CA 125: o marcador menos específico do seu laudo
O CA 125 sobe na endometriose, na cirrose, na menstruação e na insuficiência cardíaca. Antes da menopausa, um valor alto costuma ter causa benigna.
Você recebeu um CA 125 acima do valor de referência e digitou o nome no buscador. A primeira coisa que apareceu foi, quase certamente, "câncer de ovário". Este guia existe para colocar esse número no lugar certo. O CA 125 é, entre os marcadores tumorais do laboratório, o menos específico de todos: ele sobe numa lista longa de situações benignas, e o próprio protocolo brasileiro sobre massas anexiais lista, entre as causas de elevação, a endometriose e a tuberculose ao lado do câncer.1 Isso não é motivo para ignorar o resultado. É motivo para lê-lo com o contexto que ele exige — e o contexto é do seu médico, não do buscador.
Em resumo
- O CA 125 é uma glicoproteína produzida pelos epitélios celômicos — endométrio, tuba uterina, ovário e peritônio.2 Quase tudo que irrita o peritônio pode elevá-lo.
- Ele não é expresso no tecido ovariano normal, mas pode ser produzido tanto por tumores benignos quanto por malignos do ovário.1
- Está elevado em cerca de 80% das pacientes com câncer epitelial de ovário — mas, nos estádios iniciais, pode estar normal.1 É a razão pela qual ele não serve para descartar a doença.
- 🔴 O rastreamento do câncer de ovário não é recomendado no Brasil. O INCA escreve, na página oficial da doença: "Não há evidência científica de que o rastreamento do câncer de ovário traga mais benefícios do que riscos e, portanto, até o momento, ele não é recomendado."3
- Dois grandes ensaios sustentam essa posição. O britânico UKCTOCS acompanhou 202.562 mulheres por uma mediana de 16,3 anos e não encontrou redução de mortalidade com o rastreamento.4
- Para diagnosticar endometriose, a FEBRASGO é explícita: "Não há indicação para a dosagem de biomarcadores como o CA-125, entre outros."5
- A menopausa muda o peso do exame. Num grupo de mulheres que já têm uma massa anexial, o valor preditivo positivo do CA 125 é de 49% antes e 98% depois da menopausa.1
- A SBPC/ML registra elevação na fase menstrual e recomenda não colher a amostra nesse período.6
- Cirrose hepática e insuficiência renal crônica costumam elevá-lo 2 a 4 vezes acima do limite de referência.6 Na cirrose, 85% de uma série de 172 pacientes tinham o marcador alto — e o valor acompanhava o grau de ascite, não a função do fígado.7
- Na insuficiência cardíaca, o CA 125 é hoje estudado como marcador de congestão, produzido pelas células mesoteliais.8
- Um resultado isolado tem valor muito limitado: a SBPC/ML orienta duas ou três medidas sequenciais antes de qualquer conclusão.6
- O SUS cobre o exame (código 02.02.03.121-7) a R$ 13,35, e a descrição oficial do Ministério da Saúde o define para acompanhamento de quem já tem o diagnóstico.9
De onde vem o CA 125
O CA 125 — também chamado MUC16 — é uma glicoproteína grande, produzida pelos chamados epitélios celômicos: o endométrio, a tuba uterina, a superfície do ovário e o revestimento do peritônio, a membrana que forra a barriga por dentro.2 Guarde essa lista, porque ela explica tudo o que vem a seguir.
O protocolo da FEBRASGO sobre tumores anexiais acrescenta um detalhe que muita gente inverte: o CA 125 não é expresso no tecido ovariano normal, mas pode ser sintetizado tanto por tumores benignos quanto por malignos do ovário.1 Ou seja: o marcador não distingue, por si só, um cisto de um câncer.
E como as células mesoteliais do peritônio o produzem em resposta a estiramento e inflamação, qualquer coisa que irrite ou distenda essa membrana faz o número subir.8 É por isso que um exame criado para o ovário aparece elevado em doenças que não têm nada a ver com ginecologia.
A lista do que sobe sem ser câncer
Esta é a parte que quase nunca aparece no laudo. Todas as causas abaixo estão em fontes que lemos diretamente:
- Endometriose. O protocolo da FEBRASGO sobre tumores anexiais a cita em primeiro lugar entre as etiologias benignas que elevam o CA 125.1
- Menstruação. A SBPC/ML descreve "elevação discreta de CA125 durante a fase menstrual" e desaconselha colher a amostra nesse período, sobretudo se o resultado for comparado com outro de fase diferente do ciclo.6
- Cirrose hepática com ascite. Numa série de 172 pacientes com cirrose, 85% tinham CA 125 elevado; o valor acompanhava o grau de ascite, e voltava ao normal quando não havia líquido — o que sugere estiramento mecânico do peritônio, e não a hipertensão portal em si.7 Se o seu caso é esse, veja também o hepatograma e a bilirrubina.
- Insuficiência renal crônica. A SBPC/ML agrupa cirrose e insuficiência renal como causas de aumento moderado, em torno de 2 a 4 vezes o limite superior de referência.6 Vale rever a função renal.
- Derrame pleural ou peritoneal. Aqui a elevação pode ser tão marcante que a SBPC/ML diz serem necessários valores de referência específicos.6
- Insuficiência cardíaca. A congestão eleva o CA 125 de forma tão consistente que ele passou a ser estudado como biomarcador da própria insuficiência cardíaca, em paralelo aos peptídeos natriuréticos.8
- Tuberculose, câncer de pulmão e câncer de mama, todos listados pela FEBRASGO como causas de elevação.1
O contraponto honesto, também da SBPC/ML: concentrações acima de 1.000 UI/mL sugerem processo neoplásico com probabilidade superior a 95%.6 A magnitude importa. Um valor pouco acima do limite e um valor na casa dos milhares não contam a mesma história.
Por que não se rastreia câncer de ovário
Esta é a pergunta que traz a maioria das pessoas até aqui: "posso fazer o CA 125 todo ano para pegar cedo?" A resposta brasileira é não, e está escrita.
O INCA, do Ministério da Saúde, publica na página oficial do câncer de ovário — tanto na versão para a população quanto na versão para profissionais — a mesma frase: "Não há evidência científica de que o rastreamento do câncer de ovário traga mais benefícios do que riscos e, portanto, até o momento, ele não é recomendado."3 A FEBRASGO diz o equivalente sobre os exames que costumam acompanhar o marcador: o exame pélvico bimanual e a ultrassonografia transvaginal não têm acurácia significativa em mulheres assintomáticas e não são recomendados como rotina de rastreamento.1
Não é uma opinião. O ensaio britânico UKCTOCS randomizou 202.562 mulheres pós-menopausa entre rastreamento anual e nenhum rastreamento, com mediana de 16,3 anos de seguimento. O rastreamento multimodal encontrou mais tumores em estádio inicial — e mesmo assim não reduziu significativamente as mortes por câncer de ovário e de tuba.4
O ensaio americano PLCO mostrou o outro lado da conta. Entre 78.216 mulheres, o rastreamento com CA 125 e ultrassom transvaginal não reduziu a mortalidade — e, das 3.285 mulheres com resultado falso-positivo, 1.080 acabaram operadas, das quais 163 tiveram ao menos uma complicação grave.10 É esse o risco concreto de rastrear com um marcador pouco específico: cirurgias em mulheres saudáveis.
Vale dizer o que o INCA acrescenta e quase ninguém sabe: o preventivo ginecológico (Papanicolaou) não detecta câncer de ovário — ele é específico para o colo do útero.3
Antes e depois da menopausa
Se há um número para levar deste guia, é este. Entre mulheres que já têm uma massa anexial identificada — portanto, um grupo já selecionado —, a FEBRASGO registra que a sensibilidade e a especificidade do CA 125 aumentam após a menopausa, com valor preditivo positivo de 98% na pós-menopausa contra 49% na menacme.1
Traduzindo: antes da menopausa, mesmo com uma massa já vista no ultrassom, menos da metade dos CA 125 elevados corresponde a doença maligna. Fora desse cenário — uma mulher jovem, sem massa, que dosou o marcador por curiosidade ou por um pedido genérico —, a proporção de causas benignas é ainda maior.
Depois da menopausa, o exame pesa mais, mas nunca sozinho. A FEBRASGO reproduz a posição do ACOG de 2016: o CA 125 não deve ser utilizado isoladamente para diferenciar tumores benignos de malignos do ovário.1 O que existe são modelos que combinam o marcador com a imagem e com o estado menopausal — o índice de risco de malignidade, o ROMA, os modelos IOTA. São ferramentas de médico, calculadas sobre um exame de imagem que você não tem em casa; não são contas para fazer sozinha com o laudo na mão.
Um estudo brasileiro da Unicamp, com 176 mulheres com massa anexial (60 com câncer e 116 com tumor benigno), mostra a mesma lógica: o CA 125 elevado associou-se a malignidade com razão de chances de 11,8 — um sinal forte, mas dentro de uma avaliação que incluía sintomas e imagem.11
Endometriose: o caso brasileiro
Muita mulher no Brasil recebe o pedido de CA 125 justamente na investigação de endometriose. Vale saber o que diz o protocolo oficial.
O Protocolo FEBRASGO de Ginecologia nº 27, de 2025, é direto: os métodos de imagem para detectar e estadiar a endometriose são a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética — e, em seguida, a frase que interessa aqui: "Não há indicação para a dosagem de biomarcadores como o CA-125, entre outros."5
Duas consequências práticas. Primeira: se o seu CA 125 veio alto e você tem endometriose conhecida, a elevação é esperada e não é notícia nova. Segunda: se o exame foi pedido para diagnosticar endometriose, ele não é o que o protocolo brasileiro recomenda — a conversa a ter com o seu médico é sobre imagem.
Há ainda uma nota técnica útil: existe um segundo marcador, o HE4, que não se altera muito na endometriose e por isso ajuda a diferenciar massas com CA 125 elevado por essa causa.1 Ele não está na tabela do SUS — voltamos a isso já.
Onde o CA 125 realmente funciona
O uso sólido do marcador é o acompanhamento, e o Ministério da Saúde diz isso na própria descrição do procedimento: dosagem sérica do CA 125 "para acompanhamento de doentes de neoplasia maligna epitelial de ovário ou de trompa uterina ou de carcinomatose peritoneal sob tratamento antineoplásico".9 Não é rastreamento, não é triagem: é seguimento de quem já tem diagnóstico e tratamento em curso.
O protocolo FEBRASGO sobre tumores borderline de ovário aplica a mesma lógica com uma regra clara: se o CA 125 estava alto antes da cirurgia, recomenda-se dosá-lo no seguimento (recomendação B); se os marcadores foram negativos no pré-operatório, não se recomenda repeti-los depois do tratamento (recomendação C).12 O marcador só serve para acompanhar quem ele já marcava.
A SBPC/ML fecha o raciocínio para qualquer marcador tumoral: um resultado isolado tem valor muito limitado, e o que informa é a tendência de duas ou três medidas sequenciais, em intervalos maiores que a meia-vida do marcador.6 É a mesma leitura que se faz de outros exames de seguimento, e o oposto de tirar conclusão de um número solto.
O que o SUS cobre — e a quanto
Lendo diretamente o arquivo da Tabela SIGTAP (competência 08/2026, 5.023 procedimentos):
| Procedimento | Código | Valor ambulatorial |
|---|---|---|
| Dosagem do antígeno CA 125 | 02.02.03.121-7 | R$ 13,35 |
| Ultrassonografia transvaginal | 02.05.02.018-6 | R$ 24,20 |
| Ultrassonografia pélvica (ginecológica) | 02.05.02.016-0 | R$ 24,20 |
| Dosagem de beta-hCG | 02.02.06.021-7 | R$ 7,85 |
Duas observações que só a leitura do arquivo permite. A primeira: o HE4 não existe na tabela — nenhuma das grafias testadas retorna linha, embora o vocabulário esteja no arquivo em outros contextos. Sem HE4, o cálculo do ROMA não é reprodutível na rede pública. A segunda: a presença de um código prova cobertura, nunca indicação; quem diz para que serve é a descrição do Ministério, e ela fala em acompanhamento.9 Para comparar com outros exames, veja quanto custa um exame de sangue.
👉 O AI DiagMe interpreta os seus exames — de sangue, urina ou fezes — considerando todo o seu contexto, em linguagem clara. Serviço informativo que não faz diagnóstico e complementa, sem substituir, a avaliação do seu médico.
Perguntas frequentes
Meu CA 125 está alto. Tenho câncer de ovário? Um número isolado não responde a isso. A lista de causas benignas é longa — endometriose, menstruação, cirrose, insuficiência renal, derrames, insuficiência cardíaca —, e antes da menopausa o valor preditivo positivo do marcador é baixo mesmo em mulheres que já têm uma massa identificada.1 Leve o laudo ao médico que o pediu.
Posso pedir CA 125 todo ano para prevenir? O INCA responde que o rastreamento do câncer de ovário não é recomendado, por falta de evidência de que traga mais benefício do que risco.3 O ensaio PLCO mostrou o custo disso: 1.080 cirurgias após resultados falso-positivos, com 163 complicações graves.10
Estou menstruada. Posso colher? A SBPC/ML desaconselha colher na fase menstrual, porque ocorre elevação discreta nesse período — sobretudo se o resultado for comparado a um exame de outra fase do ciclo.6 Reagende, se possível.
Preciso de jejum? Nenhuma das fontes brasileiras consultadas exige jejum para o CA 125. Se houver outros exames no mesmo tubo, o jejum é exigência deles — o hemograma completo, por exemplo, não exige.
O CA 125 normal descarta câncer de ovário? Não. A FEBRASGO registra que, nos estádios iniciais, os níveis séricos podem estar normais.1 Sintomas persistentes — distensão abdominal, dor pélvica, saciedade precoce, mudança de hábito intestinal ou urinário — merecem investigação independentemente do marcador.3
Tenho endometriose e o valor subiu. É preocupante? A elevação é esperada nessa condição.1 E, para o diagnóstico da endometriose em si, a FEBRASGO não indica a dosagem do marcador.5 A leitura é do seu ginecologista.
Mudei de laboratório e o número mudou muito. Marcadores tumorais variam entre métodos. A SBPC/ML orienta seguimento por medidas sequenciais e considera a tendência mais informativa que o valor absoluto.6 Sempre que possível, mantenha o mesmo laboratório.
Este guia é informativo e não substitui uma consulta médica. O CA 125 é um exame de contexto: o mesmo número significa coisas diferentes numa mulher de 32 anos com endometriose e numa mulher de 62 anos com uma massa anexial ao ultrassom. Nenhum valor isolado — alto ou baixo — confirma nem exclui câncer, e nenhuma página da internet, esta inclusive, conhece a sua história. Se você recebeu esse resultado sem explicação, procure quem pediu o exame. Para entender o restante do laudo, veja o glossário de exames de sangue, os marcadores inflamatórios ou comece pelo AIDIAGME.
Fontes
Footnotes
-
Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Comissão Nacional Especializada em Endoscopia Ginecológica. Tumores anexiais. Protocolo Febrasgo. Femina. 2026;54(4):319-24. Seções "Exames laboratoriais" e "Testes multimodais": CA125 elevado em 80% dos cânceres epiteliais de ovário e possivelmente normal nos estádios iniciais; causas benignas e malignas de elevação (endometriose, câncer de pulmão, câncer de mama, tuberculose); valor preditivo positivo de 98% na pós-menopausa contra 49% na menacme; posição do ACOG de 2016; papel do HE4 na endometriose. PDF · página do artigo ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 ↩8 ↩9 ↩10 ↩11 ↩12 ↩13 ↩14
-
Arsalan HM, Mumtaz H, Laganà AS. Biomarkers of endometriosis. Adv Clin Chem. 2025;126:73-120. Origem do CA-125 nos epitélios celômicos: endométrio, tuba uterina, ovário e peritônio. PMID 40185537 · DOI 10.1016/bs.acc.2025.01.004 ↩ ↩2
-
Instituto Nacional de Câncer (INCA) / Ministério da Saúde — Câncer de ovário, abas "Versão para população" e "Versão para profissionais de saúde" (publicadas em 05/06/2022, atualizadas em 06/07/2023; página-mãe atualizada em 27/06/2025; consultadas em 07/09/2026). Frase citada na íntegra nas duas abas. Também: estimativa de 8.020 casos novos por ano no triênio 2026-2028 e 4.567 óbitos por câncer de ovário (SIM, 2024); o Papanicolaou não detecta câncer de ovário; endometriose listada entre os fatores de risco. gov.br/inca ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5
-
Menon U, Gentry-Maharaj A, Burnell M, et al. Ovarian cancer population screening and mortality after long-term follow-up in the UK Collaborative Trial of Ovarian Cancer Screening (UKCTOCS): a randomised controlled trial. Lancet. 2021;397(10290):2182-2193. 202.562 mulheres, mediana de 16,3 anos de seguimento; nenhuma redução significativa de mortes por câncer de ovário e de tuba. PMID 33991479 · DOI 10.1016/S0140-6736(21)00731-5 ↩ ↩2
-
Febrasgo, Comissão Nacional Especializada em Endometriose. Endometriose. Protocolo Febrasgo de Ginecologia nº 27. Femina. 2025;53(6):853-8. Seção "Diagnóstico", p. 854: "Não há indicação para a dosagem de biomarcadores como o CA-125, entre outros." ⚠️ A coleção da Femina traz duas versões deste protocolo com títulos idênticos; esta é a de 2025, não a de 2020 (Femina 2020;48(4):233-40). PDF ↩ ↩2 ↩3
-
Andriolo A. A utilidade e os cuidados na medida e interpretação dos resultados de marcadores tumorais bioquímicos circulantes. In: Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML), Recomendações da SBPC/ML: Boas práticas em laboratório clínico, cap. 39, p. 289-292: elevação discreta na fase menstrual; aumento de 2 a 4 vezes na cirrose hepática e na insuficiência renal crônica; valores de referência específicos na presença de derrame pleural ou peritoneal; concentrações acima de 1.000 UI/mL sugestivas de neoplasia com probabilidade superior a 95%; valor muito limitado de um resultado isolado. PDF ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 ↩8 ↩9 ↩10
-
Edula RG, Muthukuru S, Moroianu S, et al. CA-125 Significance in Cirrhosis and Correlation with Disease Severity and Portal Hypertension: A Retrospective Study. J Clin Transl Hepatol. 2018;6(3):241-246. 172 pacientes; CA-125 elevado em 147 (85%); correlação com o grau de ascite e níveis quase normais na ausência de ascite. PMID 30271734 · DOI 10.14218/JCTH.2017.00070 ↩ ↩2
-
Núñez J, de la Espriella R, Miñana G, et al. Antigen carbohydrate 125 as a biomarker in heart failure: a narrative review. Eur J Heart Fail. 2021;23(9):1445-1457. CA125/MUC16 sintetizado por células mesoteliais em resposta a congestão e inflamação. PMID 34241936 · DOI 10.1002/ejhf.2295 ↩ ↩2 ↩3
-
Ministério da Saúde / DATASUS — Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS (SIGTAP), competência 08/2026, arquivos
tb_procedimento(5.023 procedimentos) etb_descricao(4.324 descrições). Leitura direta dos arquivos da competência em 07/09/2026: 02.02.03.121-7 "DOSAGEM DO ANTÍGENO CA 125" a R$ 13,35; 02.05.02.018-6 "ULTRASSONOGRAFIA TRANSVAGINAL" e 02.05.02.016-0 "ULTRASSONOGRAFIA PÉLVICA (GINECOLÓGICA)" a R$ 24,20; 02.02.06.021-7 "DOSAGEM DE GONADOTROFINA CORIÔNICA HUMANA (HCG, BETA HCG)" a R$ 7,85. A descrição do código 02.02.03.121-7, verificada como exclusiva desse código, diz: "DOSAGEM SÉRICA DO MARCADOR CA 125 PARA ACOMPANHAMENTO DE DOENTES DE NEOPLASIA MALIGNA EPITELIAL DE OVÁRIO OU DE TROMPA UTERINA OU DE CARCINOMATOSE PERITONEAL SOB TRATAMENTO ANTINEOPLÁSICO." Ausência do HE4 verificada em cinco grafias, com controles positivos no mesmo arquivo. sigtap.datasus.gov.br ↩ ↩2 ↩3 -
Buys SS, Partridge E, Black A, et al. Effect of screening on ovarian cancer mortality: the Prostate, Lung, Colorectal and Ovarian (PLCO) Cancer Screening Randomized Controlled Trial. JAMA. 2011;305(22):2295-303. 78.216 mulheres; razão de mortalidade 1,18 (IC 95% 0,82-1,71); 3.285 resultados falso-positivos, 1.080 cirurgias, 163 mulheres (15%) com ao menos uma complicação grave. PMID 21642681 · DOI 10.1001/jama.2011.766 ↩ ↩2
-
Pitta DR, Sarian LO, Barreta A, et al. Symptoms, CA125 and HE4 for the preoperative prediction of ovarian malignancy in Brazilian women with ovarian masses. BMC Cancer. 2013;13:423. Estudo brasileiro do Departamento de Tocoginecologia da Unicamp (Campinas, SP): 176 mulheres com massa anexial, 60 com câncer e 116 com tumor benigno; CA125 elevado associado a malignidade com OR 11,8 (IC 95% 5,6-24,6). PMID 24044637 · DOI 10.1186/1471-2407-13-423 ↩
-
Febrasgo. Tumores borderline de ovário. Protocolo Febrasgo. Femina. 2025;53(1):53-60. Seções "Diagnóstico" e "Seguimento": CA-125 elevado em 15% a 50% dos casos; dosar no seguimento apenas se estava alto antes da cirurgia (recomendação B) e não repetir se os marcadores foram negativos no pré-operatório (recomendação C). PDF ↩