Sorologias: HIV, sífilis, hepatites e toxoplasmose
O que uma sorologia realmente mede, por que a janela imunológica muda tudo, como ler IgM e IgG sem se assustar e o que o SUS cobre de cada teste.
Você abriu um pedido de exames e encontrou nomes que não estavam ali antes: anti-HIV, VDRL, HBsAg, anti-HCV, toxoplasmose IgG e IgM. Ou já recebeu o resultado e está lendo esta página com o laudo na mão. Nos dois casos, vale começar pelo que essas linhas são: exames de rotina, pedidos a milhões de pessoas por ano no Brasil. Um pedido de sorologia não é um julgamento sobre a sua vida, e um resultado reagente não é o fim de nada — mas também não vamos fingir que dá na mesma. Esta página explica o que cada resultado quer dizer e o que ele não quer dizer.
Em resumo
- Uma sorologia não procura o micro-organismo: ela procura a resposta imune do seu corpo a ele. Daí vêm quase todas as confusões desta página.
- Por isso existe a janela imunológica: o intervalo entre a infecção e o momento em que o exame consegue detectá-la. Um resultado não reagente feito cedo demais não afasta nada. Cada infecção tem a sua janela.
- O Brasil resolve isso não com um número solto, mas com um calendário de repetição. Após uma exposição de risco, o protocolo nacional pede testagem no atendimento inicial, 4 a 6 semanas depois e, para o HIV, 3 meses depois.1
- IgM = recente e IgG = antigo é uma simplificação que erra. O Manual do Ministério da Saúde diz textualmente que, na sífilis, a IgM isolada não serve como marcador de infecção recente — "diferentemente de outros agravos, como a toxoplasmose".2
- Na sífilis, o teste treponêmico costuma ficar reagente para sempre: em cerca de 85% dos casos, independentemente de tratamento. Chama-se cicatriz sorológica, e não significa doença ativa.2
- O SUS tem um subgrupo inteiro para teste rápido — 27 códigos, na forma "teste realizado fora da estrutura de laboratório". Doze são para HIV, sífilis, hepatite B e C, separados por população (geral, gestante, parceria).3
- No pré-natal, a Caderneta Brasileira da Gestante de 2026 lista essas sorologias já na primeira consulta, e repete HIV e sífilis no 3º trimestre e no parto.4
- ⚠️ Não existe "painel de sorologias" no SUS. Os exames são pedidos e pagos um a um. O único pacote fechado da tabela é a sorologia de doador de sangue.3
O que uma sorologia mede — e o que ela não mede
Quando um vírus, uma bactéria ou um parasita entra no organismo, o sistema imune leva algum tempo para reconhecê-lo e começar a fabricar anticorpos contra ele. Uma sorologia procura esses anticorpos no sangue. Alguns exames dessa família procuram também um pedaço do próprio agente — o antígeno —, como o HBsAg da hepatite B.
A consequência é grande e quase nunca dita: a sorologia mede a sua reação, não a presença do germe. Três coisas decorrem disso.
Primeiro, ela pode ser negativa em alguém já infectado, se o corpo ainda não teve tempo de responder. É a janela imunológica, tema da próxima seção.
Segundo, ela pode continuar positiva muito depois de o agente ter sumido. Anticorpos são memória: uma IgG contra toxoplasmose aos 40 anos pode ser lembrança de uma infecção aos 12.
Terceiro, ela pode reagir por engano. A portaria que aprova o manual nacional de diagnóstico do HIV afirma, nos seus considerandos, que "não existem testes laboratoriais que apresentem 100% de sensibilidade e de especificidade" e que resultados "falso-negativos, falso-positivos, indeterminados ou discrepantes podem ocorrer na prática diária". A mesma portaria observa que resultados indeterminados ou falso-positivos são mais frequentes em gestantes e em pessoas com doenças autoimunes.5
É por isso que nenhum diagnóstico sério nasce de um exame só. Todos os fluxogramas brasileiros exigem dois testes — de metodologias diferentes — antes de concluir.
A janela imunológica, o conceito central
Este é o ponto que mais custa caro. Testar cedo demais produz um resultado não reagente que não tranquiliza ninguém, e muita gente sai do laboratório achando o contrário.
O tamanho da janela depende da infecção e da geração do teste, e é aqui que circulam os números mais errados da internet. Vale ler o que os textos brasileiros de fato dizem.
Para a hepatite C, o protocolo nacional de profilaxia pós-exposição é explícito: a janela de detecção de anticorpos "varia de 33 a 129 dias" — quase quatro meses de amplitude entre uma pessoa e outra.6 Para o HIV, o mesmo protocolo instrui que toda pessoa potencialmente exposta seja orientada a repetir a testagem 30 dias após a exposição, mesmo depois de completar a profilaxia.6 Para a sífilis, o Manual Técnico registra que os anticorpos treponêmicos aparecem, na maioria dos casos, a partir de dez dias do surgimento da lesão primária — repare que a contagem parte da lesão, não da relação sexual.2
O jeito brasileiro de lidar com a incerteza não é decorar prazos, e sim seguir um calendário. Depois de uma exposição de risco com indicação de profilaxia, o protocolo nacional de IST pede: HIV no atendimento inicial, 4 a 6 semanas e 3 meses após a exposição; sífilis no atendimento inicial e 4 a 6 semanas depois; hepatite C no atendimento inicial, 4 a 6 semanas e 4 a 6 meses.1 A janela também depende da geração do teste: revisões recentes lembram que os testes rápidos de quarta geração no ponto de atendimento têm desempenho variável, e que os testes rápidos de RNA — os que mais encurtariam a espera — ainda não estão na rotina.7
👉 Na prática: se você testou logo depois de uma situação que preocupou, o resultado não reagente é um bom começo — mas a informação completa só chega com a repetição. Guarde a data da exposição, não só a do exame.
IgM e IgG: o mal-entendido mais caro
A regra que todo mundo aprendeu — IgM é infecção recente, IgG é infecção antiga — é uma boa primeira aproximação e uma péssima regra geral.
O texto mais claro sobre isso é brasileiro. O Manual Técnico para o Diagnóstico da Sífilis determina que só se usem testes treponêmicos que detectam anticorpos totais (IgG e IgM juntos), porque "diferentemente de outros agravos, como a toxoplasmose, a utilização de testes que detectam isoladamente anticorpos IgM não é útil como marcador de infecção recente". O motivo é anatômico da própria doença: na sífilis, a IgM aparece tanto na primeira resposta pós-infecção quanto durante o período latente e na doença tardia.2
Ou seja: a mesma classe de anticorpo tem significados diferentes em doenças diferentes. Onde a IgM funciona bem — na toxoplasmose, por exemplo — ela ainda assim pode persistir por meses depois da infecção, e existe um exame específico para desempatar. Onde ela não funciona, como na sífilis, o laboratório simplesmente não a separa.
Na hepatite B o raciocínio é outro ainda: o que define infecção crônica não é uma classe de anticorpo, e sim o tempo — HBsAg reagente por seis meses ou mais.8 E um anti-HBc reagente isolado, sem HBsAg e sem anti-HBs, tem pelo menos quatro explicações possíveis segundo o protocolo nacional, do contato antigo com o vírus ao resultado falso-positivo.8
⚠️ A lição prática é curta: não traduza IgM por "peguei agora" nem IgG por "já passou". A leitura depende da infecção, do momento e, muitas vezes, de um segundo exame.
O que o Brasil oferece: o teste rápido
Aqui existe uma vantagem estrutural brasileira que quase ninguém explica. Na tabela do SUS, o teste rápido não é um exame de laboratório: é uma família própria, o subgrupo "diagnóstico por teste rápido", cuja forma de organização se chama literalmente "teste realizado fora da estrutura de laboratório".3
Esse subgrupo tem 27 procedimentos. Doze cobrem as quatro infecções do rastreamento — HIV, sífilis, hepatite B e hepatite C —, cada uma três vezes: população geral, gestante e parceria da gestante.3 Essa repetição não é burocracia; ela existe para que o serviço registre e o gestor financie o teste da parceria, o elo mais frágil da cadeia.
O protocolo nacional de IST reforça o teste rápido de sífilis "já no primeiro atendimento, de forma oportuna e sem necessidade de encaminhamento ou agendamento", com leitura em no máximo 30 minutos.1 Mas o mesmo algoritmo mantém a pergunta "o serviço de saúde tem teste rápido para sífilis disponível?" e prevê o caminho pelo laboratório quando a resposta é não.1 Cobertura na tabela e disponibilidade na unidade não são a mesma coisa.
📌 Vale saber: a portaria que rege o diagnóstico do HIV assegura a testagem anônima, avisando apenas que, nesse caso, não será entregue resultado por escrito.5
O pré-natal brasileiro, exame por exame
O rastreamento de gestantes é a diferença mais concreta entre o Brasil e boa parte dos outros países. A Caderneta Brasileira da Gestante, edição de 2026, lista para a primeira consulta ou 1º trimestre: teste rápido para sífilis ou VDRL/RPR; teste rápido para HIV ou anti-HIV I e II; teste rápido para hepatite B ou HBsAg; teste rápido para hepatite C ou anti-HCV; sorologia para toxoplasmose (IgG e IgM); e teste para HTLV. No 3º trimestre, repetem-se sífilis e HIV. No parto, repetem-se HIV e sífilis, mais hepatites B e C se não tiverem sido feitas antes.4
A toxoplasmose segue uma lógica própria e elegante: é repetida no 2º e no 3º trimestres apenas se a IgG não for reagente — ou seja, só para quem ainda é suscetível.4 É a melhor demonstração de que uma sorologia positiva pode ser uma boa notícia. E isso é comum aqui: num estudo com 428 gestantes de unidades básicas de Araçatuba (SP), 55,14% já tinham IgG,9 e a América do Sul lidera a soroprevalência mundial em gestantes, 52,8% contra 24,6% na Europa.10
O protocolo de IST detalha o calendário: HIV e sífilis na primeira consulta (idealmente no 1º trimestre), no início do 3º trimestre (28ª semana) e no parto — e, em caso de aborto ou natimorto, testar para sífilis independentemente de exames anteriores.1
Essa insistência tem uma razão medida. Um estudo nacional de 2026 analisou 297 062 notificações de sífilis congênita entre 2007 e 2023: a taxa subiu de 1,9 para 9,6 por mil nascidos vivos, enquanto o tratamento adequado da parceria só avançou de 20% para 27,7%.11 O elo que falha não é o exame da gestante — é o cuidado com quem está do outro lado.
Quem deve testar, e com que frequência
Fora da gestação, o protocolo nacional organiza o rastreamento por situação, não por juízo de valor — e explica por quê: "diferentemente de outros rastreamentos, como a mamografia para câncer de mama, o rastreamento das IST não identifica apenas uma pessoa; ao contrário, estará sempre ligado a uma rede de transmissão".1
| Situação | HIV | Sífilis | Hepatites B e C |
|---|---|---|---|
| Pessoas de até 30 anos com vida sexual ativa | anual | anual | conforme outros subgrupos |
| Gestantes | 1ª consulta, 28ª semana, parto | 1ª consulta, 28ª semana, parto | 1ª consulta do pré-natal |
| Pessoas com diagnóstico de outra IST | no diagnóstico e 4 a 6 semanas depois | no diagnóstico e 4 a 6 semanas depois | no momento do diagnóstico |
| Pessoas privadas de liberdade | anual | semestral | semestral a anual |
| Após exposição com indicação de profilaxia | inicial, 4-6 semanas, 3 meses | inicial e 4-6 semanas | B: conforme profilaxia · C: inicial, 4-6 semanas, 4-6 meses |
Fonte: Quadro 5 do protocolo nacional de IST.1 O corte de 30 anos não é arbitrário: as notificações de sífilis no Brasil vêm crescendo na faixa de 13 a 29 anos, e por isso essa idade entrou no rastreamento anual.1
Quando o exame erra: como o Brasil classifica os falsos
O quadro de resultados falsos do Manual da Sífilis é raro por nomear as situações, em vez de dizer vagamente que "erros acontecem". Os testes não treponêmicos — o VDRL e seus parentes — detectam anticorpos anticardiolipina, que não são exclusivos da sífilis. Daí os falso-reagentes, em duas categorias:2
- Transitórios (reatividade por até seis meses): após imunizações, após infarto do miocárdio, em algumas doenças infecciosas febris (malária, hepatite, varicela, sarampo) e na gravidez.
- Permanentes (mais de seis meses): uso de drogas injetáveis, doenças autoimunes, infecção pelo HIV, hanseníase, hepatite crônica e idade avançada.
Existe o caminho inverso, o falso não reagente. O manual descreve o fenômeno prozona: com anticorpos em excesso — típico da sífilis secundária —, a amostra pura pode não reagir. Por isso a regra brasileira é testar sempre a amostra pura e na diluição 1:8.2
E uma frase que vale ouro para quem está com um título baixo no laudo: "qualquer título nos resultados de testes não treponêmicos deve ser investigado como suspeita de sífilis, sem qualquer ponto de corte".2 Investigar não é diagnosticar — é continuar.
Duas notas finais do mesmo manual, ambas contraintuitivas. Na monitorização do tratamento, só variações de duas diluições têm relevância clínica: sair de 1:8 para 1:4 pode ser apenas leitura de laboratório. E a sífilis tratada e curada não confere imunidade — é possível contraí-la de novo a cada nova exposição.2
A cicatriz sorológica, e por que ela assusta sem motivo
Este é, disparado, o resultado que mais gera pânico — e o mais fácil de explicar. Em cerca de 85% das pessoas que tiveram sífilis, o teste treponêmico permanece reagente por toda a vida, independentemente de tratamento. O nome oficial disso é cicatriz sorológica.2
A consequência prática está escrita no manual: para investigar um caso novo, começa-se pelo teste treponêmico, porque ele positiva primeiro. Mas se a pessoa já teve sífilis, recomenda-se começar pelo não treponêmico, justamente porque o treponêmico provavelmente seguirá reagente para sempre.2 O treponêmico também não serve para acompanhar tratamento: não há correlação entre o título dele e doença ativa.12
👉 Se você teve sífilis, tratou e anos depois um exame treponêmico voltou reagente, isso é o esperado — não é recaída nem falha de tratamento.
Quanto custa no SUS, e a ausência que ninguém comenta
Na tabela nacional de procedimentos, competência de agosto de 2026, os valores por exame são estes:3
| Exame | Código | Valor |
|---|---|---|
| Teste não treponêmico (VDRL/RPR), população geral | 0202031110 | R$ 2,83 |
| Teste treponêmico laboratorial, população geral | 0202031381 | R$ 9,10 |
| Antígenos/anticorpos anti-HIV, população geral | 0202031500 | R$ 10,00 |
| HBsAg, população geral | 0202031446 | R$ 18,55 |
| Anti-HCV, população geral | 0202031470 | R$ 18,55 |
| IgG antitoxoplasma | 0202030768 | R$ 16,97 |
| IgM antitoxoplasma | 0202030873 | R$ 18,55 |
| Anti-HIV-1 por western blot/imunoblot | 0202030296 | R$ 85,00 |
Agora a ausência. O subgrupo "exames sorológicos e imunológicos" tem 146 procedimentos, e nenhum é um pacote: não há código de "painel de sorologias" nem de "sorologias do pré-natal". Cada exame é pedido e pago separadamente.3
O interessante é que o conceito existe na tabela, só que para outra finalidade: há uma "sorologia de doador de sangue" (R$ 75,00), uma "sorologia de possível doador de órgão ou tecido" (R$ 186,00) e uma "sorologia em paciente transplantado".3 O SUS sabe agrupar sorologias num procedimento único — e o faz para proteger o receptor de uma transfusão ou de um transplante, nunca para rastrear a pessoa que está na sua frente.
📌 Detalhe que explica o nome no seu laudo: VDRL não existe na tabela do SUS — zero ocorrências nas 5.023 linhas, onde o procedimento se chama "teste não treponêmico".3 Mas a Caderneta da Gestante do próprio Ministério escreve "VDRL" seis vezes.4 É o nome da tabela contra o nome da clínica; no balcão do laboratório, você vai ouvir VDRL. Sobre valores, veja quanto custa um exame de sangue.
Onde essas linhas se cruzam com o resto do laudo
Sorologias raramente vêm sozinhas. Se o pedido incluía TGO e TGP, a intenção era olhar o fígado junto com as hepatites — o conjunto está no hepatograma. O hemograma completo mostra como está a defesa agora: linfócitos e monócitos reagem a vírus, neutrófilos mais a bactérias, leucócitos somam tudo. Os marcadores inflamatórios — proteína C reativa e VHS — dizem se há inflamação, sem dizer a causa. No pré-natal, beta-hCG e função renal vêm na mesma folha.
Perguntas frequentes
Meu teste deu não reagente. Estou livre? Depende de quando você se expôs. Um resultado não reagente feito dentro da janela imunológica não afasta a infecção. Após uma exposição de risco, o Brasil pede repetição em 4 a 6 semanas e, para o HIV, também aos 3 meses.16
IgG positivo e IgM negativo: é ruim? Em geral é o contrário. Costuma indicar contato antigo, já resolvido, e às vezes proteção. Na gravidez, uma IgG reagente para toxoplasmose com IgM não reagente é o resultado que dispensa repetir o exame nos trimestres seguintes.4
Meu teste treponêmico é reagente e eu tratei sífilis há anos. Voltou? Provavelmente não. Em cerca de 85% dos casos o teste treponêmico fica reagente para sempre — é a cicatriz sorológica. Quem acompanha tratamento é o teste não treponêmico, e só variações de duas diluições contam.2
Um resultado pode ser falso-positivo? Pode, e os textos brasileiros listam quando: no VDRL, gravidez, vacinação recente, infarto, malária, varicela, sarampo (transitórios); doenças autoimunes, hanseníase, hepatite crônica, HIV, idade avançada (permanentes).2 Nenhum diagnóstico brasileiro se fecha com um exame só.5
O teste rápido é confiável? É um teste imunológico de verdade, não uma triagem informal, e o SUS o financia como procedimento próprio.3 Mas obedece à mesma janela dos outros e precisa do segundo teste para concluir. Um estudo brasileiro mostrou, aliás, que o desempenho cai em crianças pequenas e em pessoas com imunidade comprometida — outro lembrete de que o exame mede a sua resposta, não o germe.13
Posso fazer o teste sem me identificar? A portaria nacional do diagnóstico do HIV assegura a testagem anônima; nesse caso, o resultado não é entregue por escrito.5
Para lembrar
Uma sorologia responde a uma pergunta sobre o seu sistema imune, não sobre a presença de um germe no seu corpo agora. Três coisas para levar. Um resultado não reagente feito cedo demais não é uma resposta — o que resolve não é um número mágico de dias, é o calendário de repetição do protocolo brasileiro. IgM e IgG não têm o mesmo sentido em todas as doenças, e o texto do próprio Ministério da Saúde diz isso com todas as letras a respeito da sífilis. E um exame reagente não é um diagnóstico: pode ser cicatriz sorológica, pode ser reação cruzada, e em todo caso o Brasil exige um segundo teste antes de concluir. Nenhum valor se lê sozinho: conta o conjunto dos seus exames e do seu contexto — o que a AI DiagMe ajuda a organizar, como complemento à avaliação do seu médico. Os termos estão no glossário de exames de sangue.
Fontes
Fontes oficiais brasileiras e publicações científicas (PubMed) usadas neste guia.
Footnotes
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Ministério da Saúde — SVS / DCCI — Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), Brasília, 2022 (PDF de 2.712.734 bytes; 464.591 caracteres extraídos). Trechos usados: seção 2.4 e Quadro 5 – Rastreamento de IST, lido com extração
-layoutpara preservar a associação entre colunas (HIV / sífilis / clamídia e gonococo / hepatites B e C) e linhas — adolescentes e jovens ≤ 30 anos: anual; gestantes: primeira consulta do pré-natal (idealmente 1º trimestre), início do 3º trimestre (28ª semana), momento do parto, e teste para sífilis em caso de aborto/natimorto independentemente de exames anteriores; pessoas com diagnóstico de IST: no diagnóstico e 4 a 6 semanas depois; pessoas privadas de liberdade: HIV anual, sífilis semestral, hepatites semestral a anual; pessoas com indicação de PEP: HIV no atendimento inicial, 4 a 6 semanas e 3 meses após a exposição, sífilis no inicial e 4 a 6 semanas, hepatite C no inicial, 4 a 6 semanas e 4 a 6 meses; justificativa do corte de 30 anos ("as notificações no Brasil vêm apresentando tendência de aumento na população mais jovem, de 13 a 29 anos"); enquadramento do rastreamento ("diferentemente de outros rastreamentos, como a mamografia para câncer de mama, o rastreamento das IST não identifica apenas uma pessoa; ao contrário, estará sempre ligado a uma rede de transmissão"); seção 5.11 (lâminas do algoritmo de sífilis: "importância da implantação e utilização do teste rápido para sífilis (…) já no primeiro atendimento, de forma oportuna e sem necessidade de encaminhamento ou agendamento"; leitura "em, no máximo, 30 minutos"; a pergunta "O serviço de saúde tem teste rápido para sífilis disponível?" e o caminho alternativo pelo laboratório); seção 5.10 ("um terço das parcerias sexuais de pessoas com sífilis recente desenvolverão a infecção dentro de 30 dias da exposição"). PDF (gov.br/aids) ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 ↩8 ↩9 -
Ministério da Saúde — Secretaria de Vigilância em Saúde / DCCI — Manual Técnico para o Diagnóstico da Sífilis, Brasília, 2021 (PDF de 7.507.622 bytes; 134.485 caracteres de texto extraído). Trechos usados: seção 2.2.1 ("Para o diagnóstico de sífilis, somente é recomendado o uso de testes treponêmicos que detectam anticorpos totais (IgG e IgM), pois, diferentemente de outros agravos, como a toxoplasmose, a utilização de testes que detectam isoladamente anticorpos IgM (ex.: FTA-Abs IgM) não é útil como marcador de infecção recente"; anticorpos treponêmicos detectáveis "a partir de dez dias do aparecimento da lesão primária"; "em aproximadamente 85% dos casos, os testes treponêmicos permanecem reagentes durante toda a vida (…) independentemente de tratamento (cicatriz sorológica)"); seção 2.2.2.1 (o VDRL é um dos quatro testes não treponêmicos de floculação; RPR, USR e TRUST são "modificações do VDRL"); seção 2.2.2.3 e Quadro 2 (falso-reagentes transitórios: após imunizações, após infarto do miocárdio, doenças infecciosas febris — malária, hepatite, varicela, sarampo —, gravidez; permanentes: uso de drogas injetáveis, doenças autoimunes, infecção pelo HIV, hanseníase, hepatite crônica, idade avançada; fenômeno prozona e a regra de testar "sempre pura e na diluição 1:8"); recomendações de p. 31 ("qualquer título (…) deve ser investigado como suspeita de sífilis sem qualquer ponto de corte"; iniciar por teste não treponêmico quando há histórico de sífilis; "somente variações de titulação de mais ou menos duas diluições possuem relevância clínica"; "a sífilis tratada e curada não confere imunidade"). PDF (gov.br/saude) ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 ↩8 ↩9 ↩10 ↩11 ↩12
-
Ministério da Saúde / DATASUS — SIGTAP: Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS, arquivo
tb_procedimento.txt, 1.697.774 bytes, 5.023 linhas, todas com DT_COMPETENCIA 202608. Valores lidos no campo VL_SA por decodificação de colunas fixas com decodificação latin-1 explícita; parser validado contra quatro valores já publicados (ferritina 0202010384 = R$ 15,59; hemograma completo 0202020380 = R$ 4,11; vitamina B12 0202010708 = R$ 15,24; TSH 0202060250 = R$ 8,96). Dobra de acentos ativa e medida: 2.483 das 5.023 linhas contêm acentos. Códigos citados: teste não treponêmico população geral 0202031110 (R$ 2,83), teste treponêmico laboratorial 0202031381 (R$ 9,10), pesquisa de antígenos/anticorpos anti-HIV população geral 0202031500 (R$ 10,00), HBsAg 0202031446 (R$ 18,55), anti-HCV 0202031470 (R$ 18,55), IgG antitoxoplasma 0202030768 (R$ 16,97), IgM antitoxoplasma 0202030873 (R$ 18,55), western blot/imunoblot anti-HIV-1 0202030296 (R$ 85,00); testes rápidos 0214010058 (HIV, geral), 0214010074 (treponêmico/sífilis, geral), 0214010228 (HBsAg, geral), 0214010295 (anti-HCV, geral). Estrutura: subgrupo 0214 "Diagnóstico por teste rápido", forma de organização 021401 "Teste realizado fora da estrutura de laboratório", com 27 procedimentos, dos quais 12 para HIV, sífilis, hepatite B e hepatite C em três versões cada (população geral / gestante / parceiro ou parceria de gestante); forma 020203 "Exames sorológicos e imunológicos", com 146 procedimentos. Ausências verificadas por enumeração: (a) nenhum painel de sorologias — 0 ocorrência de "SOROLOGIA", "PAINEL" ou "CONJUNTO" entre os 146 procedimentos de 020203, sendo que a tabela sabe agrupar sorologias e o faz em outro lugar (controle positivo forte): "SOROLOGIA DE DOADOR DE SANGUE" 0212010050 = R$ 75,00, "SOROLOGIA DE POSSÍVEL DOADOR DE ÓRGÃO OU TECIDO EXCETO CÓRNEA" 0501070028 = R$ 372,00, "SOROLOGIA DE POSSIVEL DOADOR DE CÓRNEA E ESCLERA" 0501070010 = R$ 186,00 e "SOROLOGIA EM PACIENTE TRANSPLANTADO" 0501080082 — o vocabulário existe, só nunca é aplicado a quem faz o rastreamento; (b) "VDRL" = 0 ocorrência no arquivo inteiro, embora a tabela use largamente siglas de laboratório em sorologia (controle positivo: "HBSAG" 6, "FTA-ABS" 3, "ANTI-HBS", "ANTI-HCV", "ANTI-HBC-IGM"); o procedimento se chama "TESTE NÃO TREPONEMICO"; (c) nenhum teste rápido de toxoplasmose entre os 27 do subgrupo 0214; (d) nenhum código de teste de avidez de IgG — 0 ocorrência de "AVIDEZ" e de "AVIDIDADE", verificação feita com atenção ao fato de que as 4 correspondências brutas de "AVIDEZ" são todas subcadeias de "GRAVIDEZ". Armadilha de grafia medida nesta tabela: "TESTE NÃO TREPONEMICO" (sem acento) aparece 2 vezes e "TESTE NÃO TREPONÊMICO" (com acento) 1 vez — buscar apenas a forma acentuada devolveria um terço das linhas do mesmo exame. ⚠️ Lembrete metodológico: uma linha no SIGTAP estabelece cobertura, nunca recomendação clínica. Página oficial (DATASUS) ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 ↩8 ↩9 -
Ministério da Saúde — Secretaria de Atenção Primária à Saúde / Departamento de Gestão do Cuidado Integral — Caderneta Brasileira da Gestante, Brasília, 2026 (PDF de 9.439.119 bytes, 108 páginas, criado em 10/06/2026; 180.650 caracteres de texto extraído). Trechos usados: quadro "Exames que podem ser indicados no pré-natal", com a lista por trimestre — 1º trimestre/1ª consulta: teste rápido de gravidez, hemograma, tipagem sanguínea e Coombs indireto, eletroforese de hemoglobina, glicemia, "Teste rápido para sífilis ou exame VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) / RPR (Rapid Plasma Reagin)", "Teste rápido para HIV ou exame Anti-HIV tipos I e II", "Teste rápido para hepatite B ou exame de antígeno de superfície da hepatite B (HBsAg)", "Teste rápido para hepatite C ou exame Anti-HCV", "Sorologia para toxoplasmose (Imunoglobulina G e M)", teste para HTLV, urina tipo I e urocultura; 2º e 3º trimestres: "Teste para toxoplasmose (se a sorologia para Imunoglobulina G não for reagente, indicando suscetibilidade)"; 3º trimestre: repetição de sífilis e HIV; parto/pós-parto imediato: teste rápido para HIV, sífilis e hepatites B e C quando não realizadas no pré-natal. Nota de verificação: a expressão "TESTE RÁPIDO" em caixa alta aparece 0 vez no documento; a contagem correta, sem distinção de caixa, é 16 ("Teste rápido" 11 + "teste rápido" 5). "VDRL" aparece 6 vezes. A URL listada na página "Cadernetas e cartões" da SAPS (
/composicao/saps/publicacoes/cadernetas-e-cartoes/caderneta-brasileira-da-gestante.pdf) responde 404 em todas as variantes Plone testadas; o arquivo é servido pelo caminho da Saúde da Mulher indicado abaixo. PDF (gov.br/saude) ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 -
Ministério da Saúde — Secretaria de Vigilância em Saúde — Portaria nº 29, de 17 de dezembro de 2013, que aprova o Manual Técnico para o Diagnóstico da Infecção pelo HIV em Adultos e Crianças e revoga a Portaria SVS/MS nº 151/2009. Trechos usados: considerandos ("não existem testes laboratoriais que apresentem 100% (cem por cento) de sensibilidade e de especificidade, e que resultados falso-negativos, falso-positivos, indeterminados ou discrepantes podem ocorrer na prática diária entre os distintos testes"; "a ocorrência de resultados indeterminados ou falso-positivos é maior particularmente em gestantes e/ou portadores de algumas enfermidades autoimunes"); art. 2º, § 2º ("É vedada a mistura de amostras (pool)"); art. 4º, parágrafo único ("Fica assegurada a testagem anônima, entretanto o indivíduo deverá ser informado no momento da coleta que não será fornecido resultado por escrito"). ⚠️ Nota de verificação: o manual aprovado por esta portaria não está acessível. A página oficial "Manuais técnicos para diagnóstico" do Ministério anuncia o título, mas os únicos arquivos que ela oferece são as portarias de aprovação (enumeração completa dos links da página); o PDF do manual em
gov.br/aids/.../publicacoes/2018/responde HTTP 401 (contra 404 para um nome inventado, o que confirma que o arquivo existe e está restrito). O protocolo de PEP de 2024 remete a esse manual por um endereço que devolve a mesma página sem o arquivo. Por isso nenhum prazo de janela imunológica do HIV foi extraído desse manual nesta página. PDF da portaria (gov.br/aids) · página dos manuais ↩ ↩2 ↩3 ↩4 -
Ministério da Saúde — SVSA / Dathi — Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Profilaxia Pós-Exposição (PEP) de Risco à Infecção pelo HIV, IST e Hepatites Virais, Brasília, 2024 (PDF de 1.136.620 bytes). Trechos usados: seção 5.20 ("Todas as pessoas potencialmente expostas ao HIV devem ser orientadas sobre a necessidade de repetir a testagem em 30 dias após a exposição, mesmo depois de completada a profilaxia com ARV"); seção sobre hepatite C ("é necessário considerar o período de 'janela imunológica' para detecção de anticorpos, que varia de 33 a 129 dias. Há a possibilidade de resultados falso-negativos de testes imunológicos de diagnóstico (rápidos ou laboratoriais) durante a janela imunológica"); avaliação da pessoa-fonte não reagente com exposição nos 30 dias anteriores. PDF (gov.br/aids) ↩ ↩2 ↩3
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Rutstein SE, Limarzi-Klyn L, Miller WC, Powers KA. Public health implications of diagnosing and treating acute HIV. Curr Opin HIV AIDS. 2025;20(3):236-246. Revisão sobre o diagnóstico da infecção aguda pelo HIV: a prevenção da transmissão nesse período exige "ferramentas diagnósticas que estreitem a janela entre a aquisição viral e o teste reagente"; os testes rápidos de quarta geração (antígeno/anticorpo) no ponto de atendimento têm desempenho variável, dependente da probabilidade pré-teste na população rastreada, e os testes rápidos de RNA ainda não estão disponíveis para uso de rotina. Fonte internacional, citada em complemento. PubMed · DOI ↩
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Ministério da Saúde — SCTIE / SVSA — Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de Hepatite B e Coinfecções, Brasília, 2023 (PDF de 3.549.618 bytes). Trechos usados: seção 6.2 ("A infecção crônica pelo HBV é definida pela persistência de HBsAg reagente por período igual ou superior a seis meses"; recomendação de diagnóstico "com pelo menos dois testes" — HBsAg reagente e HBV-DNA detectável, ou HBsAg reagente e anti-HBc total ou HBeAg reagente); as quatro explicações do anti-HBc total isolado (janela imunológica do HBsAg na infecção aguda em resolução; exposição prévia, inclusive infecção oculta; resultado falso-positivo de anti-HBc; mutações de HBsAg com falso-negativo). A Figura 3 do mesmo protocolo credita a evolução dos marcadores ao Manual Técnico para o Diagnóstico das Hepatites Virais de 2018 — manual aprovado pela Portaria SVS/MS nº 25, de 1º de dezembro de 2015 e que, como o do HIV, não é servido pela página oficial de manuais. PDF (gov.br/aids) · Portaria nº 25/2015 ↩ ↩2
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Lozano TSP, Benitez A, Santos JCD, Navarro IT, Nagata WB, Pinto MS, et al. Seroprevalence of Toxoplasma gondii and Associated Risk Factors in Pregnant Women in Araçatuba, São Paulo, Brazil: A Multi-Level Analysis. Microorganisms. 2024;12(11):2183. Estudo brasileiro com 428 gestantes atendidas em Unidades Básicas de Saúde de Araçatuba (SP): soroprevalência de 55,14%, chegando a 71,64% na faixa de 36 a 45 anos e a 61,65% entre multíparas. PubMed · DOI ↩
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Salari N, Rahimi A, Zarei H, Abdolmaleki A, Rasoulpoor S, Shohaimi S, et al. Global seroprevalence of Toxoplasma gondii in pregnant women: a systematic review and meta-analysis. BMC Pregnancy Childbirth. 2025;25(1):90. Meta-análise de 138 estudos e 135.098 gestantes: soroprevalência global de 36,6% (IC 95% 33,7–39,6), com o valor mais alto na América do Sul, 52,8% (IC 95% 46,6–59), a maioria dos estudos vindo do Brasil, contra 19,7% na América do Norte e 24,6% na Europa. Fonte internacional, citada em complemento ao dado brasileiro acima. PubMed · DOI ↩
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Fernandes MD, Menezes RC, Almeida IBC, Fernandes CD, Ferreira IBB, Andrade BB. The neglected role of partner treatment in congenital syphilis control in Brazil: nationwide evidence from 2007 to 2023. Lancet Reg Health Am. 2026;56:101434. Estudo transversal repetido de todas as notificações de sífilis congênita no SINAN entre 2007 e 2023: 297.062 casos; taxa de notificação de 1,9 para 9,6 por 1.000 nascidos vivos no período; cobertura de tratamento adequado da parceria de 20% (n = 809) em 2007 para 27,7% (n = 4.864) em 2023; idade materna mediana de 23 anos; maior chance de tratamento da parceria com escolaridade materna mais alta (aOR 2,41) e com realização de pré-natal (aOR 2,64). PubMed · DOI ↩
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Saldarriaga EM, Pollock ED, Jackson DA, Gift TL, Barbee LA, Bachmann LH, et al. Cost Effectiveness of the Reverse Sequence Algorithm Compared With the Traditional Algorithm for Syphilis Screening Among Pregnant Women. Obstet Gynecol. 2025;146(6):795-805. Análise de custo-efetividade comparando o algoritmo de sequência reversa (teste treponêmico primeiro) com o tradicional (não treponêmico primeiro) no pré-natal: numa coorte simulada de 10.000 pessoas, a sequência reversa detectou 4 casos a mais e supertratou 185 pessoas a mais, deixando de ser custo-efetiva abaixo de uma prevalência de 6%. Contextualiza a escolha brasileira, que inicia pelo teste treponêmico mas exige o não treponêmico para concluir e monitorar. Fonte internacional, citada em complemento. PubMed · DOI ↩
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Freire ML, de Avelar DM, Pedras MJ, Alves LL, de Faria VCS, Saraiva L, et al. Impact of age and immune status on the accuracy of rapid diagnostic tests for visceral leishmaniasis in Brazil. PLoS Negl Trop Dis. 2025;19(6):e0013087. Avaliação brasileira de três testes rápidos registrados na Anvisa sobre um painel de 300 amostras de pacientes suspeitos de diferentes regiões do país: sensibilidade significativamente menor em crianças menores de 3 anos e em pessoas coinfectadas pelo HIV (p < 0,05), com reprodutibilidade e repetibilidade excelentes. Ilustra, em contexto brasileiro, por que um teste que mede a resposta imune depende do estado imune de quem o faz. PubMed · DOI ↩