Doença de Lyme: sorologia de Borrelia, IgM e IgG
Sorologia de Borrelia no Brasil: o que IgM e IgG podem e não podem dizer, por que o teste precoce falha e o que muda na síndrome de Baggio-Yoshinari.
Você tirou um carrapato da perna, apareceram sintomas, alguém falou em doença de Lyme — e agora tem na mão uma sorologia de Borrelia burgdorferi com duas linhas, IgM e IgG, e uma palavra: reagente ou não reagente. Este guia explica o que esse exame mede, os três motivos técnicos pelos quais ele erra, e por que no Brasil ele carrega uma controvérsia científica aberta que muda a leitura do seu resultado. Se você chegou aqui com sintomas reais e sem diagnóstico, a intenção não é diminuir o que você sente: é mostrar o que o exame consegue e o que não consegue responder.
Em resumo
- A sorologia não procura a bactéria: procura os anticorpos contra ela. Por isso erra nos dois extremos do tempo.
- Nas primeiras semanas ela é quase cega: a sensibilidade do algoritmo de duas etapas fica em 30%–40% durante a janela imunológica.1
- Depois de curado, ela continua positiva: os títulos "permanecem por meses a anos e não podem ser usados para determinar cura".2
- O eritema migratório — a mancha que cresce no lugar da picada — é diagnóstico clínico: em área endêmica, trata-se sem esperar sorologia.1
- No Brasil descreve-se a síndrome de Baggio-Yoshinari desde 1992, com carrapatos diferentes e outra sorologia — entidade contestada por uma revisão crítica de 2024.3
- O SUS não paga nenhuma sorologia de Borrelia: nas 5.023 linhas da tabela do SIGTAP, "BORRELIA" e "LYME" aparecem zero vezes.4
O que a sorologia de Borrelia mede
O exame procura anticorpos anti-Borrelia burgdorferi no seu soro. Como toda sorologia infecciosa, ele mede a sua resposta imune, não o micróbio — mesma lógica da toxoplasmose, do citomegalovírus ou da hepatite C, e mesmas armadilhas de tempo.
O padrão internacional é um algoritmo de duas etapas: triagem por ensaio imunoenzimático (EIA/ELISA) e, se reagente ou indeterminada, uma confirmação. O CDC descreve as duas variantes em uso: "O teste padrão de duas etapas (STTT) usa o ensaio imunoenzimático (EIA) como primeiro passo e o western blot (WB) como segundo. Cada vez mais, os laboratórios usam o teste modificado de duas etapas (MTTT), no qual ambos os ensaios são EIA."2 O que interessa a você: uma triagem positiva sozinha não é um resultado — e sobreinterpretar poucas bandas no western blot "reduz a especificidade e leva a diagnóstico errado".1
Aqui não há valor de referência numérico como no hemograma completo: há um limiar de corte do fabricante e um critério de leitura definido por diretriz. Trocar a diretriz muda o resultado — e é isso que está em jogo no Brasil.
Os três limites do teste, com números
1. Cedo demais, o teste é cego. Os anticorpos levam semanas para aparecer. Nessa janela imunológica, a sensibilidade do algoritmo de duas etapas é de apenas 30% a 40%.1 Um estudo europeu com 228 pacientes com eritema migratório confirmado pelo médico mediu, no melhor algoritmo modificado, 77,6% de sensibilidade (IC 95%: 71,7–82,9).5 Mesmo no cenário mais favorável, cerca de um em cada quatro doentes precoces tem sorologia negativa. Um exame negativo na primeira semana não descarta nada.
2. Tarde demais, o teste continua positivo. O CDC é explícito: "uma vez elevados, os títulos de anticorpos permanecerão assim por meses a anos e não podem ser usados para determinar cura".2 IgM e IgG contra B. burgdorferi "podem permanecer por muitos anos após a infecção inicial".1 Repetir a sorologia para ver "se melhorou" não informa nada: não existe controle de cura aqui.
3. Reação cruzada. Antígenos de célula inteira de B. burgdorferi reagem com soros de outras causas. A revisão crítica de 2024 compilou taxas de falso-positivo documentadas: parvovírus B19 agudo (23,3%–86%), febre recorrente (27,3%–63,6%), sífilis (20%), leptospirose (14,3%) e febre maculosa das Montanhas Rochosas (18,2%).3 Uma sorologia de Lyme positiva num paciente com sífilis não tratada pode dizer mais sobre o VDRL do que sobre carrapatos, e quadros virais agudos como a mononucleose entram no diferencial antes de fechar a conta.
O eritema migratório dispensa o exame
A lesão característica é uma mancha vermelha que cresce em anel a partir da picada. O CDC é direto: "Pacientes que têm uma lesão compatível com eritema migratório e vivem em — ou viajaram para — áreas endêmicas de Lyme podem receber o diagnóstico sem exame laboratorial."1 A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina descreve a mesma lesão como "um importante marcador clínico para a suspeita diagnóstica".6 E a Sociedade Brasileira de Reumatologia orienta: "Quando houver o aparecimento de lesão avermelhada no local da picada e que está aumentando de tamanho, o paciente deve iniciar o tratamento com antibióticos."7
⚠️ Consequência prática: se você tem a mancha, não espere o exame para procurar atendimento — aí a sorologia atrasa a conduta em vez de orientá-la.
O ponto brasileiro: a síndrome de Baggio-Yoshinari
Desde 1992, o grupo de reumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (LIM-17) descreve uma entidade nacional: a doença de Lyme-símile brasileira, ou síndrome de Baggio-Yoshinari (SBY). A Sociedade Brasileira de Reumatologia a reconhece: "No Brasil, temos diagnosticado as mesmas manifestações clínicas, após picada de carrapatos, desde 1992. Essa variante brasileira é denominada de Doença de Lyme símile brasileira ou síndrome de Baggio-Yoshinari."7
O que a distinguiria da doença do hemisfério norte:
| Doença de Lyme clássica | Síndrome de Baggio-Yoshinari (como descrita) | |
|---|---|---|
| Vetor | Carrapatos do complexo Ixodes ricinus | Amblyomma e Rhipicephalus; "nas áreas geográficas estudadas não se encontrou carrapatos do complexo Ixodes ricinus"8 |
| Agente | Borrelia burgdorferi isolada e cultivada | Nunca isolada nem cultivada no Brasil3 |
| Sorologia | Duas etapas com bandas padronizadas | "os títulos dos ensaios no país são baixos e flutuantes"8 |
| Leitura do western blot | Bandas específicas definidas | "no LIM-17 HCFMUSP valoriza-se a quantidade de bandas presentes e não a ocorrência de bandas específicas"8 |
| Evolução | Boa resposta ao antibiótico precoce | Recidivas frequentes e manifestações autoimunes9 |
Guarde a terceira e a quarta linha: os próprios autores da síndrome escrevem que a sorologia brasileira rende títulos baixos e flutuantes, "com riscos de se encontrar casos falso-positivos e negativos".8 A revisão de 2022 do grupo reconhece que "os testes sorológicos específicos mostraram pouca positividade".9 Nesse quadro teórico, um resultado negativo não tranquiliza — e um positivo não fecha o diagnóstico.
O que a revisão crítica de 2024 contesta
Em novembro de 2024, uma revisão de 35 anos de literatura publicada em Clinical Microbiology Reviews — assinada por pesquisadores da Faculdade de Medicina Veterinária da USP e da Unicamp — reexaminou os 199 casos humanos relatados no Brasil desde 1989. As conclusões são duras: "o isolamento ou cultivo de B. burgdorferi s.l. em meio BSK a partir de amostras clínicas humanas nunca foi alcançado no Brasil"; "os critérios de western blot adotados para os casos de SBY não correspondem às diretrizes oficiais adotadas pelo CDC"; e, no fecho, "não há evidência suficiente para sustentar a ocorrência de borreliose de Lyme no Brasil, ou que a SBY seja causada por uma bactéria do gênero Borrelia".3 O motivo técnico é elementar: os ensaios usados no país empregam antígeno bruto de uma cepa norte-americana, não validada para o contexto brasileiro.3
Uma carta de pesquisadores da Fiocruz, do Instituto Emílio Ribas e da Unicamp em Clinical Microbiology and Infection levou o argumento adiante, sob a palavra-chave "sobrediagnóstico".10 A Sociedade Brasileira de Medicina Tropical resumiu o debate em dezembro de 2024: a SBY "tem se baseado em critérios diagnósticos não padronizados e testes laboratoriais frequentemente associados a resultados falso-positivos".11 Do outro lado, o grupo da USP seguiu publicando casos em 2024, sustentando a entidade.12
⚠️ O que isso significa para quem lê um laudo: a controvérsia é sobre o teste, não sobre você. No Brasil, nem um positivo nem um negativo encerram a questão sozinhos. A leitura precisa passar por um médico que conheça o seu histórico de exposição, e a investigação precisa continuar por outros caminhos — os marcadores inflamatórios, a proteína C reativa e a VHS são inespecíficos, mas dizem se há inflamação em curso.
O SUS não paga esse exame — mas reconhece a doença
Verificamos a tabela SIGTAP do Ministério da Saúde, competência agosto/2026, com 5.023 procedimentos. Buscas em latin-1 sobre o arquivo de largura fixa:
- "BORRELIA": 0 ocorrências. "LYME": 0. "BAGGIO": 0. "YOSHINARI": 0.
- Controles positivos (para provar que a busca funciona): hemograma completo
0202020380= R$ 4,11; ferritina0202010384= R$ 15,59; IgG antitoxoplasma0202030768= R$ 16,97; IgM anticitomegalovírus0202030857= R$ 11,61; IgG contra rubéola0202030814= R$ 17,16. O vocabulário do western blot também existe na tabela: anti-HIV-1 por western blot/imunoblot0202030296= R$ 85,00. Falta a Borrelia, não a técnica.4
E, no entanto, a doença existe para o SUS: o CID A69.2 — Doença de Lyme consta da tabela de CID do mesmo pacote, vinculado ao procedimento hospitalar 0303010185 — Tratamento de outras doenças causadas por espiroquetas (A65 a A69), remunerado em R$ 214,95 de serviço hospitalar mais R$ 48,61 de serviço profissional.4 O sistema paga para internar e tratar, mas não paga para diagnosticar por sorologia. Na rede privada o exame é vendido — mas isso é observação de mercado, não norma sanitária.
Notificação: pela porta do "agravo inusitado"
A lista nacional em vigor é fixada pela Portaria GM/MS nº 10.175, de 23 de janeiro de 2026, que altera o Anexo 1 do Anexo V da Portaria de Consolidação GM/MS nº 4/2017 — é a norma citada pelo próprio Ministério da Saúde como a atual.13 ⚠️ Não conseguimos ler o anexo dessa portaria em fonte primária (o PDF oficial não abriu em texto extraível), então não afirmamos que a doença de Lyme figure ou não como item nomeado da lista.
O que uma autoridade sanitária estadual afirma, essa sim em texto acessível: "Por se tratar de uma doença rara em território brasileiro, caracteriza-se como agravo inusitado, sendo, portanto, de notificação compulsória e investigação obrigatória."6 A notificação existe — pela via do evento inusitado, não por uma linha própria com vigilância dedicada.
O carrapato brasileiro tem outro nome: febre maculosa
Se você foi picado por um carrapato no Brasil, a doença grave a descartar primeiro não é Lyme: é a febre maculosa, por Rickettsia rickettsii (e R. parkeri na Mata Atlântica), transmitida por carrapatos do gênero Amblyomma. O Ministério da Saúde registra que "todo caso de febre maculosa é de notificação obrigatória às autoridades locais de saúde", com diagnóstico por reação de imunofluorescência indireta (RIFI) e por PCR em amostras de sangue, e alerta para a elevada letalidade das formas graves.14 Ela tem tratamento eficaz e barato — e mata quando ele atrasa. Aí o hemograma, com queda de plaquetas, diz mais e mais rápido do que qualquer sorologia.
Cuidado com o mercado paralelo de testes
O assunto é cercado de testes vendidos fora de validação. O CDC alerta que "vários centros de testagem alternativos usam testes desenvolvidos internamente que não estão sujeitos à regulamentação da FDA e podem não ser clinicamente validados", citando um estudo que encontrou uma taxa de falso-positivos de 58% em laboratórios alternativos.1 Do lado do tratamento, a revisão de 2024 registra que pacientes recebem antibiótico "por até 3 meses ou mais", e que "os efeitos nocivos que tais terapias podem causar nos pacientes e no processo de emergência de resistência antimicrobiana são inquestionáveis".3 Uma carta na Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical já levantara o mesmo risco no contexto brasileiro.15
Nada disso invalida os seus sintomas. Invalida o atalho: um teste sem validação não vira diagnóstico, e um diagnóstico sem agente não justifica meses de antibiótico. Se a errância já dura, o caminho útil é refazer o diferencial com exames que têm chão — comece pelo resultado do seu exame de sangue e pela coleta.
Avanços recentes
A literatura mudou de tom entre 2022 e 2025. Em 2022, a revisão do grupo da USP consolidava trinta anos de SBY como zoonose emergente brasileira;9 em outubro de 2024, o mesmo grupo publicou cinco novos casos amazônicos.12 Um mês depois veio a revisão crítica de Clinical Microbiology Reviews,3 e em 2025 a carta em Clinical Microbiology and Infection consolidou a posição de sobrediagnóstico.10 O debate está aberto, e um site de exames não o resolve — mas você tem o direito de saber que ele existe antes de ler o seu laudo.
Entenda a sua sorologia com a AI DiagMe
Uma sorologia de Borrelia não se lê linha por linha: o sentido vem do cruzamento entre IgM, IgG, o tempo desde a exposição, a região onde você estava e os outros exames da mesma coleta.
👉 A AI DiagMe interpreta os seus exames — de sangue, urina ou fezes — considerando todo o seu contexto, em linguagem clara. É um serviço informativo, que não faz diagnóstico e complementa, sem substituir, a avaliação do seu médico.
Perguntas frequentes
Deu negativa. Posso descartar? Depende de quando você colheu: na janela inicial a sensibilidade é de 30% a 40%.1 Com suspeita clínica forte, repete-se em algumas semanas.
Deu positiva. Estou doente agora? Não necessariamente: os títulos permanecem por meses a anos após a infecção,2 e há reação cruzada com sífilis, leptospirose e viroses agudas.3
O SUS faz esse exame? Não há código de sorologia de Borrelia na tabela nacional, embora exista o CID A69.2 e um procedimento de internação para espiroquetoses.4
Existe doença de Lyme no Brasil? É a questão em aberto: um grupo da USP descreve a síndrome de Baggio-Yoshinari desde 1992,8 e uma revisão de 2024 conclui que a evidência é insuficiente.3
Devo tomar antibiótico por meses? Essa conduta é objeto de alerta formal por risco de eventos adversos e de resistência antimicrobiana.153 É decisão médica, nunca de um laudo isolado.
Para lembrar
A sorologia de Borrelia é um exame de anticorpos, não de bactéria: cega no início, positiva por anos depois, sujeita a reação cruzada. No Brasil carrega ainda uma controvérsia ativa sobre a existência da doença autóctone. Isso não a torna inútil — torna-a um dado entre outros, que só faz sentido com histórico de exposição, exame físico e o resto da coleta na mesma mesa. Se você tem a mancha que cresce, procure atendimento hoje, sem esperar o laudo.
Fontes
Documentos oficiais brasileiros, publicações de sociedades médicas e artigos indexados no PubMed utilizados neste guia:
Footnotes
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Moore A, Nelson CA, Molins C, Mead PS, Schriefer M. Current Guidelines, Common Clinical Pitfalls, and Future Directions for Laboratory Diagnosis of Lyme Disease, United States. Emerging Infectious Diseases, 2016;22(7):1169-1177. ⚠️ Fonte norte-americana, citada aqui como referência estrangeira declarada — o desempenho medido vale para o algoritmo e as cepas dos Estados Unidos, e é justamente esse transporte que a literatura brasileira discute. PubMed · DOI ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 ↩8
-
Centers for Disease Control and Prevention — Lyme Disease: Diagnosis and Testing (páginas para profissionais de saúde), revisão de 15 de maio de 2024. ⚠️ Referência estrangeira declarada, não norma brasileira. cdc.gov ↩ ↩2 ↩3 ↩4
-
Labruna MB, Faccini-Martínez ÁA, Muñoz-Leal S, Szabó MPJ, Angerami RN. Lyme borreliosis in Brazil: a critical review on the Baggio-Yoshinari syndrome (Brazilian Lyme-like disease). Clinical Microbiology Reviews, 2024;37(4):e0009724. PubMed · DOI ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 ↩8 ↩9 ↩10
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Ministério da Saúde / DATASUS — SIGTAP, competência 202608. Leitura direta de
tb_procedimento.txt(5.023 linhas, latin-1, colunas de largura fixa; VL_SH = [283,294], VL_SA = [295,306], VL_SP = [307,318] conformetb_procedimento_layout.txt). Parser validado contra dois valores de controle publicados: hemograma0202020380= R$ 4,11 e ferritina0202010384= R$ 15,59. Buscas: "BORRELIA" → 0, "LYME" → 0, "BAGGIO" → 0, "YOSHINARI" → 0, "IXOD" → 0, "CARRAPAT" → 0; controles positivos "ESPIROQUET" → 1 (0303010185, VL_SH R$ 214,95 / VL_SP R$ 48,61) e "TREPONEMA" → 1. CID A69.2 lido emtb_cid.txt; vínculo0303010185↔A692lido emrl_procedimento_cid.txt. datasus.gov.br ↩ ↩2 ↩3 ↩4 -
Baarsma ME, Schellekens JFP, Meijer BC, Brandenburg AH, Souilljee T, Hofhuis A, Hovius JW, van Dam AP. Diagnostic parameters of modified two-tier testing in European patients with early Lyme disease. European Journal of Clinical Microbiology & Infectious Diseases, 2020;39(11):2143-2152. PubMed · DOI ↩
-
Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) — página Doença de Lyme, © 2026 SES/SC. Citação verificada no corpo da página: "Por se tratar de uma doença rara em território brasileiro, caracteriza-se como agravo inusitado, sendo, portanto, de notificação compulsória e investigação obrigatória"; e, sobre o eritema crônico migratório, "sendo um importante marcador clínico para a suspeita diagnóstica". dive.saude.sc.gov.br ↩ ↩2
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Sociedade Brasileira de Reumatologia — Doença de Lyme, publicado em 10 de janeiro de 2020. Vetores citados: "Amblyomma cajenenses, Rhipicephalus sanguineus, Ripichephalus microplus, Dermacentor nitens" (grafias conforme o original). ⚠️ Texto de divulgação da sociedade, anterior à revisão crítica de 2024. reumatologia.org.br ↩ ↩2
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Yoshinari NH, Mantovani E, Bonoldi VLN, Marangoni RG, Gauditano G. Doença de Lyme-símile brasileira ou síndrome Baggio-Yoshinari: zoonose exótica e emergente transmitida por carrapatos. Revista da Associação Médica Brasileira, 2010;56(3). Texto integral em português no SciELO. ⚠️ A paginação diverge entre os índices consultados (LILACS registra 363-369); por isso ela não é reproduzida aqui. scielo.br ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5
-
Yoshinari NH, Bonoldi VLN, Bonin S, Falkingham E, Trevisan G. The Current State of Knowledge on Baggio-Yoshinari Syndrome (Brazilian Lyme Disease-like Illness): Chronological Presentation of Historical and Scientific Events Observed over the Last 30 Years. Pathogens, 2022;11(8):889. PubMed · DOI ↩ ↩2 ↩3
-
Rodrigues-da-Silva RN, Ataides LS, Angerami RN, da Silva MV, de Lemos ERS. Questioning the existence of Baggio-Yoshinari syndrome in Brazil. Clinical Microbiology and Infection, 2025;31(3):473-474. PubMed · DOI ↩ ↩2
-
Sociedade Brasileira de Medicina Tropical — Doença de Lyme e Síndrome de Baggio-Yoshinari: controvérsias desafiam diagnósticos no Brasil, 19 de dezembro de 2024. Matéria institucional da SBMT comentando as duas publicações de 2024, com declarações do Dr. Rodrigo Angerami (Unicamp). sbmt.org.br ↩
-
Bonoldi VLN, Yoshinari NH, Trevisan G, Bonin S. Baggio-Yoshinari Syndrome: A Report of Five Cases. Microorganisms, 2024;12(10):2108. PubMed · DOI ↩ ↩2
-
Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente — página institucional Notificação Compulsória: "Lista de agravos de notificação foi atualizada em 2026 por meio da Portaria GM/MS nº 10.175/2026". A portaria, de 23/01/2026, altera o Anexo 1 do Anexo V da Portaria de Consolidação GM/MS nº 4, de 28/09/2017. ⚠️ O anexo com a lista item a item não pôde ser lido em texto extraível nesta consulta; nenhuma afirmação de presença ou ausência da doença de Lyme na lista é feita a partir dele. gov.br ↩
-
Ministério da Saúde — página Febre Maculosa (Saúde de A a Z). Agentes Rickettsia rickettsii e R. parkeri; diagnóstico por "reação de imunofluorescência indireta (RIFI)" e por "técnicas de biologia molecular − reação em cadeia da polimerase (PCR)"; "De acordo com a Portaria do MS de consolidação Portaria nº 264, de 17 de fevereiro de 2020 - todo caso de febre maculosa é de notificação obrigatória às autoridades locais de saúde". gov.br ↩
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Faccini-Martínez ÁA. Risk of adverse events related to prolonged antibiotic use in patients diagnosed with Baggio-Yoshinari syndrome, or autochthonous Lyme-like disease, in Brazil. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, 2019;52:e20190030. PubMed · DOI ↩ ↩2