Testosterona: o que o exame mede e quando é indicado
Testosterona total, livre e biodisponível: o que cada exame mede, por que uma coleta só não conclui nada e o que o CFM exige antes de qualquer prescrição.
A testosterona é o principal androgênio circulante — e o exame que a mede é hoje um dos mais pedidos e um dos mais mal interpretados do Brasil. Esta página não trata de reposição nem de "modulação hormonal": ela explica o que a dosagem mede, quando ela é indicada, como a amostra precisa ser colhida para que o número signifique alguma coisa, e por que um valor isolado não prova quase nada. Termos do laudo: veja o glossário de exames de sangue.
Em resumo
- O exame padrão é a testosterona total. A Endocrine Society recomenda dosá-la em jejum, pela manhã, e repetir a medida antes de firmar qualquer diagnóstico.1
- A variação de um dia para o outro é maior que a variação do dia: entre duas manhãs, a oscilação normal chegou a ±4 nmol/L (115 ng/dL) em homens saudáveis, contra 1,5 nmol/L (43 ng/dL) de queda entre manhã e tarde.2
- Entre duas coletas matinais, só uma diferença de 52% é interpretável como mudança real.2
- A testosterona livre por ensaio direto é o pior dos três exames; a diretriz internacional de SOP manda estimá-la por cálculo, diálise de equilíbrio ou precipitação.3
- ⚠️ A Resolução CFM nº 2.333/2023 veda o uso de qualquer formulação de testosterona sem comprovação diagnóstica da deficiência, e proíbe a finalidade estética, de hipertrofia e de desempenho esportivo.4
- Na mulher, SBEM, FEBRASGO e SBC são explícitas: não há indicação de dosar testosterona para procurar valores baixos — a única indicação formal é investigar excesso.5
- No SUS, a dosagem custa R$ 10,43; a SHBG e a albumina sérica, necessárias para calcular a fração biodisponível, não existem na tabela.6
O que a testosterona é e o que o laboratório dosa
A testosterona é produzida sobretudo nas células de Leydig do testículo, sob comando de LH e FSH vindos da hipófise, e em quantidade muito menor nos ovários e nas suprarrenais. No sangue ela quase não circula livre: a maior parte está presa a proteínas — com afinidade alta à SHBG (globulina ligadora de hormônios sexuais) e afinidade baixa à albumina.
Daí nascem três grandezas diferentes, e é aqui que a leitura costuma se perder:
- Testosterona total — tudo que está no soro, ligado ou não. É o que o laudo comum traz.
- Testosterona livre — a pequena fração que não está presa a nenhuma proteína transportadora.
- Testosterona biodisponível — a livre somada à ligada frouxamente à albumina.
O manual Boas Práticas em Medicina Laboratorial da SBPC/ML descreve a determinação da biodisponível como uma metodologia por cálculo, que exige duas dosagens adicionais: SHBG por imunoensaio e albumina sérica por espectrofotometria.7 Ou seja: a fração "que interessa" não é medida, é deduzida — e só faz sentido quando se suspeita que a proteína transportadora esteja alterada.
Total, livre, biodisponível: três exames, e dois que enganam
O ensaio de rotina é um imunoensaio quimioluminescente. A SBPC/ML é direta sobre seu limite: essa metodologia é recomendada "quando são esperados níveis elevados de testosterona" e "não apresenta bom desempenho para a dosagem em mulheres (cis ou trans) e em crianças". Para níveis baixos ou suprimidos, o manual indica cromatografia acoplada à espectrometria de massa em tandem — e acrescenta que essas metodologias "ainda não estão amplamente difundidas e disponíveis no Brasil".7
Não é um problema brasileiro. Um levantamento em 124 laboratórios de 27 países europeus encontrou apenas um em cada quatro usando espectrometria de massa; a SHBG era dosada exclusivamente por imunoensaio; e os limites de referência variavam tanto entre serviços que os autores concluíram pela não comutabilidade dos resultados entre laboratórios.8 Traduzindo: dois laudos de laboratórios diferentes não são diretamente comparáveis — para acompanhar uma evolução, repita sempre no mesmo serviço.
A livre por ensaio direto é o elo mais fraco. A diretriz internacional de SOP recomenda avaliá-la por cálculo, diálise de equilíbrio ou precipitação com sulfato de amônio, e prefere explicitamente a espectrometria de massa aos imunoensaios diretos, "que têm acurácia limitada e demonstram sensibilidade e precisão ruins".3 A referência metodológica americana diz o mesmo: total por método rastreável, livre idealmente por diálise de equilíbrio, e duas ou mais amostras matinais em jejum.9
⚠️ Uma ressalva que raramente se lê: em homens saudáveis, calcular a biodisponível ou a livre não trouxe vantagem sobre a total quando o que se avaliou foi a variação biológica.2 O cálculo serve para casos específicos — obesidade, doença hepática, idade avançada, uso de estrogênio —, não para "refinar" um exame de rotina.
A testosterona também não se lê sozinha. Quando um valor baixo é confirmado, a investigação continua para descobrir a causa: é o par LH e FSH que separa um problema do próprio testículo — hipogonadismo primário, com gonadotrofinas elevadas — de um problema do comando hipofisário, em que elas ficam baixas ou indetectáveis.101 No SUS, o LH custa R$ 8,97 e o FSH R$ 7,89.6
Quando o exame é indicado — e o que a norma médica brasileira exige
O diagnóstico de hipogonadismo, segundo a Endocrine Society, só se faz em homens com sintomas e sinais compatíveis somados a concentrações inequívoca e consistentemente baixas. A primeira medida deve ser a total, em jejum, pela manhã; e a confirmação exige repetir essa medida matinal em jejum. A fração livre entra só quando a total está perto do limite inferior ou quando existe uma condição que altera a SHBG.1
No Brasil isso deixou de ser apenas boa prática e virou norma ética. A Resolução CFM nº 2.333, de 30 de março de 2023 (DOU de 11/04/2023), veda no exercício da medicina, entre outros:
"Utilização em pessoas de qualquer formulação de testosterona sem a devida comprovação diagnóstica de sua deficiência, excetuando-se situações regulamentadas por resolução específica" — e o uso de esteroides anabolizantes ou hormônios androgênicos com finalidade estética ou de melhora do desempenho esportivo, para atletas amadores ou profissionais.4
A mesma resolução proíbe hormônios divulgados como "bioidênticos" ou em formulação "nano" sem comprovação de superioridade clínica, e os SARMs para qualquer indicação. Em nota oficial de 19 de outubro de 2024, o CFM listou o que a regra permite: tratamento de doenças como hipogonadismo, puberdade tardia, micropênis neonatal e caquexia, além da terapia hormonal cruzada em pessoas transgênero.11
No mesmo mês, a Anvisa proibiu a manipulação, a venda e o uso de implantes hormonais feitos em farmácias magistrais — os "chips da beleza". No alerta, a agência registra que esses implantes vinham sendo manipulados para fins estéticos, fadiga e sintomas da menopausa, com gestrinona, testosterona e oxandrolona — substâncias da lista C5 (anabolizantes) da Portaria/SVS nº 344/1998 —, e lista as complicações observadas: dislipidemia, hipertensão arterial, AVC e arritmia cardíaca, além de hirsutismo, alopecia, acne e engrossamento da voz.12
O pré-analítico decide metade do resultado
Manhã e jejum não são detalhe de conforto: são condição de validade. E o motivo verdadeiro surpreende. Em 87 homens saudáveis de 50 a 70 e poucos anos, a coleta da tarde ficou 1,5 nmol/L (43 ng/dL) abaixo da manhã — mas essa diferença foi "ofuscada" pela variação biológica normal entre duas manhãs, de cerca de 4 nmol/L (115 ng/dL). O coeficiente de variação intraindividual entre dias foi de 18,7%, e só uma diferença de 52% entre duas coletas matinais confirma mudança real.2
A consequência prática é dura: um único valor baixo não diagnostica nada. Ele pode ser o mesmo homem, na mesma semana, num dia diferente. Por isso as recomendações convergem em repetir.
⚠️ Uma ausência que vale registrar. O capítulo de variação cronobiológica do manual da SBPC/ML nomeia explicitamente o ferro e o cortisol — cujas concentrações "podem variar em até 50%" entre 8h e 14h/16h — mas não menciona a testosterona. Nas 23.815 linhas do manual, as 46 ocorrências da palavra "testosterona" estão todas no capítulo de acompanhamento laboratorial de pessoas transgênero, nenhuma nos capítulos pré-analíticos. A regra das duas coletas matinais existe — mas, no corpo normativo laboratorial brasileiro consultado, ela não está escrita: vem das referências internacionais.71
Na mulher, o exame responde a outra pergunta
Aqui está o erro de leitura mais comum e mais caro. Em 10 de dezembro de 2025, a SBEM, a FEBRASGO e a SBC publicaram nota conjunta com uma frase que dispensa comentário:
"Não existe indicação de dosagem de testosterona para investigar valores baixos ou suposta deficiência androgênica feminina. A única indicação formal de dosagem sérica é a investigação de hiperandrogenismo — excesso hormonal, como na síndrome dos ovários policísticos, tumores ovarianos ou adrenais, hiperplasia adrenal congênita e síndrome de Cushing."5
As mesmas sociedades acrescentam que não há valores de referência validados que definam deficiência androgênica feminina tratável, que a testosterona não cai abruptamente na menopausa, e que não existe no Brasil formulação de testosterona aprovada pela Anvisa para uso em mulheres.5 O CFM já havia registrado, entre os considerandos de 2023, a "ausência de comprovação científica" de uma condição clínico-patológica decorrente de baixos níveis de androgênios na mulher.4
Quando a pergunta é excesso, o protocolo da FEBRASGO é preciso: na investigação da SOP, testosterona total e livre com SDHEA servem para afastar tumor secretor de androgênios ou uso exógeno de anabolizantes; o hirsutismo se quantifica pelo índice de Ferriman-Gallwey ≥ 6 na maioria das etnias; e os exames hormonais devem ser colhidos entre o 1º e o 5º dia do ciclo, ou em qualquer época na amenorreia.13 A resistência à insulina entra na conta: a hiperinsulinemia reduz a SHBG, deixando mais androgênio na forma ativa com uma total ainda normal.13 E o mesmo protocolo põe o TSH, a prolactina e o cortisol no diagnóstico diferencial, ao lado da 17-α-hidroxiprogesterona.13
⚠️ Em mulheres que usam anticoncepcional combinado, a avaliação é pouco confiável: a pílula eleva a SHBG e reduz as gonadotrofinas.3
O que derruba a testosterona sem doença no testículo
A queda de testosterona é, muitas vezes, sintoma de outra coisa — e reversível. Uma revisão de 2025 no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism propõe chamar o quadro da obesidade de "pseudo-hipogonadismo": a redução da SHBG explica boa parte da total baixa, e uma total reduzida com LH e FSH normais descreve um estado eugonádico.10 Perda de peso significativa reverte o quadro; controlar diabetes tipo 2, apneia obstrutiva do sono e depressão faz parte do tratamento — e a reposição fora de indicação pode causar infertilidade, hematócrito elevado, estado pró-trombótico e dependência.10
Outras causas de valor baixo sem doença gonadal: doença aguda, opioides, corticoides e — o mais frequente entre jovens no Brasil — o uso de esteroides anabolizantes, que suprime o eixo e pode manter a produção própria desligada por meses após a parada.14 Um valor baixo em quem usou anabolizante não indica "reposição": indica investigar a supressão.
Quanto custa e o que o SUS paga
Na tabela SIGTAP (competência 202608, lida integralmente — 5.023 procedimentos), o SUS remunera:
| Procedimento | Código | Valor |
|---|---|---|
| Dosagem de testosterona | 0202060349 | R$ 10,43 |
| Dosagem de testosterona livre | 0202060357 | R$ 13,11 |
| Dosagem de androstenediona | 0202060110 | R$ 11,53 |
| Dosagem de DHEA | 0202060144 | R$ 11,25 |
🔴 O que não existe na tabela é revelador. "SHBG", "globulina ligadora" e "biodisponível" retornam 0 ocorrência — embora "globulina transportadora de tiroxina" exista, dosada a R$ 15,35: o vocabulário está lá, só nunca aplicado aos hormônios sexuais. E "dosagem de albumina" também retorna 0. Como a fração biodisponível é calculada a partir de SHBG e albumina,7 o SUS financia o exame menos confiável (a livre direta) e não financia os dois insumos do cálculo preferido. No setor privado, esses exames costumam ser particulares (quanto custam os exames de sangue).
Perguntas frequentes
Preciso estar em jejum e ir de manhã? Sim para as duas coisas, segundo as recomendações internacionais: total, em jejum, pela manhã, e a confirmação repetindo a coleta matinal.19
Uma testosterona baixa significa que preciso repor? Não. O diagnóstico exige sintomas compatíveis e valores baixos de forma consistente em coletas repetidas.1 E a norma brasileira veda qualquer formulação sem comprovação diagnóstica da deficiência.4
Devo pedir a testosterona livre junto? Só quando a total estiver perto do limite inferior ou houver condição que altere a SHBG.1 Se for pedida, o método importa: o ensaio direto tem acurácia limitada.3
Faz sentido dosar testosterona numa mulher com cansaço ou queda de libido? Não. SBEM, FEBRASGO e SBC afirmam que não há indicação de dosar para procurar deficiência feminina; a indicação formal é investigar excesso.5
Posso comparar dois laudos de laboratórios diferentes? Com muita cautela: a variabilidade entre serviços torna os resultados não comutáveis.8 Repita no mesmo laboratório.
Usei anabolizante e minha testosterona veio baixa. É hipogonadismo? É uma supressão do eixo provocada pelo próprio uso, que pode persistir por meses depois da parada e depende da dose, do tempo e da substância.14 O caminho é a avaliação endócrina completa, não a reposição imediata.
Implante hormonal manipulado é uma opção? Não. A Anvisa proibiu a manipulação, a venda e o uso desses implantes, e o CFM veda a finalidade estética, de hipertrofia e de desempenho.124
Para lembrar
A dosagem de testosterona é um exame simples com uma leitura difícil. Ela mede uma molécula que oscila mais entre dois dias do que entre a manhã e a tarde, dosada por um método que não é comparável entre laboratórios, e cuja fração "útil" quase nunca é medida — é calculada, quando há com o que calcular. Por isso as três autoridades que escrevem sobre o tema no Brasil convergem: o número não vem antes da pergunta clínica. No homem, ele confirma — ou não — uma suspeita de hipogonadismo, com duas coletas matinais. Na mulher, ele investiga excesso, não falta. E, em qualquer dos casos, a norma do CFM exige a comprovação diagnóstica antes de qualquer prescrição. Organizar esses resultados no tempo, com o hemograma e o perfil metabólico ao lado, é o que o AI DiagMe ajuda a fazer — sempre junto do seu médico.
Fontes
Fontes brasileiras institucionais, publicações científicas (PubMed) e tabelas públicas utilizadas neste guia:
Footnotes
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Bhasin S, Brito JP, Cunningham GR, et al. Testosterone Therapy in Men With Hypogonadism: An Endocrine Society Clinical Practice Guideline. J Clin Endocrinol Metab, 2018;103(5):1715-44. PubMed · DOI ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7
-
Collier CP, Morales A, Clark A, et al. The significance of biological variation in the diagnosis of testosterone deficiency, and consideration of the relevance of total, free and bioavailable testosterone determinations — 87 homens saudáveis, coletas matinais repetidas e vespertinas. J Urol, 2010;183(6):2294-9. PubMed · DOI ↩ ↩2 ↩3 ↩4
-
Teede HJ, Tay CT, Laven J, et al. Recommendations from the 2023 International Evidence-based Guideline for the Assessment and Management of Polycystic Ovary Syndrome — recomendações 1.2.1 a 1.2.6 (hiperandrogenismo bioquímico). Hum Reprod, 2023;38(9):1655-79. PubMed · DOI ↩ ↩2 ↩3 ↩4
-
Conselho Federal de Medicina — Resolução CFM nº 2.333, de 30 de março de 2023, publicada no Diário Oficial da União de 11/04/2023, Edição 69, Seção 1, página 226. Art. 1º, Art. 2º e Art. 3º (incisos I a VI) lidos no texto integral do DOU. A resolução cita como vigente a Resolução CFM nº 1.999/2012 (terapias hormonais antienvelhecimento) e a Resolução Anvisa nº 791/2021 (SARMs). Texto integral em PDF (gov.br/abcd) ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5
-
SBEM, FEBRASGO e SBC — Nota conjunta sobre o uso de testosterona na mulher, 10 de dezembro de 2025. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia e Sociedade Brasileira de Cardiologia. febrasgo.org.br ↩ ↩2 ↩3 ↩4
-
Ministério da Saúde / DATASUS — SIGTAP, tabela
tb_procedimento, competência 202608 (1.697.774 bytes, 5.023 linhas), lida com decodificação latin-1 e dobra de acentos (2.483 das 5.023 linhas acentuadas). Parser validado contra valores publicados: ferritina 0202010384 = R$ 15,59; hemograma 0202020380 = R$ 4,11; vitamina B12 0202010708 = R$ 15,24; TSH 0202060250 = R$ 8,96. Buscas com 0 ocorrência: "SHBG", "GLOBULINA LIGADORA", "BIODISPON", "DOSAGEM DE ALBUMINA" — com controle positivo no mesmo vocabulário: "GLOBULINA TRANSPORTADORA DE TIROXINA" (0202060209, R$ 15,35). ↩ ↩2 -
SBPC/ML — Recomendações da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial: Boas Práticas em Medicina Laboratorial. Capítulo de acompanhamento laboratorial da pessoa transgênero, Tabela 1 (metodologias para testosterona total e determinação da biodisponível por cálculo), e capítulo Variação cronobiológica. Enumeração sobre as 23.815 linhas do texto extraído: 46 ocorrências de "testosterona", todas no capítulo transgênero; nenhuma nos capítulos pré-analíticos, onde o exemplo de ritmo circadiano são o ferro e o cortisol (19 ocorrências). sbpc.org.br ↩ ↩2 ↩3 ↩4
-
Narinx N, Nyamaah JA, David K, et al. A survey on measurement and reporting of total testosterone, sex hormone-binding globulin and free testosterone in clinical laboratories in Europe — 124 laboratórios, 27 países. Clin Chem Lab Med, 2025;63(8):1561-72. PubMed · DOI ↩ ↩2
-
Jasuja R, Pencina KM, Peng L, Bhasin S. Accurate Measurement and Harmonized Reference Ranges for Total and Free Testosterone Levels. Endocrinol Metab Clin North Am, 2022;51(1):63-75. PubMed · DOI ↩ ↩2
-
Muir CA, Wittert GA, Handelsman DJ. Approach to the Patient: Low Testosterone Concentrations in Men With Obesity. J Clin Endocrinol Metab, 2025;110(9):e3125-30. PubMed · DOI ↩ ↩2 ↩3
-
Conselho Federal de Medicina — Nota oficial "CFM se manifesta sobre proibição da Anvisa de uso e venda de 'chips da beleza'", Brasília, 19 de outubro de 2024. Lista as indicações que a Resolução 2.333/23 preserva e os efeitos adversos das terapias hormonais. portal.cfm.org.br (PDF) ↩
-
Agência Nacional de Vigilância Sanitária — "Anvisa faz proibição e publica alerta sobre hormônios implantáveis manipulados", publicado em 18/10/2024 (página consultada em 5 de setembro de 2026). Base legal citada: RDC 67/2007 e Lei 6.360/1976; substâncias citadas: gestrinona, testosterona e oxandrolona, lista C5 da Portaria/SVS 344/1998. gov.br/anvisa ↩ ↩2
-
FEBRASGO, Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Endócrina — Protocolo FEBRASGO "Síndrome dos ovários policísticos". Femina 2025;53(12):1390-7. Tabela 1 (diagnóstico diferencial e nota sobre o dia do ciclo), critérios de Ferriman-Gallwey e mecanismo SHBG/hiperinsulinemia. femina.org.br (PDF) ↩ ↩2 ↩3
-
Rahnema CD, Lipshultz LI, Crosnoe LE, Kovac JR, Kim ED. Anabolic steroid-induced hypogonadism: diagnosis and treatment. Fertil Steril, 2014;101(5):1271-9. PubMed · DOI ↩ ↩2