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Doença de Lyme: sorologia de Borrelia, IgM e IgG

Sorologia de Borrelia no Brasil: o que IgM e IgG podem e não podem dizer, por que o teste precoce falha e o que muda na síndrome de Baggio-Yoshinari.

Publicado em 9 de setembro de 202612 min de leituraEscrito pela Equipe Blood Analysis · Revisado e verificado por Julien Priour

Você tirou um carrapato da perna, apareceram sintomas, alguém falou em doença de Lyme — e agora tem na mão uma sorologia de Borrelia burgdorferi com duas linhas, IgM e IgG, e uma palavra: reagente ou não reagente. Este guia explica o que esse exame mede, os três motivos técnicos pelos quais ele erra, e por que no Brasil ele carrega uma controvérsia científica aberta que muda a leitura do seu resultado. Se você chegou aqui com sintomas reais e sem diagnóstico, a intenção não é diminuir o que você sente: é mostrar o que o exame consegue e o que não consegue responder.

Em resumo

  • A sorologia não procura a bactéria: procura os anticorpos contra ela. Por isso erra nos dois extremos do tempo.
  • Nas primeiras semanas ela é quase cega: a sensibilidade do algoritmo de duas etapas fica em 30%–40% durante a janela imunológica.1
  • Depois de curado, ela continua positiva: os títulos "permanecem por meses a anos e não podem ser usados para determinar cura".2
  • O eritema migratório — a mancha que cresce no lugar da picada — é diagnóstico clínico: em área endêmica, trata-se sem esperar sorologia.1
  • No Brasil descreve-se a síndrome de Baggio-Yoshinari desde 1992, com carrapatos diferentes e outra sorologia — entidade contestada por uma revisão crítica de 2024.3
  • O SUS não paga nenhuma sorologia de Borrelia: nas 5.023 linhas da tabela do SIGTAP, "BORRELIA" e "LYME" aparecem zero vezes.4

O que a sorologia de Borrelia mede

O exame procura anticorpos anti-Borrelia burgdorferi no seu soro. Como toda sorologia infecciosa, ele mede a sua resposta imune, não o micróbio — mesma lógica da toxoplasmose, do citomegalovírus ou da hepatite C, e mesmas armadilhas de tempo.

O padrão internacional é um algoritmo de duas etapas: triagem por ensaio imunoenzimático (EIA/ELISA) e, se reagente ou indeterminada, uma confirmação. O CDC descreve as duas variantes em uso: "O teste padrão de duas etapas (STTT) usa o ensaio imunoenzimático (EIA) como primeiro passo e o western blot (WB) como segundo. Cada vez mais, os laboratórios usam o teste modificado de duas etapas (MTTT), no qual ambos os ensaios são EIA."2 O que interessa a você: uma triagem positiva sozinha não é um resultado — e sobreinterpretar poucas bandas no western blot "reduz a especificidade e leva a diagnóstico errado".1

Aqui não há valor de referência numérico como no hemograma completo: há um limiar de corte do fabricante e um critério de leitura definido por diretriz. Trocar a diretriz muda o resultado — e é isso que está em jogo no Brasil.

Os três limites do teste, com números

1. Cedo demais, o teste é cego. Os anticorpos levam semanas para aparecer. Nessa janela imunológica, a sensibilidade do algoritmo de duas etapas é de apenas 30% a 40%.1 Um estudo europeu com 228 pacientes com eritema migratório confirmado pelo médico mediu, no melhor algoritmo modificado, 77,6% de sensibilidade (IC 95%: 71,7–82,9).5 Mesmo no cenário mais favorável, cerca de um em cada quatro doentes precoces tem sorologia negativa. Um exame negativo na primeira semana não descarta nada.

2. Tarde demais, o teste continua positivo. O CDC é explícito: "uma vez elevados, os títulos de anticorpos permanecerão assim por meses a anos e não podem ser usados para determinar cura".2 IgM e IgG contra B. burgdorferi "podem permanecer por muitos anos após a infecção inicial".1 Repetir a sorologia para ver "se melhorou" não informa nada: não existe controle de cura aqui.

3. Reação cruzada. Antígenos de célula inteira de B. burgdorferi reagem com soros de outras causas. A revisão crítica de 2024 compilou taxas de falso-positivo documentadas: parvovírus B19 agudo (23,3%–86%), febre recorrente (27,3%–63,6%), sífilis (20%), leptospirose (14,3%) e febre maculosa das Montanhas Rochosas (18,2%).3 Uma sorologia de Lyme positiva num paciente com sífilis não tratada pode dizer mais sobre o VDRL do que sobre carrapatos, e quadros virais agudos como a mononucleose entram no diferencial antes de fechar a conta.

O eritema migratório dispensa o exame

A lesão característica é uma mancha vermelha que cresce em anel a partir da picada. O CDC é direto: "Pacientes que têm uma lesão compatível com eritema migratório e vivem em — ou viajaram para — áreas endêmicas de Lyme podem receber o diagnóstico sem exame laboratorial."1 A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina descreve a mesma lesão como "um importante marcador clínico para a suspeita diagnóstica".6 E a Sociedade Brasileira de Reumatologia orienta: "Quando houver o aparecimento de lesão avermelhada no local da picada e que está aumentando de tamanho, o paciente deve iniciar o tratamento com antibióticos."7

⚠️ Consequência prática: se você tem a mancha, não espere o exame para procurar atendimento — aí a sorologia atrasa a conduta em vez de orientá-la.

O ponto brasileiro: a síndrome de Baggio-Yoshinari

Desde 1992, o grupo de reumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (LIM-17) descreve uma entidade nacional: a doença de Lyme-símile brasileira, ou síndrome de Baggio-Yoshinari (SBY). A Sociedade Brasileira de Reumatologia a reconhece: "No Brasil, temos diagnosticado as mesmas manifestações clínicas, após picada de carrapatos, desde 1992. Essa variante brasileira é denominada de Doença de Lyme símile brasileira ou síndrome de Baggio-Yoshinari."7

O que a distinguiria da doença do hemisfério norte:

Doença de Lyme clássicaSíndrome de Baggio-Yoshinari (como descrita)
VetorCarrapatos do complexo Ixodes ricinusAmblyomma e Rhipicephalus; "nas áreas geográficas estudadas não se encontrou carrapatos do complexo Ixodes ricinus"8
AgenteBorrelia burgdorferi isolada e cultivadaNunca isolada nem cultivada no Brasil3
SorologiaDuas etapas com bandas padronizadas"os títulos dos ensaios no país são baixos e flutuantes"8
Leitura do western blotBandas específicas definidas"no LIM-17 HCFMUSP valoriza-se a quantidade de bandas presentes e não a ocorrência de bandas específicas"8
EvoluçãoBoa resposta ao antibiótico precoceRecidivas frequentes e manifestações autoimunes9

Guarde a terceira e a quarta linha: os próprios autores da síndrome escrevem que a sorologia brasileira rende títulos baixos e flutuantes, "com riscos de se encontrar casos falso-positivos e negativos".8 A revisão de 2022 do grupo reconhece que "os testes sorológicos específicos mostraram pouca positividade".9 Nesse quadro teórico, um resultado negativo não tranquiliza — e um positivo não fecha o diagnóstico.

O que a revisão crítica de 2024 contesta

Em novembro de 2024, uma revisão de 35 anos de literatura publicada em Clinical Microbiology Reviews — assinada por pesquisadores da Faculdade de Medicina Veterinária da USP e da Unicamp — reexaminou os 199 casos humanos relatados no Brasil desde 1989. As conclusões são duras: "o isolamento ou cultivo de B. burgdorferi s.l. em meio BSK a partir de amostras clínicas humanas nunca foi alcançado no Brasil"; "os critérios de western blot adotados para os casos de SBY não correspondem às diretrizes oficiais adotadas pelo CDC"; e, no fecho, "não há evidência suficiente para sustentar a ocorrência de borreliose de Lyme no Brasil, ou que a SBY seja causada por uma bactéria do gênero Borrelia".3 O motivo técnico é elementar: os ensaios usados no país empregam antígeno bruto de uma cepa norte-americana, não validada para o contexto brasileiro.3

Uma carta de pesquisadores da Fiocruz, do Instituto Emílio Ribas e da Unicamp em Clinical Microbiology and Infection levou o argumento adiante, sob a palavra-chave "sobrediagnóstico".10 A Sociedade Brasileira de Medicina Tropical resumiu o debate em dezembro de 2024: a SBY "tem se baseado em critérios diagnósticos não padronizados e testes laboratoriais frequentemente associados a resultados falso-positivos".11 Do outro lado, o grupo da USP seguiu publicando casos em 2024, sustentando a entidade.12

⚠️ O que isso significa para quem lê um laudo: a controvérsia é sobre o teste, não sobre você. No Brasil, nem um positivo nem um negativo encerram a questão sozinhos. A leitura precisa passar por um médico que conheça o seu histórico de exposição, e a investigação precisa continuar por outros caminhos — os marcadores inflamatórios, a proteína C reativa e a VHS são inespecíficos, mas dizem se há inflamação em curso.

O SUS não paga esse exame — mas reconhece a doença

Verificamos a tabela SIGTAP do Ministério da Saúde, competência agosto/2026, com 5.023 procedimentos. Buscas em latin-1 sobre o arquivo de largura fixa:

  • "BORRELIA": 0 ocorrências. "LYME": 0. "BAGGIO": 0. "YOSHINARI": 0.
  • Controles positivos (para provar que a busca funciona): hemograma completo 0202020380 = R$ 4,11; ferritina 0202010384 = R$ 15,59; IgG antitoxoplasma 0202030768 = R$ 16,97; IgM anticitomegalovírus 0202030857 = R$ 11,61; IgG contra rubéola 0202030814 = R$ 17,16. O vocabulário do western blot também existe na tabela: anti-HIV-1 por western blot/imunoblot 0202030296 = R$ 85,00. Falta a Borrelia, não a técnica.4

E, no entanto, a doença existe para o SUS: o CID A69.2 — Doença de Lyme consta da tabela de CID do mesmo pacote, vinculado ao procedimento hospitalar 0303010185 — Tratamento de outras doenças causadas por espiroquetas (A65 a A69), remunerado em R$ 214,95 de serviço hospitalar mais R$ 48,61 de serviço profissional.4 O sistema paga para internar e tratar, mas não paga para diagnosticar por sorologia. Na rede privada o exame é vendido — mas isso é observação de mercado, não norma sanitária.

Notificação: pela porta do "agravo inusitado"

A lista nacional em vigor é fixada pela Portaria GM/MS nº 10.175, de 23 de janeiro de 2026, que altera o Anexo 1 do Anexo V da Portaria de Consolidação GM/MS nº 4/2017 — é a norma citada pelo próprio Ministério da Saúde como a atual.13 ⚠️ Não conseguimos ler o anexo dessa portaria em fonte primária (o PDF oficial não abriu em texto extraível), então não afirmamos que a doença de Lyme figure ou não como item nomeado da lista.

O que uma autoridade sanitária estadual afirma, essa sim em texto acessível: "Por se tratar de uma doença rara em território brasileiro, caracteriza-se como agravo inusitado, sendo, portanto, de notificação compulsória e investigação obrigatória."6 A notificação existe — pela via do evento inusitado, não por uma linha própria com vigilância dedicada.

O carrapato brasileiro tem outro nome: febre maculosa

Se você foi picado por um carrapato no Brasil, a doença grave a descartar primeiro não é Lyme: é a febre maculosa, por Rickettsia rickettsii (e R. parkeri na Mata Atlântica), transmitida por carrapatos do gênero Amblyomma. O Ministério da Saúde registra que "todo caso de febre maculosa é de notificação obrigatória às autoridades locais de saúde", com diagnóstico por reação de imunofluorescência indireta (RIFI) e por PCR em amostras de sangue, e alerta para a elevada letalidade das formas graves.14 Ela tem tratamento eficaz e barato — e mata quando ele atrasa. Aí o hemograma, com queda de plaquetas, diz mais e mais rápido do que qualquer sorologia.

Cuidado com o mercado paralelo de testes

O assunto é cercado de testes vendidos fora de validação. O CDC alerta que "vários centros de testagem alternativos usam testes desenvolvidos internamente que não estão sujeitos à regulamentação da FDA e podem não ser clinicamente validados", citando um estudo que encontrou uma taxa de falso-positivos de 58% em laboratórios alternativos.1 Do lado do tratamento, a revisão de 2024 registra que pacientes recebem antibiótico "por até 3 meses ou mais", e que "os efeitos nocivos que tais terapias podem causar nos pacientes e no processo de emergência de resistência antimicrobiana são inquestionáveis".3 Uma carta na Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical já levantara o mesmo risco no contexto brasileiro.15

Nada disso invalida os seus sintomas. Invalida o atalho: um teste sem validação não vira diagnóstico, e um diagnóstico sem agente não justifica meses de antibiótico. Se a errância já dura, o caminho útil é refazer o diferencial com exames que têm chão — comece pelo resultado do seu exame de sangue e pela coleta.

Avanços recentes

A literatura mudou de tom entre 2022 e 2025. Em 2022, a revisão do grupo da USP consolidava trinta anos de SBY como zoonose emergente brasileira;9 em outubro de 2024, o mesmo grupo publicou cinco novos casos amazônicos.12 Um mês depois veio a revisão crítica de Clinical Microbiology Reviews,3 e em 2025 a carta em Clinical Microbiology and Infection consolidou a posição de sobrediagnóstico.10 O debate está aberto, e um site de exames não o resolve — mas você tem o direito de saber que ele existe antes de ler o seu laudo.

Entenda a sua sorologia com a AI DiagMe

Uma sorologia de Borrelia não se lê linha por linha: o sentido vem do cruzamento entre IgM, IgG, o tempo desde a exposição, a região onde você estava e os outros exames da mesma coleta.

👉 A AI DiagMe interpreta os seus exames — de sangue, urina ou fezes — considerando todo o seu contexto, em linguagem clara. É um serviço informativo, que não faz diagnóstico e complementa, sem substituir, a avaliação do seu médico.

Perguntas frequentes

Deu negativa. Posso descartar? Depende de quando você colheu: na janela inicial a sensibilidade é de 30% a 40%.1 Com suspeita clínica forte, repete-se em algumas semanas.

Deu positiva. Estou doente agora? Não necessariamente: os títulos permanecem por meses a anos após a infecção,2 e há reação cruzada com sífilis, leptospirose e viroses agudas.3

O SUS faz esse exame? Não há código de sorologia de Borrelia na tabela nacional, embora exista o CID A69.2 e um procedimento de internação para espiroquetoses.4

Existe doença de Lyme no Brasil? É a questão em aberto: um grupo da USP descreve a síndrome de Baggio-Yoshinari desde 1992,8 e uma revisão de 2024 conclui que a evidência é insuficiente.3

Devo tomar antibiótico por meses? Essa conduta é objeto de alerta formal por risco de eventos adversos e de resistência antimicrobiana.153 É decisão médica, nunca de um laudo isolado.

Para lembrar

A sorologia de Borrelia é um exame de anticorpos, não de bactéria: cega no início, positiva por anos depois, sujeita a reação cruzada. No Brasil carrega ainda uma controvérsia ativa sobre a existência da doença autóctone. Isso não a torna inútil — torna-a um dado entre outros, que só faz sentido com histórico de exposição, exame físico e o resto da coleta na mesma mesa. Se você tem a mancha que cresce, procure atendimento hoje, sem esperar o laudo.

Fontes

Documentos oficiais brasileiros, publicações de sociedades médicas e artigos indexados no PubMed utilizados neste guia:

Footnotes

  1. Moore A, Nelson CA, Molins C, Mead PS, Schriefer M. Current Guidelines, Common Clinical Pitfalls, and Future Directions for Laboratory Diagnosis of Lyme Disease, United States. Emerging Infectious Diseases, 2016;22(7):1169-1177. ⚠️ Fonte norte-americana, citada aqui como referência estrangeira declarada — o desempenho medido vale para o algoritmo e as cepas dos Estados Unidos, e é justamente esse transporte que a literatura brasileira discute. PubMed · DOI 2 3 4 5 6 7 8

  2. Centers for Disease Control and Prevention — Lyme Disease: Diagnosis and Testing (páginas para profissionais de saúde), revisão de 15 de maio de 2024. ⚠️ Referência estrangeira declarada, não norma brasileira. cdc.gov 2 3 4

  3. Labruna MB, Faccini-Martínez ÁA, Muñoz-Leal S, Szabó MPJ, Angerami RN. Lyme borreliosis in Brazil: a critical review on the Baggio-Yoshinari syndrome (Brazilian Lyme-like disease). Clinical Microbiology Reviews, 2024;37(4):e0009724. PubMed · DOI 2 3 4 5 6 7 8 9 10

  4. Ministério da Saúde / DATASUS — SIGTAP, competência 202608. Leitura direta de tb_procedimento.txt (5.023 linhas, latin-1, colunas de largura fixa; VL_SH = [283,294], VL_SA = [295,306], VL_SP = [307,318] conforme tb_procedimento_layout.txt). Parser validado contra dois valores de controle publicados: hemograma 0202020380 = R$ 4,11 e ferritina 0202010384 = R$ 15,59. Buscas: "BORRELIA" → 0, "LYME" → 0, "BAGGIO" → 0, "YOSHINARI" → 0, "IXOD" → 0, "CARRAPAT" → 0; controles positivos "ESPIROQUET" → 1 (0303010185, VL_SH R$ 214,95 / VL_SP R$ 48,61) e "TREPONEMA" → 1. CID A69.2 lido em tb_cid.txt; vínculo 0303010185A692 lido em rl_procedimento_cid.txt. datasus.gov.br 2 3 4

  5. Baarsma ME, Schellekens JFP, Meijer BC, Brandenburg AH, Souilljee T, Hofhuis A, Hovius JW, van Dam AP. Diagnostic parameters of modified two-tier testing in European patients with early Lyme disease. European Journal of Clinical Microbiology & Infectious Diseases, 2020;39(11):2143-2152. PubMed · DOI

  6. Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) — página Doença de Lyme, © 2026 SES/SC. Citação verificada no corpo da página: "Por se tratar de uma doença rara em território brasileiro, caracteriza-se como agravo inusitado, sendo, portanto, de notificação compulsória e investigação obrigatória"; e, sobre o eritema crônico migratório, "sendo um importante marcador clínico para a suspeita diagnóstica". dive.saude.sc.gov.br 2

  7. Sociedade Brasileira de Reumatologia — Doença de Lyme, publicado em 10 de janeiro de 2020. Vetores citados: "Amblyomma cajenenses, Rhipicephalus sanguineus, Ripichephalus microplus, Dermacentor nitens" (grafias conforme o original). ⚠️ Texto de divulgação da sociedade, anterior à revisão crítica de 2024. reumatologia.org.br 2

  8. Yoshinari NH, Mantovani E, Bonoldi VLN, Marangoni RG, Gauditano G. Doença de Lyme-símile brasileira ou síndrome Baggio-Yoshinari: zoonose exótica e emergente transmitida por carrapatos. Revista da Associação Médica Brasileira, 2010;56(3). Texto integral em português no SciELO. ⚠️ A paginação diverge entre os índices consultados (LILACS registra 363-369); por isso ela não é reproduzida aqui. scielo.br 2 3 4 5

  9. Yoshinari NH, Bonoldi VLN, Bonin S, Falkingham E, Trevisan G. The Current State of Knowledge on Baggio-Yoshinari Syndrome (Brazilian Lyme Disease-like Illness): Chronological Presentation of Historical and Scientific Events Observed over the Last 30 Years. Pathogens, 2022;11(8):889. PubMed · DOI 2 3

  10. Rodrigues-da-Silva RN, Ataides LS, Angerami RN, da Silva MV, de Lemos ERS. Questioning the existence of Baggio-Yoshinari syndrome in Brazil. Clinical Microbiology and Infection, 2025;31(3):473-474. PubMed · DOI 2

  11. Sociedade Brasileira de Medicina Tropical — Doença de Lyme e Síndrome de Baggio-Yoshinari: controvérsias desafiam diagnósticos no Brasil, 19 de dezembro de 2024. Matéria institucional da SBMT comentando as duas publicações de 2024, com declarações do Dr. Rodrigo Angerami (Unicamp). sbmt.org.br

  12. Bonoldi VLN, Yoshinari NH, Trevisan G, Bonin S. Baggio-Yoshinari Syndrome: A Report of Five Cases. Microorganisms, 2024;12(10):2108. PubMed · DOI 2

  13. Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente — página institucional Notificação Compulsória: "Lista de agravos de notificação foi atualizada em 2026 por meio da Portaria GM/MS nº 10.175/2026". A portaria, de 23/01/2026, altera o Anexo 1 do Anexo V da Portaria de Consolidação GM/MS nº 4, de 28/09/2017. ⚠️ O anexo com a lista item a item não pôde ser lido em texto extraível nesta consulta; nenhuma afirmação de presença ou ausência da doença de Lyme na lista é feita a partir dele. gov.br

  14. Ministério da Saúde — página Febre Maculosa (Saúde de A a Z). Agentes Rickettsia rickettsii e R. parkeri; diagnóstico por "reação de imunofluorescência indireta (RIFI)" e por "técnicas de biologia molecular − reação em cadeia da polimerase (PCR)"; "De acordo com a Portaria do MS de consolidação Portaria nº 264, de 17 de fevereiro de 2020 - todo caso de febre maculosa é de notificação obrigatória às autoridades locais de saúde". gov.br

  15. Faccini-Martínez ÁA. Risk of adverse events related to prolonged antibiotic use in patients diagnosed with Baggio-Yoshinari syndrome, or autochthonous Lyme-like disease, in Brazil. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, 2019;52:e20190030. PubMed · DOI 2

Aviso médico. Este guia tem finalidade informativa e educativa; não constitui aconselhamento médico e não substitui uma consulta. Os valores de referência variam conforme o laboratório e a técnica: só o seu médico pode interpretar os seus resultados no seu contexto.