcio, cloro, ferro, LDH e magnésio, e elevar o potássio.11 Os dois trabalhos têm autor de vínculo brasileiro (UFPR), mas foram conduzidos em Verona, na Itália.

Encher o tubo até o traço não é preciosismo

Esta regra também vem de um capítulo assinado. As amostras de coagulação "devem ser coletadas em tubos contendo 3,2% de citrato de sódio (109 mM) na proporção de 9 partes de sangue e 1 parte de anticoagulante", e "a falha em encher o tubo faz com que a concentração final de citrato seja muito alta", com "um falso prolongamento do tempo de protrombina e/ou do TTPA".2 É a causa mais comum de um coagulograma "alterado" em quem não tem nada — e note, na tabela acima, que o outro tubo de citrato, o da VHS, é 4:1 e preto.1

Quantas vezes o tubo é invertido — e uma divergência brasileira

O guia coeditado publica um quadro (Tabela 6, fonte declarada CLSI H18-A3): 8 a 10 inversões para EDTA, heparina e fluoreto; 5 a 8 para citrato e para tubos com ativador de coágulo; nenhuma para o siliconizado. O rodapé lembra que o número "pode variar de acordo com o fabricante" — e é a nossa única fonte para eles.1

Aqui entra o único dado brasileiro que encontramos sobre manuseio de tubos. Em 2015, cinquenta gestores da qualidade de laboratórios do país forneceram auditorias internas: apenas 4% concluíram que os tubos não eram bem homogeneizados, mas mais da metade relatou tubos homogeneizados vigorosamente logo após a coleta, o que aumenta o risco de hemólise falsa. Os autores concluem que a turbulência do vácuo já parece suficiente, e que deixar de homogeneizar "provavelmente não introduz um viés maior nos resultados".12 Publicamos as duas posições sem arbitrar. A consequência para você: uma amostra sacudida pode voltar hemolisada, e a LDH é a primeira a sentir.

O que está escrito na etiqueta do seu tubo — e o que mudou em 2025

Isto é regulamentação: a Anvisa exige que o material biológico seja identificado no momento da coleta — e o conteúdo mínimo dessa etiqueta mudou.

NormaO que a etiqueta deve trazer
RDC nº 786/2023, art. 104nome do paciente · data de nascimento ou idade · tipo de material biológico · data e horário da coleta5
RDC nº 978/2025, art. 138nome do paciente · data de nascimento ou idade · tipo de material biológico · número de registro de identificação do paciente4

A finalidade é a mesma nos dois: rastrear o material, permitir a sua avaliação "inclusive para fins de aceitação ou rejeição", e distinguir homônimos.4 Mas a troca do quarto item é real: o horário da coleta deixou de ser exigência mínima.

A RDC nº 978, de 6 de junho de 2025, substituiu a RDC nº 786/2023. O lugar onde você põe o braço tem nome nessa norma: posto de coleta é um "Serviço Tipo II", com supervisor técnico durante todo o horário de funcionamento.4 Veja também o preparo da coleta e o jejum.

O SUS paga o tubo?

Lemos a tabela do SUS inteira. O tubo não existe nela como item. Com dobra de acentos ativa, nas 5.023 linhas de tb_procedimento (competência 08/2026), EDTA, HEPARINA, VACUO, PUNCAO VENOSA e FLEBOTOMIA devolvem 0 linha. TUBO devolve 8, e nenhuma é um tubo de coleta: são tubo de ventilação timpânico, tubo digestivo, tubo valvado, tubo pediculado e tubo de drenagem para glaucoma.3

Isso não é escandaloso: o SIGTAP é uma tabela de procedimentos, e insumo não é procedimento. O controle positivo prova que a busca funcionou: o ato de colher está lá, no código 0201020041 COLETA DE MATERIAL PARA EXAME LABORATORIAL — que vale R$ 0,00 nos três campos.3 O tubo está embutido no preço do exame: o hemograma completo custa R$ 4,11 ao SUS, tubo incluído. Compare em quanto custa um exame de sangue.

"Tiraram muito sangue?"

É a pergunta que aparece quando a fileira é longa. A resposta do guia é direta: "O volume de sangue normalmente coletado de pacientes hígidos, para a realização das análises laboratoriais, não produz qualquer tipo de prejuízo ao organismo". A ressalva é honesta: em internação, com coletas repetidas, ele pede que se evite redundância de exames, sobretudo em quem já tem anemia, e dispositivos específicos para coleta em crianças.1 Quem doa sangue perde muito mais do que qualquer painel: veja a doação de sangue.

E por que tanto cuidado com o tubo? Porque o capítulo 25 abre afirmando que "60 a 70% dos erros laboratoriais estão relacionados com a fase pré-analítica" — tudo o que acontece antes de a máquina medir.2

👉 O AI DiagMe interpreta os seus exames — de sangue, urina ou fezes — considerando todo o seu contexto, em linguagem clara. Serviço informativo que não faz diagnóstico e complementa, sem substituir, a avaliação do seu médico.

Perguntas frequentes

A cor da tampa diz qual exame vou fazer? Não: diz qual aditivo está no tubo. Vários exames saem do mesmo tubo, e a mesma cor cobre aditivos diferentes — verde vale para três.1

Existe uma lei brasileira que fixa as cores? Não encontramos nenhuma. A tabela da SBPC/ML vem da norma ISO 6710.2, e o próprio guia escreve que "não existe um acordo internacional de codificação por cores".1

Por que trocam de tubo tantas vezes numa única picada? Cada aditivo pode estragar o exame do tubo seguinte; por isso há uma ordem.2

Por que preciso "encher" o tubo azul? Porque nele a proporção sangue/citrato (9:1) faz parte do ensaio. Tubo pela metade alonga falsamente o tempo de protrombina e o TTPA.2

O que tem de estar escrito na etiqueta? Pela RDC 978/2025: nome, data de nascimento ou idade, tipo de material e número de registro. Confira o seu nome antes de sair.4

Meu exame precisou ser repetido. Foi culpa minha? Provavelmente não: tubo mal preenchido, garrote demorado, homogeneização vigorosa e hemólise são causas de rejeição — todas da coleta.212 Veja como ler o seu resultado de exame de sangue e o glossário.

Para lembrar

A fileira de tampas coloridas não é um código secreto: é o rótulo do que já está dentro do tubo, uma convenção entre fabricantes a partir da norma ISO 6710 — e a própria SBPC/ML escreve que acordo internacional obrigatório não há. A cor não é biunívoca, a ordem de coleta muda entre vidro e plástico, e o tubo azul só vale cheio. No Brasil, a etiqueta é o item verdadeiramente regulado: desde 2025 a Anvisa exige nome, data de nascimento, tipo de material e número de registro — vale conferir o seu nome antes de ir embora. Nenhuma cor e nenhum valor isolado dizem algo sozinhos: conta o conjunto dos seus resultados e do seu contexto, que é o que o AI DiagMe oferece, em complemento à avaliação do seu médico.

Fontes

Fontes oficiais brasileiras e publicações científicas (PubMed) usadas neste guia:

Footnotes

  1. Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML)Recomendações da SBPC/ML para Coleta de Sangue Venoso, 2ª edição, Barueri: Minha Editora, 2010 (ISBN 978-85-98416-94-6). PDF de 1 256 297 bytes, extraído para stdout e sem -layout (255 939 caracteres após remoção dos hifens condicionais U+00AD); a Tabela 9 e a Tabela 6 foram relidas com pdftotext -layout página a página, para não trocar linhas entre colunas. 🔴 Declaração devida, e ela vai além da página de copyright. (a) A página de copyright informa "Editora Manole Ltda., 2009, por meio de coedição com a Becton Dickinson Indústrias Cirúrgicas Ltda.", com os logotipos BD Vacutainer e LASC. (b) Verificado por nós na lista de autores (p. III-IV): dois dos nove autores da 2ª edição são funcionários do fabricante — Dra. Patricia Romano, "Biomédica… Gerente de Marketing Clínico da BD Diagnostics – Preanalytical Systems", também autora da 1ª edição de 2005, e Dra. Priscila de Arruda Trindade, "Especialista em Aplicações da BD Diagnostics – Diagnostic Systems". Um terceiro autor, Dr. Nairo Sumita, declara-se "Consultor Científico do LASC" e assessor médico do Fleury. Um agente irmão da nossa vaga nos alertou para o ponto; remedimos nós mesmos no PDF, e a medida é mais forte do que o relato (dois funcionários, não um). (c) Conduta adotada: nenhuma escolha de material ou de marca foi tomada daqui ; a ordem de coleta e a proporção 9:1 foram buscadas num capítulo assinado do outro manual e são atribuídas a ele no corpo ; a tabela completa de cores, a exceção do vidro e o quadro de inversões só existem neste documento no nosso corpus, e a página declara isso ao leitor, no corpo, em vez de apresentá-los como consenso brasileiro. Trechos citados textualmente: Tabela 9, p. 91, "Códigos alfa e de cores recomendados para identificação dos aditivos", com rodapé "Quadro adaptado relacionando as áreas onde serão utilizados os tubos. Fonte: ISO 6710.2 – Single-use Containers for Human Venous Blood Specimen Collection" ; item 5.3.1, "Até o momento, não existe um acordo internacional de codificação por cores, mas a maioria dos fabricantes segue uma padronização de cores de tampas, ajudando a evitar a possibilidade de erros pré-analíticos na coleta laboratorial" ; item 5.3.2, citrato trissódico "dentro do intervalo de 0,1 mol/L a 0,136 mol/L, com uma tolerância permitida de ±10%", "o tubo de citrato não deve ter volume de aspiração parcial, para evitar a agregação plaquetária ativada pelo espaço livre no tubo", proporção 9:1 para coagulação e 4:1 para a VHS pelo método de Westergren ; item 5.2.4, tubos "devidamente registrado[s] na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)" ; item 4.9, "os tubos plásticos para soro (tampa vermelha ou amarela com gel separador) contêm ativador de coágulo […] estes tubos devem ser colhidos depois do tubo para coagulação (tampa azul)" e "Empregando-se coleta com tubos de vidro: os tubos para soro (tampa vermelha) podem ser colhidos normalmente, antes dos tubos para coagulação (tampa azul), pois não possuem ativador de coágulo" ; itens 4.9.1 e 4.9.2, as duas sequências completas ; Tabela 6 de inversões (fonte declarada CLSI H18-A3) ; item 6.5 Anemia Iatrogênica, "O volume de sangue normalmente coletado de pacientes hígidos, para a realização das análises laboratoriais, não produz qualquer tipo de prejuízo ao organismo" ; bibliografia, "INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION. ISO 6710.2 / 2002 Single-use containers for human venous blood specimen collection [revision of first edition (6710:1995)]". Regra de correspondência dos números publicados (ocorrências por re.finditer, subcadeia exata, maiúsculas respeitadas, texto integral sem -layout, U+00AD removido): lilás = 3, roxa = 2, ISO 6710.2 = 8, ISO 6710.1 = 1. ⚠️ Registramos a incoerência interna: o sumário anuncia "5.3 Comentários sobre a ISO 6710.1", o corpo do capítulo escreve "ISO 6710.2" — citamos a forma do corpo, que é a da bibliografia. ⚠️ Não lemos o texto da ISO 6710, que é pago: tudo o que dizemos da norma é o que este documento brasileiro dela reproduz, na edição de 2002. PDF (controllab.com) 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17

  2. SBPC/MLRecomendações da SBPC/ML: boas práticas em laboratório clínico, Barueri: Manole. PDF oficial de 16 055 655 bytes, extraído para stdout, sem -layout, com remoção dos hifens condicionais U+00AD: 1 357 819 caracteres. ⚠️ Declaração de patrocínio: o prefácio do presidente da SBPC/ML (biênio 2020-2021) agradece nominalmente às empresas "Abbott, Binding Site, BD, Controllab, HemoCue, Merck, Radiometer, Sebia, Siemens, Sysmex e TM" por terem tornado o projeto possível — o livro inteiro é patrocinado, e é por isso que trabalhamos capítulo assinado por capítulo assinado. Capítulo 25, "Ações para evitar erros na coleta de sangue", assinado por Suzimara Aparecida Vicente Tertuliano de Oliveira (enfermeira) e Luciane de Carvalho Sarahyba da Silva (biomédica) — bios verificadas por nós na lista de colaboradores: sócias-fundadoras de uma consultoria própria, ex-DLC-HCFMUSP, membros do Comitê da Qualidade da SBPC/ML, sem vínculo declarado com fabricante. É dele que vem tudo o que citamos: "É amplamente conhecido que 60 a 70% dos erros laboratoriais estão relacionados com a fase pré-analítica" ; "ao coletar um tubo contendo aditivo de heparina antes do aditivo citrato de sódio, esta pode carrear para dentro do tubo de citrato de sódio, interferindo nos resultados dos exames de coagulação" ; "Coletar o tubo de ácido etilenodiamino tetra-acético (EDTA) antes do tubo com ativador de coágulo pode causar elevação nos níveis de potássio" ; Figura 1, "Ordem dos tubos para a coleta de diversos analitos durante uma única punção venosa", fonte declarada "adaptada de CLSI, 2018", com os sete níveis reproduzidos no corpo ; e o quadro "Atenção": "é obrigatória a coleta em tubo de descarte ou em tubo sem ativador de coágulo antes do tubo com citrato, quando este for destinado à realização de alguns exames específicos de coagulação, como proteína C, proteína S e anticoagulante lúpico" e "Para exames de TAP e TTPA, não é necessária a coleta de um tubo de descarte, a não ser que a coleta esteja sendo realizada com escalpe". Do capítulo 36, "Exames de triagem para avaliação das coagulopatias" (Guerra JCC, Aranda VF, Santos AO), igualmente assinado, citamos: "As amostras devem ser coletadas em tubos contendo 3,2% de citrato de sódio (109 mM) na proporção de 9 partes de sangue e 1 parte de anticoagulante" ; "a falha em encher o tubo faz com que a concentração final de citrato seja muito alta […] levará a um falso prolongamento do tempo de protrombina (TP) e/ou do tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPA)" ; e "a Clinical & Laboratory Standards Institute (CLSI) estabeleceu uma ordem de tubos, na qual aqueles que contêm ativador de coágulo em seu interior devem ser colhidos depois do tubo para coagulação". ⚠️ Ausência medida neste manual: ISO 6710 = 0 ocorrência — a tabela de cores da norma não está aqui, e é por isso que a página declara depender, para ela, do guia coeditado. ⚠️ Encartes publicitários separados antes de qualquer contagem, como exige a nossa metodologia: sobre os seis termos do assunto desta ficha (tampa, EDTA, oxalato, citrato, heparina, tubo), 130 ocorrências no total, das quais pelo menos 12 caem em zona publicitária (regra: a menos de 2 000 caracteres de um dos marcadores Milli-Q, Vacutainer, Siemens, Atellica, BD Hemogard, Millipore, Merck). Em particular, a frase "para este teste não é recomendado o uso de citrato, oxalato ou EDTA porque eles removem o cálcio" está num publieditorial Merck/Milli-Q e não foi utilizada nem atribuída à sociedade. ⚠️ Registramos ainda que este capítulo de 2020 se apoia na RDC nº 302/2005, hoje revogada — motivo pelo qual a parte regulatória desta página vem da Anvisa, e não daqui. PDF (controllab.com) · sbpc.org.br 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11

  3. Ministério da Saúde / DATASUSSIGTAP, Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS, arquivos tb_procedimento.txt (1 697 774 bytes, 5 023 linhas) e tb_descricao.txt (4 324 linhas), competência 08/2026. Leitura em colunas de largura fixa, decodificação latin-1 com newline='' (o arquivo é CRLF; sem isso ele se dobra numa única linha e o parser responde "sim" a tudo). Offsets absolutos VL_SH=[282:294], VL_SA=[294:306], VL_SP=[306:318]. Parser validado ANTES de qualquer busca sobre dois valores conhecidos: hemograma completo 0202020380 = R$ 4,11 e ferritina 0202010384 = R$ 15,59. Dobra de acentos comprovadamente ativa: 2 483 das 5 023 linhas contêm acentos. Regra de correspondência das contagens publicadas: motivo em maiúsculas, acentos dobrados (NFD), subcadeia não ancorada, contagem de linhas. Resultados: EDTA = 0 · HEPARINA = 0 · VACUO = 0 · PUNCAO VENOSA = 0 · FLEBOTOMIA = 0 · TUBO = 8 (timpanotomia p/ tubo de ventilação, retirada de corpo estranho e de pólipo do tubo digestivo, tratamento cirúrgico de divertículo do tubo digestivo, reconstrução da raiz da aorta c/ tubo valvado, preparo de tubo pediculado, retirada de coração p/ processamento de válvula/tubo valvado, tubo de drenagem para glaucoma — nenhum é um tubo de coleta) · CITRATO = 1, 0202050084 DOSAGEM DE CITRATO, VL_SA R$ 2,01. Controle positivo do ato de colher: 0201020041 COLETA DE MATERIAL PARA EXAME LABORATORIAL, VL_SH = VL_SA = VL_SP = R$ 0,00, cuja descrição em tb_descricao.txt — "CONSISTE NA COLETA DE MATERIAL PARA EXAME DE LABORATÓRIO, REALIZADA POR PROFISSIONAL CAPACITADO, FORA DA UNIDADE LABORATORIAL (EM POSTO DE COLETA), COM GARANTIA DE TRANSPORTE ADEQUADO DO MATERIAL PARA O LABORATÓRIO." — foi verificada única entre as 4 324 descrições (63 textos são partilhados por 174 códigos; este não é um deles) e lida por inteiro, sem emenda de outro código. ⚠️ Alcance da ausência: o SIGTAP é uma tabela de procedimentos; insumos não são procedimentos, e a ausência do tubo é explicada, não escandalosa. sigtap.datasus.gov.br 2 3

  4. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Gerência-Geral de Tecnologia em Serviços de Saúde — Perguntas & Respostas: Resolução da Diretoria Colegiada – Anvisa nº 978, de 06 de junho de 2025, 1ª edição, Brasília, 27 de agosto de 2025. PDF oficial de 614 103 bytes, 44 páginas, obtido em application/pdf por /@@download/file (a URL em .pdf serve o visualizador Plone em text/html); controle negativo com nome de arquivo inventado no mesmo diretório: 404 text/html. A notícia que o publica ("Anvisa esclarece dúvidas sobre serviços que realizam exames de análises clínicas", 28/08/2025) também discrimina: 200 contra 404 num slug inventado. Trechos citados textualmente: pergunta 93, "Conforme disposto pelo artigo 138, o material biológico deve ser identificado no momento da coleta ou de seu recebimento pelo Serviço que executa EAC com, no mínimo, as seguintes informações: I - nome do paciente; II - data de nascimento ou idade; III - tipo de material biológico; e IV - número de registro de identificação do paciente" e "Essas informações possibilitam a rastreabilidade do material biológico, sua adequada conservação e avaliação, inclusive para fins de aceitação ou rejeição, além de facilitar a identificação e distinção de homônimos" ; introdução, a RDC 978/2025 como consolidação de ajustes à "normativa até então vigente (RDC n° 786/2023)", elaborada em grupos técnicos com "representantes do setor público (Ministério da Saúde e Vigilâncias Sanitárias estaduais e municipais) e do setor regulado (SBP, SBPC/ML, SBAC, Abramed, Abrafarma, Controllab, PNCQ, SBTOX, CBDL, CFM, CFF, CFBM, CFBio)" ; pergunta 61, "O Serviço Tipo II (Posto de Coleta) deve ter um supervisor técnico durante todo o período de funcionamento, mesmo que somente faça coleta de manhã e liberação de laudos à tarde? Sim […] conforme expressamente previsto pelo artigo 122 da RDC n° 978/2025". ⚠️ Alcance declarado: tubo devolve 0 ocorrência neste documento — ele fala de "material biológico", nunca do recipiente; não tiramos daí nenhuma conclusão sobre tubos, apenas sobre a etiqueta. PDF (gov.br/anvisa) 2 3 4 5

  5. Anvisa, GGTES/GRECS — RDC nº 786/2023: Requisitos técnico-sanitários para o funcionamento de Laboratórios Clínicos, de Laboratórios de Anatomia Patológica e de outros Serviços que executam as atividades relacionadas aos Exames de Análises Clínicas (EAC) — Perguntas e Respostas, 2ª versão, Brasília, outubro de 2024. PDF oficial de 481 471 bytes, 27 páginas, mesmo caminho /@@download/file, controle negativo 404. Citado exclusivamente para documentar o texto anterior: pergunta 39, "Conforme o Art. 104, o material biológico deve ser identificado no momento da coleta ou do seu recebimento […] I - nome do paciente; II - data de nascimento ou idade; III - tipo de material biológico; e IV - data e horário da coleta". ⚠️ Norma revogada: esta RDC foi substituída pela RDC nº 978/2025 — o que vale hoje é o artigo 138 citado na nota anterior. PDF (gov.br/anvisa) 2

  6. Indevuyst C, Schuermans W, Bailleul E, Meeus P. The order of draw: much ado about nothing? Int J Lab Hematol, 2015;37(1):50-5 (laboratório de hematologia do Onze-Lieve-Vrouw Ziekenhuis, Aalst, Bélgica; 193 pacientes em anticoagulação oral, sistema Sarstedt Safety Monovette). Sem influência estatisticamente significativa sobre o TP/INR; viés pequeno mas significativo no TTPA quando o tubo de citrato era o primeiro, ou vinha após EDTA ou após tubo de soro com ativador — "we consider this bias (max. 0.2 s) as not clinically significant". ⚠️ Ano do fascículo, não do epub: NCBI dá pubdate 2015 Feb e epubdate 2014 Apr 8. Fonte internacional, recurso declarado. PubMed · DOI

  7. Salvagno G, Lima-Oliveira G, Brocco G, Danese E, Guidi GC, Lippi G. The order of draw: myth or science? Clin Chem Lab Med, 2013;51(12):2281-5. 57 pacientes ambulatoriais em anticoagulação oral e 58 voluntários sadios; nenhuma diferença de potássio, sódio, cálcio, magnésio e fósforo entre o primeiro e o segundo tubo de soro. ⚠️ Estudo conduzido em Verona, Itália (Hospital Acadêmico de Verona), embora um dos autores tenha vínculo brasileiro: não é dado brasileiro. Fonte internacional, recurso declarado. PubMed · DOI

  8. Cadamuro J, Felder TK, Oberkofler H, Mrazek C, Wiedemann H, Haschke-Becher E. Relevance of EDTA carryover during blood collection. Clin Chem Lab Med, 2015;53(8):1271-8. Arraste de EDTA em sistema fechado a vácuo "altamente improvável"; seria necessário volume absoluto superior a 10 µL de sangue com EDTA para alterar resultados — mas a contaminação com solução pura de K3EDTA altera magnésio, cálcio e potássio já a partir de 1 µL. Fonte internacional, recurso declarado. PubMed · DOI

  9. Cornes M, van Dongen-Lases E, Grankvist K, Ibarz M, Kristensen G, Lippi G, Nybo M, Simundic AM. Order of blood draw: Opinion Paper by the European Federation for Clinical Chemistry and Laboratory Medicine (EFLM) Working Group for the Preanalytical Phase (WG-PRE). Clin Chem Lab Med, 2017;55(1):27-31. Documento de posição (tipo NCBI: Practice Guideline) que revisa a literatura e conclui que a contaminação ocorre com frequência significativa quando a ordem não é respeitada e a punção é feita em condições menos que ideais, mantendo a recomendação. Fonte internacional, em recurso explicitamente declarado por não existir estudo brasileiro sobre o tema. PubMed · DOI

  10. Lima-Oliveira G, Salvagno GL, Danese E, Favaloro EJ, Guidi GC, Lippi G. Sodium citrate blood contamination by K2-ethylenediaminetetraacetic acid (EDTA): impact on routine coagulation testing. Int J Lab Hematol, 2015;37(3):403-9. Quinze voluntários; contaminação escalonada de 0% a 43%: prolongamento estatística e clinicamente significativo do TTPA e do TP entre 29% e 43%, queda do fibrinogênio a 43%. ⚠️ Ano do fascículo (pubdate 2015 Jun; epub 2014 Oct 13). ⚠️ Estudo conduzido em Verona, Itália, com coautoria de vínculo brasileiro (UFPR): não é dado brasileiro. Fonte internacional, recurso declarado. PubMed · DOI

  11. Lima-Oliveira G, Salvagno GL, Danese E, Brocco G, Guidi GC, Lippi G. Contamination of lithium heparin blood by K2-ethylenediaminetetraacetic acid (EDTA): an experimental evaluation. Biochem Med (Zagreb), 2014;24(3):359-67. Quinze voluntários; a partir de 5% de contaminação por K2EDTA houve variação significativa de cálcio, cloro, ferro, LDH e magnésio (todos em queda) e do potássio (em alta); fósforo e sódio a partir de 13% e 29%; ALT, bilirrubina, creatinina e lipase inalteradas até 43%. ⚠️ Estudo conduzido em Verona, Itália. Fonte internacional, recurso declarado. PubMed · DOI

  12. Lima-Oliveira G, Guidi GC, Guimaraes AVP, Abol Correa J, Lippi G. Preanalytical Nonconformity Management Regarding Primary Tube Mixing in Brazil. J Med Biochem, 2017;36(1):39-43. Dado brasileiro: entre janeiro e dezembro de 2015, cinquenta gestores da qualidade de laboratórios do Brasil forneceram relatórios de auditoria interna sobre a homogeneização dos tubos primários após coleta a vácuo — autores vinculados ao DICQ (Sistema Nacional de Acreditação da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas) e ao PNCQ, ambos no Rio de Janeiro. Resultados citados: 4% das auditorias concluíram que os tubos não eram corretamente homogeneizados; mais da metade relatou homogeneização vigorosa imediatamente após a coleta, "thus magnifying the risk of producing spurious hemolysis"; o número de inversões diferia do recomendado pelo fabricante; e a conclusão de que a turbulência gerada pela pressão do vácuo "seems to be sufficient", de modo que evitar a homogeneização do tubo primário "probably does not introduce a major bias in tests results". PubMed · DOI 2

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