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Ureia alta ou baixa: valores normais no laudo brasileiro

Ureia de 10 a 50 mg/dL no laudo brasileiro: por que ela não é o BUN americano, o que faz o número subir ou baixar, e o que o SUS cobre por R$ 1,85.

Publicado em 4 de setembro de 202612 min de leituraEscrito pela Equipe Blood Analysis · Revisado e verificado por Julien Priour

A ureia é o resíduo do metabolismo das proteínas: o fígado a fabrica, os rins a eliminam. Ela quase sempre vem ao lado da creatinina no pedido de exames. E é aqui que começa o problema desta página: o número impresso no seu laudo brasileiro não é a mesma grandeza que o número impresso num laudo americano, e a diferença é de mais que o dobro. Este guia explica o que a ureia mede de verdade, por que ela sozinha diz pouco sobre os rins, e onde as fontes brasileiras a colocam — e onde não a colocam.

Em resumo

  • ⚠️ Ureia não é BUN. O laudo brasileiro traz ureia, em mg/dL. O laudo americano traz BUN (blood urea nitrogen), que mede só o nitrogênio da molécula. A conversão é ureia ÷ 2,14 = BUN — a própria Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) faz essa conta em documento oficial.1
  • O valor de referência de um laboratório público universitário brasileiro é 10,0 a 50,0 mg/dL, para adultos.2
  • Não existe intervalo de referência nacional para a ureia. A Pesquisa Nacional de Saúde mediu valores de referência brasileiros para colesterol, hemoglobina glicada e creatinina — a ureia ficou de fora.3
  • A ureia sobe com desidratação, dieta rica em proteína, sangramento digestivo, catabolismo e corticoides; e desce na desnutrição e na doença hepática.42
  • ⚠️ A relação ureia/creatinina muda de escala no Brasil. O limiar clássico "> 20" é escrito em BUN. No seu laudo, em ureia, o mesmo ponto fica perto de 43.56
  • Na diálise, a ureia vira medida de dose: o Kt/V. O Censo Brasileiro de Diálise de 2024 achou Kt/V abaixo de 1,2 em 24% dos pacientes.7
  • No SUS, a dosagem de ureia custa R$ 1,85 (código 0202010694).8

O que é a ureia

Quando o corpo usa proteínas — as da comida e as dos próprios tecidos —, sobra amônia, que é tóxica. O fígado converte essa amônia em ureia, muito menos tóxica, e o sangue a leva até os rins, que a eliminam na urina.

A ureia é o maior reservatório de nitrogênio circulante do organismo, e sua produção acompanha, passo a passo, a degradação das proteínas da dieta e do corpo.4 Guarde essa frase: ela explica o resto.

No laudo ela aparece como ureia, uremia ou azotemia — o mesmo exame.2 Você também verá "uréia", com acento: é a grafia antiga. O Acordo Ortográfico tirou o acento das paroxítonas com ditongo "ei" e o período de transição terminou em 31 de dezembro de 2015.9 Documentos oficiais ainda misturam as duas — o protocolo do Ministério da Saúde para a doença renal crônica escreve "uréia" numa de suas páginas.10

A armadilha número um: ureia não é BUN

A molécula de ureia tem fórmula CH₄N₂O e massa molar de 60,06 g/mol. Dessa massa, apenas 28,01 g/mol correspondem aos dois átomos de nitrogênio.11

  • O laboratório brasileiro dosa e imprime a molécula inteira: "ureia, em mg/dL".
  • O laboratório anglo-saxão dosa e imprime só a fração de nitrogênio: BUN, blood urea nitrogen, também em mg/dL.

O fator entre as duas grandezas é 60,06 ÷ 28,01 = 2,14.

Isso não é teoria. O posicionamento da SBN sobre diálise incremental escreve, com todas as letras: "como a fórmula da calculadora utiliza BUN, é necessária a conversão prévia dos valores de ureia para BUN". No exemplo prático do documento, uma ureia de 38 mg/dL vira BUN de 17,7 mg/dL, e uma ureia de 94 mg/dL vira BUN de 43,9 mg/dL.1

Um hospital universitário federal dá a mesma prova por outro caminho: fixa o alerta de ureia em 214 mg/dL e informa a equivalência de 35,6 mmol/L.12 A conta só fecha com a massa molar de 60 (214 ÷ 6,006 = 35,6); se fosse BUN, daria mais de 76 mmol/L.

O que isso significa para você. Se você comparar sua ureia de 40 mg/dL com uma tabela americana de "normal 7–20", vai se assustar à toa: em BUN, seus 40 valem 18,7. E o contrário também acontece. Precisa converter? Use o conversor de unidades.

Valores de referência da ureia no Brasil

Comece por um fato desconfortável: o Brasil não tem intervalo de referência nacional para a ureia. A Pesquisa Nacional de Saúde coletou sangue de 8.952 adultos e publicou valores de referência para colesterol e frações, hemoglobina glicada e creatinina — a ureia não foi dosada.3 As Recomendações da SBPC/ML também não trazem intervalo de referência para ela.13

O que existe são as faixas de cada laboratório. A do Serviço de Análises Clínicas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (USP), publicada no portal da prefeitura, é esta:

ItemUreia2Creatinina (comparação)2
Valor de referência10,0 a 50,0 mg/dL0,7–1,3 (homens) · 0,6–1,1 (mulheres)
Jejummínimo de 3 horas, todas as idades8 a 10 horas
Amostra1 mL de soro1 mL de soro
Conservação2 a 8 °C por 4 dias2 a 8 °C por 10 dias
Métodocinético UVcinético

Repare na linha do jejum: no mesmo manual, a ureia pede 3 horas e a creatinina 8 a 10 horas. Como as duas são colhidas juntas, vale a orientação do exame mais exigente do seu pedido. A SBPC/ML dá a regra geral: durante o jejum é permitido beber água e tomar os medicamentos de uso contínuo, e jejuns acima de 12 horas devem ser evitados.13

Existe ainda um patamar de urgência: o manual de valores críticos do Hospital Universitário da UNIVASF manda avisar o médico imediatamente quando a ureia passa de 214 mg/dL.12

Para que serve — e para que não serve

A ureia é um marcador ruim de função renal quando lida sozinha: ela sobe e desce por motivos que nada têm a ver com o filtro do rim. As fontes brasileiras confirmam isso não pelo que dizem, mas por onde a colocam:

  • O posicionamento consensual da SBN com a SBPC/ML sobre como estimar a taxa de filtração glomerular na prática clínica não cita a ureia sérica nenhuma vez como marcador. Discute creatinina, cistatina C e as equações — o nitrogênio ureico só aparece como variável histórica da antiga fórmula MDRD de seis variáveis e da equação pediátrica CKiD-Schwartz.14
  • O PCDT do Ministério da Saúde para atenuar a progressão da doença renal crônica não usa ureia para diagnosticar nem para estadiar. Quem tem fatores de risco sem diagnóstico é acompanhado com TFG, relação albuminúria/creatininúria e EAS. A ureia aparece depois: entre os exames listados no fluxograma e no monitoramento mensal do estágio 5 não dialítico, junto com creatinina, cálcio, fósforo, potássio e bicarbonato.10
  • O Guia de Assistência Nefrológica Hospitalar da SBN recomenda, para quem sobreviveu a uma injúria renal aguda, seguimento com creatinina sérica e albuminúria. Não com ureia.15
  • O próprio manual da USP resume: as concentrações de ureia "variam amplamente no indivíduo saudável" e dependem da ingestão de proteínas e do estado de hidratação.2

Não encontrei nenhuma recomendação brasileira que proíba dosar a ureia isoladamente — a busca nas diretrizes e posicionamentos publicados pela SBN não devolve nenhum documento sobre quais exames pedir para avaliar o rim. A ausência é o achado: nenhum caminho diagnóstico brasileiro passa pela ureia. Para saber se seus rins filtram bem, o exame é a creatinina com a TFG calculada a partir dela — veja a avaliação da função renal e a calculadora de TFG.

O que faz a ureia subir ou baixar

Ureia alta costuma ser, em ordem de frequência:

  • desidratação ou baixo fluxo renal — o rim reabsorve mais água e mais ureia;
  • dieta rica em proteína ou suplementos proteicos, porque a produção de ureia acompanha a degradação das proteínas;4
  • sangramento digestivo: o sangue digerido é uma grande carga de proteína;
  • catabolismo aumentado — infecção grave, queimadura, jejum prolongado, perda de massa muscular;5
  • corticoides: o manual da USP lista os glicocorticoides entre os interferentes da ureia,2 e a fisiologia acompanha, já que glicocorticoides alteram o metabolismo proteico e o transporte de ureia;4
  • doença renal — e aí a creatinina sobe junto.

Ureia baixa costuma ser benigna: dieta pobre em proteína, hiper-hidratação, gestação. Mas também aparece na desnutrição e na doença hepática avançada, quando o fígado deixa de converter amônia em ureia.4

A relação ureia/creatinina — cuidado com a escala

A ideia clássica é dividir uma pela outra: uma relação alta apontaria uma causa pré-renal (desidratação, sangramento); uma relação normal, com as duas subindo juntas, apontaria lesão do rim. O manual de valores críticos da UNIVASF descreve exatamente isso: na insuficiência renal aguda o aumento de ureia e creatinina é proporcional; nas alterações pré-renal e pós-renal, não é.12

⚠️ Aqui mora o erro de unidade. O limiar que circula na literatura — relação > 20 — foi escrito com BUN no numerador. Seu laudo brasileiro traz ureia. Como ureia = BUN × 2,14, o mesmo ponto de corte, calculado com os números do seu laudo, fica perto de 43. Uma relação ureia/creatinina de 30 num laudo brasileiro é normal, não alta.

E há uma advertência maior: o limiar não sustenta o que promete. Num estudo com 20.126 pacientes hospitalizados, 46,8% dos casos de injúria renal aguda tinham relação BUN/creatinina abaixo de 20, e os pacientes com relação alta morreram mais (29,9% contra 18,4%) — o oposto do que se esperaria se a relação alta significasse simplesmente desidratação. Os autores concluem que ela não serve como marcador de azotemia pré-renal.6 Na hemorragia digestiva, a mesma relação tem sensibilidade baixa: um resultado negativo não afasta um sangramento alto.16

O que sobrou de útil é outra leitura, mais próxima da fisiologia — e é a que o manual da USP registra: a relação ureia/creatinina "pode ser bom indicador do ritmo de catabolismo proteico".2 Uma revisão de 47 estudos em terapia intensiva vai na mesma direção: a relação reflete catabolismo proteico, e valores altos na admissão associaram-se a mais mortalidade hospitalar (risco relativo 1,60), com desidratação, sangramento e diálise listados como armadilhas de interpretação.5

Ureia na diálise: o Kt/V

Em diálise, a ureia deixa de ser um sinal e vira uma régua: a dose é prescrita pela cinética da ureia, o Kt/V, calculado a partir da ureia pré e pós-diálise em mg/dL.1 A SBN mantém uma calculadora de Kt/V entre suas ferramentas oficiais.17

Os números brasileiros vêm do Censo Brasileiro de Diálise, que a SBN publica todo ano. Na edição de 2024: 172.585 pacientes em diálise em 1º de julho, prevalência de 812 por milhão de habitantes, 87,3% em hemodiálise e mortalidade anual bruta estimada de 16,5%. E o indicador que interessa aqui piorou: a proporção de pacientes com Kt/V abaixo de 1,2 subiu de 21% para 24% em um ano.7 Ao longo de 1999 a 2024, o SUS financiou 83% dos pacientes em diálise no país.18

Duas ressalvas da própria SBN: a depuração de ureia subestima a taxa de filtração glomerular verdadeira, e o Kt/V não deve ser usado isoladamente para definir a dose de diálise.1

Ureia no SUS: código e preço

Na tabela SIGTAP do SUS, competência de agosto de 2026:

ProcedimentoCódigoValor
Dosagem de ureia0202010694R$ 1,85
Clearance de ureia0202050041R$ 3,51

Os dois são de média complexidade, sem restrição de sexo ou idade.8 Esse valor é o repasse ao prestador — para você, com pedido médico, o exame na rede pública é gratuito. Veja também quanto custa um exame de sangue e o glossário de exames.

Peça ao AI DiagMe para interpretar sua ureia

A ureia nunca se lê sozinha: o sentido dela depende da creatinina, da sua hidratação, da sua alimentação e do seu contexto.

👉 O AI DiagMe interpreta seus exames — de sangue, urina ou fezes — considerando todo o seu contexto, em linguagem clara. Serviço informativo que não faz diagnóstico e complementa, sem substituir, a avaliação do seu médico.

Perguntas frequentes

Qual é o valor normal de ureia? Num laboratório universitário público brasileiro, 10,0 a 50,0 mg/dL em adultos.2 Não há valor de referência nacional: vale sempre o intervalo impresso no seu laudo, que depende do método do laboratório.

Ureia alta significa problema no rim? Sozinha, não. Desidratação, dieta rica em proteína, sangramento digestivo, infecção e corticoides elevam a ureia com rins normais. Quem responde pela filtração é a creatinina com a TFG.

Precisa de jejum para dosar ureia? O manual da USP pede jejum mínimo de 3 horas para todas as idades.2 Mas a creatinina, colhida junto, pede 8 a 10 horas. Siga a orientação do seu laboratório para o conjunto do pedido.

Ureia e BUN são a mesma coisa? Não. Ureia ÷ 2,14 = BUN. Comparar sua ureia brasileira com uma tabela americana de BUN erra por um fator de mais que dois.111

Qual é a relação ureia/creatinina normal? Depende de qual unidade está no numerador. O limiar clássico de 20 é em BUN; no seu laudo, em ureia, equivale a cerca de 43. E a evidência mostra que esse limiar não identifica de forma confiável uma causa pré-renal.6

Ureia baixa é preocupante? Em geral não. Pode ser dieta pobre em proteína ou hiper-hidratação. Persistente, merece explicação — desnutrição e doença hepática avançada abaixam a ureia.4

A ureia é usada para diagnosticar doença renal crônica? Não no Brasil. O protocolo do Ministério da Saúde diagnostica e estadia pela TFG e pela relação albuminúria/creatininúria; a ureia entra no acompanhamento dos estágios avançados.10

Para lembrar

Três coisas. A unidade: o laudo brasileiro traz ureia, não BUN, e o fator entre elas é 2,14 — vale para o valor isolado e, sobretudo, para a relação ureia/creatinina. O lugar dela: nenhum caminho diagnóstico brasileiro usa a ureia para dizer se seus rins estão doentes; ela é exame de contexto e de acompanhamento. E o que ela mede bem: o ritmo de catabolismo proteico e, na diálise, a dose de tratamento pelo Kt/V. Nenhum valor se lê sozinho: conta o conjunto dos seus marcadores e do seu contexto — o que o AI DiagMe oferece, como complemento à avaliação do seu médico.

Fontes

Fontes institucionais brasileiras e publicações científicas (PubMed) usadas neste guia:

Footnotes

  1. Gorayeb-Polacchini FS, Moraes TP, Elias RM, et al., Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN)Posicionamento da Sociedade Brasileira de Nefrologia sobre diálise incremental. Braz J Nephrol. 2026;48(3):e20250374. Conversão obrigatória de ureia para BUN; exemplo prático (ureia 38 mg/dL ≈ BUN 17,7 mg/dL; ureia 94 mg/dL ≈ BUN 43,9 mg/dL); fórmula da depuração urinária de ureia em mg/dL; Kt/V da diálise peritoneal ≥ 1,7 semanal, "não indicado de maneira isolada"; a depuração de ureia subestima a TFG. DOI: 10.1590/2175-8239-JBN-2025-0374pt · texto integral (SciELO) 2 3 4 5

  2. Serviço de Análises Clínicas, Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo (USP)Manual de Exames, 55 páginas, publicado no portal da Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto. Verbetes "Ureia" (jejum mínimo de 3 horas, 1 mL de soro, conservação 2–8 °C por 4 dias, método cinético UV, valor de referência 10,0–50,0 mg/dL, interferentes lipemia/hemólise/glicocorticoides/hormônios tireoidianos, relação ureia-creatinina como indicador de catabolismo proteico) e "Creatinina sérica" (jejum 8–10 horas). PDF 2 3 4 5 6 7 8 9 10

  3. Szwarcwald CL, Malta DC, Pereira CA, et al. Reference values for laboratory tests of cholesterol, glycosylated hemoglobin and creatinine of the Brazilian adult population. Rev Bras Epidemiol. 2019;22(Supl. 2):e190002.supl.2. Subamostra laboratorial da Pesquisa Nacional de Saúde com 8.952 adultos; a ureia não faz parte dos analitos com valores de referência publicados. DOI: 10.1590/1980-549720190002.supl.2 · PubMed 31596373 2

  4. Weiner ID, Mitch WE, Sands JM. Urea and Ammonia Metabolism and the Control of Renal Nitrogen Excretion. Clin J Am Soc Nephrol. 2015;10(8):1444-58. A ureia como maior reservatório de nitrogênio circulante; produção em paralelo à degradação de proteínas da dieta e endógenas; efeito de glicocorticoides sobre o transporte de ureia e o metabolismo proteico. DOI: 10.2215/CJN.10311013 · PubMed 25078422 2 3 4 5 6

  5. Paulus MC, Melchers M, van Es A, Kouw IWK, van Zanten ARH. The urea-to-creatinine ratio as an emerging biomarker in critical care: a scoping review and meta-analysis. Crit Care. 2025;29(1):175. 47 estudos; relação BUN/creatinina ≥ 20 na admissão associada a risco relativo de 1,60 de mortalidade hospitalar; desidratação, sangramento digestivo e diálise apontados como armadilhas. DOI: 10.1186/s13054-025-05396-6 · PubMed 40317012 2 3

  6. Uchino S, Bellomo R, Goldsmith D. The meaning of the blood urea nitrogen/creatinine ratio in acute kidney injury. Clin Kidney J. 2012;5(2):187-91. 20.126 pacientes; 46,8% das injúrias renais agudas com relação abaixo de 20; mortalidade hospitalar 29,9% na relação alta contra 18,4% na baixa; os achados não sustentam a relação como marcador de azotemia pré-renal. DOI: 10.1093/ckj/sfs013 · PubMed 29497527 2 3

  7. Nerbass FB, Lima HDN, Zawadzki B, Moura-Neto JA, Lugon JR, Sesso R. Censo Brasileiro de Diálise 2024 (Brazilian Dialysis Survey 2024). J Bras Nefrol. 2026;48(1):e20250112. DOI: 10.1590/2175-8239-JBN-2025-0112en · PubMed 41712529 · texto integral (SciELO) 2

  8. Brasil. Ministério da Saúde / DATASUSSistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS (SIGTAP), arquivo tb_procedimento, competência 202608. Procedimento 0202010694 "DOSAGEM DE UREIA", valor ambulatorial R$ 1,85; procedimento 0202050041 "CLEARANCE DE UREIA", R$ 3,51; ambos de complexidade média, sexo indiferente. datasus.saude.gov.br 2

  9. Brasil. Decreto nº 6.583, de 29 de setembro de 2008, que promulga o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (texto consolidado): vigência a partir de 1º de janeiro de 2009, com período de transição até 31 de dezembro de 2015. planalto.gov.br

  10. Brasil. Ministério da SaúdeProtocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas das Estratégias para Atenuar a Progressão da Doença Renal Crônica, aprovado pela Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 11, de 16 de setembro de 2024, 68 páginas. Acompanhamento anual de quem tem fatores de risco por TFG, RAC e EAS; ureia na legenda do fluxograma e no monitoramento mensal do estágio 5 não dialítico; grafia "uréia" na seção de medicamentos. PDF oficial (gov.br) 2 3

  11. National Center for Biotechnology Information (NIH) — PubChem, composto CID 1176 (urea): fórmula molecular CH₄N₂O, massa molecular 60,056; massa atômica do nitrogênio 14,007 (tabela periódica PubChem), donde 2 N = 28,01 e o fator ureia/BUN = 2,14. pubchem.ncbi.nlm.nih.gov 2

  12. Hospital Universitário do Vale do São Francisco (HU-UNIVASF), Universidade Federal do Vale do São Francisco / Ebserh — Manual de Valores Críticos de Exames Laboratoriais, 11 páginas, assinado em 19 de outubro de 2020. Ureia > 214 mg/dL (35,6 mmol/L) como valor crítico; aumento proporcional de ureia e creatinina na injúria renal aguda, não proporcional nas causas pré-renal e pós-renal. PDF (gov.br) 2 3

  13. Sociedade Brasileira de Patologia Clínica / Medicina Laboratorial (SBPC/ML)Recomendações da SBPC/ML: boas práticas em laboratório clínico. Capítulo sobre variáveis pré-analíticas (jejum: água permitida, evitar jejum acima de 12 horas, medicamentos de uso contínuo mantidos) e Tabela 1 de interferentes (hemólise, lipemia e icterícia) — que inclui a ureia mas não traz intervalo de referência para ela. PDF 2

  14. Kirsztajn GM, Silva Junior GBD, Silva AQBD, et al. Estimativa da taxa de filtração glomerular na prática clínica: posicionamento consensual da SBN e da SBPC/ML. J Bras Nefrol. 2024;46(3):e20230193. Documento no qual a ureia sérica não é citada como marcador de função renal. DOI: 10.1590/2175-8239-JBN-2023-0193en · PubMed 38591823 · texto integral (SciELO)

  15. Younes-Ibrahim M, Rocha E, et al., Sociedade Brasileira de NefrologiaGuia de Assistência Nefrológica Hospitalar da Sociedade Brasileira de Nefrologia. Braz J Nephrol. 2025;47(3):513-27. Seguimento pós-injúria renal aguda por creatinina sérica e albuminúria; alvos de Kt/V na terapia renal substitutiva aguda. DOI: 10.1590/2175-8239-JBN-2024-0239pt · texto integral (SciELO)

  16. Machlab S, García-Iglesias P, Martínez-Bauer E, Campo R, Calvet X, Brullet E. Diagnostic utility of nasogastric tube aspiration and the ratio of blood urea nitrogen to creatinine for distinguishing upper and lower gastrointestinal tract bleeding. Emergencias. 2018;30(6):419-23. Revisão sistemática: sensibilidade baixa; um resultado negativo não afasta um sangramento digestivo alto. PubMed 30638348

  17. Sociedade Brasileira de NefrologiaCalculadoras Nefrológicas: Kt/V. sbn.org.br

  18. Nerbass FB, Lima HN, Gorayeb-Polacchini FS, Sesso RC, Lugon JR. Brazilian Dialysis Survey from 1999 to 2024: Trends in Dialysis Modalities and Funding. Kidney360. 2026;7(3):658-63. DOI: 10.34067/KID.0000001135 · PubMed 41525153

Aviso médico. Este guia tem finalidade informativa e educativa; não constitui aconselhamento médico e não substitui uma consulta. Os valores de referência variam conforme o laboratório e a técnica: só o seu médico pode interpretar os seus resultados no seu contexto.