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Vitamina D 25-hidroxi: valores de referência no laudo

Vitamina D 25-hidroxi e 25-hidroxivitamina D são o mesmo exame: os valores da SBEM e da SBPC/ML, o que muda o número e quando dosar no Brasil.

Publicado em 5 de setembro de 202612 min de leituraEscrito pela Equipe Blood Analysis · Revisado e verificado por Julien Priour

O exame de vitamina D 25-hidroxi e a 25-hidroxivitamina D impressa no seu laudo são a mesma coisa: um único exame, quatro nomes — juntam-se a eles 25(OH)D e calcidiol. Ele mede a sua reserva de vitamina D, não a forma ativa. Este guia traz os valores de referência adotados pelas sociedades brasileiras, o que faz o número mudar de um laboratório para outro, e por que num país tropical o resultado depende tanto da região e do mês. A vitamina D faz parte do perfil vitamínico, ao lado da vitamina B12.

Em resumo

  • "Vitamina D 25-hidroxi" = "25-hidroxivitamina D" = "25(OH)D". É o metabólito que reflete a reserva do corpo, com meia-vida de 2 a 3 semanas — por isso o valor oscila pouco de um dia para o outro.1
  • Os cortes brasileiros em vigor são da SBEM e da SBPC/ML, revisão de 2020: deficiência abaixo de 20 ng/mL, 20–60 ng/mL adequado para a população geral com menos de 65 anos.1
  • 30–60 ng/mL só é exigido em grupos vulneráveis — e a lista correta está na errata, não no artigo original.12
  • Não há benefício demonstrado acima de 60 ng/mL em nenhuma situação clínica; acima de 100 ng/mL há risco de intoxicação.1
  • Se o seu laudo diz "insuficiência abaixo de 30 ng/mL", ele usa um critério mais antigo, que as sociedades brasileiras já não aplicam à população geral.1
  • Dosar todo mundo não é recomendado: a posição brasileira diz que "a triagem populacional indiscriminada não está indicada".3
  • O método muda o número: entre ensaios diferentes, a variação chega a 20%.1
  • A latitude aparece nos dados: entre brasileiros de 50 anos ou mais, a média cai de 80,5 nmol/L no Norte para 57,8 nmol/L no Sul.4
  • No SUS o exame existe, custa R$ 15,24 e se chama, na tabela, "dosagem de 25 hidroxivitamina D".5

Os quatro nomes do mesmo exame

A armadilha é só de vocabulário. O pedido pode dizer vitamina D, o laudo pode imprimir 25-hidroxivitamina D, o laboratório pode abreviar 25(OH)D e um artigo pode falar em calcidiol. São rótulos do mesmo exame.

O que não é a mesma coisa é a 1,25-di-hidroxivitamina D (calcitriol), a forma ativa: ela pode estar normal ou até alta em alguém com a reserva esgotada. Dosá-la para avaliar carência é um erro clássico, e a posição brasileira é explícita: "a determinação laboratorial do metabólito 25 hidroxivitamina D [25(OH)D] deve ser utilizada na avaliação do status de vitamina D de um indivíduo".3

Uma segunda distinção aparece nos laboratórios mais equipados: D3 (colecalciferol), produzida na pele, e D2 (ergocalciferol), de suplementos e alimentos. O ideal é que o exame some as duas — nem sempre soma.

Valores de referência da vitamina D no Brasil

Os cortes abaixo são os do posicionamento conjunto da SBEM e da SBPC/ML, revisado em 2020 e publicado nos Archives of Endocrinology and Metabolism.1

25(OH)DInterpretação
< 20 ng/mL (< 50 nmol/L)Deficiência
20–60 ng/mL (50–150 nmol/L)Adequado para a população geral com menos de 65 anos
30–60 ng/mLIdeal apenas em condições vulneráveis (ver abaixo)
> 60 ng/mLSem benefício demonstrado em nenhuma situação clínica
> 100 ng/mLRisco de intoxicação e hipercalcemia

Duas observações. Primeiro, a unidade: no Brasil o laudo quase sempre vem em ng/mL, mas os estudos internacionais e as pesquisas nacionais usam nmol/L. A conta é 1 ng/mL ≈ 2,5 nmol/L — logo os 50 nmol/L de um artigo correspondem aos 20 ng/mL do seu laudo. Confundir as duas escalas transforma um resultado normal em alarme.

Segundo, o corte de 30 ng/mL não é para todo mundo. Ele vem de uma recomendação norte-americana de 2011 que muitos laudos brasileiros continuam imprimindo. Desde 2017 as sociedades brasileiras reservam essa faixa aos grupos de risco, e em 2020 formalizaram a faixa 20–60 ng/mL para a população geral.31

Existe uma segunda régua oficial no Brasil

O PCDT de Raquitismo e Osteomalácia do Ministério da Saúde (Portaria Conjunta nº 2, de 11 de janeiro de 2022) adota o consenso global de 2016 e classifica de outro jeito: suficiência acima de 20 ng/mL, insuficiência entre 12 e 20 e deficiência abaixo de 12 ng/mL.6 Um resultado de 15 ng/mL é, portanto, "deficiência" para as sociedades e "insuficiência" para o protocolo do SUS. As duas concordam no essencial — a suficiência começa em 20, não em 30 — e o protocolo cita o consenso da SBEM e da SBPC/ML.6

Quem precisa ficar acima de 30 ng/mL — e a errata que quase ninguém leu

A lista dos grupos que se beneficiam de 25(OH)D acima de 30 ng/mL está na Tabela 2 do posicionamento de 2020: pessoas com mais de 65 anos, gestantes, osteoporose primária ou secundária, fraturas por fragilidade, doenças ósseas metabólicas (osteomalácia, osteogênese imperfeita, hiperparatireoidismo primário), hiperparatireoidismo secundário, sarcopenia, quedas recorrentes, doença renal crônica, síndromes de má absorção, insuficiência hepática, diabetes tipo 1 e câncer.12

⚠️ E aqui vai um detalhe pouco divulgado: o artigo original traz essa tabela errada. Onde deveria constar "diabetes mellitus tipo 1", ele imprimiu "anorexia nervosa" — e uma errata, publicada meses depois no mesmo periódico, corrige o item. Quem copia a tabela sem ler a errata reproduz uma lista falsa. A lista acima já está corrigida.2

Por que dosar — e por que não dosar em todo mundo

O exame é pedido diante de dor óssea ou muscular, osteoporose, fratura, quedas repetidas, doença renal ou hepática, má absorção, uso de medicamentos que atrapalham a vitamina D e para acompanhar uma reposição.31

Fora dessas situações, a posição brasileira é direta:

"Não existem evidências para solicitação do nível sérico de 25(OH)D para a população adulta sem comorbidades, portanto, a triagem populacional indiscriminada não está indicada."3

Em 2024, a Endocrine Society chegou ao mesmo lugar: sua diretriz desaconselha a dosagem de rotina em todas as populações analisadas — inclusive em pessoas com obesidade ou pele escura — e sugere, acima dos 50 anos, doses diárias em vez de doses altas espaçadas.7

O que faz o número mudar

O método. Há dois caminhos: os imunoensaios automatizados, usados na maioria dos laboratórios por serem rápidos e baratos, e a espectrometria de massas (LC-MS/MS), o padrão-ouro. Entre ensaios diferentes, o posicionamento brasileiro registra até 20% de variação — o suficiente para tirar alguém de "deficiente" ou colocá-lo lá.1

As formas D2 e D3. As Recomendações da SBPC/ML explicam por que isso importa: a dosagem por LC-MS/MS "permite a maior especificidade na sua quantificação, além da identificação das duas principais fontes de vitamina D, a endógena (D3) e a exógena (D2)", enquanto nos imunoensaios essa identificação "é variável e, ocasionalmente, divergente daquela informada pelo fabricante do kit".8 Quem toma um suplemento de D2 pode, portanto, ter a reposição parcialmente invisível no exame.

Interferências. A LC-MS/MS superestima o valor na presença do C3-epímero (bebês de menos de 1 ano); os imunoensaios erram mais na gestação e com estrogênios.1 Na prática: compare resultados do mesmo laboratório.

O que o Brasil mediu: sol de sobra, resultados desiguais

As pesquisas nacionais encontram pouca carência. O ELSI-Brasil, estudo domiciliar representativo dos brasileiros de 50 anos ou mais, dosou 2.264 pessoas e achou média geométrica de 66,8 nmol/L (≈ 26,8 ng/mL), com 16% de insuficiência e 1,7% de deficiência.4 O ENANI-2019, da UFRJ, dosou 8.217 crianças de 6 a 59 meses: mediana de 92,9 nmol/L (≈ 37 ng/mL) e 4,3% de insuficiência — daí os autores escreverem que a baixa prevalência "sugere que a carência desse micronutriente não seja um problema de saúde pública no Brasil".9

Mas a latitude está em todos os estudos. No ELSI, a média cai do Norte (80,5 nmol/L) para o Nordeste (75,8), o Centro-Oeste (65,9), o Sudeste (64,9) e o Sul (57,8) — uma diferença de quase 23 nmol/L entre as pontas.4 No ENANI, a insuficiência infantil é de 0,9% no Nordeste e 1,2% no Norte, contra 6,9% no Sudeste e 7,8% no Sul.9 Em mulheres na pós-menopausa de seis capitais, a correlação entre 25(OH)D média e latitude foi de r = −0,88, com a insuficiência chegando a 24,5% em Porto Alegre.10

E a estação pesa. Numa série de 413.988 dosagens em brasileiros de 0 a 18 anos, a média foi de 29,2 ng/mL e 12,5% ficaram abaixo de 20 ng/mL — mas entre adolescentes do sexo feminino do Sul, no inverno, a deficiência subiu para 36%.11

Na leitura do seu resultado: onde e quando você coletou faz parte da interpretação. Um 22 ng/mL de Porto Alegre em julho não pesa como o mesmo número em Fortaleza em janeiro.

Vitamina D baixa

Abaixo de 20 ng/mL, o quadro é de deficiência. Quase sempre é silencioso. Profunda e prolongada, a falta compromete a absorção de cálcio, provoca hiperparatireoidismo secundário e prejudica a mineralização do osso — raquitismo na criança, osteomalácia no adulto, com dor óssea, fraqueza muscular e fraturas. Abaixo de 10 ng/mL o risco de defeito de mineralização é o mais alto.31

As causas seguem quatro trilhas: produção insuficiente (pouco sol, pele mais pigmentada, idade avançada, roupas), absorção reduzida (doença celíaca, Crohn, cirurgia bariátrica), metabolização acelerada (anticonvulsivantes, glicocorticoides, antirretrovirais) e doença de órgãofígado ou rim.1 A obesidade também derruba o valor. Vale ler o resultado ao lado dos exames do osso, como a fosfatase alcalina, e do rim, dado pela creatinina.

Vitamina D alta e intoxicação

Excesso de vitamina D não vem do sol nem da comida: vem de suplemento — a produção na pele é autolimitada.

Pelo posicionamento brasileiro, valores são altos acima de 90–100 ng/mL, mas o risco real de intoxicação — definida pela presença de hipercalcemia — é maior acima de 150 ng/mL. Em crianças com raquitismo, valores tão baixos quanto 75 ng/mL já se associaram a hipercalcemia leve.1

Os sintomas do excesso são os da hipercalcemia: náusea, vômito, fraqueza, perda de apetite, desidratação e, nos casos graves, insuficiência renal aguda.1

⚠️ Os casos relatados vêm quase sempre de doses empíricas ou supra-fisiológicas, sobretudo injetáveis — uma série descreve 16 pacientes que usaram injeção intramuscular de um suplemento veterinário com altas doses de vitaminas A, D e E.1 Já as doses usuais — 50.000 UI por semana para corrigir uma deficiência e 400 a 2.000 UI por dia de manutenção — são descritas como eficazes e seguras.1

No Brasil há um teto legal: um suplemento alimentar não pode passar de 50 µg (2.000 UI) por dia para adultos, limite do Anexo IV da Instrução Normativa nº 28/2018 da ANVISA.12 E ele já foi ultrapassado: em 2020 a agência alertou sobre um lote de comprimidos rotulados "2.000 UI" que, na análise da própria fabricante, trazia mais de 600 vezes o limite.12

Quanto custa no SUS

O exame está na tabela do SUS com o nome "dosagem de 25 hidroxivitamina D", código 02.02.01.076-7, remunerado em R$ 15,24 na competência 08/2026 — o mesmo valor da vitamina B12 e quase quatro vezes o hemograma completo (R$ 4,11).5 É a única dosagem de vitamina D nas 5.023 linhas da tabela: não há procedimento de 1,25-di-hidroxivitamina D.5 Fora do SUS, veja quanto custa um exame de sangue.

Um detalhe curioso: a descrição oficial do procedimento, escrita em 2010, chama a 25-hidroxivitamina D de "o metabólito mais ativo da vitamina D" e a equipara ao colecalciferol.5 As duas coisas são imprecisas — o metabólito ativo é a 1,25-di-hidroxivitamina D, e o colecalciferol é a D3 antes da hidroxilação no fígado.1

Estes valores dizem respeito à interpretação laboratorial; não substituem a avaliação do seu médico.

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Um valor de 25(OH)D não se lê sozinho: sua interpretação depende da idade, da região, do mês da coleta, do método do laboratório e do resto do seu laudo.

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Perguntas frequentes

Vitamina D 25-hidroxi e 25-hidroxivitamina D são exames diferentes? Não: é o mesmo exame, com a ordem das palavras trocada — e também aparece como 25(OH)D e calcidiol. O exame diferente é a 1,25-di-hidroxivitamina D, a forma ativa, que não avalia reserva.

Qual é o valor de referência da vitamina D? Para a SBEM e a SBPC/ML: deficiência abaixo de 20 ng/mL e 20 a 60 ng/mL adequado na população geral com menos de 65 anos. A faixa 30–60 ng/mL é reservada a grupos vulneráveis.1

Meu laudo diz que abaixo de 30 é insuficiente. Está errado? Está desatualizado em relação à posição brasileira: esse corte de 30 ng/mL vem de uma diretriz norte-americana de 2011 e hoje se aplica apenas aos grupos de risco.

Preciso dosar vitamina D todo ano? Se você não tem nenhuma das condições de risco, não. As sociedades brasileiras dizem que a triagem indiscriminada não está indicada, e a diretriz internacional de 2024 desaconselha a dosagem de rotina.37

Preciso de jejum? Nenhum documento brasileiro consultado exige jejum para a 25(OH)D. Havendo outros exames no mesmo pedido, siga o laboratório.

Vitamina D alta é perigosa? Acima de 100 ng/mL há risco de intoxicação, maior ainda acima de 150 ng/mL. Isso praticamente só acontece com suplementação em doses altas, especialmente injetável — não com sol.1

O SUS faz o exame de vitamina D? Faz: procedimento 02.02.01.076-7, R$ 15,24, a única dosagem de vitamina D da tabela.5

Para lembrar

Três ideias. Primeiro, "vitamina D 25-hidroxi" e "25-hidroxivitamina D" são o mesmo exame, e ele mede a reserva. Segundo, o Brasil tem números próprios: deficiência abaixo de 20 ng/mL, faixa adequada de 20 a 60 ng/mL, e o 30 ng/mL só para grupos vulneráveis. Terceiro, método, latitude e estação do ano mudam o número. Nenhum valor se lê sozinho: conta o conjunto dos seus marcadores e do seu contexto — o que o AI DiagMe oferece, como complemento ao seu médico. Os termos estão no glossário de exames de sangue.

Fontes

Fontes institucionais brasileiras e publicações científicas (PubMed) utilizadas neste guia:

Footnotes

  1. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) — Moreira CA, Ferreira CEDS, Madeira M, Silva BCC, Maeda SS, Batista MC, Bandeira F, Borba VZC, Lazaretti-Castro M. Reference values of 25-hydroxyvitamin D revisited: a position statement from the Brazilian Society of Endocrinology and Metabolism (SBEM) and the Brazilian Society of Clinical Pathology/Laboratory Medicine (SBPC/ML). Archives of Endocrinology and Metabolism, 2020; 64(4): 462-478. É o posicionamento brasileiro em vigor. Seções consultadas no texto integral: Reference values (deficiência < 20 ng/mL; adequado 20-60 ng/mL para a população geral com menos de 65 anos; ideal 30-60 ng/mL nas condições vulneráveis; ausência de benefício demonstrado acima de 60 ng/mL; risco de intoxicação acima de 100 ng/mL); Methodological aspects (meia-vida de 2-3 semanas; imunoensaios com especificidade diferente para 25(OH)D2 e D3; LC-MS/MS como padrão-ouro; interferência do C3-epímero em menores de 1 ano; dissociação incompleta da proteína ligadora na gestação e com estrogênios; "up to 20% of variation may occur between different methods"); Tabela 2 (grupos que se beneficiam de valores acima de 30 ng/mL); Hypervitaminosis D and intoxication (valores altos acima de 90-100 ng/mL, risco de intoxicação maior acima de 150 ng/mL, hipercalcemia leve a partir de 75 ng/mL em crianças com raquitismo, série de 16 casos com injeção intramuscular de suplemento veterinário de vitaminas A, D e E, doses usuais de 50.000 UI/semana e 400-2.000 UI/dia). PubMed · DOI 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21

  2. Errata do posicionamento acimaCorrection: Reference values of 25-hydroxyvitamin D revisited… Archives of Endocrinology and Metabolism, 2020; 64(5): 636. Documento essencial e raramente citado: corrige a Tabela 2 do artigo original, onde se lia "Anorexia nervosa" e deve-se ler "Diabetes mellitus type 1", além de uma frase sobre os anticorpos anti-25(OH)D e da própria sigla da SBPC/ML no título. A lista de grupos publicada nesta página é a corrigida. PubMed · DOI 2 3

  3. SBPC/ML e SBEMPosicionamento Oficial: Intervalos de Referência da Vitamina D – 25(OH)D (Ferreira CES, Maeda SS, Batista MC, Lazaretti-Castro M, Vasconcellos LS, Madeira M, Soares LM, Borba VZC, Moreira CA). PDF de 9 páginas, criado em dezembro de 2017 — versão anterior à revisão de 2020, citada aqui apenas para as passagens que a revisão não substituiu. Trechos verificados por extração direta do PDF: "a determinação laboratorial do metabólito 25 hidroxivitamina D [25(OH)D] deve ser utilizada na avaliação do status de vitamina D de um indivíduo"; "não existem evidências para solicitação do nível sérico de 25(OH)D para a população adulta sem comorbidades, portanto, a triagem populacional indiscriminada não está indicada"; grupos de risco; "em situações onde o nível da vitamina D é extremamente baixo [25(OH)D < 10 ng/mL], pode ocorrer um defeito de mineralização do tecido ósseo". Verificação: HTTP 200, application/pdf, 151 158 bytes; controle negativo com nome de arquivo inventado no mesmo diretório → HTTP 404 em text/html de 153 329 bytes — ou seja, a página de erro é maior que o PDF real, e só o tipo MIME distingue os dois. PDF (endocrino.org.br) 2 3 4 5 6 7

  4. Lima-Costa MF, Mambrini JVM, de Souza-Junior PRB, de Andrade FB, Peixoto SV, Vidigal CM, et al. Nationwide vitamin D status in older Brazilian adults and its determinants: The Brazilian Longitudinal Study of Aging (ELSI). Scientific Reports, 2020; 10(1): 13521. Amostra domiciliar nacionalmente representativa dos brasileiros de 50 anos ou mais (2.264 participantes, linha de base 2015-16): média geométrica de 25(OH)D de 66,8 nmol/L; deficiência (< 30 nmol/L) 1,7%; insuficiência (< 50 nmol/L) 16%; gradiente regional Norte 80,5 > Nordeste 75,8 > Centro-Oeste 65,9 > Sudeste 64,9 > Sul 57,8 nmol/L. ⚠️ Os números aqui reproduzidos vêm do corpo do artigo e da Figura 1: o resumo publicado traz uma frase invertida em relação aos próprios resultados, e não foi utilizada. PubMed · DOI 2 3

  5. Ministério da Saúde / DATASUSSIGTAP: Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS, competência 08/2026. Leitura direta da tabela tb_procedimento.txt (1 697 774 bytes, 5 023 linhas, TabelaUnificada_202608_v2608141139.zip) com decodificação latin-1 e normalização de acentos — 2 483 das 5 023 linhas contêm acentos, o que confirma que o rebatimento estava ativo. Resultado: 0202010767 – DOSAGEM DE 25 HIDROXIVITAMINA D, VL_SA = R$ 15,24. Ausência demonstrada por enumeração: "CALCIFEROL", "COLECALCIFEROL", "ERGOCALCIFEROL", "CALCIDIOL" e "25-OH" → 0 ocorrência cada; "VITAMINA" → apenas 3 (administração de vitamina A 0101040059, dosagem de vitamina B12 0202010708, e a própria 25-hidroxivitamina D). Controle positivo que contém o vocabulário procurado em outro contexto: "CALCITRIOL" → 2 ocorrências, ambas medicamentos (0604620039 e 0604620047) e nenhuma dosagem — o SUS dispensa a forma ativa mas não a dosa. Controles positivos adicionais e validação do leitor de colunas fixas: ferritina 0202010384 = R$ 15,59, hemograma completo 0202020380 = R$ 4,11, vitamina B12 0202010708 = R$ 15,24 — valores idênticos aos publicados independentemente por outras fichas deste site. A descrição oficial do procedimento ("CONSISTE NA DOSAGEM SÉRICA DO COLECALCIFEROL OU 25-HIDROXIVITAMINA D, O METABÓLITO MAIS ATIVO DA VITAMINA D…") foi lida na ficha do procedimento no portal, competência 08/2026; o histórico do código mostra inclusão pela Portaria SAS nº 323 de 05/07/2010. ⚠️ O serviço de downloads do portal SIGTAP está fora do ar ("no momento o serviço de downloads encontra-se indisponível"); o arquivo foi obtido no FTP ftp2.datasus.gov.br, diretório pub/sistemas/tup/downloads/. sigtap.datasus.gov.br 2 3 4 5

  6. Ministério da Saúde (SAES/SCTIE) e ConitecProtocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Raquitismo e Osteomalácia, aprovado pela Portaria Conjunta nº 2, de 11 de janeiro de 2022 (Registro de Deliberação nº 688/2021 e Relatório de Recomendação nº 692, dezembro de 2021, da Conitec). PDF de 64 páginas cuja extração tem 2 549 linhas; "vitamina D" aparece 137 vezes. Seções consultadas: item 3.2, Diagnóstico laboratorial ("a dosagem sérica de vitamina D (sendo o metabólito a 25-hidroxivitamina D utilizado na maior parte dos casos e reservando-se a dosagem da 1,25(OH)2-vitamina D para casos específicos)"); Tabela 1, "Consenso global para definição do status de vitamina D" (suficiência acima de 20 ng/mL, insuficiência de 12 a 20 ng/mL, deficiência abaixo de 12 ng/mL); e a discussão explícita da controvérsia, que registra que "o consenso da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica propõe que para indivíduos jovens e saudáveis, o ponto de corte para se definir suficiência em vitamina D seja de 20 ng/mL". ⚠️ Divergência publicada lado a lado, sem arbitragem: este protocolo do SUS e o posicionamento das sociedades usam classificações diferentes na faixa de 12 a 20 ng/mL. Ausência verificada por enumeração: no índice completo das URL arquivadas de gov.br/conitec (12 548 endereços), as buscas por "vitamina_d", "vitamina-d", "colecalciferol", "calciferol", "hidroxivitamina", "25oh", "hipovitaminose" e "calcidiol" retornam 0 resultado — a Conitec nunca produziu relatório, consulta pública ou protocolo dedicado à vitamina D; ela só aparece dentro de protocolos de doença óssea. Controles positivos no mesmo índice: "osteoporos" → 49 URL, "raquitismo" → 8. Verificação do PDF: HTTP 200, application/pdf; controle negativo com slug inventado na mesma pasta → HTTP 404 em application/json de 26 bytes. PDF (gov.br/saude) 2

  7. Demay MB, Pittas AG, Bikle DD, Diab DL, Kiely ME, Lazaretti-Castro M, et al. Vitamin D for the Prevention of Disease: An Endocrine Society Clinical Practice Guideline. The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, 2024; 109(8): 1907-1947. Do resumo: "the panel suggests against routine 25(OH)D testing in all populations considered", inclusive em pessoas com obesidade ou pele escura, por não ter encontrado evidência de ensaio clínico que sustente o rastreamento; e, para pessoas com mais de 50 anos em que a vitamina D está indicada, sugere "supplementation via daily administration of vitamin D, rather than intermittent use of high doses". Fonte internacional, citada em complemento aos documentos brasileiros; entre os 16 autores está Marise Lazaretti-Castro (EPM-Unifesp), coautora do posicionamento da SBEM/SBPC-ML. PubMed · DOI 2

  8. Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML)Recomendações da SBPC/ML: boas práticas em laboratório clínico. Seção "Vitamina D" do capítulo sobre espectrometria de massas: "A dosagem da vitamina D (25-hidroxivitamina D), quando realizada por LC-MS/MS, permite a maior especificidade na sua quantificação, além da identificação das duas principais fontes de vitamina D, a endógena (D3) e a exógena (D2), respectivamente colecalciferol e ergocalciferol. A identificação dessas fontes em imunoensaios é variável e, ocasionalmente, divergente daquela informada pelo fabricante do kit." Verificação: HTTP 200, application/pdf, 16 055 655 bytes, extração de 23 815 linhas; controle negativo com nome inventado → HTTP 404 de 196 bytes. ⚠️ Ausência verificada: no documento integral "vitamina D" aparece apenas 5 vezes e nenhum intervalo de referência de 25(OH)D é proposto (controle positivo na mesma extração: "hemoglobina", 130 ocorrências). PDF

  9. Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019), UFRJRelatório 3: Biomarcadores do Estado de Micronutrientes, Rio de Janeiro, 2021, 156 páginas. Seções consultadas: 3.3.3 Análises laboratoriais (a 25(OH)D foi efetivamente dosada, com desempenho verificado pelo DEQAS); Tabela 1 (8.217 crianças de 6 a 59 meses com vitamina D avaliada); Quadro 1 (insuficiência < 50 nmol/L, deficiência < 30 nmol/L, critérios do IOM 2011); Tabela 9 (mediana nacional de 92,9 nmol/L; Norte 103,3; Nordeste 110,3; Sudeste 85,4; Sul 79,9); Tabela D9 e § 4.2.6 (insuficiência de 4,3% no Brasil; Sul 7,8%; Sudeste 6,9%; Centro-Oeste 2,2%; Norte 1,2%; Nordeste 0,9%); § 4.2.8 (deficiência de 1,0%); § 5 ("a baixa prevalência de insuficiência de vitamina D observada na população de estudo sugere que a carência desse micronutriente não seja um problema de saúde pública no Brasil"). Verificação: página de relatórios em HTTP 200, text/html, 117 372 bytes; controle negativo com slug inventado → HTTP 404 de 101 668 bytes. enani.nutricao.ufrj.br 2

  10. Arantes HP, Kulak CA, Fernandes CE, Zerbini C, Bandeira F, Barbosa IC, et al. Correlation between 25-hydroxyvitamin D levels and latitude in Brazilian postmenopausal women: from the Arzoxifene Generations Trial. Osteoporosis International, 2013; 24(10): 2707-2712. Estudo multicêntrico em 1.933 mulheres na pós-menopausa de Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre: insuficiência (< 50 nmol/L) em 17%, correlação entre 25(OH)D média e latitude de r = −0,88 (p = 0,02), chegando a 24,5% em Porto Alegre. Ressalva metodológica declarada pelos autores: valores abaixo de 25 nmol/L eram critério de exclusão do ensaio e as coletas ocorreram entre outono e inverno. PubMed · DOI

  11. Radonsky V, Lazaretti-Castro M, Chiamolera MI, Biscolla RPM, Lima Junior JV, Vieira JGH, et al. Alert for the high prevalence of vitamin D deficiency in adolescents in a large Brazilian sample. Jornal de Pediatria (Rio de Janeiro), 2024; 100(4): 360-366. 413.988 dosagens de 25(OH)D em brasileiros de 0 a 18 anos entre janeiro de 2014 e outubro de 2018: média de 29,2 ng/mL (DP 9,2); 0,8% abaixo de 12 ng/mL e 12,5% abaixo de 20 ng/mL; entre adolescentes do sexo feminino da região Sul no inverno, 36% de deficiência. PubMed · DOI

  12. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) — (a) Instrução Normativa nº 28, de 26 de julho de 2018, Anexo IV (limites máximos que não podem ser ultrapassados pelos suplementos alimentares na recomendação diária de consumo): linha "Vitamina D", 50,0 µg/dia para 9-18 anos, adultos a partir de 19 anos, gestantes e lactantes; nota de rodapé oficial "Como colecalciferol. 1 μg colecalciferol = 40 UI vitamina D" — logo 2.000 UI/dia. O caráter obrigatório vem do Art. 9º da RDC nº 243/2018: "as quantidades […] devem atender aos limites mínimos e máximos de uso estabelecidos nos Anexos III e IV da Instrução Normativa nº 28". ⚠️ Versão lida: texto consolidado atualizado até a IN nº 304/2024; a IN nº 28/2018 não foi revogada, apenas alterada — a própria ANVISA lista, em Suplementos alimentares: perguntas e respostas (9ª edição, 16/01/2025), as INs 76/2020, 102/2021, 275/2024, 284/2024, 304/2024, 318/2024 e 336/2024. O conteúdo literal das IN 318 e 336 não pôde ser lido (o repositório anvisalegis.datalegis.net responde 403), mas a linha da vitamina D é idêntica nas duas versões consolidadas verificadas (até a IN 284 e até a IN 304). (b) Alerta: "Vitamina D da Stem Pharmaceutical não deve ser consumida", publicado em 25/09/2020: um lote de comprimidos rotulados 2.000 UI em que "análises laboratoriais realizadas pela própria empresa […] demonstraram que o produto continha mais de 600 vezes o limite máximo permitido para vitamina D na Instrução Normativa n. 28, de 2018", com risco "principalmente de hipercalcemia e sintomas relacionados como náuseas, vômitos, fraqueza e complicações renais". Verificação: HTTP 200, text/html, 432 992 bytes; controle negativo com notícia inventada na mesma pasta → HTTP 404 de 151 350 bytes. Suplementos alimentares (gov.br/anvisa) · Alerta de 2020 2

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