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Toxoplasmose: IgG, IgM e o exame na gravidez

Sorologia de toxoplasmose na gravidez: como ler IgG e IgM, o que o teste de avidez resolve e por que o Brasil repete o exame no pré-natal.

Publicado em 6 de setembro de 202612 min de leituraEscrito pela Equipe Blood Analysis · Revisado e verificado por Julien Priour

Se você está grávida e acabou de receber um resultado de toxoplasmose com duas linhas — IgG e IgM —, este guia foi escrito para você. A sorologia não mede uma doença: ela responde a uma pergunta de tempo. Você já teve contato com o parasita? E, se teve, foi antes ou durante esta gravidez? No Brasil essa pergunta é levada a sério: a Caderneta Brasileira da Gestante de 2026 lista a sorologia de toxoplasmose entre os exames da primeira consulta de pré-natal.1 Aqui você vai entender as quatro combinações possíveis, o que o teste de avidez resolve, o que ele não resolve depois de 16 semanas, e por que uma IgM positiva quase nunca significa o que você está temendo.

Em resumo

  • A sorologia mede dois anticorpos: IgG (contato antigo, protetor) e IgM (aparece cedo, mas pode persistir anos e dar falso-positivo).2
  • IgG reagente + IgM não reagente é a melhor notícia possível na gravidez: infecção adquirida há pelo menos seis meses, portanto antes desta gestação. Não se repete a sorologia.23
  • IgG e IgM não reagentes significa suscetível — não é anormal, é só ausência de contato. Aciona prevenção e repetição do exame.13
  • IgM reagente é o resultado que assusta. A sensibilidade da IgM é alta (93,3% a 100,0%), mas a especificidade varia de 77,5% a 99,1%: falso-positivo é comum.2
  • O teste de avidez de IgG é a resposta a essa armadilha — mas só decide até 16 semanas de gestação.2
  • O Brasil rastreia no pré-natal, e essa é uma diferença real com outros países. Não importe recomendação estrangeira: as cepas brasileiras são geneticamente divergentes.45
  • A toxoplasmose congênita está na etapa 1 do teste do pezinho ampliado pela Lei 14.154/2021.6

O que a sorologia procura

A toxoplasmose é causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, cujo hospedeiro definitivo é o gato. O Ministério da Saúde lista as vias de contaminação: contato com terra ou areia, frutas e verduras mal lavadas, consumo de água contaminada, jardinagem sem luvas, contato com gatos infectados e, sobretudo, ingestão de carne crua ou malcozida com cistos teciduais.2

Para a maioria dos adultos imunocompetentes, a infecção passa despercebida: de 70% a 90% dos casos são assintomáticos ou dão sintomas inespecíficos, confundíveis com dengue ou mononucleose.2 O problema não é a mãe — é a possibilidade de o parasita atravessar a placenta numa primoinfecção durante a gestação.

As quatro combinações de IgG e IgM

IgGIgMO que significaConduta no Brasil
ReagenteNão reagenteInfecção há mais de 6 meses, anterior à gravidezPré-natal de risco habitual; não repetir a sorologia2
Não reagenteNão reagenteSuscetível: nunca houve contatoPrevenção + repetir a sorologia ao longo da gestação3
ReagenteReagentePode ser infecção recente ou IgM residualAté 16 semanas: teste de avidez, de preferência na mesma amostra2
Não reagenteReagenteInfecção muito recente (ainda sem IgG) ou falso-positivoRepetir IgG e IgM em 2 a 3 semanas3

Cuidado com uma comparação errada. Se for preciso comparar dois resultados no tempo, os fluxogramas nacionais são explícitos: use o mesmo laboratório e o mesmo método.3 Títulos de kits diferentes não se comparam, e é assim que se cria um susto que não existe.

IgM reagente: o resultado que assusta

Duas coisas verdadeiras ao mesmo tempo, e você precisa das duas.

A primeira: uma IgM isolada não prova infecção recente. A IgM pode se manter positiva em títulos baixos por vários anos depois de uma infecção antiga, e a especificidade do teste chega a cair a 77,5%.2 Estatisticamente, a maioria das IgM reagentes em rastreamento de rotina não termina em infecção aguda confirmada.

A segunda: o protocolo brasileiro não espera para agir. O Manual de Gestação de Alto Risco é direto — uma IgM reagente, independentemente da IgG, deve ser conduzida como infecção aguda, com início imediato de espiramicina.2 O medicamento se concentra na placenta e reduz o risco de transmissão vertical; ele é suspenso assim que a avidez alta ou uma IgG que permanece negativa mostrarem que não houve infecção nesta gravidez.23

Ou seja: começar o remédio não é o diagnóstico. É uma proteção provisória enquanto a dúvida existe. Muitas mulheres param a espiramicina duas ou três semanas depois.

O teste de avidez e a janela das 16 semanas

A avidez mede a força da ligação entre o anticorpo IgG e o parasita. Essa força aumenta com o tempo — anticorpos antigos "grudam" mais.

Feito até a 16ª semana, um resultado de alta avidez permite excluir com segurança uma infecção adquirida nesta gestação, porque indica anticorpos produzidos há mais de 12 a 16 semanas.2 Depois de 16 semanas, o Ministério da Saúde é categórico: independentemente do resultado — baixa, alta ou indeterminada —, a avidez não tem autonomia para datar a infecção.2 É por isso que o exame deve ser pedido na mesma amostra que detectou IgG e IgM, ou numa nova coleta o mais rápido possível.3

Duas limitações honestas: os percentuais que separam avidez alta, intermediária e baixa dependem do kit — não existe valor padrão, e por isso este guia não publica nenhum.2 E a avidez baixa não prova infecção recente: ela aparece em até 15% das pessoas com infecção antiga, às vezes por um ano.2

⚠️ Na tabela de procedimentos do SUS (SIGTAP, competência 202608) não existe código próprio para o teste de avidez de IgG — verificação feita por enumeração das 5 023 linhas da tabela. Estão lá a pesquisa de IgG antitoxoplasma (0202030768, R$ 16,97) e a de IgM antitoxoplasma (0202030873, R$ 18,55), mas nenhuma linha de avidez.7 Um exame recomendado pela diretriz nacional sem uma linha de financiamento própria: se o seu serviço demorar a autorizá-lo, é útil saber por quê. Sobre preços de exames, veja quanto custa um exame de sangue.

O Brasil rastreia — e não é assim em todo lugar

A Caderneta Brasileira da Gestante de 2026 traz a "Sorologia para toxoplasmose (Imunoglobulina G e M)" na lista de exames do 1º trimestre ou 1ª consulta, ao lado do teste de gravidez (beta-hCG), do hemograma, da tipagem sanguínea e das outras sorologias (VDRL, hepatite B); e prevê "teste para toxoplasmose" no 2º e no 3º trimestres para quem tiver IgG não reagente.1 O Manual de Gestação de Alto Risco confirma: a sorologia é "preconizada, como exame complementar pré-natal de rotina, pelo Ministério da Saúde do Brasil".2

Sobre com que frequência repetir na mulher suscetível, os três documentos oficiais não dizem exatamente a mesma coisa — e vale conhecer as três posições:

DocumentoIntervalo para a gestante suscetível
Caderneta da Gestante, 2026Um teste no e outro no trimestre1
Fluxogramas nacionais (Nota Técnica 14/2020)Pelo menos a cada 3 meses, idealmente a cada mês, e no parto3
Manual de Gestação de Alto Risco, 2022Idealmente todo mês, no máximo a cada dois meses2

O piso é trimestral, o ideal é mensal. Quem decide é a sua equipe de pré-natal.

Esse rastreamento não é universal no mundo, e há um motivo brasileiro para não copiar de fora: as cepas de T. gondii isoladas no Brasil são geneticamente muito divergentes das linhagens clonais da Europa e da América do Norte, e essa divergência é apontada como explicação possível para desfechos clínicos diferentes.4 Uma revisão de 2022 é explícita: resultados obtidos em áreas de linhagem pouco patogênica não podem ser extrapolados para áreas de linhagem altamente patogênica.5

Os casos suspeitos são de notificação compulsória no SINAN (CID O98.6).3

No bebê: o teste do pezinho

A Lei nº 14.154, de 26 de maio de 2021, que ampliou o Programa Nacional de Triagem Neonatal, nomeia a toxoplasmose congênita — verificação feita no texto integral, art. 1º, § 1º, inciso I, alínea "g": ela está na etapa 1, a primeira das cinco.6 Isso a diferencia de outras condições: a deficiência de G6PD, por exemplo, não consta de nenhuma etapa. A tabela do SUS já tem o procedimento correspondente — "pesquisa de IgM anti-Toxoplasma gondii em sangue seco (componente do teste do pezinho)", código 0202110150, R$ 8,19.7 Como a lei prevê implantação escalonada, a oferta efetiva depende do estágio do seu estado.

A escala do problema é brasileira: numa triagem neonatal de 146.307 recém-nascidos em Minas Gerais, 190 tinham toxoplasmose congênita.8

Prevenção: água, carne, terra e gato

As orientações do Ministério da Saúde valem para toda gestante, qualquer que seja o resultado:2

  • não comer carne crua ou malpassada; dar preferência a carnes congeladas;
  • beber somente água filtrada ou fervida;
  • não comer ovos crus ou malcozidos;
  • usar luvas para manipular carne crua e não usar a mesma faca para carne, frutas e legumes;
  • lavar muito bem frutas, verduras e legumes;
  • evitar contato com gatos e com o que possa estar contaminado por suas fezes; alimentar o gato doméstico com ração e evitar que circule na rua;
  • usar luvas e máscara para manusear terra — inclusive para varrer quintal de terra.

A linha da água não é enfeite. Num surto brasileiro investigado com o Ministério da Saúde, o T. gondii foi isolado diretamente da água implicada e genotipado.9 No Nordeste, um estudo com gestantes encontrou o consumo de gelo caseiro como única variável associada à soropositividade (OR ajustado 3,1).10 E o maior surto de toxoplasmose de veiculação hídrica já descrito ocorreu em Santa Maria (RS): entre 187 bebês expostos, 29 (15,5%) tinham toxoplasmose congênita.11

Fora da gravidez: os olhos e a imunidade baixa

Em quem não está grávida e tem imunidade normal, a toxoplasmose costuma passar sozinha. Duas situações fogem à regra.

Os olhos. As lesões oculares são a manifestação mais frequente da toxoplasmose congênita — cerca de 70% dos casos —, com retinocoroidite à frente.2 No surto de Santa Maria, houve retinocoroidite em 76,3% dos olhos acometidos.11 E o dano é duradouro: num serviço oftalmológico da transição Cerrado–Amazônia, mais de 20% dos pacientes com toxoplasmose ocular tinham acuidade visual ≤ 20/200 — cegueira no olho afetado.12

A imunidade baixa. Numa pessoa imunodeprimida, uma infecção antiga pode reativar. O Manual recomenda oferecer triagem de rotina a mulheres imunodeprimidas ou vivendo com HIV, independentemente do perfil sorológico prévio.2

Avanços recentes

A água saiu do rodapé. O que era considerado uma via secundária tornou-se, no Brasil, uma via documentada por isolamento do parasita na própria água e por surtos de grande porte.911

A vigilância enxerga só metade. Um estudo de 2025 aponta que as diretrizes nacionais obrigam a notificar apenas os casos congênitos e gestacionais, deixando fora as manifestações oculares esporádicas e suas sequelas — o que subestima o peso real da doença.12

A genética virou argumento de política pública. A divergência das cepas brasileiras deixou de ser curiosidade de laboratório e passou a ser a razão técnica pela qual protocolos de países de baixa prevalência não se transportam para cá.45

Estes resultados dizem respeito ao diagnóstico e à pesquisa; não autorizam automedicação nem substituem a avaliação do seu médico.

Entenda a sua sorologia com a AI DiagMe

Uma sorologia de toxoplasmose não se lê linha por linha: o sentido vem do cruzamento IgG × IgM × avidez × idade gestacional, e da comparação com exames anteriores feitos no mesmo laboratório. Uma IgM reagente sozinha não é um diagnóstico.

👉 A AI DiagMe interpreta os seus exames — de sangue, urina ou fezes — considerando todo o seu contexto, em linguagem clara. É um serviço informativo, que não faz diagnóstico e complementa, sem substituir, a avaliação do seu médico.

Perguntas frequentes

IgG reagente e IgM não reagente na gravidez: é ruim? Não — é o melhor resultado possível. Significa infecção adquirida há mais de seis meses, portanto antes desta gestação, com pré-natal de risco habitual e sem necessidade de repetir a sorologia.2

IgM reagente quer dizer que meu bebê está infectado? Não. IgM reagente significa investigar, não "bebê doente". Ela pode ser resíduo de uma infecção antiga ou falso-positivo, e a especificidade do teste vai de 77,5% a 99,1%.2 Quem data a infecção é a avidez (até 16 semanas) ou a repetição da sorologia.

Fiz a avidez com 22 semanas e deu alta. Estou tranquila? Esse é o ponto mais mal compreendido do exame. Depois de 16 semanas, nenhum resultado de avidez — alta, baixa ou indeterminada — permite datar a infecção.2 A conduta passa a se apoiar em sorologias anteriores, na evolução dos títulos e, se indicado, na investigação fetal.

Preciso estar em jejum? Não. É uma pesquisa de anticorpos no sangue e não exige jejum; costuma ser colhida junto com os demais exames do pré-natal.1 Termos do laudo estão no glossário de exames.

Sou suscetível. Preciso me livrar do meu gato? As orientações oficiais brasileiras não dizem isso: elas pedem evitar contato com gatos e com o que possa estar contaminado por fezes, alimentar o animal com ração e impedir que circule na rua.2 O risco maior está na carne malpassada, na água e na terra.

Como se trata na gestação? Com espiramicina, ou com o esquema tríplice (sulfadiazina + pirimetamina + ácido folínico) conforme a idade gestacional e a investigação fetal — sempre por indicação médica. O esquema tríplice exige hemograma a cada 15 dias, pelo risco de anemia, plaquetopenia e queda dos neutrófilos.2

Para lembrar

A sorologia de toxoplasmose responde a uma pergunta de tempo, não a uma pergunta de doença. IgG reagente com IgM não reagente encerra o assunto de forma tranquilizadora. IgG e IgM não reagentes não é anormal: é suscetibilidade, e aciona prevenção e repetição. IgM reagente abre uma investigação em que o Brasil age primeiro e conclui depois — e que, na maioria das vezes, termina sem infecção nesta gravidez. O teste de avidez é a chave, desde que colhido até 16 semanas. E a prevenção brasileira tem uma linha que a maioria dos textos estrangeiros ignora: beber só água filtrada ou fervida.29 Nenhum resultado se lê sozinho — conta o conjunto do seu contexto, o que a AI DiagMe ajuda a organizar, como complemento à avaliação do seu médico.

Fontes

Documentos oficiais brasileiros e publicações científicas indexadas no PubMed utilizados neste guia:

Footnotes

  1. Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção Primária à Saúde — Caderneta Brasileira da Gestante. Brasília – DF, 2026. Leitura direta do PDF oficial (9.439.119 bytes): tabela "Exames que devem ser indicados no pré-natal" — "Sorologia para toxoplasmose (Imunoglobulina G e M)" no 1º trimestre/1ª consulta; "Teste para toxoplasmose (se a sorologia para Imunoglobulina G não for reagente, indicando suscetibilidade)" no 2º e no 3º trimestres. gov.br 2 3 4 5

  2. Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção Primária à Saúde, Departamento de Ações Programáticas — Manual de Gestação de Alto Risco, capítulo 21 (Toxoplasmose). Brasília – DF, 2022. ⚠️ Exemplar lido: 1ª edição, versão preliminar (12.840.429 bytes), obtida em espelho municipal por indisponibilidade do servidor bvsms.saude.gov.br no momento da consulta. bvsms.saude.gov.br 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26

  3. Ministério da Saúde — Diretriz nacional para a conduta clínica, diagnóstico e tratamento da toxoplasmose adquirida na gestação e toxoplasmose congênita: fluxogramas 1 e 2 de triagem no pré-natal, adaptados da Nota Técnica nº 14/2020 com coordenação de assessoras técnicas do Ministério da Saúde. ⚠️ Documento consultado no espelho da Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (PDF de 14 páginas). farmaciacidada.es.gov.br 2 3 4 5 6 7 8 9

  4. Khan A, Jordan C, Muccioli C, Vallochi AL, et al. Genetic divergence of Toxoplasma gondii strains associated with ocular toxoplasmosis, Brazil. Emerging Infectious Diseases, 2006;12(6):942-9. PubMed · DOI 2 3

  5. Petersen E, Meroni V, Vasconcelos-Santos DV, Mandelbrot L, Peyron F. Congenital toxoplasmosis: Should we still care about screening? Food and Waterborne Parasitology, 2022;27:e00162. PubMed · DOI 2 3

  6. Brasil — Lei nº 14.154, de 26 de maio de 2021, que escalona a ampliação do Programa Nacional de Triagem Neonatal. Verificação no texto integral: art. 1º, § 1º, inciso I ("etapa 1"), alínea "g" — toxoplasmose congênita. planalto.gov.br 2

  7. Ministério da Saúde / DATASUS — SIGTAP, tabela tb_procedimento da competência 202608 (1.697.774 bytes, 5.023 linhas). Valores lidos por decodificação de colunas fixas, parser validado contra três valores já publicados (hemograma 0202020380 = R$ 4,11; ferritina 0202010384 = R$ 15,59; vitamina B12 0202010708 = R$ 15,24). Busca com dobra de acentos ativa (2.483 das 5.023 linhas acentuadas): "AVIDEZ" fora de "GRAVIDEZ" → 0 ocorrências. datasus.gov.br 2

  8. Carellos EVM, de Andrade JQ, Romanelli RMC, Tibúrcio JD, et al. High Frequency of Bone Marrow Depression During Congenital Toxoplasmosis Therapy in a Cohort of Children Identified by Neonatal Screening in Minas Gerais, Brazil. The Pediatric Infectious Disease Journal, 2017;36(12):1169-1176. PubMed · DOI

  9. de Moura L, Bahia-Oliveira LMG, Wada MY, Jones JL, et al. Waterborne toxoplasmosis, Brazil, from field to gene. Emerging Infectious Diseases, 2006;12(2):326-9. PubMed · DOI 2 3

  10. Heukelbach J, Meyer-Cirkel V, Moura RCS, Gomide M, et al. Waterborne toxoplasmosis, northeastern Brazil. Emerging Infectious Diseases, 2007;13(2):287-9. PubMed · DOI

  11. Conceição AR, Belucik DN, Missio L, Brenner LG, et al. Ocular Findings in Infants with Congenital Toxoplasmosis after a Toxoplasmosis Outbreak. Ophthalmology, 2021;128(9):1346-1355. PubMed · DOI 2 3

  12. Salamoni AP, da Costa KCM, Giachini FR, Bressan AF. Ocular outcomes of toxoplasmosis in the Amazon-Cerrado transition zone, Brazil: a population-based study. Transactions of the Royal Society of Tropical Medicine and Hygiene, 2025;119(2):113-117. PubMed · DOI 2

Aviso médico. Este guia tem finalidade informativa e educativa; não constitui aconselhamento médico e não substitui uma consulta. Os valores de referência variam conforme o laboratório e a técnica: só o seu médico pode interpretar os seus resultados no seu contexto.