Doação de sangue: quem pode doar e o que é testado
A norma brasileira pede no mínimo 12,5 g/dL de hemoglobina na mulher e 13,0 no homem — e também barra quem chega a 18,0 g/dL, mandando investigar.
Você quer doar sangue e está tentando descobrir se pode. Este site não é um hemocentro e não faz campanha: o que ele sabe fazer é ler para você o texto que decide. É o Anexo IV da Portaria de Consolidação GM/MS nº 5/2017, do Ministério da Saúde, que fixa idade, peso, hemoglobina, intervalo entre doações e os exames feitos no sangue doado. Lemos os 423.107 caracteres dele. ⚠️ A data importa aqui: a Portaria GM/MS nº 11.685/2026 altera esse mesmo Anexo IV e entra em vigor em 30 de setembro de 2026, 22 dias depois desta publicação.12 Tudo o que segue foi lido no texto vigente hoje.
Em resumo
- Idade: de 16 anos completos a 69 anos, 11 meses e 29 dias; entre 16 e 17 anos, com consentimento escrito do responsável a cada doação. A primeira doação tem limite de 60 anos, 11 meses e 29 dias.3
- Peso: no mínimo 50 kg. Coleta-se 450 mL ± 45 mL, mais até 30 mL para os exames.3
- Hemoglobina: no mínimo 12,5 g/dL (mulheres) ou 13,0 g/dL (homens) — ou hematócrito de 38% e 39%.3
- Há um teto, e quase ninguém o conhece: Hb igual ou maior que 18,0 g/dL impede a doação e manda encaminhar para investigação clínica.3
- Intervalo: mínimo de 2 meses (homens) e 3 meses (mulheres), com no máximo 4 e 3 doações por ano.3
- Seis infecções são testadas obrigatoriamente a cada doação, e nas áreas endêmicas soma-se a malária.34
- "Ferro" e "ferritina" têm zero ocorrência no Anexo IV: a norma olha a hemoglobina do dia, nunca o seu estoque.3
- Os resultados são seus, mas saem "mediante solicitação".3
Os números que a norma escreve
A triagem clínica é uma entrevista individual, feita a cada doação por profissional de saúde de nível superior sob supervisão médica, "em sala que garanta a privacidade e o sigilo das informações", segundo a RDC nº 34/2014 da Anvisa.5 O que ela mede está descrito na própria tabela do SUS: "altura, peso, aferição da pressão arterial, da frequência cardíaca e a determinação do hematócrito e ou da hemoglobina".4
| Critério | O que o Anexo IV exige |
|---|---|
| Idade | 16 anos completos a 69 anos, 11 meses e 29 dias |
| Primeira doação | até 60 anos, 11 meses e 29 dias |
| Peso | mínimo de 50 kg |
| Pulso | regular, entre 50 e 100 batimentos por minuto |
| Pressão arterial | sistólica até 180 mmHg, diastólica até 100 mmHg |
| Temperatura | não superior a 37 °C |
| Hemoglobina | 12,5 g/dL (mulheres) · 13,0 g/dL (homens) |
| Hematócrito | 38% (mulheres) · 39% (homens) |
| Intervalo entre doações | 2 meses (homens) · 3 meses (mulheres) |
| Frequência anual | 4 doações (homens) · 3 doações (mulheres) |
| Volume | 450 mL ± 45 mL, mais até 30 mL para exames |
Fora da tabela, três regras que pegam muita gente de surpresa. Comida gordurosa: não se coleta sangue de quem fez "refeição copiosa e rica em substâncias gordurosas há menos de 3 horas" — o Ministério traduz isso como esperar 2 horas depois do almoço.36 Álcool: contraindica por 12 horas. Profissão e esporte: quem pilota avião, dirige ônibus, caminhões e trens, opera maquinário de alto risco, trabalha em andaimes ou pratica paraquedismo e mergulho só é aceito se puder parar essas atividades por 12 horas depois de doar.3
⚠️ Nada disso responde a uma pergunta pessoal. O Anexo 1 traz duas listas — causas de inaptidão definitiva e temporária, cada uma com o seu prazo — e só o médico do hemocentro as aplica ao seu caso. Um exemplo do quanto elas surpreendem: hepatite viral depois dos 11 anos de idade é inaptidão definitiva no Brasil.3
O teto de hemoglobina
Todo mundo sabe que uma hemoglobina baixa impede a doação. Poucos sabem que uma alta também. O § 2º do art. 42 é explícito: o candidato com Hb "igual ou maior que 18,0 g/dL ou Ht igual ou maior que 54% será impedido de doar e encaminhado para investigação clínica".3
Isso muda o sentido da picada no dedo: ela não é só um filtro de estoque, é uma medida que pode mandar você ao médico. Quem é recusado por hemoglobina alta não foi "reprovado" — foi encaminhado, e esse resultado merece um hemograma completo de verdade, com hemácias e plaquetas.
O que é testado no sangue que você doa
A lista é fechada e está no art. 129: é obrigatória a realização de exames laboratoriais de alta sensibilidade a cada doação para seis infecções.3 A tabela do SUS repete a mesma lista, em outro documento do mesmo Ministério.4
| Infecção | O que a norma exige |
|---|---|
| Sífilis | anticorpo treponêmico ou não treponêmico (VDRL) |
| Doença de Chagas | anticorpo anti-T. cruzi por EIE ou quimioluminescência |
| Hepatite B | HBsAg e anti-HBc e NAT do HBV |
| Hepatite C | anticorpo (ou antígeno + anticorpo) e NAT do HCV |
| Aids (HIV) | anticorpo (ou anticorpo + antígeno p24) e NAT do HIV |
| HTLV I/II | anticorpo contra o HTLV I/II |
Três detalhes mudam a leitura. O teste de HIV "incluirá, obrigatoriamente, a pesquisa de anticorpos contra os subtipos 1, 2 e O". Nas regiões endêmicas de malária com transmissão ativa acrescenta-se um teste para o plasmódio, "independente da incidência parasitária". E sorologia em pool é proibida; o NAT em pool é permitido, mas um pool positivo tem de ser desmembrado e testado amostra por amostra.3
A bolsa só é liberada com resultado não reagente tanto na sorologia quanto no NAT.3 E o art. 128 diz para que servem: "a fim de reduzir riscos de transmissão de doenças e em prol da qualidade do sangue doado".3 Ou seja, estas sorologias infecciosas não existem para diagnosticar você — existem para proteger quem vai receber a transfusão.
A palavra que os dois textos não usam
Existe um intervalo entre se infectar e o teste ficar positivo. Procuramos como a norma brasileira nomeia isso: ela não nomeia. A palavra "janela" tem zero ocorrência no Anexo IV (423.107 caracteres) e zero na RDC nº 34/2014 (198.562 caracteres), com controles positivos fortes nos mesmos arquivos — "soroconversão" aparece 12 e 6 vezes, "retrovigilância" 10 e 11.35
No lugar da palavra há um mecanismo. Quando um doador antes negativo passa a ter teste reagente, o serviço aciona a retrovigilância: rastrear para trás as bolsas das doações anteriores. Os prazos são escritos: até 6 meses antes da última doação negativa para anti-HIV, anti-HCV, HBsAg ou anti-HTLV; 12 meses para o anti-HBc; 3 meses quando quem detectou foi o NAT.3 E a Anvisa exige que cada doação deixe uma amostra guardada — plasmateca ou soroteca — "por período mínimo de 6 meses" a 20 °C negativos ou menos.5 O sangue de hoje pode ser reexaminado daqui a meio ano.
Se um teste der reagente, você é avisado
É a pergunta que trava muita gente, e tem resposta escrita. Antes de comunicar, o serviço repete os testes em duplicata; a inaptidão da triagem laboratorial "será comunicada ao doador com objetivo de esclarecimento e encaminhamento do caso".3 A RDC nº 34/2014 diz o mesmo: o doador "deve ser informado sobre a causa e, quando necessário, encaminhado ao serviço de referência".5
Ao assinar o termo de consentimento, você autoriza a busca ativa pelo serviço ou pela vigilância em saúde caso haja resultado reagente ou inconclusivo; e o serviço informa mensalmente à autoridade sanitária os reagentes e as ausências de quem foi convocado. O sigilo é absoluto: os resultados "somente poderão ser entregues ao próprio doador" ou a terceiro com procuração.3
⚠️ Atenção ao verbo: os resultados "serão fornecidos mediante solicitação do doador".3 Não há entrega automática do que deu negativo. Se quiser saber o seu, precisa pedir.
O que você fica sabendo sobre você
O seu tipo sanguíneo. O bloco imuno-hematológico do doador determina o grupo ABO e o antígeno D, e "inclui a determinação da característica D fraco e a pesquisa de anticorpos irregulares".4 Essa pesquisa é o Coombs indireto, e o conjunto decide a sua compatibilidade sanguínea — se você for daqueles que a escola chamou de doador universal, a nuance está lá. O D fraco é procurado porque a sorologia simples erra: é o assunto do fator Rh, no dossiê tipos sanguíneos.
Se você carrega hemoglobina S. O art. 141 é categórico: "é obrigatória a pesquisa de hemoglobina S nos doadores de sangue, pelo menos, na primeira doação". As bolsas com pesquisa positiva não são descartadas — recebem a informação no rótulo e deixam de ser usadas em recém-nascidos, em portadores de hemoglobinopatias e em circulação extracorpórea. E o doador "será orientado e encaminhado a serviço assistencial para avaliação clínica".3 Muitos brasileiros descobrem o traço falciforme assim, sem ter pedido o exame.
Doar baixa o seu ferro — e a norma não olha para isso
Aqui está a lacuna mais importante desta página. "Ferro" e "ferritina" têm zero ocorrência nos 423.107 caracteres do Anexo IV, e "ferritina" zero nos 198.562 da RDC nº 34/2014 (controle positivo: "hemoglobina" aparece 22 e 17 vezes). São exatamente os documentos que definem o que se mede antes de cada doação — e eles medem a hemoglobina do dia, nunca a reserva.35
Os dados brasileiros dizem por que isso importa. Na Fundação Pró-Sangue, de São Paulo, um caso-controle com 400 candidatos recusados por hematócrito baixo e 456 doadores aptos apontou como fatores de risco para depleção de ferro justamente doar repetidamente e ter sido recusado na triagem.7 Em Uberaba, entre recusados por hematócrito baixo, 40,2% (82 de 204) tinham deficiência de ferro.8 Já entre doadores de primeira vez em Manaus — 989 pessoas com ferritina dosada — apenas 1,04% estava deficiente.9 O contraste desenha o problema: ele se constrói com o tempo.
A conduta que isso sugere não é parar de doar — é olhar o seu ferro sérico e, sobretudo, a sua ferritina, que é a reserva, dentro da cinética do ferro. ⚠️ E nunca tomar ferro por conta própria: quem decide é o médico, com o exame na mão.
Quanto custa ao SUS uma doação
Somando os cinco códigos do percurso do doador na tabela de procedimentos, competência 202608: triagem clínica R$ 10,00, coleta R$ 22,00, exames imuno-hematológicos R$ 15,00, sorologia do doador R$ 75,00 e NAT R$ 9,34 — R$ 131,34 por doação.4 A sorologia sozinha custa 18 vezes o hemograma completo (R$ 4,11); a ferritina tem código próprio a R$ 15,59, fora do bloco do doador.4
Avanços recentes
Segundo o PubMed e as fontes brasileiras:
- A ampliação da elegibilidade não reduziu a segurança. Em 2020 o Brasil adotou a avaliação individual do doador, tornando elegíveis pessoas antes impedidas. Cinco hemocentros brasileiros analisaram 1,66 milhão de doações entre 2020 e 2024: a incidência de HIV permaneceu estável e não houve aumento do risco residual de transmissão transfusional.10 Segundo o PubMed, Buccheri et al., Vox Sanguinis (2026) — DOI.
- O NAT derrubou o risco residual no Norte do país. Na Fundação HEMOPA, no Pará, ele caiu de 1 em 107.527 para 1 em 769.231 doações no HIV, e de 1 em 169.492 para 1 em 769.231 no HCV.11 Segundo o PubMed, Vieira et al., Transfusion (2017) — DOI.
- O mesmo serviço mediu o efeito no HBV: de 1 em 144,92 mil para 1 em 294,11 mil doações depois do NAT para hepatite B, em janeiro de 2015.12 Segundo o PubMed, Corrêa et al., PLoS One (2018) — DOI.
- O que afasta o brasileiro da doação é medo e desconhecimento. Em 1.055 usuários da atenção primária de Ribeirão Preto, o medo de sangue, de agulha e de desmaio e a falta de conhecimento sobre o processo foram barreiras centrais.13 Segundo o PubMed, Zucoloto et al., Transfusion and Apheresis Science (2019) — DOI.
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Perguntas frequentes
Quem pode doar sangue no Brasil? Quem tem entre 16 anos completos e 69 anos, 11 meses e 29 dias, pesa ao menos 50 kg e chega com hemoglobina de pelo menos 12,5 g/dL (mulheres) ou 13,0 g/dL (homens).3 O Ministério acrescenta dormir ao menos 6 horas nas últimas 24 horas, estar alimentado e apresentar documento oficial com foto.6 Só o médico do hemocentro decide o seu caso.
De quanto em quanto tempo posso doar? O intervalo mínimo é de 2 meses para homens e 3 meses para mulheres, com no máximo 4 e 3 doações por ano.3
Doar sangue engrossa ou afina o sangue? Nem uma coisa nem outra. Retiram-se 450 mL ± 45 mL, e o corpo repõe o volume rápido; o que demora a se refazer é a reserva de ferro. A conversa útil é sobre ferritina, não sobre "sangue grosso".37
Recebo os resultados dos exames? Sim, mas mediante solicitação: peça ao hemocentro.3 Se algum teste for reagente, a comunicação é ativa — o serviço repete em duplicata, avisa e encaminha.35
A picada no dedo é um hemograma? Não. É a determinação da hemoglobina ou do hematócrito, e mais nada.4 Um hemograma completo traz índices que a triagem não mede.
Para lembrar
Doar sangue no Brasil tem um texto, e ele é preciso: 16 a 69 anos, 50 kg, 12,5 g/dL de hemoglobina na mulher e 13,0 no homem, 2 ou 3 meses entre doações, 450 mL ± 45 mL por bolsa. Guarde três coisas que quase ninguém conta. A triagem tem um teto além do piso: 18,0 g/dL impede a doação e manda investigar. O sangue doado é testado para seis infecções mais malária nas áreas endêmicas, e a norma não fala em "janela" — ela guarda uma amostra de cada doação por seis meses e rastreia para trás. E a doação mede a sua hemoglobina, nunca o seu ferro: se você doa com regularidade, a ferritina é uma conversa a ter com o seu médico. ⚠️ Por fim, a data: um novo texto ministerial entra em vigor em 30 de setembro de 2026, e o hemocentro é sempre a autoridade sobre o seu caso.
Fontes
Fontes institucionais brasileiras e publicações científicas (PubMed) utilizadas neste guia:
Footnotes
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Anvisa — Ministério da Saúde atualiza procedimentos hemoterápicos e Anvisa orienta período de transição, notícia institucional publicada em 16/07/2026, lida integralmente por nós (6.297 caracteres de texto extraído). Conteúdo verificado: o Ministério da Saúde publicou a Portaria GM/MS 11.685/2026, que altera a Portaria de Consolidação GM/MS 5/2017 "para redefinir o conjunto de regulamentos técnicos relacionados ao sangue e aos procedimentos hemoterápicos"; "conforme estabelecido no art. 4º, a nova Portaria entrará em vigor 90 dias após a data de sua publicação oficial, em 30 de setembro de 2026"; as atividades do Ciclo do Sangue são regidas "principalmente" pelo Anexo IV da Portaria de Consolidação 5/2017 e pela RDC 34/2014, de caráter complementar; a Anvisa emitiu a Nota Técnica 42/2026/SEI/GSTCO/GGBIO/DIRE2/ANVISA para o período de transição; a atualização da RDC 34/2014 "encontra-se na fase final de Avaliação de Impacto Regulatório (AIR)". Página verificada por nós em 200
text/html(465.333 bytes), com controle negativo em slug inventado no mesmo diretório devolvendo 404 (151.160 bytes) — o discriminante é o código. ⚠️ Não conseguimos abrir o texto da Portaria GM/MS 11.685/2026: a página oficial do Ministério redireciona (302) parain.gov.br, que respondeu código 000 em três tentativas, e um espelho do DOU testado devolveu 403 idêntico para a página real e para um slug inventado (374 bytes nos dois casos), o que torna o controle negativo impossível nesse hospedeiro. Número, data, objeto e vigência aqui são os declarados pela própria agência e pelo índice de legislação do Ministério,2 não uma leitura do texto normativo. Anvisa ↩ -
Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção Especializada à Saúde — página institucional Regulamentos Técnicos Específicos – Hemoterapia, índice de legislação do sangue, lida integralmente por nós (200
text/html, 143.602 bytes, 12.895 caracteres de texto extraído). Conteúdo verificado: a primeira entrada da lista é a "Portaria GM/MS Nº 11.685, de 2 de Julho de 2026", com a ementa "Altera a Portaria de Consolidação GM/MS nº 5, de 28 de setembro de 2017, para redefinir o conjunto de regulamentos técnicos da área de sangue e de procedimentos hemoterápicos, no âmbito do Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Derivados - SINASAN"; seguem-se as seis Portarias de Consolidação de 28/09/2017 e uma entrada específica para "Art. 43 a 47 e anexos da Portaria de Consolidação nº 5/2017/GM/MS". Medida registrada: tanto o link da Portaria de Consolidação nº 5/2017 quanto o link "Art. 43 a 47 e anexos" devolvem 302 parabvsms.saude.gov.br, hospedeiro que não respondeu (código 000, quatro tentativas, 08/09/2026); e o link da Portaria 11.685/2026 devolve 302 parain.gov.br, também sem resposta. Ou seja: o índice existe e é legível, mas os textos que ele aponta não estavam acessíveis deste ambiente na data da leitura. gov.br/saude ↩ ↩2 -
Ministério da Saúde — Portaria de Consolidação GM/MS nº 5, de 28 de setembro de 2017, Anexo IV — Do sangue, componentes e derivados (origem declarada em cada dispositivo: PRT MS/GM nº 158/2016). Texto integral lido por nós: PDF de 1.554.491 bytes, 171 páginas, 423.107 caracteres extraídos (
pdftotextpara stdout). Dispositivos citados: art. 30 (doação voluntária, anônima e altruísta, sem remuneração direta ou indireta); art. 31 e §§ 1º e 2º (sigilo absoluto; resultados "fornecidos mediante solicitação do doador"; entrega só ao próprio doador ou a terceiro com procuração); art. 32, IV (consentimento para "busca ativa" em caso de resultado reagente ou inconclusivo); art. 37 e § 1º (máximo de 4 doações anuais para o homem e 3 para a mulher; intervalo mínimo de 2 e 3 meses); art. 38 e §§ 1º, 4º e 5º (idade de 16 anos completos a 69 anos, 11 meses e 29 dias; consentimento escrito do responsável entre 16 e 17 anos; análise médica individual fora da faixa; limite de 60 anos, 11 meses e 29 dias para a primeira doação); art. 39 (peso mínimo de 50 kg); art. 40 (pulso regular, 50 a 100 bpm); art. 41 (sistólica até 180 mmHg, diastólica até 100 mmHg); art. 42 e §§ 1º e 2º (determinação de Hb ou Ht por punção digital ou venopunção; "valores mínimos aceitáveis" de Hb 12,5 g/dL / Ht 38% em mulheres e Hb 13,0 g/dL / Ht 39% em homens; impedimento e encaminhamento para investigação clínica com Hb "igual ou maior que 18,0 g/dL ou Ht igual ou maior que 54%"); art. 43 (remissão aos Anexos 1 e 2, listas de inaptidão definitiva e temporária); art. 45 (gestação: inaptidão até 12 semanas após parto ou abortamento; lactação até 12 meses); art. 46 ("a menstruação não é contraindicação para a doação"); art. 47 e §§ 1º a 3º (hidratação e lanche; nada de refeição copiosa e gordurosa há menos de 3 horas; permanência recomendada de 15 minutos após a doação); art. 48 (álcool contraindica por 12 horas); art. 50 (ocupações, "hobbies" e esportes de risco — pilotagem de avião ou helicóptero, condução de ônibus, caminhões e trens, maquinário de alto risco, andaimes, paraquedismo e mergulho — com interrupção mínima de 12 horas); art. 51 (máximo de 8 mL/kg em mulheres e 9 mL/kg em homens; "450 mL ± 45 mL", mais até 30 mL para os exames); art. 52, II (temperatura não superior a 37 °C); art. 66, § 5º (autoexclusão confidencial); art. 67, §§ 2º a 4º (sistema de comunicação ao doador; inaptidão laboratorial "comunicada ao doador com objetivo de esclarecimento e encaminhamento do caso"; repetição em duplicata antes da comunicação); art. 68 (informe mensal à autoridade sanitária dos reagentes e das ausências dos convocados); art. 128 (finalidade dos testes: "a fim de reduzir riscos de transmissão de doenças e em prol da qualidade do sangue doado"); art. 129 e §§ 1º a 15 (obrigatoriedade de exames de alta sensibilidade a cada doação para sífilis, doença de Chagas, hepatite B, hepatite C, aids e HTLV I/II; amostra colhida no ato da doação; vedação de sorologia em pool; NAT em pool permitido com desmembramento obrigatório; composição dos testes de HBV, HCV e HIV; pesquisa obrigatória dos subtipos 1, 2 e O do HIV; liberação apenas com sorologia e NAT não reagentes); art. 131 (teste para plasmódio ou antígenos plasmodiais nas regiões endêmicas de malária com transmissão ativa, "independente da incidência parasitária"); art. 134 e art. 135 (retrovigilância; prazos de 6 meses, 12 meses para anti-HBc e 3 meses quando a viragem é detectada pelo NAT); art. 141 e §§ 1º a 3º (pesquisa obrigatória de hemoglobina S pelo menos na primeira doação; rotulagem sem descarte; vedação de uso em hemoglobinopatias, acidose grave, recém-nascidos, transfusão intrauterina, circulação extracorpórea e hipotermia; orientação e encaminhamento do doador); Anexo 1 do Anexo IV (Tabela de Triagem Clínica de Doadores de Sangue – Doenças, com a parte A "principais causas de inaptidão definitiva", onde consta "hepatite viral após 11 anos de idade", e a parte B "principais causas de inaptidão temporária" com o tempo de inaptidão de cada uma). Contagens declaradas (subcadeia sobre o texto integral extraído sem-layout, minúsculas e maiúsculas, acentos preservados, contagem de ocorrências e não de linhas):ferro= 0,ferritina= 0,janela= 0,imunológica= 0; controles positivos na mesma execução:hemoglobina= 22,soroconvers= 12,retrovigil= 10,triagem clínica= 17. ⚠️ Nota de extração: no § 1º do art. 42 o sinal antes dos números é extraído como=("Hb =12,5g/dL"); reproduzimos o sentido pelo caput do parágrafo, que diz "os valores mínimos aceitáveis", e pelo § 2º, que escreve por extenso "igual ou maior que". ⚠️ Via de acesso e data do exemplar, declaradas: as duas rotas oficiais da página de legislação do Ministério redirecionam (302) parabvsms.saude.gov.br, que respondeu código 000 em quatro tentativas medidas por nós em 08/09/2026; o exemplar lido é o espelho do Centro Estadual de Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul (CEVS/RS), órgão público estadual, servido em 200application/pdfcom o tamanho exato acima. ⚠️ Limite honesto e importante: os metadados desse PDF datam sua criação de 20/04/2020. Ele é anterior à adoção brasileira da avaliação individual do doador em 2020,10 e por isso não usamos nenhum critério comportamental do seu art. 64 — que pode não refletir a prática atual. Os artigos citados acima são clínicos e operacionais. Para o seu caso pessoal, a autoridade é o hemocentro. PDF (CEVS/RS) ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 ↩8 ↩9 ↩10 ↩11 ↩12 ↩13 ↩14 ↩15 ↩16 ↩17 ↩18 ↩19 ↩20 ↩21 ↩22 ↩23 ↩24 ↩25 ↩26 ↩27 ↩28 -
Ministério da Saúde / DATASUS — SIGTAP: Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS, competência 202608. Leitura direta dos arquivos do pacote:
tb_procedimento.txt(1.697.774 bytes, 5.023 linhas CRLF) etb_descricao.txt(4.324 linhas), decodificação latin-1 comnewline=''(sem isso o arquivo se dobra em uma única linha e o interpretador responde "sim" a todas as perguntas), colunas de posição fixaVL_SH[282:294],VL_SA[294:306],VL_SP[306:318]. Interpretador validado ANTES do primeiro uso contra dois valores já publicados de forma independente: hemograma completo0202020380= R$ 4,11 e dosagem de ferritina0202010384= R$ 15,59 — 2 acertos em 2. Regra de correspondência declarada: subcadeia sobre o campo do rótulo (posições 10 a 260), maiúsculas normalizadas e acentos dobrados (NFD com remoção de combinantes); dobra comprovada ativa medindo 2.483 das 5.023 linhas com acento combinante; controle positivoCREATININA= 3 na mesma execução. Códigos lidos por nós, com as três colunas de valor:0306010038TRIAGEM CLINICA DE DOADOR (A) DE SANGUE R$ 10,00 ·0306010011COLETA DE SANGUE P/ TRANSFUSAO R$ 22,00 ·0212010018EXAMES IMUNOHEMATOLOGICOS EM DOADOR DE SANGUE R$ 15,00 ·0212010050SOROLOGIA DE DOADOR DE SANGUE R$ 75,00 ·0212010069TESTE DO ÁCIDO NUCLEICO (NAT) EM AMOSTRAS DE SANGUE DO DOADOR DE SANGUE R$ 9,34 ·0202020444PESQUISA DE HEMOGLOBINA S R$ 2,73 ·0202010384DOSAGEM DE FERRITINA R$ 15,59 ·0202020380HEMOGRAMA COMPLETO R$ 4,11. Regra do total publicado declarada: os R$ 131,34 são a soma aritmética dos cinco primeiros códigos acima (10,00 + 22,00 + 15,00 + 75,00 + 9,34), escolhidos por descreverem o percurso do doador; não existe na tabela um código único de "doação de sangue". Descrições lidas emtb_descricao.txte verificadas como únicas de seus códigos (nenhuma partilhada com outro código):0306010038("consiste na seleção do doador de sangue total e ou componentes através de entrevista clínica e exame físico sumário. Inclui medida da altura, peso, aferição da pressão arterial, da frequência cardíaca e a determinação do hematócrito e ou da hemoglobina do candidato a doação de sangue"),0212010050("deve obrigatoriamente contemplar a pesquisa dos vírus HBV (HBsAg e anti HBc), HCV, HIV (2 testes) HTLV I/II e da pesquisa da sífilis e da doença de Chagas. Em áreas endêmicas de malária deve contemplar um teste para detecção dessa infecção"),0212010018("para a determinação do grupo sanguíneo ABO e do antígeno D do sistema Rh. Inclui, determinação da característica D fraco e a pesquisa de anticorpos irregulares (PAI)"),0212010069("os custos relativos aos conjuntos diagnósticos (kit) do NAT brasileiro, produzido por Bio-Manguinhos, e a logística de amostras serão arcados pelo Ministério da Saúde") e0306010011. ⚠️ Medida registrada sem interpretação: o código0202020444(pesquisa de hemoglobina S) não possui descrição no pacote. sigtap.datasus.gov.br ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 -
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) — Resolução da Diretoria Colegiada RDC nº 34, de 11 de junho de 2014, que "dispõe sobre as Boas Práticas no Ciclo do Sangue". PDF de 1.313.341 bytes, 79 páginas, 198.562 caracteres extraídos, lido por nós. Dispositivos citados: art. 23 (o candidato deve ser informado sobre as condições básicas e os desconfortos da doação, sobre a realização dos testes de triagem e sobre a importância das suas respostas); art. 24 (avaliação a cada doação por entrevista individual, "realizada por profissional de saúde de nível superior devidamente capacitado, sob supervisão médica, em sala que garanta a privacidade e o sigilo das informações"); art. 26 e art. 27 (ficha padronizada; aptidão apenas após todos os requisitos e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido); art. 28 (no caso de inaptidão, o doador "deve ser informado sobre a causa e, quando necessário, encaminhado ao serviço de referência"); art. 29 (autoexclusão confidencial); art. 97 (registro dos procedimentos para resultados discrepantes ou inconclusivos); art. 98 (plasmateca ou soroteca de cada doação, "por período mínimo de 6 (seis) meses", em temperatura igual ou inferior a 20 °C negativos); art. 99 (bloqueio dos doadores inaptos na triagem laboratorial). Contagens declaradas (mesma regra):
janela= 0,imunológica= 0,ferritina= 0; controles positivos:hemoglobina= 17,retrovigil= 11,soroconvers= 6. Norma verificada como vigente pela notícia da própria Anvisa de 16/07/2026.1 Servida em 200application/pdfpelo espelho do CEVS/RS. PDF (CEVS/RS) ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 -
Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção Especializada à Saúde — página institucional Doação de Sangue, lida integralmente por nós (200
text/html, 141.845 bytes, 10.746 caracteres de texto extraído), com controle negativo em slug inventado no mesmo diretório devolvendo 404application/jsonde 26 bytes. Conteúdo verificado: fundamento na Política Nacional de Sangue, Componentes e Hemoderivados e no SINASAN (art. 8º da Lei nº 10.205/2001); separação do sangue doado em Concentrado de Hemácias, Concentrado de Plaquetas, Plasma Fresco Congelado e Crioprecipitado; "critérios básicos para doação" — "ter idade entre 16 e 69 anos, onze meses e vinte e nove dias", com a observação de que "menores de 18 anos devem apresentar consentimento formal do responsável legal e pessoas com idade entre 60 e 69 anos só poderão doar sangue se já tiverem doado sangue antes dos 60 anos", que "doadores voluntários regulares poderão continuar doando sangue após os 70 anos, desde que estejam saudáveis e sejam considerados aptos após avaliação médica pelo serviço de hemoterapia", apresentação de documento oficial com foto (aceitos documentos digitais), "pesar no mínimo 50 kg", "ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas", "estar alimentado" e "evitar alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem a doação de sangue. Caso seja após o almoço, aguardar 2 horas". ⚠️ Medida registrada sem interpretação: esta página não publica a lista de impedimentos nem qualquer critério comportamental. gov.br/saude ↩ ↩2 -
Dauar ET, Patavino GM, Mendrone Júnior A, Gualandro SFM, Sabino EC, de Almeida-Neto C — Fundação Pró-Sangue Hemocentro de São Paulo e Faculdade de Medicina da USP. Risk factors for deferral due to low hematocrit and iron depletion among prospective blood donors in a Brazilian center. Rev Bras Hematol Hemoter. 2015;37(5):306-15. Estudo de caso-controle conduzido entre 2009 e 2011 num grande hemocentro brasileiro, com 400 candidatos recusados por hematócrito baixo e 456 doadores de sangue total aptos, entrevistados sobre fatores de risco para anemia e submetidos a exames adicionais, incluindo ferritina sérica. Resultados verificados: maior chance de recusa entre quem usava aspirina ou suplementação de ferro, quem relatava dor de estômago, fezes escuras ou hematoquezia, e mulheres com mais de um período menstrual por mês; fatores de risco para depleção de ferro: doação de repetição e ter sido recusado na triagem de hematócrito; tabagismo e ausência de menstruação foram protetores. Conclusão dos autores: o conhecimento desses fatores "can help blood banks design algorithms to improve donor notification and referral". Ano confirmado como o do fascículo (set-out de 2015), e não o da publicação eletrônica (11/08/2015). DOI: 10.1016/j.bjhh.2015.05.008 · PubMed 26408364 ↩ ↩2
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Carlos AM, Souza BMB, Souza RAV, Resende GAD, Pereira GA, Moraes-Souza H — Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Uberaba, Minas Gerais. Causes of microcytic anaemia and evaluation of conventional laboratory parameters in the differentiation of erythrocytic microcytosis in blood donors candidates. Hematology. 2018;23(9):705-711. Estudo observacional multicêntrico em 204 amostras de candidatos à doação considerados inaptos por hematócrito baixo, com PCR multiplex para as deleções mais comuns de alfa-talassemia e ferritina sérica para definir deficiência de ferro. Valor reproduzido por nós: 82 de 204 (40,2%) com deficiência de ferro e 10 de 204 (4,9%) com deficiência de ferro associada a alfa-talassemia. ⚠️ Número não reproduzido, por incoerência interna do resumo: o resumo publica "24 (17,8%)" para a alfa-talassemia isolada, mas 24 sobre 204 é 11,8%; as duas outras frações conferem exatamente. Recalculamos as três a partir dos efetivos, publicamos apenas as que fecham e declaramos a que não fecha, em vez de escolher uma leitura. DOI: 10.1080/10245332.2018.1446703 · PubMed 29521164 ↩
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Anselmo FC, Ferreira NS, da Mota AJ, Gonçalves MS, Albuquerque SRL, Fraiji NA, Ferreira ACD, de Moura Neto JP — Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (FHEMOAM) e Universidade Federal do Amazonas. Deletional Alpha-Thalassemia Alleles in Amazon Blood Donors. Adv Hematol. 2020;2020:4170259. Rastreio conduzido entre 2016 e 2017 em 989 doadores de primeira vez não aparentados do hemocentro de Manaus (714 homens e 275 mulheres), com dados hematológicos, moleculares e ferro sérico e ferritina sérica em todos os participantes. Valor reproduzido: 1,04% (n = 5) com deficiência de ferro e nenhum com estoque de ferro muito elevado. Os autores registram ainda 5,35% (n = 53) de deleção alfa-talassêmica e concluem que "screening for thalassemia trait should be included as part of a standard blood testing before blood donation" — recomendação dos autores, não uma norma brasileira. DOI: 10.1155/2020/4170259 · PubMed 32351571 ↩
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Buccheri R, Grebe E, Warden DE, Miranda C, Capuani L, Alencar CS, Amorim L, de Almeida-Neto C, Ribeiro M, Loureiro P, Fraiji N, Di Germanio C, Montalvo L, Leddy J, Stone M, Sabino EC, Custer B — coautoria da Fundação Hemominas, Fundação Pró-Sangue Hemocentro de São Paulo, Fundação Hemorio, Fundação Hemope, Fundação Hemoam e Faculdade de Medicina da USP, com o Vitalant Research Institute. HIV incidence and correlates of incident infection among Brazilian blood donors following adoption of individual donor assessment. Dados de doações de cinco hemocentros brasileiros no período de 2020 a 2024. Vox Sang, 2026. Resultados verificados: 1,66 milhão de doações triadas, 2.598 (0,16%) reagentes para HIV na triagem de rotina, soro residual disponível em 74% (n = 1.927) e, após testagem adicional (avidez LAg e carga viral), 98 classificadas como infecções recentes. Incidência de HIV de 20,9 por 100.000 pessoas-ano em doadores de primeira vez e 18,3 em doadores de repetição, estável ao longo do período. Frase verificada dos autores: "In 2020, Brazil implemented individual donor assessment (IDA), expanding eligibility to include individuals previously deferred, such as men who have sex with men (MSM)" e "the adoption of IDA in Brazil did not change blood safety […] No increase in the residual risk (RR) of HIV transfusion-transmission was observed". ⚠️ Limite declarado: este é um estudo científico, não o texto normativo. Não conseguimos ler nenhum ato normativo nem decisão judicial que fixe a redação em vigor sobre critérios comportamentais — o portal do Supremo Tribunal Federal serviu, no endereço testado, uma casca JavaScript de 1.662 caracteres idêntica para o processo real e para um número inventado, o que torna o controle negativo impossível. Por isso esta página não reproduz nenhum critério desse tipo, nem do texto de 2020 que lemos. Ano confirmado como o do registro NCBI (2026; publicação eletrônica de 20/07/2026, sem volume e fascículo atribuídos na data da consulta). DOI: 10.1111/vox.70329 · PubMed 42476811 ↩ ↩2
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Vieira PCM, Lamarão LM, Amaral CEM, Corrêa ASM, de Lima MSM, Barile KADS, de Almeida KLD, Sortica VA, Kayath AS, Burbano RMR — Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (HEMOPA) e Universidade Federal do Pará. Residual risk of transmission of human immunodeficiency virus and hepatitis C virus infections by blood transfusion in northern Brazil. Transfusion. 2017;57(8):1968-1976. Comparação dos períodos anterior (2009-2011) e posterior (2012-2014) à implantação do NAT para HIV e HCV no Norte do Brasil, com prevalências de 209,9 e 66,3 por 100.000 doações. Valores reproduzidos: risco residual do HIV de 1 em 107.527 para 1 em 769.231 doações e do HCV de 1 em 169.492 para 1 em 769.231; incidência de HIV de 21,13 para 14,03 e de HCV de 3,06 para 2,65 por 100.000 pessoas-ano. Ano confirmado como o do fascículo (agosto de 2017), e não o da publicação eletrônica (07/06/2017). DOI: 10.1111/trf.14146 · PubMed 28589643 ↩
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Corrêa ASM, Lamarão LM, Vieira PCM, de Castro RBH, de Almeida NCC, de Castro JAA, de Lima MSM, Palmeira MK, Meireles ALLP, Burbano RR — Fundação HEMOPA, dez hemocentros regionais do estado do Pará, e Universidade Federal do Pará. Prevalence, incidence and residual risk of transfusion-transmitted HBV infection before and after the implementation of HBV-NAT in northern Brazil. PLoS One. 2018;13(12):e0208414. O NAT para HBV foi incluído na triagem brasileira em janeiro de 2015, concomitante aos testes sorológicos HBsAg e anti-HBc. Valores reproduzidos: prevalência de HBV em doadores de primeira vez de 247 e 251 por 100.000 doações nos dois períodos, taxas de soroconversão em doadores de repetição de 114 e 122 por 100.000, e redução significativa do risco residual, de 1 em 144.920 para 1 em 294.110 doações. ⚠️ Nota de leitura declarada: o resumo grafa esses dois números como "1:144,92" e "1:294,11", com vírgula decimal e sem unidade de milhar; lemos como milhares de doações, coerente com a ordem de grandeza dos demais valores do próprio artigo e com o estudo irmão do mesmo serviço.11 DOI: 10.1371/journal.pone.0208414 · PubMed 30566494 ↩
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Zucoloto ML, Gonçalez TT, Gilchrist PT, Custer B, McFarland W, Martinez EZ — Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, com o Vitalant Research Institute. Factors that contribute to blood donation behavior among primary healthcare users: A structural approach. Transfus Apher Sci. 2019;58(5):663-668. Estudo transversal com amostragem estratificada randomizada de 1.055 usuários da atenção primária em 12 unidades de saúde de Ribeirão Preto, estado de São Paulo, com modelagem de equações estruturais. Resultados verificados: a doação foi mais frequente entre homens e entre pessoas de maior nível socioeconômico e educacional; "fear of blood, injections and vasovagal reactions, and a lack of knowledge of the donation process were revealed as important barriers to the decision to donate blood"; mulheres, pessoas mais jovens e de menor nível socioeconômico e educacional foram menos propensas a doar. Ano confirmado como o do fascículo (outubro de 2019), e não o da publicação eletrônica (05/09/2019). DOI: 10.1016/j.transci.2019.08.020 · PubMed 31519527 ↩