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Marcadores cardíacos: o que cada exame mede e valores

Troponina, CPK, BNP e PCR ultrassensível medem coisas diferentes: lesão, sobrecarga e risco. O que cada exame mede, seus valores no Brasil e seus limites.

Publicado em 7 de setembro de 202616 min de leituraEscrito pela Equipe Blood Analysis · Revisado e verificado por Julien Priour

"Marcadores cardíacos" soa como se fosse um exame só, ou um pacote fechado que se pede para "ver como está o coração". Não é. Sob esse nome convivem exames que respondem a perguntas diferentes, em momentos diferentes, e que aparecem em documentos brasileiros diferentes — a ponto de a diretriz de emergência não mencionar o BNP nenhuma vez, e a diretriz de insuficiência cardíaca não organizar nada em torno da troponina. Esta página põe os quatro lado a lado e explica o que cada um mede.

⚠️ Se você está com dor no peito agora, esta não é a página certa. Procure um serviço de saúde. Este guia é para ler depois, com o resultado em mãos.

Em resumo

  • Não existe "o exame do coração". A troponina mede lesão do músculo cardíaco; o BNP mede sobrecarga de pressão na parede; a CPK mede lesão de músculo em geral; a PCR ultrassensível estima risco futuro.
  • A Diretriz Brasileira de Atendimento à Dor Torácica na Unidade de Emergência – 2025 é o documento do infarto. Nela, "troponina" aparece 142 vezes — e "CPK", "creatina quinase", "mioglobina", "BNP" e "proteína C reativa", zero vez cada.1
  • 🔴 A CK-MB foi rebaixada duas vezes em onze anos: marcador de escolha (classe I A) na diretriz de 2014, opcional (IIb B) na de 2021, e hoje classe III: "se troponina quantitativa disponível, não se deve solicitar CK-MB para investigação de IAM".12
  • Nenhum destes exames é teste de rastreamento em quem está bem. A diretriz de dislipidemias de 2025 escreve, em texto: "esta diretriz não recomenda a dosagem de BNP ou NT-proBNP para a estratificação do risco cardiovascular aterosclerótico no indivíduo assintomático".3
  • Mas a linha divisória é população geral × população selecionada, não "nunca". A mesma diretriz recomenda considerar a PCR-us ≥ 2,0 mg/L como agravante de risco em quem está sendo estratificado.3
  • A Pesquisa Nacional de Saúde não dosou nenhum marcador cardíaco. A lista de exames do inquérito é explícita e fechada: glicada, colesterol total, LDL, HDL, sorologia para dengue, hemograma, HPLC para hemoglobinopatias e creatinina.4
  • 🔴 O SUS tem, sim, pacotes cardiológicos — cinco "Ofertas de Cuidados Integrados" em cardiologia, de R$ 130,00 a R$ 840,00 — e nenhum deles inclui troponina, CPK ou CK-MB. O único marcador cardíaco embutido é o BNP, e só no pacote de insuficiência cardíaca.5

Quatro exames, quatro perguntas

A confusão nasce de tratar os quatro como intercambiáveis. Eles não são, e a diferença é de natureza, não de grau.

ExameO que medePergunta que respondeOnde vive
Troponinaproteína que escapa do músculo cardíaco danificadohouve lesão do miocárdio?emergência
BNP / NT-proBNPhormônio liberado pela parede esticadasobrecarga compatível com insuficiência cardíaca?ambulatório e emergência
CPK / CK-MBenzima de qualquer músculo estriadohouve lesão muscular?miopatia, estatina
PCR-usinflamação de baixo grauqual é o risco cardiovascular futuro?prevenção

Uma imagem ajuda: a troponina é o alarme de incêndio (algo queimou); o BNP é o manômetro (a pressão subiu); a CPK dispara com qualquer músculo, inclusive o da panturrilha; a PCR-us é a estatística de risco do prédio. Nenhum substitui o outro, e nenhum diz a causa sozinho.

Troponina: o marcador de lesão

A troponina é o complexo de proteínas que regula a contração do músculo cardíaco. As formas I e T têm epítopos próprios do coração, e é isso que permite ensaios específicos. Quando um cardiomiócito é danificado, elas escapam para o sangue.

A diretriz brasileira de 2025 é enfática sobre o que isso significa — e sobre o que não significa: "Troponina é um marcador de injúria miocárdica e, para definir a etiologia desse fenômeno (por exemplo, diagnóstico de IAM), devemos integrar informações clínicas e de outros exames." E acrescenta que "várias condições clínicas, além do IAM do tipo 1, podem causar injúria miocárdica e elevar a troponina".1

Duas consequências práticas. Primeira: o que decide não é o valor isolado, é a variação. A injúria aguda é definida como ascensão e/ou queda > 20% entre medidas, com pelo menos um valor acima do percentil 99 do kit usado; variação ≤ 20% indica injúria crônica.1 Por isso a coleta quase nunca é única.

Segunda: não existe um "valor normal da troponina" universal. A diretriz tabula nove ensaios comerciais, cada um com os seus próprios pontos de corte, e instrui o médico a checar qual kit o laboratório usa.1 Vale o intervalo impresso no seu laudo — nunca o de outro laboratório.

No SUS há um único código: 0202031209 DOSAGEM DE TROPONINA, R$ 9,00, sem distinguir troponina I de T nem convencional de ultrassensível. Um detalhe da tabela merece nota: a quantidade máxima de execuções autorizada é 2, contra 9 999 de quase todos os outros exames de bioquímica — a própria tabela orçamentária embute a lógica da segunda coleta.6

CPK e CK-MB: o marcador que o coração divide com o resto do corpo

A CPK (creatinofosfoquinase, ou creatina quinase) está concentrada no músculo esquelético, e também no coração e no cérebro. A descrição oficial do procedimento no SUS não esconde o problema: "é um marcador sensível, mas inespecífico, de lesão miocárdica. Níveis elevados são encontrados, por exemplo, no infarto agudo do miocárdio, na distrofia muscular e no exercício físico".6

O manual de boas práticas da SBPC/ML confirma pelo lado pré-analítico: "o exercício físico mais intenso pode causar aumento na atividade sérica de algumas enzimas, como creatinoquinase, aldolase e aspartato aminotransferase, o qual pode persistir por 12 a 24 horas".7 Uma corrida na véspera basta para alterar o número.

A fração MB foi criada para contornar essa inespecificidade, e por décadas foi o exame do infarto. A trajetória das diretrizes brasileiras é nítida:

DocumentoPosição sobre a CK-MB
Diretriz de 2014 (citada em 2021)"CK-MB massa e troponinas são os marcadores de escolha" — I A
Diretriz de 2021 (SCASSST)"podem ser utilizadas se dosagens de troponina não estiverem disponíveis" — IIb B
Diretriz de Dor Torácica – 2025"se troponina quantitativa disponível, não se deve solicitar CK-MB" — III B

Fonte: a mudança de 2014 para 2021 está tabulada na própria diretriz de 2021; a posição de 2025 foi lida com a classe e o verbo no mesmo fragmento, em português e em inglês.21 A mesma diretriz de 2021 já era classe III para a mioglobina — e a de 2025 sequer a menciona.

Interessante: a descrição do procedimento da CK-MB no SIGTAP ainda diz que ela "é considerada o marcador bioquímico de referência para o diagnóstico de lesão miocárdica".6 O texto da tabela não acompanhou as diretrizes. É um lembrete útil: uma linha na tabela do SUS estabelece cobertura, não recomendação.

Hoje a CPK chega ao pedido por outro caminho: dor muscular sob estatina, ou investigação de doença muscular. É o assunto da página dedicada.

BNP e NT-proBNP: o marcador de sobrecarga

O BNP é um hormônio, não um pedaço de célula morta. Ele é liberado quando a parede ventricular sofre estiramento. A descrição oficial do SUS resume: BNP e NT-proBNP "elevam-se continuamente na medida em que a insuficiência cardíaca avança".6

A Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Crônica e Aguda define os pontos de corte por cenário:8

CenárioIC improvávelIC muito provável
Emergência — BNP< 100 pg/mL> 400 pg/mL
Emergência — NT-proBNP< 300 pg/mL> 450 (< 50 anos), > 900 (50–75), > 1 800 (> 75)
Ambulatório — BNP< 35–50 pg/mL
Ambulatório — NT-proBNP< 125 pg/mL

Repare no formato da tabela: a coluna forte é a de exclusão. A diretriz diz que os peptídeos ajudam "principalmente para excluir o diagnóstico quando este é incerto", e dá classe I, nível A à dosagem quando há dúvida diagnóstica e à estratificação prognóstica.8

No SUS: 0202010791 DOSAGEM DE PEPTÍDEOS NATRIURÉTICOS TIPO B (BNP E NT-PROBNP), R$ 27,00 — o mais caro da família. E ele é o único dos quatro cuja finalidade está escrita na própria tabela: o uso é declarado "unicamente com a finalidade de diagnóstico ambulatorial em pacientes com baixo e médio risco clínico, na Atenção Primária à Saúde" e para indicação de tratamento com sacubitril/valsartana.6 É também o único ligado a um diagnóstico na tabela de CID do SIGTAP — e o CID é I50, insuficiência cardíaca, não infarto.6

PCR ultrassensível: o marcador de risco

A proteína C reativa ultrassensível não é um exame agudo: é o mesmo analito lido numa faixa baixa para responder a uma pergunta de prevenção. A Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025 dedica-lhe o item 4.4.2 e "recomenda considerar PCR ultrassensível ≥ 2,0 mg/L como agravante de risco" — ao lado da Lp(a) e da ApoB.3

Um número põe a proporção no lugar: nessa diretriz, "Lp(a)" aparece 85 vezes, "ApoB" 64, "PCR-us" 3 e "homocisteína" nenhuma. Ela é citada, mas não é a estrela. E não tem código próprio no SUS — quem paga é o código da proteína C reativa comum (R$ 2,83, ou R$ 9,25 na versão quantitativa).6

Nenhum deles é um "check-up do coração"

Esta é a parte que mais interessa a quem está bem e quer se antecipar. A resposta honesta tem duas metades, e ambas estão escritas.

A metade negativa. Sobre o BNP, a diretriz de 2025 é explícita: "esta diretriz não recomenda a dosagem de BNP ou NT-proBNP para a estratificação do risco cardiovascular aterosclerótico no indivíduo assintomático ou sem doença cardiovascular pregressa" — porque faltam limiares definidos, ensaios clínicos que guiem conduta e estudos de custo-efetividade.3 Sobre a troponina ultrassensível, a mesma diretriz reconhece valor prognóstico em populações saudáveis, mas registra que "não está bem definido o ponto de corte" para discriminar risco.3

A metade positiva. A linha divisória não é "exame bom × exame ruim", e sim população geral × pessoa em avaliação de risco. A PCR-us tem recomendação positiva justamente dentro de uma estratificação em curso.3 O BNP é coberto pelo SUS — mas com a finalidade declarada de diagnóstico ambulatorial em quem tem suspeita clínica, não de rastreamento populacional.6 E a troponina é o exame do pronto-socorro em quem tem sintoma, não do laboratório de rotina em quem não tem.

👉 Traduzindo: estes exames são ferramentas de pergunta clínica, e a pergunta vem antes do exame. Quem quer avaliar o próprio risco cardiovascular sem sintomas parte de outro lugar — lipidograma, glicemia, pressão arterial, tabagismo, história familiar.

O que o SUS realmente paga — e o pacote que existe

Varremos as 5 023 linhas da tabela de procedimentos do SUS (competência 08/2026) com os acentos normalizados. Resultado:

CódigoProcedimentoValor
0202031209Dosagem de troponinaR$ 9,00
0202010791Peptídeos natriuréticos tipo B (BNP e NT-proBNP)R$ 27,00
0202010333Creatinofosfoquinase fração MBR$ 4,12
0202010325Creatinofosfoquinase (CPK)R$ 3,68
0202030083Proteína C reativa, quantitativaR$ 9,25
0202030202Dosagem de proteína C reativaR$ 2,83

Ausências verificadas por enumeração: nenhuma linha contém "mioglobina", nenhuma contém "ultrassensível" e nenhuma agrupa os marcadores num painel de bioquímica.6

Mas — e aqui a resposta contraria o que se costuma dizer — o SUS tem, sim, pacotes cardiológicos. Existe um grupo inteiro dedicado a eles: grupo 09, "Procedimentos para Ofertas de Cuidados Integrados", subgrupo 0902, "Atenção em Cardiologia". São cinco pacotes:5

CódigoOferta de Cuidado IntegradoValor
0902010026Avaliação cardiológicaR$ 200,00
0902010034Avaliação diagnóstica inicial — síndrome coronariana crônicaR$ 270,00
0902010042Progressão da avaliação I — síndrome coronariana crônicaR$ 250,00
0902010050Progressão da avaliação II — síndrome coronariana crônicaR$ 840,00
0902010069Avaliação diagnóstica — insuficiência cardíacaR$ 350,00

A tabela de compatibilidades lista, procedimento a procedimento, o que cada pacote contém. E o achado é o seguinte: os pacotes de síndrome coronariana crônica e de avaliação cardiológica trazem colesterol total, LDL, HDL, triglicérides, creatinina, ureia, glicemia, hemoglobina glicada, potássio, sódio, TGO, TGP e hemograma — e nenhum marcador cardíaco. O único que aparece é o BNP, exclusivamente no pacote de insuficiência cardíaca.5

Ou seja: o pacote cardiológico eletivo do SUS mede fatores de risco e função de órgãos, não lesão do miocárdio. É a mesma lista que a diretriz de insuficiência cardíaca recomenda com classe I na avaliação inicial.8 Duas fontes independentes, a mesma lógica. Todos os cinco pacotes são registrados para maiores de 18 anos — a mesma idade mínima declarada para o BNP.5

E nos planos de saúde

O Rol da ANS cobre troponina, peptídeo natriurético e proteína C reativa, nenhum com diretriz de utilização. E cobre também mioglobina — o exame que a diretriz de 2021 classificou como classe III e que a de 2025 nem cita.92 É a mesma lição, agora do outro lado do sistema: estar na lista de cobertura não significa estar indicado.

O que estes exames não dizem

Troponina normal não exclui doença coronariana estável. Ela responde "houve lesão agora?", não "existem placas nas artérias?". A própria diretriz de emergência prevê que pacientes de baixo risco com biomarcadores normais sigam para investigação ambulatorial adicional.12

Troponina elevada não é sinônimo de infarto. A diretriz de 2021 lista causas cardíacas (procedimentos, miocardite, arritmias, insuficiência cardíaca descompensada) e extracardíacas (choque, anemia grave, sepse, hipóxia) de injúria miocárdica sem isquemia; e descreve o MINOCA, infarto sem obstrução coronariana significativa.2 Rim é a causa não coronariana mais frequente de troponina detectável — assunto da página de troponina.

BNP normal não exclui toda cardiopatia. A diretriz escreve que valores baixos "praticamente excluem o diagnóstico" — de insuficiência cardíaca, não de doença cardíaca em geral. Valvopatia, arritmia e doença coronariana estável podem existir com BNP baixo.8

CPK normal não descarta problema cardíaco, e CPK alta raramente fala do coração. Ela é o exame do músculo; a diretriz de emergência sequer a menciona.1

PCR-us alta não é diagnóstico de nada. Ela desloca alguém de uma faixa de risco para outra. Uma infecção recente destrói a leitura.

Há ainda um limite comum aos quatro: eles medem o sangue, não a anatomia. Nenhum enxerga uma placa, uma válvula ou o traçado elétrico. É por isso que os pacotes do SUS combinam laboratório com eletrocardiograma, ecocardiograma e teste ergométrico — e por que um resultado isolado, sem exame clínico, decide pouco.

Preparo e o que interfere

Nenhum dos quatro exige jejum prolongado, mas três detalhes mudam resultados. Exercício intenso eleva a CPK por 12 a 24 horas.7 Hemólise da amostra falseia os dois lados: eleva artificialmente enzimas e reduz falsamente as troponinas, conforme o conjunto diagnóstico usado.7 E a obesidade abaixa o BNP, o que pode fazer um resultado parecer tranquilizador sem sê-lo.8

O contexto brasileiro, com a nuance que importa

Diz-se com frequência que a doença cardiovascular é a primeira causa de morte no Brasil. É preciso datar a afirmação. A publicação Estatística Cardiovascular – Brasil 2023, da SBC, escreve que as doenças cardiovasculares "costumavam ser a causa número 1 de morte no Brasil" e que, segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade, em 2021 a covid-19 passou a ser a principal causa entre homens e mulheres — com a doença isquêmica do coração em segundo lugar entre homens (6,9%) e em terceiro entre mulheres (6,0%).10 No mesmo documento: as doenças cardiovasculares, como grupo, ainda respondem por cerca de um terço das mortes no país.10

Quanto à insuficiência cardíaca, a diretriz da SBC registra, a partir do DATASUS, cerca de 190 mil internações por ano por IC aguda no Brasil.8

Avanços recentes

O tema quente é a velocidade. A diretriz brasileira de 2025 dá classe IIa B aos algoritmos de troponina ultrassensível de 0-1 hora e 0-2 horas, preferíveis ao de 0-3 horas.1

O maior estudo brasileiro do assunto, o IN-HOPE, incluiu 5 497 pacientes em 16 centros do Brasil. Aplicado retrospectivamente à população manejada pelo protocolo de 0-3 horas, o algoritmo de 0-1 hora teria classificado quase 80% dos pacientes como descarte ou confirmação; no grupo de descarte, o valor preditivo negativo para infarto foi de 100%, independentemente dos escores clínicos.11

⚠️ Uma contraprova recente merece registro lado a lado. Um ensaio randomizado publicado em 2026, com 3 543 pacientes em dois prontos-socorros ingleses, comparou os dois protocolos na prática real: o de 0-1 hora não deu alta a mais pacientes em 4 horas (21,8% contra 19,2%), embora tenha sido não inferior em segurança. Os autores atribuem a diferença ao tempo de resposta do laboratório central — mediana de 81 minutos.12 O ganho teórico depende da logística do hospital.

Perguntas frequentes

Quais são os marcadores cardíacos? Na prática brasileira, quatro: troponina (lesão), BNP/NT-proBNP (sobrecarga), CPK/CK-MB (músculo em geral) e PCR ultrassensível (risco). Não formam um painel único.

Posso pedir marcadores cardíacos num check-up? Não é o que as diretrizes brasileiras propõem. A de dislipidemias de 2025 não recomenda BNP ou NT-proBNP no assintomático, e registra que não há ponto de corte definido para a troponina ultrassensível nesse cenário.3 Converse com o seu médico sobre qual pergunta você quer responder.

A CK-MB ainda serve? Só na ausência de troponina. A diretriz de 2025 é classe III: havendo troponina quantitativa, não se deve solicitar CK-MB para investigar infarto.1

Troponina alta significa que eu infartei? Não necessariamente. Ela indica lesão do músculo cardíaco, que tem causas cardíacas e extracardíacas.12 Quem interpreta é o médico, com o quadro clínico e o eletrocardiograma.

O SUS cobre esses exames? Sim, quatro deles têm código próprio: troponina (R$ 9,00), BNP/NT-proBNP (R$ 27,00), CPK (R$ 3,68) e CK-MB (R$ 4,12). A PCR ultrassensível não tem código separado.6

Qual é o valor normal da troponina? Depende do kit. A diretriz brasileira tabula nove ensaios com pontos de corte distintos e manda checar qual o laboratório usa.1 Use o intervalo do seu laudo.

Para lembrar

Os marcadores cardíacos não são um pacote: são quatro respostas a quatro perguntas. A troponina fala de lesão e é exame de emergência, com valores que só valem para o kit do seu laboratório. O BNP fala de sobrecarga e serve sobretudo para afastar insuficiência cardíaca. A CPK não é específica do coração e saiu do roteiro do infarto — a CK-MB é hoje classe III quando há troponina. A PCR-us fala de risco, não de doença. E nenhum deles é exame de rastreamento em quem está bem: o pacote cardiológico do próprio SUS mede colesterol, glicose, rim e eletrólitos, não marcadores de lesão. Nenhum valor se lê sozinho — conta o conjunto dos seus marcadores e do seu contexto, o que a AI DiagMe ajuda a organizar, como complemento à avaliação do seu médico. Os termos estão no glossário de exames de sangue, e os preços em quanto custa um exame de sangue.

Fontes

Footnotes

  1. Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), GECETI/DCC e FLAME — de Barros e Silva PGM, Soeiro AM, Ornelas CE, Feitosa-Filho GS, Lopes RD, et al. Diretriz Brasileira de Atendimento à Dor Torácica na Unidade de Emergência – 2025. Arq Bras Cardiol. 2025;122(9):e20250620. Texto integral lido de forma independente a partir do XML do PMC (PMC12981354, 1 042 777 bytes brutos, 533 566 caracteres de texto extraído), documento bilíngue português/inglês — o que permitiu conferir cada recomendação nas duas línguas. Trechos citados textualmente: marcador de escolha ("Atualmente, o marcador que melhor reúne essas características é a troponina, tanto a troponina T cardíaca (TnTc) como a troponina I cardíaca (TnIc)"); interpretação ("Troponina é um marcador de injúria miocárdica e, para definir a etiologia desse fenômeno… devemos integrar informações clínicas e de outros exames"; "várias condições clínicas, além do IAM do tipo 1, podem causar injúria miocárdica e elevar a troponina"); injúria aguda ("ascensão e/ou queda dos valores de troponina de alta sensibilidade > 20% entre as medidas, desde que pelo menos um desses valores esteja acima do percentil 99 do kit utilizado"); Tabela 26 (nove ensaios comerciais, com o rodapé "Médico deve sempre checar no seu laboratório qual o kit utilizado"); algoritmos ("Os algoritmos de troponina cardíaca de alta sensibilidade 0-1 hora e 0-2 horas são preferíveis aos algoritmos de 0-3 horas. IIa B"); CK-MB ("Se troponina quantitativa disponível, não se deve solicitar CK-MB para investigação de IAM. III B" / "If quantitative troponin is available, CK-MB should not be part of the MI workup. III B") — classe e verbo lidos no mesmo fragmento, nas duas línguas, precaução tomada por causa do entrelaçamento de colunas em PDF. ⚠️ Demonstração por enumeração no texto integral (acentos normalizados): "troponina" 142, "CK-MB"/"CKMB" 5 cada, e "CPK" 0, "creatina quinase" 0, "mioglobina" 0, "BNP" 0, "peptídeo natriurético" 0, "proteína C reativa" 0 — a diretriz do infarto não trata dos outros três marcadores desta página. PubMed · DOI 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12

  2. Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) — Nicolau JC, Feitosa Filho GS, Petriz JL, Furtado RHM, et al. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Angina Instável e Infarto Agudo do Miocárdio sem Supradesnível do Segmento ST – 2021. Arq Bras Cardiol. 2021;117(1):181-264. Texto integral lido em SciELO pela URL histórica (sci_arttext&pid=S0066-782X2021000900181, 200 / 1 365 236 bytes, 595 088 caracteres de texto extraído; controle negativo com pid inventado: 404 / 8 950 bytes). Trechos citados: tabela "Mudança de recomendações", que contrapõe a Diretriz 2014 ("Creatinoquinase MB (CK-MB) massa e troponinas são os marcadores bioquímicos de escolha. I A") à diretriz seguinte ("Dosagens CK-MB massa podem ser utilizadas se dosagens de troponina não estiverem disponíveis. IIb B"; "Utilização da mioglobina para detecção de necrose miocárdica em pacientes com suspeita de SCASSST. III"); definição de lesão miocárdica ("valores de troponina cardíaca, em pelo menos uma dosagem, acima do percentil 99… A lesão é considerada aguda se houver comportamento dinâmico"); causas de lesão miocárdica sem isquemia ("secundárias a causas cardíacas (como procedimentos cardiovasculares, miocardite, arritmias, insuficiência cardíaca descompensada) ou extracardíacas (como choque, anemia grave, sepse e hipóxia)"); MINOCA; e a conduta em baixo risco com biomarcadores normais (teste ergométrico após 9 a 12 h, I B). ⚠️ Discrepância de data registrada: o artigo é publicado em 2021, mas as suas próprias tabelas de mudança rotulam as colunas "Diretriz 2014" e "Diretriz 2020". Citamos a referência do periódico. PubMed · DOI 2 3 4 5 6

  3. Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) — Rached FH, Miname MH, Rocha VZ, Zimerman A, et al. Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025. Arq Bras Cardiol. 2025;122(9):e20250640. PDF oficial de 3 921 944 bytes, texto extraído para stdout (548 082 caracteres). Itens 4.4.2 a 4.4.4 citados textualmente: PCR-us ("a diretriz recomenda considerar PCR ultrassensível ≥ 2,0 mg/L como agravante de risco"); troponinas de alta sensibilidade ("não está bem definido o ponto de corte para discriminar com precisão indivíduos de maior ou menor risco cardiovascular"); e a posição negativa explícita sobre os peptídeos natriuréticos ("esta diretriz não recomenda a dosagem de BNP ou NT-proBNP para a estratificação do risco cardiovascular aterosclerótico no indivíduo assintomático ou sem doença cardiovascular pregressa", por falta de limiares definidos, de ensaios randomizados que guiem intervenções e de estudos de custo-efetividade). Contagens medidas no texto integral, acentos normalizados: "Lp(a)" 85, "ApoB" 64, "BNP" 9, "troponina" 4, "PCR-us" 3, "homocisteína" 0 — a diretriz sabe formular posições negativas explícitas e sabe nomear os seus biomarcadores prioritários. PubMed · DOI 2 3 4 5 6 7

  4. Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) — IBGE/Fiocruz — Szwarcwald CL, Malta DC, Souza Júnior PRB, Almeida WS, Damacena GN, Pereira CA, Rosenfeld LG. Exames laboratoriais da Pesquisa Nacional de Saúde: metodologia de amostragem, coleta e análise dos dados. Rev Bras Epidemiol. 2019;22(Supl. 2):E190004.SUPL.2. Coleta em 8 952 indivíduos. Lista de analitos citada literalmente e fechada: "hemoglobina glicada; colesterol total; colesterol LDL; colesterol HDL; sorologia para dengue; hemograma série vermelha (eritrograma) e série branca (leucograma); cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC) para diagnóstico de hemoglobinopatias; e creatinina. Na urina, estimativa de excreção de potássio, sal, sódio e creatinina." Ausência verificada com controle positivo: "troponina", "peptídeo natriurético", "BNP", "creatinofosfoquinase" e "proteína C reativa" rendem 0 no artigo metodológico, enquanto "colesterol" rende 8 e "creatinina" 4 — o inquérito nacional não dosou nenhum marcador cardíaco. DOI

  5. Ministério da Saúde / DATASUS — as Ofertas de Cuidados Integrados em cardiologia, demonstradas por enumeração no mesmo pacote SIGTAP de competência 08/2026. Estrutura lida em tb_grupo.txt, tb_sub_grupo.txt e tb_forma_organizacao.txt: grupo 09 "Procedimentos para Ofertas de Cuidados Integrados" → subgrupo 0902 "Atenção em Cardiologia" → forma de organização 090201 "Ofertas de Cuidados Integrados em Cardiologia". Cinco códigos, com VL_SA lido pelo mesmo parser validado: 0902010026 avaliação cardiológica R$ 200,00; 0902010034 avaliação diagnóstica inicial — síndrome coronariana crônica R$ 270,00; 0902010042 progressão I R$ 250,00; 0902010050 progressão II R$ 840,00; 0902010069 avaliação diagnóstica — insuficiência cardíaca R$ 350,00. Todos com financiamento 04 (FAEC), rubrica 040086 e VL_IDADE_MINIMA 216 meses (18 anos); os dois pacotes vizinhos do mesmo grupo (0902010018 risco cirúrgico R$ 130,00 e 0902010077 gestão do pré-operatório R$ 130,00) não são cardiológicos. A composição de cada pacote foi lida em rl_procedimento_compativel.txt (12 407 linhas): os pacotes 0902010026, 0902010034 e 0902010069 trazem os mesmos 13 exames laboratoriais — colesterol total, LDL, HDL, triglicérides, creatinina, ureia, glicose, hemoglobina glicosilada, potássio, sódio, TGO, TGP e hemograma completo — e somente o 0902010069 acrescenta o BNP (0202010791). Nenhum dos cinco inclui troponina, CPK ou CK-MB. As descrições dos sete códigos do grupo 09 foram checadas quanto à unicidade e nenhuma é compartilhada; todas dizem apenas "exames laboratoriais específicos", sem nomear a lista — quem a nomeia é a tabela de compatibilidades. ⚠️ Correção a um pressuposto frequente: existe, sim, um agrupamento cardiológico pago pelo SUS; o que não existe é um painel laboratorial de marcadores cardíacos. Página oficial (DATASUS) 2 3 4

  6. Ministério da Saúde / DATASUSSIGTAP: Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS, competência 08/2026. Arquivos lidos com decodificação latin-1 e dobra de acentos: tb_procedimento.txt (1 697 774 bytes, 5 023 linhas), tb_descricao.txt (4 324 linhas) e rl_procedimento_cid.txt (82 103 linhas). Parser validado antes do uso contra dois valores já publicados de forma independente (hemograma completo 0202020380 = R$ 4,11; ferritina 0202010384 = R$ 15,59) e contra o próprio tb_procedimento_layout.txt, que confirma os deslocamentos absolutos VL_SH 283–294, VL_SA 295–306 e VL_SP 307–318 — um recorte de 10 dígitos em vez de 12 devolveria valores um milhão de vezes maiores. Valores lidos em VL_SA: troponina 0202031209 R$ 9,00; peptídeos natriuréticos tipo B 0202010791 R$ 27,00; CPK 0202010325 R$ 3,68; CPK fração MB 0202010333 R$ 4,12; PCR quantitativa 0202030083 R$ 9,25; PCR 0202030202 R$ 2,83. QT_MAXIMA_EXECUCAO: troponina = 2; CPK, CK-MB, BNP, PCR e hemograma completo = 9 999. VL_IDADE_MINIMA (campo em meses — unidade verificada por regularidade: 216 = 18 anos, 144 = 12 anos, 60 = 5 anos, máximo 1 571 ≈ 131 anos): BNP 216, troponina e CPK 0. Descrições oficiais citadas (unicidade verificada antes do uso: 174 dos 4 324 registros de tb_descricao são compartilhados por dois ou mais códigos; as descrições usadas aqui são únicas): CPK ("é um marcador sensível, mas inespecífico, de lesão miocárdica… e no exercício físico"); CK-MB ("é considerada o marcador bioquímico de referência para o diagnóstico de lesão miocárdica" — texto desatualizado face às diretrizes de 2021 e 2025); BNP ("elevam-se continuamente na medida em que a insuficiência cardíaca avança… unicamente com a finalidade de diagnóstico ambulatorial em pacientes com baixo e médio risco clínico, na Atenção Primária à Saúde (APS) e para indicação de tratamento com sacubitril/valsartana" — grafado no arquivo com a coquilha "SARCUBITRIL"). Ligações a CID: entre troponina, CPK, CK-MB e BNP, apenas o BNP tem vínculo, e é um só — I50, "Insuficiência cardíaca" (controle positivo: o arquivo traz 82 103 vínculos). Ausências verificadas por varredura das 5 023 linhas, com acentos dobrados e controles positivos: MIOGLOBIN 0; ULTRASSENS e ULTRA-SENS 0; CK-MB e CK MB 0 — o rótulo oficial é "CREATINOFOSFOQUINASE FRACAO MB", e procurar a sigla do mercado teria produzido uma falsa ausência; CREATINOQUINASE 0, porque a tabela escreve "CREATINOFOSFOQUINASE". Nenhum procedimento de bioquímica agrupa marcadores cardíacos em painel (PAINEL devolve 2 linhas, ambas de imuno-hematologia e transplante). ⚠️ Uma presença no SIGTAP estabelece cobertura, não recomendação — nem o seu alcance clínico atual, como mostra a descrição da CK-MB. Página oficial (DATASUS) 2 3 4 5 6 7 8 9 10

  7. Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML)Recomendações da SBPC/ML: Boas práticas em laboratório clínico. Barueri: Manole. PDF de 16 055 655 bytes, extraído para stdout (23 815 linhas, 1 512 420 caracteres). Seções usadas: variação pré-analítica — atividade física ("o exercício físico mais intenso pode causar aumento na atividade sérica de algumas enzimas, como creatinoquinase, aldolase e asparato aminotransferase, o qual pode persistir por 12 a 24 horas"); hemólise ("resultados falsamente reduzidos de insulina e de troponinas, na dependência do conjunto diagnóstico utilizado" e falso aumento da CK "em virtude da atividade da adenilquinase"); capítulo 28, "Vantagens da troponina ultrassensível no diagnóstico do infarto agudo do miocárdio" ("Todos nós apresentamos concentrações de troponinas na corrente sanguínea"; algoritmos de 0/1 hora "em centros do Brasil e do mundo" desde 2019; "as troponinas de alta sensibilidade… são consideradas o teste-padrão de referência para o diagnóstico do IAM"). ⚠️ Armadilha registrada e evitada: as únicas ocorrências de "CK-MB", "mioglobina" e "NT-proBNP" no manual estão dentro de um anúncio da Siemens Healthineers ("Confira o nosso portfólio…"), não no texto técnico — não foram usadas. ⚠️ A tabela de limiares de interferência do manual é creditada à Clínica Dávila (Chile) e não foi utilizada. PDF 2 3

  8. Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) — Rohde LEP, Montera MW, Bocchi EA, Clausell NO, et al. Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Crônica e Aguda. Arq Bras Cardiol. 2018;111(3):436-539. Texto integral lido em SciELO pela URL histórica (pid=S0066-782X2018001500436, 200 / 1 762 712 bytes, 701 441 caracteres extraídos; controle negativo: 404 / 8 950 bytes). Seções usadas: Tabela 2.1, "Pontos de corte para diagnóstico de insuficiência cardíaca" (emergência — BNP < 100 / 100–400 / > 400; NT-proBNP < 300 e, por faixa etária, > 450, > 900 e > 1 800; ambulatório — BNP < 35–50, NT-proBNP < 125); item 4.3.1 ("Valores de BNP < 35 pg/mL ou NT-proBNP < 125 pg/mL praticamente excluem o diagnóstico de IC"); "contribuindo principalmente para excluir o diagnóstico quando este é incerto"; recomendações classe I A ("Dosagem de peptídeos natriuréticos quando há dúvida no diagnóstico da IC" e "para estratificação prognóstica na IC"); lista de exames laboratoriais classe I na avaliação inicial (hemograma, eletrólitos séricos, função renal, glicemia de jejum, hemoglobina glicosilada, perfil lipídico, função tireoidiana e função hepática); níveis mais baixos de BNP na obesidade; e o dado do DATASUS ("cerca de 190 mil pacientes são internados por IC aguda" ao ano). ⚠️ Errata lida antes de reproduzir qualquer tabela (Arq Bras Cardiol. 2019;112(1):116, PMID 30673026, PMC6317623): ela corrige apenas a numeração de páginas do sumário e a numeração de itens do capítulo 5.3.4 — nenhum ponto de corte de biomarcador foi alterado. PubMed · DOI 2 3 4 5 6

  9. Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)Anexo I: Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde (RN nº 465/2021, atualizado pela RN nº 678/2026), planilha oficial baixada de gov.br/ans (200 application/vnd.openxmlformats…sheet, 612 057 bytes; controle negativo com nome inventado: 404 application/json, 26 bytes). Leitura direta das 3 662 cadeias de texto da planilha, com dobra de acentos. Entradas encontradas, nenhuma delas marcada "(COM DIRETRIZ DE UTILIZAÇÃO)": "TROPONINA", "PEPTÍDEO NATRIURÉTICO", "PROTEÍNA C REATIVA", "MIOGLOBINA" e "MIOGLOBINA, DOSAGEM OU PESQUISA", além de quatro linhas de creatino fosfoquinase. Ausência verificada: "BNP" 0, "ultrassensível" 0 (controle positivo: a expressão "(COM DIRETRIZ DE UTILIZAÇÃO)" aparece 175 vezes na mesma planilha, portanto o vocabulário existe). ⚠️ Terceira grafia do mesmo exame, medida: o Rol escreve "CREATINO FOSFOQUINASE" (duas palavras, sem "S"), o SIGTAP escreve "CREATINOFOSFOQUINASE" e o mercado escreve "CPK" ou "CK" — procurar uma só grafia produz uma falsa ausência. ⚠️ A mioglobina é coberta pelos planos e é classe III na diretriz brasileira de 2021: cobertura e recomendação são coisas distintas também na saúde suplementar. Planilha XLSX (gov.br/ans) · Página do Rol

  10. Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) — Oliveira GMM, Brant LCC, Polanczyk CA, Malta DC, et al. Estatística Cardiovascular – Brasil 2023. Arq Bras Cardiol. 2024;121(2):e20240079. Texto integral lido no PMC (PMC11185831, 873 872 caracteres extraídos), documento bilíngue. Trechos citados: "Cardiovascular diseases used to be the number 1 cause of death in Brazil… According to the SIM, in 2021, COVID-19 became the leading cause of death among men and women"; Tabela 1-1, ranking de 2021 (covid-19 24,3% homens / 24,0% mulheres; doença isquêmica do coração 6,9% em 2.º entre homens e 6,0% em 3.º entre mulheres); e "CVD is still responsible for nearly one-third of deaths in Brazil". ⚠️ Nuance registrada: a formulação corrente "a doença cardiovascular é a primeira causa de morte no Brasil" vale para o grupo de doenças, não para a causa isolada no ano de 2021. ⚠️ Enumeração: "troponin" tem 0 ocorrência no documento — é uma publicação epidemiológica, não diagnóstica. PubMed · DOI 2

  11. Estudo brasileiro — de Barros e Silva PGM, Ferreira AA, Malafaia F, Tavares Reis AFM, et al. Potential performance of a 0 h/1 h algorithm and a single cut-off measure of high-sensitivity troponin T in a diverse population: main results of the IN-HOPE study. Eur Heart J Acute Cardiovasc Care. 2023;12(11):755-764. Afiliações verificadas como brasileiras (Hospital Samaritano, Hospital Paulistano, Hospital Carlos Chagas, Brazilian Clinical Research Institute — São Paulo e Rio de Janeiro): 16 centros no Brasil, 5 497 pacientes (583 prospectivos, 4 914 retrospectivos), registro NCT04756362. Resultados citados: 74,4% elegíveis para descarte e 7,3% para confirmação pelo algoritmo de 0-1 hora; valor preditivo negativo para infarto no grupo de descarte de 100% (99,1–100), independentemente dos escores clínicos; risco de infarto ou morte cardiovascular em 30 dias por faixa de troponina (0% abaixo de 5 ng/L; 0,6% entre 5 e 14; 2,2% entre 14 e 42; 6,3% entre 42 e 90; 7,7% acima de 90 ng/L). PubMed · DOI

  12. Contraprova randomizada, citada como tal — Hatherley J, Dakshi A, Collinson P, Miller G, et al. Accelerated Diagnostic Pathways for Suspected Acute Coronary Syndrome in Practice: A Randomized Trial of 0/1-Hour vs 0/3-Hour Troponin Testing (MACROS2). J Am Coll Cardiol. 2026 (registro NCT05322395). Estudo inglês, não brasileiro — dois prontos-socorros do noroeste da Inglaterra, 3 543 pacientes recrutados entre dezembro de 2021 e julho de 2024. Resultados citados: alta em até 4 horas em 21,8% contra 19,2% (p = 0,07, sem diferença significativa); não inferioridade de segurança do protocolo de 0-1 hora (diferença absoluta de sensibilidade +4,2%); tempo mediano entre a amostra e o resultado da troponina no laboratório central de 81 minutos (IIQ 69–101). Trazido para esta página como divergência publicada lado a lado com a preferência classe IIa B da diretriz brasileira de 2025, não como refutação dela. PubMed · DOI

Aviso médico. Este guia tem finalidade informativa e educativa; não constitui aconselhamento médico e não substitui uma consulta. Os valores de referência variam conforme o laboratório e a técnica: só o seu médico pode interpretar os seus resultados no seu contexto.