Exame de estradiol: valores e o dia certo de colher
O estradiol muda de faixa três vezes dentro do mesmo ciclo. Sem a data da última menstruação, o número do laudo não se lê. Valores, método e preço no SUS.
O estradiol é o estrogênio mais potente do corpo humano — e o exame que o mede é o mais dependente de contexto de todo o laudo hormonal. Esta página não trata de reposição nem de anticoncepcional: explica o que a dosagem mede, em que dia do ciclo colher, o que ela não diagnostica e quanto o SUS paga. O conjunto dos exames hormonais está em perfil hormonal; os termos do laudo, no glossário de exames de sangue.
Em resumo
- O mesmo exame tem três faixas normais dentro de um único mês. No modelo de laudo da SBPC/ML: fase folicular 19,5–144,2 pg/mL, meio do ciclo 63,9–356,7 pg/mL, fase lútea 55,8–214,2 pg/mL.1
- Sem a data da última menstruação, o número não se interpreta. A SBPC/ML manda colher FSH e estradiol na fase folicular precoce, entre os dias 1 e 4 do ciclo.1
- ⚠️ O guia de coleta da própria SBPC/ML não diz uma palavra sobre estradiol — verificado por enumeração, com controle positivo.2
- A menopausa não se diagnostica por dosagem de estradiol. Para a Febrasgo, acima dos 45 anos o diagnóstico é clínico; havendo dúvida, o exame a pedir é o FSH.34
- O método muda o número, e muda mais onde importa. Os imunoensaios são "inadequados para concentrações baixas" — homens, crianças e pós-menopausa.1
- No SUS, a dosagem custa R$ 10,15 (código 02.02.06.016-0), e a tabela não financia nenhum exame por espectrometria de massas.5
- Nenhum valor isolado fecha diagnóstico. O laudo se lê inteiro, com os seus sintomas e o seu médico.
O que a dosagem mede
O estradiol (E2) é produzido sobretudo pelo folículo ovariano em crescimento e, em menor quantidade, pelos testículos, pelas suprarrenais e pela conversão periférica de androgênios no tecido adiposo. É um dos três estrogênios que o SUS dosa em separado, e a diferença não é acadêmica: na descrição oficial do Ministério da Saúde, a estrona é "o principal estrogênio circulante pós-menopausa" e o estriol é sintetizado no tecido placentário.6
Vale ler o que o Ministério escreveu sobre o próprio código. A descrição de 02.02.06.016-0 diz: "consiste em um teste imunoenzimático para detectar estrogênio, hormônio mais ativo e mais importante na mulher em idade reprodutiva, com valores mais altos no pico ovulatório".6 Duas informações estão aí sem anúncio: o método é um imunoensaio, e a variação ao longo do ciclo consta do texto normativo. Detalhe de leitura: a palavra "estradiol" não aparece nenhuma vez nas 4.324 descrições do arquivo — nem na do seu próprio código.6
Para a SBPC/ML, a determinação dos estrogênios "tem importância nas avaliações do potencial reprodutivo da mulher, na reserva ovariana e no monitoramento de tratamentos de infertilidade", além do controle do câncer de mama tratado com inibidores de aromatase.1 Repare no que não está na lista: rastreamento em pessoa assintomática e diagnóstico de menopausa.
O dia do ciclo é o exame
Na descrição da SBPC/ML, o ciclo divide-se em fase folicular (12 a 14 dias, com aumento gradual de FSH, LH e estradiol), fase lútea (em média 14 dias, desencadeada pela ovulação) e fase menstrual.1 O estradiol não tem um valor: tem uma curva, e cada trecho dela tem a sua própria faixa.
O capítulo 9 do manual da SBPC/ML propõe um modelo de laudo para dosagens hormonais e publica os intervalos abaixo, com o método declarado (imunoensaio quimioluminescente):1
| Situação | Intervalo de referência |
|---|---|
| Fase folicular | 19,5–144,2 pg/mL |
| Meio do ciclo | 63,9–356,7 pg/mL |
| Fase lútea | 55,8–214,2 pg/mL |
| Pós-menopausa (sem tratamento) | ND* – 32,2 pg/mL |
| Homens adultos | ND* – 39,8 pg/mL |
*ND: não detectável por imunoensaio, podendo ser detectável por espectrometria de massas.1
Compare as duas primeiras linhas: 144,2 e 63,9 pg/mL se sobrepõem. Um valor de 100 pg/mL é alto para a fase folicular, baixo para o meio do ciclo e normal para a fase lútea. Mesmo sangue, mesmo número — três leituras. Sem a data da última menstruação no pedido, o laboratório imprime as três faixas e ninguém sabe qual usar.
A orientação brasileira é explícita: "marcadores de reserva ovariana como FSH e estradiol devem ser colhidos durante a fase folicular precoce, entre os dias 1 e 4 do ciclo menstrual"; o anti-mülleriano varia pouco e pode ser pedido em qualquer época; e a progesterona, para comprovar ovulação, após o 21º dia.1 O protocolo Febrasgo de propedêutica da infertilidade dá uma janela ligeiramente maior — FSH e LH basais "no terceiro dia do fluxo menstrual natural", e a reserva ovariana (FSH, estradiol, anti-mülleriano e contagem de folículos antrais) do 2º ao 5º dia.7 Dias 1–4 e dias 2–5: a mensagem prática é a mesma — os primeiros dias da menstruação, não "qualquer dia".
⚠️ Um achado que vale registrar: o guia Coleta de Sangue Venoso da SBPC/ML, referência brasileira sobre quando colher, não menciona estradiol nem estrogênio uma única vez — ausência verificada por enumeração no texto integral, com controle positivo no mesmo capítulo de variação cronobiológica, que fala de aldosterona e cita o ciclo cinco vezes.2
Dois interferentes pesam tanto quanto o dia. O anticoncepcional hormonal inibe o eixo hipotálamo-hipófise-gônada: há "supressão das gonadotrofinas e diminuição do estradiol, progesterona e testosterona", e a orientação, quando é preciso avaliar o eixo, é interromper por cerca de 3 meses.1 E a biotina em megadoses (3 a 10 mg) distorce imunoensaios, com suspensão orientada ~48 horas antes da coleta1 — o estrago que ela faz na tireoide está em TSH e exames da tireoide.
O que o estradiol não diagnostica
A menopausa não é um diagnóstico de laboratório, e as fontes brasileiras convergem.
O protocolo Febrasgo sobre terapêutica hormonal rege o tratamento da menopausa no Brasil. Ele usa "menopausa" 51 vezes e "estradiol" 9 vezes — sempre como medicamento (17-β-estradiol micronizado, valerato de estradiol). Nele, "dosagem", "FSH" e "amenorreia" retornam zero ocorrência.8 Um protocolo inteiro sobre menopausa que não pede exame para diagnosticá-la.
O Febrasgo Position Statement nº 5 (maio de 2022) é direto: acima dos 45 anos, com sintomas sugestivos de hipoestrogenismo, "o diagnóstico de síndrome do climatério é clínico e não necessita de confirmação por outros exames complementares", e a data da menopausa se define retrospectivamente, após 12 meses de amenorreia. E se houver dúvida sobre se os sintomas vêm da queda da produção ovariana de estradiol, o exame que o documento manda dosar é o FSH — duas vezes, com 4 a 6 semanas de intervalo.3 A SBPC/ML converge: o FSH "também é útil no diagnóstico de menopausa ou transição menopausal em pacientes histerectomizadas e assintomáticas ou oligossintomáticas".1
Na insuficiência ovariana prematura, uma revisão de 2025 assinada por membros da Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Endócrina da Febrasgo fixa o critério: amenorreia por ≥ 4 meses e FSH > 25 mUI/mL em duas ocasiões, com pelo menos 4 semanas de intervalo; o anti-mülleriano é explicitamente não recomendado como substituto do FSH.4 ⚠️ O documento diverge de si mesmo: o corpo do texto inclui na primeira linha o FSH repetido "ao lado dos níveis de estradiol", enquanto a tabela de critérios não traz estradiol nenhum. As duas leituras coincidem no essencial — o estradiol acompanha, o FSH decide.
Na tabela do SUS, "menopausa" e "climatério" retornam zero ocorrência nos 5.023 procedimentos.5 E a norma do CFM que veda os testes de saliva para rastrear a menopausa está em perfil hormonal.
Estradiol no homem
O exame não é "de mulher". A tabela do SUS não restringe o estradiol por sexo (campo TP_SEXO = "I", como em 4.711 dos 5.023 procedimentos; apenas 7 procedimentos são exclusivos do sexo feminino e 4 do masculino).5 E a SBPC/ML publica um intervalo de referência masculino: ND a 39,8 pg/mL.1
⚠️ É preciso ser honesto sobre o que as fontes brasileiras não dizem. O manual da SBPC/ML não menciona ginecomastia nem obesidade — ambas as buscas retornam zero, e as únicas ocorrências aparentes de "obes" vêm da palavra inglesa "probes". Para a ginecomastia, a referência disponível é internacional e fica declarada como tal: a diretriz de 2026 da Sociedade Italiana de Andrologia e Medicina Sexual coloca a avaliação clínica — história e exame físico — como pedra angular do diagnóstico, complementada por investigações dirigidas "quando apropriado", não por painel automático.9
E a ideia corrente de que "a gordura aromatiza e o estradiol sobe" merece correção. É verdade que a aromatase do tecido adiposo é a principal fonte de estrogênio no homem, e um estudo de 2025 mediu expressão mais alta no tecido adiposo subcutâneo de homens com obesidade, correlacionada com adiposidade e resistência à insulina. Mas o mesmo estudo registra: "nenhuma associação foi encontrada entre a aromatase e o estradiol circulante".10 A enzima sobe; o número no laudo não acompanha automaticamente. Uma revisão de 2025 acrescenta que, após a menopausa, o adiposo vira a fonte predominante — mas o estrogênio que predomina ali é a estrona,11 exatamente o que a descrição oficial do código da estrona já dizia.6
O lado androgênico — total, livre, SHBG e o que a obesidade faz com eles — está em testosterona.
O método muda o número
O estradiol tem um intervalo útil de medição enorme: "tão baixo quanto < 5 pg/mL até cerca de 2.000 pg/mL". E a SBPC/ML é direta sobre o custo disso: os imunoensaios "são classicamente úteis para avaliação de concentrações elevadas de estradiol, mas inadequados para concentrações baixas", com desempenho limitado "em homens, crianças, mulheres na pós-menopausa e naquelas em tratamento com inibidor de aromatase". O melhor desempenho é por LC-MS/MS.1
Isso não é teórico. A avaliação de um imunoensaio automatizado encontrou imprecisão inferior a 6,6% e exatidão melhor que 6,0% em todos os níveis exceto um: em 114 pmol/L — cerca de 31 pg/mL, a faixa da pós-menopausa e do homem adulto — o desvio foi de 22%.12 E num estudo com 40 pacientes amenorreicas, o radioimunoensaio de alta sensibilidade deu valor mais alto que a LC-MS/MS em 62% dos casos.13 O erro tem direção conhecida: os métodos menos específicos superestimam o estradiol baixo.
Há um caso em que a escolha do método é conduta. No controle do câncer de mama com inibidor de aromatase, o alvo é a supressão máxima — estradiol abaixo de 10 pmol/L (2,7 pg/mL) — e a SBPC/ML orienta evitar ensaios imunométricos diretos, porque alguns inibidores "podem apresentar reação cruzada com os anticorpos antiestradiol e elevar falsamente os níveis"; a determinação deve ser feita por radioimunoensaio convencional ou por cromatografia acoplada a espectrometria de massas.1
O problema é o acesso. O próprio manual adverte que "as metodologias para dosagens hormonais de alta sensibilidade analítica ainda não estão amplamente difundidas e disponíveis no Brasil".1 E a tabela do SUS confirma: "espectrometria" e "tandem" retornam zero ocorrência em 5.023 procedimentos, enquanto "cromatografia" nomeia 6 — o vocabulário está no arquivo, só nunca chega à espectrometria de massas.5 O que o sistema público financia é o imunoensaio, como a descrição do procedimento declara.6
Na prática: confira qual método foi usado e compare sempre com o intervalo de referência impresso no seu próprio laudo. A SBPC/ML alerta que as unidades variam entre serviços — pg/mL, ng/dL, pmol/L.1 Se destoarem, use o conversor de unidades.
Quanto o SUS paga
Valores ambulatoriais da SIGTAP na competência 08/2026, lidos diretamente no arquivo da tabela:5
| Dosagem | Código | Valor |
|---|---|---|
| Estradiol | 02.02.06.016-0 | R$ 10,15 |
| Estrona | 02.02.06.018-7 | R$ 11,12 |
| Estriol | 02.02.06.017-9 | R$ 11,55 |
| FSH | 02.02.06.023-3 | R$ 7,89 |
| LH | 02.02.06.024-1 | R$ 8,97 |
| Progesterona | 02.02.06.029-2 | R$ 10,22 |
Os três estrogênios estão na forma de organização 02.02.06 "Exames hormonais" e cada um é cobrado em separado — não há painel.5 A dupla de reserva ovariana do Febrasgo (FSH + estradiol) soma R$ 18,04. Para o setor privado, veja quanto custa um exame de sangue.
Perguntas frequentes
Preciso estar em jejum? Nenhuma fonte brasileira consultada exige jejum para o estradiol. O que elas exigem é o dia certo do ciclo.17 Se ele for colhido junto com glicemia ou lipidograma, valem as regras desses exames. Confirme com o seu laboratório.
Meu estradiol veio baixo. É menopausa? Não é assim que se conclui. Um estradiol baixo pode ser fase folicular precoce, anticoncepcional ou simplesmente o limite do método, pouco confiável justamente nos valores baixos.1 Havendo suspeita de falência ovariana antes dos 40 anos, o critério brasileiro é FSH > 25 mUI/mL repetido com 4 semanas de intervalo, com amenorreia de pelo menos 4 meses.4
E se veio alto? Depende do dia. No meio do ciclo, a faixa normal vai até 356,7 pg/mL.1 Um "alto" sem a data da última menstruação não é interpretável. Leve o laudo e a data à consulta.
Posso fazer o exame tomando anticoncepcional? Colher, pode. Interpretar é outra história: a pílula suprime as gonadotrofinas e derruba o estradiol, e a orientação da SBPC/ML, quando o objetivo é avaliar o eixo, é interromper por cerca de 3 meses.1 Essa decisão é do seu médico, nunca sua sozinha.
O estradiol serve para saber se estou ovulando? Não é o exame indicado. Para comprovar ovulação, a orientação brasileira é dosar progesterona depois do 21º dia do ciclo.1 O estradiol entra na reserva ovariana, ao lado do FSH, no início do ciclo.7
Homem pode precisar dosar estradiol? Pode — a tabela do SUS não restringe o exame por sexo e há intervalo de referência masculino publicado no Brasil (ND a 39,8 pg/mL).15 Mas a indicação vem do quadro clínico: a diretriz internacional disponível põe a avaliação clínica antes dos exames.9
O que levar do seu laudo
Guarde três reflexos. Anote a data da última menstruação e leve-a com o laudo — sem ela o estradiol não se lê. Colha nos primeiros dias do ciclo quando o objetivo é reserva ovariana: dias 1 a 4 (SBPC/ML) ou 2 a 5 (Febrasgo). E não espere que este exame diagnostique menopausa: nem o protocolo de terapêutica hormonal, nem a tabela do SUS, nem o critério de insuficiência ovariana prematura o usam para isso.
Nenhum número isolado decide nada — nem aqui, nem na prolactina, nem no cortisol, nem no beta-hCG. Se um termo do laudo não fizer sentido, comece pelo glossário; para organizar o conjunto antes da consulta, a AI DiagMe ajuda a colocar os seus resultados em contexto.
Fontes
Footnotes
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Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) — Recomendações da SBPC/ML: boas práticas em laboratório clínico. Capítulo 9, "Medicina laboratorial inclusiva: cuidando de pacientes transgênero": modelo de laudo (Exemplo 2, estradiol total por imunoensaio quimioluminescente) com os intervalos de referência citados — fase folicular 19,5–144,2 pg/mL, meio do ciclo 63,9–356,7 pg/mL, fase lútea 55,8–214,2 pg/mL, pós-menopausa não tratada ND–32,2 pg/mL, homens adultos ND–39,8 pg/mL, com a nota "ND: não detectável por imunoensaio, podendo ser detectável por espectrometria de massas" e a advertência de que os métodos de alta sensibilidade "ainda não estão amplamente difundidas e disponíveis no Brasil". Capítulo 48, "Avaliação hormonal da mulher em idade reprodutiva": fases do ciclo (folicular 12–14 dias, lútea ~14 dias); indicações da dosagem de estrogênios; alvo < 10 pmol/L (2,7 pg/mL) no controle de inibidor de aromatase, com orientação de evitar ensaios imunométricos diretos por reação cruzada com os anticorpos antiestradiol; FSH e estradiol na fase folicular precoce (dias 1 a 4); progesterona após o 21º dia; FSH útil no diagnóstico de menopausa em pacientes histerectomizadas e assintomáticas ou oligossintomáticas; anticoncepcional hormonal suprimindo gonadotrofinas e reduzindo estradiol, com interrupção de cerca de 3 meses; biotina em megadoses de 3 a 10 mg e suspensão ~48 h antes; variação das unidades entre laboratórios (ng/mL, ng/dL, pmol/L). Capítulo de espectrometria de massas: intervalo útil de < 5 pg/mL a ~2.000 pg/mL, imunoensaios inadequados para concentrações baixas e desempenho limitado em homens, crianças, mulheres na pós-menopausa e em uso de inibidor de aromatase. ⚠️ Verificação feita no texto integral do PDF (16.055.655 bytes, 23.815 linhas de texto extraído). ⚠️ Observação de leitura: o cabeçalho do "Exemplo 2" repete a unidade e o intervalo de medição do "Exemplo 1" (testosterona, ng/dL); os intervalos de referência do estradiol estão explicitamente rotulados em pg/mL na coluna "Unidades" da mesma tabela, e é essa a unidade adotada aqui. PDF ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 ↩8 ↩9 ↩10 ↩11 ↩12 ↩13 ↩14 ↩15 ↩16 ↩17 ↩18 ↩19 ↩20 ↩21 ↩22
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SBPC/ML — Recomendações da SBPC/ML para Coleta de Sangue Venoso, 2ª edição (Manole/BD, 2009). ⚠️ Ausência demonstrada: "estradiol" e "estrogênio" retornam 0 ocorrência no texto integral extraído (294.821 bytes, 5.301 linhas), contagem por ocorrências e não por linhas. Controle positivo no mesmo capítulo de variação cronobiológica, que discute a aldosterona (1 ocorrência, cerca de 100% mais elevada na fase pré-ovulatória que na folicular) e cita "ciclo" 5 vezes — o vocabulário está no documento; simplesmente nunca é aplicado ao estradiol. PDF ↩ ↩2
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FEBRASGO, Comissão Nacional Especializada em Climatério — Propedêutica mínima no climatério. Febrasgo Position Statement nº 5, maio de 2022. Femina. 2022;50(5):263-271. Recomendação: "para mulheres com idade superior a 45 anos e sintomas sugestivos de hipoestrogenismo como ondas de calor típicas, o diagnóstico de síndrome do climatério é clínico"; "a definição da data da menopausa é feita retrospectivamente, após 12 meses de amenorreia em uma mulher com mais de 45 anos"; no corpo do texto, "o diagnóstico de síndrome do climatério é clínico e não necessita de confirmação por outros exames complementares" e, havendo dúvida quanto à queda da produção ovariana de estradiol, "a dosagem de FSH na fase folicular inicial pode confirmar o diagnóstico", com valores acima de 25 mUI/mL indicando o início da transição menopausal e recomendação de duas dosagens com intervalo de 4 a 6 semanas. ⚠️ Verificação de primeira mão: PDF baixado (245.708 bytes,
application/pdf), com controle negativo em nome de arquivo inventado no mesmo diretório devolvendo 404text/htmlde 548 bytes; passagem-chave relida também com extração-layoutpara descartar entrelaçamento de colunas. PDF ↩ ↩2 -
Pravatta-Rezende G, Benetti-Pinto CL, Yela DA, Rosa e Silva ACJS, Nácul AP, Marcos dos Reis F, Baracat EC, Soares Junior JM — membros da Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Endócrina da FEBRASGO. Premature ovarian insufficiency: Updated concepts in diagnosis and hormonal treatment strategies. Clinics (São Paulo). 2025;80:100745. Revisão narrativa baseada no protocolo oficial da Febrasgo para insuficiência ovariana prematura (2021) e na diretriz ESHRE de 2024. Prevalência de até 3,5% em mulheres abaixo de 40 anos; critério diagnóstico: amenorreia ≥ 4 meses e FSH > 25 mUI/mL em duas ocasiões com pelo menos 4 semanas de intervalo; investigação recomendada: TSH, FSH (2×), cariótipo e pré-mutação do FMR1; anti-mülleriano e anti-TPO não recomendados no diagnóstico. ⚠️ Divergência interna registrada: o corpo do texto inclui o estradiol na investigação de primeira linha "ao lado do FSH", enquanto a Tabela 1 não o lista entre os exames recomendados. Verificado no texto integral (PMC12396276); nenhuma errata declarada no XML do NCBI (
CommentsCorrections/ErratumInvazio), método validado com controle positivo. DOI: 10.1016/j.clinsp.2025.100745 · PubMed 40840112 ↩ ↩2 ↩3 -
Ministério da Saúde / DATASUS — SIGTAP: Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS, competência 202608. Leitura no arquivo
tb_procedimento.txt(1.697.774 bytes, 5.023 linhas), decodificação latin-1 e colunas de posição fixa conformetb_procedimento_layout.txt(VL_SA nas posições 295–306, campo de 12 caracteres). Parser validado contra quatro valores publicados de forma independente: hemograma completo 0202020380 = R$ 4,11; ferritina 0202010384 = R$ 15,59; TSH 0202060250 = R$ 8,96; estradiol 0202060160 = R$ 10,15 — 4 acertos em 4. Valores citados: estradiol 0202060160 (R$ 10,15), estrona 0202060187 (R$ 11,12), estriol 0202060179 (R$ 11,55), FSH 0202060233 (R$ 7,89), LH 0202060241 (R$ 8,97), progesterona 0202060292 (R$ 10,22); forma de organização 020206 = "Exames hormonais". TP_SEXO do estradiol = "I", valor presente em 4.711 das 5.023 linhas (F = 7, M = 4). Ausências demonstradas com dobra de acentos ativa (2.483 das 5.023 linhas contêm acentos combinantes): "MENOPAUSA" = 0, "CLIMATERIO" = 0, "ESPECTROMETRIA" = 0, "TANDEM" = 0, com controle positivo "CROMATOGRAFIA" = 6 no mesmo arquivo. ⚠️ Uma presença na SIGTAP estabelece a cobertura, nunca a recomendação clínica. sigtap.datasus.gov.br ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 -
Ministério da Saúde / DATASUS — SIGTAP, arquivo
tb_descricao.txt(17.373.832 bytes, 4.324 linhas), competência 202608, que traz o texto de intenção do Ministério para cada procedimento. Descrição de 0202060160 (estradiol): "consiste em um teste imunoenzimático para detectar estrogênio, hormônio mais ativo e mais importante na mulher em idade reprodutiva, com valores mais altos no pico ovulatório". Descrição de 0202060187 (estrona): "hormônio que provém do ovário e da conversão periférica da androstenediona, sendo o principal estrogênio circulante pós-menopausa". Descrição de 0202060179 (estriol): "hormônio sintetizado no tecido placentário a partir da 16-alfa-OH-DHEA geralmente de origem fetal". ⚠️ A palavra "ESTRADIOL" retorna 0 ocorrência nas 4.324 descrições, incluindo a do próprio código. ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 -
FEBRASGO — Lamaita RM, Amaral MCMS, Cota AMM, Ferreira MCF. Propedêutica básica da infertilidade conjugal. Protocolo Febrasgo – Ginecologia (2018), publicado em Femina. 2020;48(5):311-315. DOI: 10.61622/0100-7254485202006. FSH e LH basais colhidos no terceiro dia do fluxo menstrual natural; reserva ovariana avaliada por FSH, estradiol, hormônio anti-mülleriano e contagem de folículos antrais, realizados na fase folicular inicial (2º ao 5º dia do ciclo); valores de referência citados: FSH ideal < 8 mUI/mL, ruim entre 10 e 15, mau prognóstico > 15; estradiol < 50 a 70 pg/mL; FSH e LH persistentemente baixos com estradiol < 40 pg/mL sugerindo hipogonadismo hipogonadotrófico; FSH e LH persistentemente elevados com estradiol diminuído, em mulheres abaixo de 40 anos, sugerindo falência ovariana prematura. ⚠️ Verificação no PDF integral (222.131 bytes), não na página HTML, que publica apenas a introdução. PDF ↩ ↩2 ↩3
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FEBRASGO — Nahas EAP, Nahas Neto J. Terapêutica hormonal: benefícios, riscos e regimes terapêuticos. Protocolo Febrasgo, Femina. 2019;47(7):443-448. DOI: 10.61622/0100-7254477201908. ⚠️ Ausência demonstrada no PDF integral (226.884 bytes; 34.037 caracteres de texto extraído): "dosagem", "FSH", "amenorreia" e "12 meses" retornam 0 ocorrência, com controle positivo forte no mesmo documento — "menopausa" = 51 e "estradiol" = 9, este último sempre como fármaco (17-β-estradiol micronizado, valerato de estradiol). ⚠️ Coleção enumerada página a página (
special-collection/protocolos/page/1..12, 12 páginas, 200text/html), com controle negativo em coleção inventada devolvendo 404. PDF ↩ -
Pozza C, Selice R, Barbonetti A, Hasenmajer V, Lotti F, Menafra D, Pasquali D, Sansone A, Isidori AM, Rochira V. Management of gynecomastia in adolescence and adults: the clinical practice guidelines from the Italian Society of Andrology and Sexual Medicine (SIAMS). J Endocrinol Invest. 2026. Diretriz GRADE: a avaliação clínica — história e exame físico detalhados — é a pedra angular do diagnóstico, complementada por investigações hormonais e de imagem dirigidas quando apropriado; observação recomendada nas formas fisiológicas ou de início recente. ⚠️ Fonte internacional em repli declarado: nenhuma fonte brasileira consultada trata da ginecomastia no contexto da dosagem de estradiol — "ginecomastia" retorna 0 ocorrência no manual da SBPC/ML. DOI: 10.1007/s40618-026-02915-2 · PubMed 42258023 ↩ ↩2
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Ahmed F, Hetty S, Laterveer R, Surucu EB, Mathioudaki A, Hornbrinck E, Patsoukaki V, Olausson J, Sundbom M, Svensson MK, Pereira MJ, Eriksson JW. Altered Expression of Aromatase and Estrogen Receptors in Adipose Tissue From Men With Obesity or Type 2 Diabetes. J Clin Endocrinol Metab. 2025;110(10):e3410-e3424. Expressão de aromatase mais alta no tecido adiposo subcutâneo de homens com obesidade, correlacionada positivamente com adiposidade, hiperglicemia e resistência à insulina — ⚠️ mas nenhuma associação foi encontrada entre a aromatase e o estradiol circulante. ⚠️ Fonte internacional, usada como repli declarado: o manual da SBPC/ML não menciona obesidade nem ginecomastia. DOI: 10.1210/clinem/dgaf038 · PubMed 39833659 ↩
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Lee AA, Den Hartigh LJ. Metabolic impact of endogenously produced estrogens by adipose tissue in females and males across the lifespan. Front Endocrinol (Lausanne). 2025;16:1682231. O tecido adiposo branco converte androgênios em estrogênios pela aromatase (CYP19A1) e se torna a fonte predominante de estrogênio após a menopausa; ao contrário da produção ovariana, em que predomina o estradiol, o estrogênio predominante na pós-menopausa tende a ser a estrona. ⚠️ Fonte internacional, usada como reforço declarado — coincide com a descrição oficial brasileira do código da estrona na SIGTAP. DOI: 10.3389/fendo.2025.1682231 · PubMed 41180177 ↩
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Macias-Muñoz L, Filella X, Augé JM, Hanzu FA, Morales-Ruiz M, Bedini JL, Jiménez W, Casals G. Performance evaluation of Siemens Atellica enhanced estradiol assay. Adv Lab Med. 2020;1(1):20190009. Avaliação em 119 amostras de soro (45 a 10.059 pmol/L): imprecisão intra e interdia < 6,6%; exatidão melhor que 6,0% em todos os níveis exceto em 114 pmol/L (≈ 31 pg/mL), onde o desvio foi de 22%. ⚠️ Fonte internacional, usada aqui como ilustração declarada do que a SBPC/ML afirma em termos gerais sobre imunoensaios em concentrações baixas. DOI: 10.1515/almed-2019-0009 · PubMed 37362558 ↩
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Morimoto M, Takahashi M, Honda J, Yoshida T, Yoshida M, Toba H, Imoto I, Tangoku A, Sasa M. Assay of serum E2 concentration in postmenopausal breast cancer patients using a high-sensitivity RIA method is generally useful. J Med Invest. 2016;63(3-4):236-240. Quarenta pacientes amenorreicas com câncer de mama em avaliação para inibidor de aromatase: o radioimunoensaio de alta sensibilidade devolveu valor de estradiol mais alto que a LC-MS/MS em 62% dos casos, apesar de correlação positiva significativa entre os dois métodos. ⚠️ Fonte internacional, usada como reforço declarado. DOI: 10.2152/jmi.63.236 · PubMed 27644565 ↩