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Albumina no exame de sangue: como ler o resultado

O SUS não tem código para dosar albumina no sangue: ela vem dentro de proteínas totais e frações, por R$ 1,85. A tabela do setor privado tem.

Publicado em 8 de setembro de 202612 min de leituraEscrito pela Equipe Blood Analysis · Revisado e verificado por Julien Priour

Uma distinção antes de tudo: este guia é sobre a albumina dosada no sangue, a proteína que aparece no seu laudo em g/dL. No Brasil a mesma palavra nomeia também um suplemento proteico em pó, feito de clara de ovo — outro produto, outra conversa. Aqui falamos do exame.

Em resumo

  • A albumina é a proteína mais abundante do plasma. A descrição oficial do Ministério da Saúde dá sua função primária — manter a pressão coloidosmótica — e espera uma razão albumina/globulina maior ou igual a 1.1
  • O SUS não tem código para dosar albumina no sangue: nos 5.023 procedimentos do SIGTAP, a raiz ALBUM devolve três linhas, nenhuma delas o exame.1 Na tabela do setor privado (TUSS), ela tem código próprio: 40301222.2
  • Albumina baixa não é sinônimo de desnutrição. A diretriz brasileira de terapia nutricional é explícita: albumina, pré-albumina e transferrina são proteínas de fase aguda negativas e servem como marcadores inflamatórios.3
  • Onde o número decide conduta é no escore de Child-Pugh da cirrose, publicado em dois protocolos do Ministério da Saúde — e é o único item do escore em que o valor mais alto é o melhor.45
  • A postura muda o resultado: ao passar de deitado para de pé, a albumina pode subir 8 a 10%.6
  • Nenhuma fonte institucional brasileira que abrimos publica intervalo de referência para ela. Use o do seu laudo, e leve-o ao seu médico.

O que a albumina faz — segundo o próprio Ministério da Saúde

O texto oficial brasileiro mais direto sobre a albumina está num lugar improvável: a descrição do procedimento 0202010627 na tabela do SUS:

"A albumina é a proteína mais abundante no plasma e sua função primária é manter a pressão coloidosmótica do plasma. Em condições normais, espera-se encontrar uma razão albumina/globulina maior ou igual a 1."1

Duas ideias, portanto. Uma hidráulica: a albumina segura água dentro do vaso, e quando cai muito o líquido escapa para os tecidos — por isso hipoalbuminemia e edema andam juntos. Outra contábil: uma razão abaixo de 1 não diz qual das duas metades mudou.

A descrição omite uma terceira função: a albumina é transportadora — leva a bilirrubina indireta até o fígado, carrega o cobre e liga parte dos hormônios tireoidianos junto com a TBG.6

O exame que existe no privado e não existe no SUS

Na tabela SIGTAP do SUS, competência de agosto de 2026, a raiz ALBUM devolve exatamente três procedimentos: a prova de compatibilidade pré-transfusional, a microalbumina na urina (0202050092, R$ 8,12) e a albumina humana 20% em frasco-ampola — um medicamento, não um exame (0603070019, R$ 55,00).1 Nenhum dosa a albumina do sangue. O que existe são dois códigos vizinhos:

Procedimento SUSCódigoValor
Dosagem de proteínas totais0202010619R$ 1,40
Dosagem de proteínas totais e frações0202010627R$ 1,85
Eletroforese de proteínas0202010724R$ 4,42

As "frações" custam R$ 0,45 a mais — e a descrição de 0202010627 é inteiramente sobre a albumina, embora o nome do procedimento não a mencione nenhuma vez.1 O rótulo esconde o exame; a descrição o revela.

Já na TUSS, a nomenclatura da saúde suplementar, a albumina tem nome e código próprios — 40301222 Albumina – pesquisa e/ou dosagem, ao lado de 40302326 Pré-albumina.2 É o padrão já visto na saturação de transferrina: privado sim, SUS não. Veja quanto custa um exame de sangue.

Isso muda a linguagem dos protocolos. O PCDT das Estratégias para Atenuar a Progressão da Doença Renal Crônica (Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 11, de 16 de setembro de 2024) manda dosar "proteínas totais e frações" trimestralmente no estágio 5 não dialítico, ao lado de ferritina, fosfatase alcalina e PTH — mas "albumina sérica" aparece zero vezes no documento inteiro: as 45 ocorrências da raiz são todas de albuminúria ou da relação albumina/creatinina urinária.7 O protocolo fala a língua da tabela de faturamento, não a do laudo. Veja microalbuminúria, função renal, creatinina e cistatina C.

Albumina baixa: inflamação antes de desnutrição

Esta é a parte mais lida ao contrário, e a autoridade brasileira é direta. A Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente Grave, da Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral, recomenda que "os níveis plasmáticos das proteínas viscerais (albumina, pré-albumina, transferrina) não sejam utilizados como marcadores de desnutrição, e sim como marcadores inflamatórios".3 E explica por quê:

"As proteínas viscerais, como a albumina, a pré-albumina e a transferrina, entretanto, são proteínas de fase aguda negativas e diminuem quanto maior for a resposta inflamatória ao trauma cirúrgico. Elas não refletem o estado nutricional do paciente, quando dosadas na presença de um estresse físico e metabólico."3

Proteína de fase aguda negativa é o oposto da proteína C reativa: quando a inflamação sobe, a PCR sobe e a albumina desce. As duas contam a mesma história em sentidos opostos — daí virem juntas no bloco de marcadores inflamatórios, ao lado da VHS.

A mesma diretriz mantém, logo em seguida, o valor prognóstico: a hipoalbuminemia "pode identificar pacientes com maior risco para tempo de internação prolongada, maior incidência de complicações infecciosas e maior mortalidade hospitalar".3 Não medir nutrição não é o mesmo que não medir nada. A diretriz irmã, para o paciente com doença renal, elogia um instrumento nutricional porque ele "não inclui o IMC ou a albumina sérica".8

E há uma divergência brasileira real, que não vamos arbitrar. Um estudo transversal com 200 idosos internados num hospital do Sul do Brasil encontrou albuminemia média de 2,9 ± 0,5 g/dL e hipoalbuminemia em 173 deles (87%), subindo a 90% após seis dias de internação — e os autores sugerem monitorar a albumina como risco de desnutrição.9 Sete anos depois, a BRASPEN recomenda o contrário. O número em si, nove entre dez idosos internados, mostra por que um achado tão frequente discrimina tão pouco.

Três coortes brasileiras mostram o lado prognóstico funcionando: em 1.500 pacientes de uma UTI no Paraná, a albumina baixa na admissão foi preditor independente de lesão renal aguda (OR 1,42; p = 0,015);10 em 370 pacientes com câncer avançado no INCA, no Rio de Janeiro, a hipoalbuminemia — classificada pelos próprios autores como parâmetro inflamatório, junto da PCR — somada à circunferência da panturrilha elevou o risco de morte em 90 dias (HR ajustado 3,10; IC 95% 1,93–4,99);11 e em 214 pacientes com linfoma folicular acompanhados em São Paulo ela previu pior sobrevida.12

Uma quarta coorte contraria a intuição de quem lê hemograma: em 145 crianças internadas com dengue no Rio de Janeiro, a albumina baixa ficou entre os melhores marcadores de gravidade, enquanto hematócrito, hemoglobina e plaquetas tiveram área sob a curva abaixo de 0,5. E "a ausência de hemoconcentração não implica ausência de extravasamento plasmático".13

Onde a albumina decide conduta: o escore de Child-Pugh

Na cirrose, a albumina vira um quinto de um escore publicado em dois protocolos do Ministério da Saúde. O PCDT de Hepatite C e Coinfecções traz o Quadro 10:4

Parâmetro+1 ponto+2 pontos+3 pontos
Bilirrubina sérica (mg/dL)< 2,02,0 a 3,0> 3,0
Albumina sérica (g/dL)> 3,52,8 a 3,5< 2,8
AsciteAusenteLeveModerada
EncefalopatiaAusenteLeveModerada
Tempo de protrombina (segundos acima do controle) ou RNI0-4 / < 1,74-6 / 1,7-2,3> 6 / > 2,3

A soma vai de 5 a 15: 5 ou 6 é Child A, 7 a 9 é Child B, acima de 9 é Child C, e a descompensação é indicada por escore maior ou igual a 7.4 O PCDT de Hepatite B e Coinfecções publica o mesmo escore com os mesmos cortes de albumina e usa a classe de Child para escolher o antiviral.5 Duas portarias independentes, os mesmos números.

Repare na inversão. Bilirrubina, ascite, encefalopatia e tempo de protrombina pioram o escore quando sobem; a albumina pontua ao contrário — quanto menor, pior. É o único item em que o valor alto é a boa notícia, e uma boa razão para não ler o laudo por cores. Os companheiros de escore têm páginas próprias: bilirrubina, tempo de protrombina e o coagulograma; as enzimas do hepatogramaTGO, TGP e gama GT — ficam de fora. Uma nota de honestidade: o próprio PCDT declara que o quadro é "elaboração própria, com base em" uma referência internacional. O escore não é brasileiro; a adoção dele, sim.4

A albumina volta numa segunda conta hepática, o gradiente de albumina soro-ascite (GASA): o mesmo PCDT define ascite por hipertensão portal quando ele é igual ou maior que 1,1 g/dL — dosada em dois líquidos, o que importa é a diferença.4

A conta do cálcio, e o que a nefrologia brasileira pensa dela

A albumina entra ainda na correção do cálcio total. A Sociedade Brasileira de Nefrologia publica a fórmula assim:

cálcio total corrigido (CaTc) = cálcio total + (4 − albumina sérica) × 0,814

⚠️ A fonte imprime a fórmula sem declarar as unidades. Ela só funciona com o cálcio em mg/dL e a albumina em g/dL: 8,4 mg/dL com albumina de 2,5 g/dL corrige para 9,6 mg/dL, de "baixo" para normal.

Mas a hierarquia da diretriz é clara: medir o cálcio iônico é recomendação de grau Evidência; corrigir pela albumina é apenas Opinião, "na indisponibilidade da dosagem do cálcio iônico".14 O plano A é medir, o plano B é calcular — e o plano B esbarra no problema deste guia: o cálcio iônico tem código e preço no SUS, a albumina não. Contexto em metabolismo ósseo.

O que muda o seu resultado antes do laboratório

A albumina é uma molécula grande, que não atravessa facilmente a parede do vaso — e por isso é sensível a tudo que concentra o sangue.

Postura. Ao passar de deitado para de pé, água e substâncias filtráveis saem do vaso, e "níveis de albumina, colesterol, triglicérides, hematócrito e hemoglobina podem apresentar aumento de 8 a 10% da concentração inicial", diz a SBPC/ML. O equilíbrio leva 10 minutos ao levantar e 30 minutos ao deitar.6

Garrote. Acima de 2 minutos, o torniquete "promove aumento da pressão intravascular" e produz hemoconcentração.6 Um estudo com 250 voluntários adultos recrutados no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo, mediu o efeito: a partir de 60 segundos, a albumina já variava de forma clinicamente significativa — ao lado apenas de proteínas totais, potássio e cálcio. Aos 30 segundos, nada mudava.15

Gestação. O PCDT de hepatite B registra que na gravidez "as concentrações de albumina sérica encontram-se reduzidas (devido à hemodiluição)", "o que persiste após o parto".5 É diluição, não doença.

Hemólise. Na tabela de interferentes da SBPC/ML, a albumina só é afetada a partir de 1.000 mg/dL de hemoglobina livre, contra 40 mg/dL da TGO. ⚠️ Essa tabela é creditada, dentro do próprio manual brasileiro, a uma clínica chilena.6

Duas armadilhas de leitura

Dois picos de albumina não são doença. Na eletroforese de proteínas, a albumina é a primeira e maior das cinco zonas. Dois picos ali indicam bisalbuminemia, condição hereditária em que se produzem duas albuminas de mobilidade ligeiramente diferente. A SBPC/ML é categórica: "clinicamente, essa condição não tem significado patológico", com incidência entre 1:1.000 e 1:10.000.6

Albumina maior que proteínas totais é impossível, já que ela é uma fração delas. A SBPC/ML cita esse par como resultado que o laboratório deve bloquear automaticamente antes de liberar o laudo.6 Se aparecer impresso, é erro de digitação ou de amostra.

O que nenhuma fonte brasileira que abrimos publica

Não há intervalo de referência brasileiro para a albumina sérica em nenhuma das seis fontes institucionais lidas aqui — manual da SBPC/ML, as duas diretrizes BRASPEN e os três PCDT do Ministério da Saúde. Os únicos números em g/dL são os cortes prognósticos do Child-Pugh (> 3,5 · 2,8–3,5 · < 2,8), que pontuam uma cirrose e não dizem se você é normal.45 Use o intervalo do seu laudo, que depende do método — o glossário de exames de sangue e o conversor de unidades ajudam com o resto.

Nenhuma delas publica a meia-vida da albumina, tampouco. A ideia de que ela demora semanas a se mover circula internacionalmente, mas não a citamos com número porque não a lemos em fonte brasileira: a SBPC/ML só usa o conceito para marcadores tumorais.6

Perguntas frequentes

Albumina baixa quer dizer que estou desnutrido? Não necessariamente, e a diretriz brasileira desaconselha essa leitura: albumina, pré-albumina e transferrina são proteínas de fase aguda negativas e caem com inflamação, infecção, cirurgia ou doença hepática, independentemente do que você come.3 Em 200 idosos internados no Sul do Brasil, 87% tinham albumina baixa.9

Meu médico pediu "proteínas totais e frações". Isso inclui a albumina? Sim: no SUS é esse o código que a entrega, e a descrição oficial do procedimento fala só dela.1 No setor privado ela costuma vir com nome próprio.2

Preciso de jejum? Não encontramos, nas fontes brasileiras lidas, regra de jejum específica para a albumina. O que mais pesa aqui não é a comida: é a postura e o tempo de garrote.615

Albumina alta existe? É bem menos comum como achado de doença. Um valor acima do esperado aponta antes para hemoconcentração: desidratação, garrote prolongado, coleta em pé.615 E se ela veio junto do cálcio, é porque o cálcio total depende dela.14

O que levar deste guia

Guarde três coisas. A albumina é um marcador de inflamação e de gravidade antes de ser um marcador de nutrição — a diretriz brasileira diz isso com todas as letras. Ela quase nunca se lê sozinha: entra no Child-Pugh, na correção do cálcio, na relação com as globulinas. E o SUS não a nomeia: ela viaja dentro de "proteínas totais e frações", por R$ 1,85, enquanto a tabela do setor privado lhe dá um código só dela.

Um resultado alterado é um convite à consulta, não um diagnóstico. Para ler o conjunto do seu laudo, o AI DiagMe é um complemento à avaliação do seu médico — nunca um substituto. Veja também a composição do sangue e a ferritina, que sobe com a inflamação enquanto a albumina desce.

Fontes

Fontes institucionais brasileiras e publicações científicas (PubMed) utilizadas neste guia:

Footnotes

  1. Ministério da Saúde / DATASUS — SIGTAP, Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS, competência agosto de 2026. Arquivos do pacote lidos diretamente, em ISO-8859-1: tb_procedimento.txt (1.697.774 bytes, 5.023 linhas) e tb_descricao.txt (4.324 linhas). Regra de correspondência declarada: busca por sub-cadeia no campo do rótulo NO_PROCEDIMENTO (colunas 11-260), maiúsculas, com dobra de acentos NFD; prova de que a dobra trabalha: 2.483 das 5.023 linhas contêm acentos combinantes. Parser de colunas fixas validado ANTES do uso (VL_SH [282:294], VL_SA [294:306], VL_SP [306:318]) contra dois valores já publicados neste site: hemograma completo 0202020380 = R$ 4,11 e ferritina 0202010384 = R$ 15,59. Ausência por enumeração: a raiz ALBUM devolve exatamente 3 linhas — 0202020479 (prova de compatibilidade pré-transfusional), 0202050092 DOSAGEM DE MICROALBUMINA NA URINA (R$ 8,12) e 0603070019 ALBUMINA HUMANA 20 POR CENTO (R$ 55,00, medicamento). Não existe código de dosagem de albumina sérica. ⚠️ A raiz de três letras ALB devolve 4 linhas, a quarta sendo 0701040092 ÓCULOS COM LENTE FILTRANTE PARA ALBINOS — falsa presença clássica de sub-cadeia curta, registrada aqui para que o comparativo seja reprodutível. Valores citados: 0202010619 DOSAGEM DE PROTEINAS TOTAIS R$ 1,40 · 0202010627 DOSAGEM DE PROTEINAS TOTAIS E FRACOES R$ 1,85 · 0202010724 ELETROFORESE DE PROTEINAS R$ 4,42. Citação textual da descrição de 0202010627: "A ALBUMINA É A PROTEÍNA MAIS ABUNDANTE NO PLASMA E SUA FUNÇÃO PRIMÁRIA É MANTER A PRESSÃO COLOIDOSMÓTICA DO PLASMA. EM CONDIÇÕES NORMAIS, ESPERA-SE ENCONTRAR UMA RAZÃO ALBUMINA/GLOBULINA MAIOR OU IGUAL A 1." As descrições citadas foram verificadas como únicas ao seu código (63 textos distintos, cobrindo 174 das 4.324 linhas, são compartilhados por dois ou mais códigos; nenhum dos aqui usados está entre eles). sigtap.datasus.gov.br 2 3 4 5 6

  2. Terminologia Unificada da Saúde Suplementar (TUSS) — arquivo tb_tuss.txt distribuído no pacote SIGTAP (2.663.892 bytes, 5.766 linhas, ISO-8859-1, colunas fixas CO_TUSS 1-10 e NO_TUSS 11-460 conforme tb_tuss_layout.txt), lido diretamente. Regra de correspondência declarada: sub-cadeia, maiúsculas, dobra de acentos NFD, sobre a linha inteira; controle positivo CREATININA = 6 linhas. A raiz ALBUMIN devolve 5 linhas: 40301222 Albumina - pesquisa e/ou dosagem, 40302326 Pré-albumina - pesquisa e/ou dosagem, 40302385 Proteínas totais albumina e globulina - pesquisa e/ou dosagem, 40311171 Microalbuminúria e 40322378 Albumina, líquor. ⚠️ O arquivo de correspondência rl_procedimento_tuss.txt do mesmo pacote tem 0 byte e 0 linha: não há mapeamento SIGTAP↔TUSS publicado, de modo que a comparação entre as duas tabelas feita neste guia é uma leitura nossa de dois arquivos separados, e não um vínculo oficial. O arquivo TUSS não carrega campo de competência; datamos apenas a leitura, não a versão. 2 3

  3. Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (BRASPEN/SBNPE) — Castro MG, Ribeiro PC, Matos LBN, Abreu HB, Assis T, Barreto PA, Ceniccola GD, Cunha HFR, Gonçalves RC, Gonçalves TJM, Loss SH, Nunes DSL, Alves JTM, Toledo DO. Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente Grave. BRASPEN Journal, 2023; 38 (2º Supl 2): 2-46. PDF de 2.537.737 bytes aberto integralmente (256.447 caracteres de texto extraído); controle negativo do host feito com um DOI inventado no mesmo caminho: 404 text/html de 5.321 bytes contra 200 application/pdf. Seções citadas: item 11.1, recomendação sobre cirúrgicos críticos ("os níveis plasmáticos das proteínas viscerais (albumina, pré-albumina, transferrina) não sejam utilizados como marcadores de desnutrição, e sim como marcadores inflamatórios", nível de evidência: opinião de especialista) e sua discussão, onde consta a única ocorrência da expressão "proteínas de fase aguda negativas" em todo o documento, junto da frase sobre o valor prognóstico da hipoalbuminemia no pré-operatório. Regra de correspondência declarada: sub-cadeia, sem distinção de maiúsculas, ocorrências, texto integral extraído sem -layout, hífens condicionais U+00AD removidos; albumin = 12 ocorrências, todas lidas em contexto. braspenjournal.org · ⚠️ Nota de domínio: braspen.org redireciona hoje para sbnpe.org.br; braspen.com.br não responde (código 000). Resolvido por curl antes da citação. 2 3 4 5

  4. Ministério da Saúde (SCTIE/MS) e ConitecProtocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Hepatite C e Coinfecções. PDF de 838.121 bytes servido por gov.br/saude em /@@download/file; controle negativo com slug inventado no mesmo padrão de caminho: 404 text/html contra 200 application/pdf. Seções citadas: definição de descompensação da cirrose, incluindo o gradiente de albumina soro-ascite (GASA) ≥ 1,1 g/dL; Quadro 10 – Classificação de Child-Pugh da cirrose hepática (cinco parâmetros, faixas de albumina sérica > 3,5 / 2,8 a 3,5 / < 2,8 g/dL, soma de 5 a 15, Child A 5-6, Child B 7-9, Child C > 9, descompensação a partir de 7). ⚠️ O próprio documento declara a origem do quadro: "Fonte: elaboração própria, com base em Tsoris & Marlar, 2023" — o escore é internacional, a adoção é brasileira, e isso está dito no corpo do guia. PDF (gov.br/saude) 2 3 4 5 6

  5. Ministério da Saúde (SECTICS/MS) e ConitecProtocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Hepatite B e Coinfecções, aprovado pela Portaria SECTICS/MS nº 25, de 18 de maio de 2023. PDF de 1.750.312 bytes (274.236 caracteres de texto). Trechos citados: "para a avaliação da atividade e da gravidade da doença hepática, utilizam-se parâmetros bioquímicos hepáticos (ALT, AST, GGT, bilirrubinas totais e frações, albumina e proteínas totais séricas, TP/INR), além de hemograma e creatinina"; o quadro do escore de Child-Pugh, cujas faixas de albumina (> 3,5 · 2,8-3,5 · < 2,8 g/dL) coincidem com as do protocolo da hepatite C; e a nota sobre a gestação — "as concentrações de albumina sérica encontram-se reduzidas (devido à hemodiluição), o que persiste após o parto". ⚠️ Divergência interna registrada, não resolvida: o corpo do texto anuncia o escore como "Quadro 17", e o cabeçalho impresso na tabela extraída diz "Quadro 7"; citamos o conteúdo, não a numeração. PDF (gov.br/saude) 2 3 4

  6. Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML)Recomendações da SBPC/ML: Boas práticas em laboratório clínico. Barueri: Manole. PDF verificado a 16.055.655 bytes exatos; texto extraído para stdout (1.404.206 bytes, 23.533 linhas), hífens condicionais U+00AD removidos. Regra de correspondência declarada: sub-cadeia, sem distinção de maiúsculas, ocorrências; albumin = 48, e cada uma foi lida em contexto. ⚠️ Quatorze dessas ocorrências são encartes publicitários de fabricantes (Binding Site, Biodina/HemoCue, Siemens Healthineers) e foram descartadas: não são posição da sociedade. Trechos citados do texto científico: variação postural (equilíbrio de 10 minutos ao levantar e 30 ao deitar; aumento de 8 a 10% de albumina, colesterol, triglicérides, hematócrito e hemoglobina ao passar de deitado para em pé); torniquete (uso curto, aplicação a ~8 cm do local da punção, pulso palpável, hemoconcentração acima de 2 minutos); autoverificação (bloqueio de "valor de albumina maior que proteínas totais"); eletroforese de proteínas (cinco zonas em gel de agarose, seis em capilar) e bisalbuminemia ("clinicamente, essa condição não tem significado patológico", incidência de 1:1.000 a 1:10.000); síndrome nefrótica na eletroforese; ligação da bilirrubina indireta e dos hormônios tireoidianos à albumina; transporte do cobre. ⚠️ A Tabela 1 de interferentes (albumina: hemólise ≥ 1.000 mg/dL de hemoglobina; TGO ≥ 40 mg/dL) é creditada dentro do próprio manual como "cortesia da Clínica Dávila, Chile" e vale para uma plataforma analítica específica — declarado no corpo do guia. Ausências verificadas neste manual: Child-Pugh = 0 (as 2 ocorrências de "Child" são "Seattle Children's Hospital" e "children" numa referência da OMS); pressão oncótica = 0 (a única ocorrência de "oncótica" é "colpocitologia oncótica", falsa presença); nenhuma meia-vida atribuída à albumina, e nenhum intervalo de referência para ela. PDF 2 3 4 5 6 7 8 9 10

  7. Ministério da Saúde (SAES/SECTICS)Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas das Estratégias para Atenuar a Progressão da Doença Renal Crônica, aprovado pela Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 11, de 16 de setembro de 2024 (lida no cabeçalho do próprio PDF, 2.240.550 bytes, 166.216 caracteres). Seção 8 (Monitoramento) citada: no estágio 3B/4 as dosagens de cálcio, fósforo, PTH, proteínas totais e frações e bicarbonato são semestrais; no estágio 5 não dialítico, creatinina, ureia, cálcio, fósforo, hematócrito, hemoglobina, potássio e bicarbonato são mensais, enquanto proteínas totais e frações, ferritina, IST, fosfatase alcalina e PTH são trimestrais. Ausência demonstrada, com regra declarada (sub-cadeia, sem distinção de maiúsculas, ocorrências, texto integral): albumina sérica = 0, albuminemia = 0, hipoalbuminemia = 0; as 45 ocorrências da raiz albumin são todas de albuminúria ou da relação albumina/creatinina urinária. Controles positivos fortes: creatinina = 40, proteínas totais = 3. Controle negativo do host: slug inventado → 404 text/html de 150.836 bytes contra 200 application/pdf. PDF (gov.br/conitec)

  8. Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (BRASPEN/SBNPE) — Zambelli CMSF, Gonçalves RC, Alves JTM, Araújo GT, Goncalves RCC, Gusmão MHL, Hordonho AAC, Lucas Júnior FM, Machado JA, Machado JC, Nascimento MM, Martins C. Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente com Doença Renal. BRASPEN Journal, 2021; 36 (2º Supl 2). PDF de 2.537.874 bytes (132.417 caracteres de texto). ⚠️ Verificação de identidade feita: o tamanho em bytes é quase idêntico ao da diretriz do paciente grave, mas os dois arquivos têm MD5 diferentes e conteúdos distintos (doença renal = 52 ocorrências aqui, 0 no outro). Trecho citado: o instrumento Malnutrition Clinical Characteristics "não inclui o índice de massa corporal (IMC) ou a albumina sérica, o que é apoiado pelo KDOQI/Academy". Controle negativo do host: 404 de 2.505 bytes para um nome de arquivo inventado. sbnpe.org.br

  9. Brock F, Bettinelli LA, Dobner T, Stobbe JC, Pomatti G, Telles CT. Prevalence of hypoalbuminemia and nutritional issues in hospitalized elders. Estudo transversal com 200 pacientes idosos internados em hospital de grande porte do Sul do Brasil ao longo de três meses; albuminemia média de 2,9 ± 0,5 g/dL, hipoalbuminemia em 173 (87%) e, após seis dias de internação, em 90% (média 2,7 ± 0,5 g/dL); dos 41 desnutridos pela Mini Avaliação Nutricional, 40 apresentavam hipoalbuminemia. Rev Lat Am Enfermagem, 2016;24:e2736. ⚠️ A conclusão dos autores — monitorar a albumina para avaliar risco de desnutrição — diverge da recomendação BRASPEN de 2023 citada acima; as duas são apresentadas lado a lado no corpo do guia, sem arbitragem. Sem errata declarada. PubMed · DOI 2

  10. Dos Santos RP, Carvalho ARDS, Peres LAB. Incidence and risk factors of acute kidney injury in critically ill patients from a single centre in Brazil: a retrospective cohort analysis. Coorte retrospectiva de 1.500 pacientes admitidos em UTI adulta de centro único no oeste do Paraná entre 1º de janeiro de 2011 e 31 de dezembro de 2016; incidência de lesão renal aguda de 40,5% pelos critérios KDIGO, com concentração sérica baixa de albumina entre os preditores na admissão (OR 1,42; p = 0,015). Sci Rep, 2019;9(1):18141. Sem errata declarada. PubMed · DOI

  11. Sousa Cunha K, Wiegert EVM, Calixto-Lima L. Integrating calf circumference with nutritional and inflammatory parameters improves short-term survival prediction in outpatients with advanced cancer. Coorte prospectiva da Unidade de Cuidados Paliativos do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Rio de Janeiro, com 370 adultos com câncer incurável acompanhados entre junho de 2021 e fevereiro de 2025; desfecho primário de mortalidade por todas as causas em 90 dias. A albumina é classificada pelos próprios autores entre os parâmetros inflamatórios, ao lado da PCR e da relação neutrófilo/linfócito. Circunferência da panturrilha baixa somada à hipoalbuminemia: HR ajustado 3,10 (IC 95% 1,93-4,99); área sob a curva subindo de 0,541 (panturrilha isolada) para 0,626. Clin Nutr ESPEN, 2026; artigo 105053. ⚠️ Registro sem volume nem fascículo no NCBI (pubdate = epubdate = 31/08/2026): publicação antecipada; citamos o ano do registro e o número do artigo. Sem errata declarada. PubMed · DOI

  12. Nogueira DS, Lage LAPC, Reichert CO, Culler HF, de Freitas FA, Mendes JAT, Gouveia ACM, Costa RO, Ferreira CR, Maximino JR, Bydlowski SP, Murga Zamalloa CA, Rocha V, Levy D, Pereira J. Clinical-Demographic Profile, Prognostic Factors and Outcomes in Classic Follicular Lymphoma Stratified by Staging and Tumor Burden: Real-World Evidence from a Large Latin American Cohort. Coorte de 214 pacientes com linfoma folicular graus 1-3A acompanhados no serviço de hematologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com seguimento mediano de 8,15 anos; ECOG ≥ 2, hipoalbuminemia, sintomas B e transformação histológica associaram-se de forma independente a pior sobrevida. Cancers (Basel), 2024;16(23):3914. Sem errata declarada. PubMed · DOI

  13. Pone SM, Hökerberg YH, de Oliveira RV, Daumas RP, Pone TM, Pone MV, Brasil P. Clinical and laboratory signs associated to serious dengue disease in hospitalized children. Coorte retrospectiva de 145 crianças (< 18 anos) internadas com dengue na Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, entre 2007 e 2008; 15,9% evoluíram para o desfecho grave. Albumina sérica mais baixa nas formas graves (p < 0,01); "bleeding, severe hemorrhage, hemoconcentration and thrombocytopenia did not reach adequate diagnostic accuracy", e contagem de plaquetas, hematócrito e hemoglobina tiveram área sob a curva < 0,5. Trecho citado: "the absence of hemoconcentration does not imply absence of plasma leakage". J Pediatr (Rio J), 2016;92(5):464-71. ⚠️ Advertência de método aplicada a esta mesma revista: uma busca sobre hipoalbuminemia devolveu também o PMID 38797509, publicado no Jornal de Pediatria, cuja coorte é de Xangai, China — descartado. Revista brasileira não é estudo brasileiro; as afiliações foram lidas caso a caso. Sem errata declarada. PubMed · DOI

  14. Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) — Lucca LJ, Moysés RMA, Hernandes FR, Gueiros JEB. Diagnóstico do DMO-DRC: anormalidades bioquímicas (Atualização das Diretrizes Brasileiras de Tratamento e Avaliação do Distúrbio Mineral e Ósseo da Doença Renal Crônica). J Bras Nefrol. 2021;43(4 Suppl 1):615-620. Trechos citados textualmente: "2.2 A calcemia deve, preferencialmente, ser avaliada pela dosagem do Ca iônico (Evidência)"; "2.2.1 Na indisponibilidade da dosagem do cálcio iônico, a calcemia pode ser avaliada pelo Ca total corrigido pela albumina sérica (Opinião)"; e a fórmula "[cálcio total corrigido (CaTc) = cálcio total + (4 - albumina sérica) x 0,8]". ⚠️ O documento imprime a fórmula sem declarar as unidades; a Tabela 1 do mesmo texto expressa "Ca e P séricos (mg/dL)". As unidades e a verificação aritmética apresentadas no corpo do guia são nossas. Fórmula e graus de recomendação reproduzidos sem alteração a partir da ficha cálcio deste site, para que as duas páginas não divirjam. PubMed · DOI 2 3

  15. Lima-Oliveira G, Lippi G, Salvagno GL, Montagnana M, Manguera CL, Sumita NM, Picheth G, Guidi GC, Scartezini M. New ways to deal with known preanalytical issues: use of transilluminator instead of tourniquet for easing vein access and eliminating stasis on clinical biochemistry. Biochem Med (Zagreb). 2011;21(2):152-9. Afiliação do primeiro autor: Universidade Federal do Paraná, Curitiba; local de recrutamento verificado: 250 voluntários adultos ambulatoriais do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, São Paulo — coorte brasileira, e não apenas artigo de autor brasileiro. Cinco grupos de tempo de garrote (30, 60, 90, 120 e 180 s) comparados a coleta com transiluminador. Trecho citado: "clinically significant variations were observed for TP, ALB, K and CA in G2 to G5" (G2 = 60 s), enquanto "G1 did not show statistically significant increases in all clinical chemistry tests". ⚠️ O artigo não publica a variação percentual da albumina; não a inventamos. Tipo de artigo no NCBI: Comparative Study. Sem errata declarada (CommentsCorrections/@RefType="ErratumIn" ausente no XML efetch; parser validado com controle positivo no PMID 32813765, que devolve a errata 33047906). PubMed · DOI 2 3

Aviso médico. Este guia tem finalidade informativa e educativa; não constitui aconselhamento médico e não substitui uma consulta. Os valores de referência variam conforme o laboratório e a técnica: só o seu médico pode interpretar os seus resultados no seu contexto.