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Citomegalovírus: como ler IgG, IgM e a avidez

Resultado de citomegalovírus no laudo: o que dizem IgG e IgM, por que a IgM engana tanto, o que a avidez resolve e por que o Brasil não rastreia no pré-natal.

Publicado em 6 de setembro de 202612 min de leituraEscrito pela Equipe Blood Analysis · Revisado e verificado por Julien Priour

Você recebeu um laudo com duas linhas — citomegalovírus IgG e citomegalovírus IgM — e quer saber o que isso significa. A resposta curta: na maioria dos adultos brasileiros a IgG é reagente, e isso é o esperado, não uma doença. A resposta longa envolve uma armadilha específica deste vírus, que engana até quem já leu sobre toxoplasmose: aqui a IgM reagente é ainda menos confiável como sinal de infecção recente.

Em resumo

  • O citomegalovírus (CMV) é um herpesvírus tipo 5. Depois da primeira infecção ele permanece latente para sempre e pode reativar quando a imunidade cai.1
  • IgG reagente é o normal no Brasil. A soroprevalência descrita pelo Ministério da Saúde vai de 70% a 84% em populações de renda alta e passa de 90% nas mais pobres.1
  • A IgM aparece de 1 a 3 semanas após a infecção e permanece reagente por 9 a 12 meses — muito mais tempo do que a maioria das pessoas imagina.1
  • O teste de avidez de IgG é o que separa infecção recente de antiga: ≥60% é alta (infecção provavelmente há mais de 12 semanas), ≤40% é baixa.1
  • O Ministério da Saúde não adota a sorologia de citomegalovírus como rotina do pré-natal — está escrito com todas as letras no Manual de Gestação de Alto Risco.1
  • No recém-nascido a sorologia não decide nada: o diagnóstico é por PCR de urina ou saliva nas primeiras semanas de vida.23
  • O citomegalovírus congênito é a principal causa mundial de perda auditiva congênita, excluídas as causas genéticas.2

O que é o citomegalovírus e por que quase todo mundo já teve

O ser humano é o único reservatório do citomegalovírus; a incubação vai de 28 a 60 dias e a transmissibilidade pode durar até 2 anos após a primeira infecção.1 Depois disso o vírus fica latente em células mononucleares e pode reativar em situações de imunodepressão.1

Na maioria das vezes a infecção é assintomática. Quando dá sintomas, eles são inespecíficos — febre, calafrios, exantema, dor articular, linfonodos aumentados, cansaço — e o hemograma pode mostrar leucocitose e linfócitos atípicos.1 É um quadro que se confunde com dengue e com mononucleose, e é por isso que o CMV costuma vir pedido junto com outras sorologias infecciosas.

As quatro combinações de IgG e IgM

IgGIgMO que significaO que se faz
ReagenteNão reagenteContato antigo. É o resultado mais comum em adultos brasileirosNada. Fora da gravidez, não há conduta1
Não reagenteNão reagenteSuscetível: nunca houve contatoNa gestante, medidas de higiene; repetir em 4 a 6 semanas se antes de 20 semanas1
ReagenteReagentePode ser infecção aguda ou IgM residual de anos atrásTeste de avidez de IgG1
Não reagenteReagenteInfecção muito recente ou falso-positivoNova coleta em 7 a 10 dias: se a IgG não virar reagente, era falso-positivo1

Nesse último caso, o Manual de Gestação de Alto Risco orienta investigar parvovírus, Epstein-Barr e doenças autoimunes como causa do falso-positivo.1

Por que a IgM engana mais aqui do que na toxoplasmose

Três motivos se somam, e os três estão em texto oficial brasileiro.

Ela dura muito. A IgM de citomegalovírus permanece reagente por 9 a 12 meses depois da infecção.1 Ou seja: uma IgM positiva hoje pode corresponder a uma infecção do ano passado.

Ela reaparece. O vírus fica latente e reativa quando a imunidade cai — e a reativação pode produzir IgM de novo.1

Ela não distingue cepas. Uma reinfecção por outra cepa também gera resposta sorológica. E aqui está o dado que muda a leitura: num modelo populacional publicado em Reviews in Medical Virology, as infecções não primárias (reativação ou reinfecção) respondem pela maioria das infecções congênitas em qualquer soroprevalência — de 57% onde ela é de 30% a 96% onde chega a 95%.4 O Brasil está na ponta alta dessa escala.

A resposta a tudo isso é a avidez de IgG, que mede a força com que o anticorpo se liga ao vírus e aumenta com o tempo. O Ministério da Saúde publica cortes numéricos: ≥60% é avidez alta — infecção provavelmente há mais de 12 semanas; ≤40% é baixa — provavelmente há menos de 12 semanas; entre 40% e 60% o resultado é indeterminado.1 O Manual sugere que o pedido de sorologia já inclua a avidez, condicionada à positividade de IgM e IgG.1 Sobre a mecânica de avidez em geral e sobre a janela das 16 semanas na gravidez, veja a fiche de toxoplasmose — os cortes e os prazos não são os mesmos.

⚠️ Na tabela de procedimentos do SUS não existe código de avidez — voltamos a isso adiante.

O Brasil não rastreia citomegalovírus no pré-natal

Esta é a pergunta que estrutura a página, e a resposta está em texto primário. O Manual de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde, capítulo 22, escreve: "Durante a rotina pré-natal, apesar de não ser adotada como rotina pelo Ministério da Saúde, alguns serviços têm proposto a realização da sorologia para citomegalovírus antes de 14 semanas para as gestantes com IgG não reagente ou desconhecido".1

A verificação independente confirma. Na Caderneta Brasileira da Gestante de 2026, a raiz "citomegal" e a sigla "CMV" aparecem zero vez — leitura integral do PDF oficial, com controles positivos fortes no mesmo arquivo: "toxoplasmose" 6 vezes, "sífilis" 10, "hepatite" 15.5 A toxoplasmose, o VDRL e a hepatite B estão na lista de exames do pré-natal; o CMV não está.

O motivo técnico é coerente com a epidemiologia brasileira: onde quase toda a população adulta já é soropositiva, a sorologia identifica pouquíssimas suscetíveis, e a maior parte dos casos congênitos vem de infecção não primária, que a sorologia não enxerga.4 Some-se a isso que não existe vacina e que o tratamento na gestação segue em disputa: o Manual registra que a globulina hiperimune não demonstrou eficácia e que o valaciclovir, embora promissor, não está disponível na rede do SUS.1 O consenso internacional publicado no Lancet Infectious Diseases também não apoia o rastreamento universal de gestantes — contexto declarado, não norma brasileira.6

O que o Ministério recomenda para a gestante suscetível são medidas de higiene, associadas a redução de 86% na transmissão vertical em grupos de alto risco: partir do princípio de que crianças menores de 3 anos têm CMV na urina e na saliva, lavar as mãos com água quente e sabão após qualquer cuidado com a criança, não compartilhar talheres, copos, toalhas e travesseiros, evitar dormir na mesma cama e lavar as roupas separadamente.1

No bebê: a sorologia não decide

Aqui está o ponto que mais gera confusão. O diagnóstico de citomegalovírus congênito não se faz por sorologia: faz-se detectando o vírus por PCR — reação em cadeia da polimerase — em urina ou saliva, e cedo. ⚠️ Atenção à homonímia: no Brasil "PCR" também designa a proteína C reativa, que é outra coisa completamente.

Por que cedo? Porque depois das primeiras semanas deixa de ser possível separar o que foi transmitido na gestação do que foi adquirido no parto ou na amamentação. Os estudos brasileiros de referência fixaram a janela na prática: em Ribeirão Preto, 8.047 recém-nascidos foram testados em urina e/ou saliva nas primeiras 2 semanas de vida;7 o estudo brasileiro de perda auditiva confirmou o CMV congênito por DNA em saliva e urina com menos de 3 semanas de idade.3 Numa série paulista, 84,4% das detecções ocorreram entre 0 e 3 semanas.8

Qual material? A urina é o método mais sensível e específico; a saliva é aceitável quando a coleta de urina é difícil, mas pode dar falso-positivo por CMV presente no leite materno — um resultado positivo em saliva deve ser confirmado em urina.2

E o teste do pezinho? O papel-filtro tem sensibilidade entre 28% e 75% para CMV, com média de 62,3% numa metanálise de 15 estudos — insuficiente para rastreamento.2 Coerentemente, a Lei nº 14.154/2021, que ampliou a triagem neonatal, não menciona o citomegalovírus: zero ocorrência no texto integral, com a toxoplasmose congênita presente no mesmo artigo como controle positivo.9

Surdez: o fato que justifica esta página

A infecção congênita por citomegalovírus é a principal causa mundial de perda auditiva congênita quando se excluem as causas genéticas, respondendo por 6% a 30% da perda auditiva pediátrica.210% a 15% dos bebês infectados têm sintomas ao nascer; a maioria é assintomática — e é justamente esse grupo que desenvolve sequelas tardias.2

Os números brasileiros são consistentes. Prevalência ao nascimento: 1,08% em Ribeirão Preto,7 1,19% em Ilhéus (BA),10 0,6% numa coorte de 11.900 neonatos cuja soroprevalência materna passava de 97%.3 Nessa última, a perda auditiva atribuível ao CMV foi de 0,7 por 1.000 nascidos vivos, e a razão de prevalência entre infectados e não infectados chegou a 89,5.3 Uma metanálise brasileira de 2026, com 56.892 recém-nascidos rastreados por PCR de urina, achou 0,46% de prevalência, 83,4% de assintomáticos e perda auditiva tardia em 13,9% deles.2

Imunidade baixa e transplante: outra lógica

Se você é transplantado ou vive com HIV, o CMV se acompanha de outro jeito. O relatório da Conitec é direto: "a sorologia não apresenta utilidade para o diagnóstico da doença ativa".11 O acompanhamento se faz por antigenemia pp65 — detecção do vírus fagocitado por neutrófilos, com resposta em cerca de 6 horas — ou por carga viral por PCR quantitativa, considerada mais sensível e mais rápida.11

A dimensão do problema é grande: num estudo brasileiro com 87 transplantados renais houve infecção por CMV em 63,2%, com 75% dos episódios até 100 dias após o transplante; noutro, com 340 receptores de células-tronco hematopoéticas, 79,7% tiveram viremia.11 Em pessoas vivendo com HIV, a retinite é a manifestação mais comum e pode levar à cegueira irreversível.12

O que o SUS cobre — e o que não cobre

Leitura direta da tabela SIGTAP (competência 202608, 5.023 linhas):13

ProcedimentoCódigoValor
Pesquisa de anticorpos IgG anticitomegalovírus0202030741R$ 11,00
Pesquisa de anticorpos IgM anticitomegalovírus0202030857R$ 11,61

E é só. Não há código de avidez de IgG, nem de antigenemia pp65, nem de PCR para CMV — verificação por enumeração das 5.023 linhas, com controle positivo forte: a tabela tem RT-PCR para raiva, hantavírus, hepatite B e SARS-CoV-2. O vocabulário existe; ele nunca é aplicado ao CMV.13 A Conitec chega à mesma conclusão e explicita a consequência: sem codificação, "não ocorre o repasse de recursos federais" para esses exames, e a oferta depende da iniciativa de cada centro.11 Sobre custos, veja quanto custa um exame de sangue.

Avanços recentes

O SUS passou a financiar o tratamento no transplantado. A Portaria SECTICS/MS nº 12, de 18 de fevereiro de 2025, incorporou o ganciclovir intravenoso e o valganciclovir oral para profilaxia, terapia preemptiva e tratamento da doença por CMV após transplante de órgãos sólidos e de células-tronco hematopoéticas.11 O diagnóstico que orienta esse tratamento, porém, continua sem código na tabela — uma assimetria que a própria Conitec aponta como pendência.11

O debate sobre triagem se deslocou. Deixou de ser "rastrear a gestante" e passou a ser "rastrear o recém-nascido por PCR de urina" — o desenho defendido pela metanálise brasileira de 2026.26

Estes resultados dizem respeito ao diagnóstico e à pesquisa; não autorizam automedicação nem substituem a avaliação do seu médico.

Entenda a sua sorologia com a AI DiagMe

Uma sorologia de citomegalovírus não se lê linha por linha: o sentido vem do cruzamento IgG × IgM × avidez × contexto — se você está grávida, se tem a imunidade baixa, se há exames anteriores para comparar.

👉 A AI DiagMe interpreta os seus exames — de sangue, urina ou fezes — considerando todo o seu contexto, em linguagem clara. É um serviço informativo, que não faz diagnóstico e complementa, sem substituir, a avaliação do seu médico.

Perguntas frequentes

Citomegalovírus IgG reagente: é grave? Não. Significa contato em algum momento da vida, e é o resultado esperado na maioria dos adultos brasileiros — a soroprevalência descrita pelo Ministério da Saúde chega a passar de 90% em populações de baixa renda.1 Isoladamente, uma IgG reagente não pede conduta nenhuma.

IgM reagente quer dizer infecção recente? Não necessariamente, e esse é o ponto central da página. A IgM permanece reagente por 9 a 12 meses, pode voltar numa reativação e aparece também em reinfecção por outra cepa.1 Quem data a infecção é a avidez de IgG.

Preciso fazer o exame de citomegalovírus no pré-natal? O Ministério da Saúde não o adota como rotina, e ele não consta da Caderneta da Gestante de 2026.15 Alguns serviços o oferecem antes de 14 semanas a gestantes com IgG não reagente ou desconhecida.1 Quem decide é a sua equipe de pré-natal.

Sou suscetível e tenho um filho pequeno. O que faço? As medidas do Ministério da Saúde: assumir que a criança tem vírus na urina e na saliva, lavar as mãos com água quente e sabão, não compartilhar talheres, copos e toalhas, evitar dormir na mesma cama.1

Preciso estar em jejum? Não. É uma pesquisa de anticorpos no sangue e não exige jejum. Termos do laudo estão no glossário de exames.

Meu bebê pode ser testado por sangue? O teste do pezinho tem sensibilidade média de 62,3% para citomegalovírus, insuficiente para descartar.2 O exame que decide é o PCR de urina — e ele precisa ser colhido nas primeiras semanas de vida.23

Para lembrar

Um citomegalovírus IgG reagente com IgM não reagente é o achado banal da idade adulta no Brasil, e não pede nada. Uma IgM reagente não significa infecção recente: ela dura quase um ano, volta em reativações e aparece em reinfecções — quem responde é a avidez, com corte em 60% e 40%. No pré-natal brasileiro, o exame não é rotina, e isso está escrito no Manual do Ministério da Saúde e confirmado pela ausência total do tema na Caderneta da Gestante. E no recém-nascido nada disso vale: o que decide é a PCR de urina nas primeiras semanas, porque o citomegalovírus congênito é a principal causa não genética de surdez infantil. Nenhum resultado se lê sozinho — conta o conjunto do seu contexto, o que a AI DiagMe ajuda a organizar, como complemento à avaliação do seu médico.

Fontes

Documentos oficiais brasileiros e publicações científicas indexadas no PubMed utilizados neste guia:

Footnotes

  1. Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção Primária à Saúde, Departamento de Ações Programáticas — Manual de Gestação de Alto Risco, capítulo 22, "Citomegalovírus" (p. 253-257). Brasília – DF, 2022. Leitura integral do capítulo: soroprevalência, cinética de IgG/IgM, cortes de avidez (≥60% / ≤40%), medidas profiláticas e a frase "apesar de não ser adotada como rotina pelo Ministério da Saúde". ⚠️ Exemplar lido: 1ª edição, versão preliminar (12.840.429 bytes), obtida em espelho por indisponibilidade de bvsms.saude.gov.br no momento da consulta. bvsms.saude.gov.br 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25

  2. Abrahão NM, Castilho AM, Massuda ET, Silva VAR. Delayed hearing loss in congenital cytomegalovirus infection: systematic review and meta-analysis. Brazilian Journal of Otorhinolaryngology, 2026;92(5):101864. PubMed · DOI 2 3 4 5 6 7 8 9 10

  3. Yamamoto AY, Anastasio ART, Massuda ET, Isaac ML, et al. Contribution of Congenital Cytomegalovirus Infection to Permanent Hearing Loss in a Highly Seropositive Population: The Brazilian Cytomegalovirus Hearing and Maternal Secondary Infection Study. Clinical Infectious Diseases, 2020;70(7):1379-1384. PubMed · DOI 2 3 4 5

  4. de Vries JJC, van Zwet EW, Dekker FW, Kroes ACM, Verkerk PH, Vossen ACTM. The apparent paradox of maternal seropositivity as a risk factor for congenital cytomegalovirus infection: a population-based prediction model. Reviews in Medical Virology, 2013;23(4):241-9. PubMed · DOI 2

  5. Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção Primária à Saúde — Caderneta Brasileira da Gestante. Brasília – DF, 2026. Verificação por enumeração no PDF oficial (9.439.119 bytes), texto reextraído sem -layout para evitar corte de palavras: raiz "citomegal" → 0 ocorrências, sigla "CMV" → 0; controles positivos no mesmo arquivo: "toxoplasmose" 6, "sífilis" 10, "hepatite" 15, "sorologia" 4. gov.br 2

  6. Rawlinson WD, Boppana SB, Fowler KB, Kimberlin DW, et al. Congenital cytomegalovirus infection in pregnancy and the neonate: consensus recommendations for prevention, diagnosis, and therapy. The Lancet Infectious Diseases, 2017;17(6):e177-e188. ⚠️ Consenso internacional, citado como contexto declarado; a posição normativa aplicável no Brasil é a do Ministério da Saúde. PubMed · DOI 2

  7. Mussi-Pinhata MM, Yamamoto AY, Moura Brito RM, de Lima Isaac M, et al. Birth prevalence and natural history of congenital cytomegalovirus infection in a highly seroimmune population. Clinical Infectious Diseases, 2009;49(4):522-8. PubMed · DOI 2

  8. Figueiredo CG, Luchs A, Durigon EL, Oliveira DBL, et al. Frequency of congenital cytomegalovirus infections in newborns in the São Paulo State, 2010-2018. Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo, 2020;62:e54. PubMed · DOI

  9. Brasil — Lei nº 14.154, de 26 de maio de 2021, que amplia o Programa Nacional de Triagem Neonatal. Verificação no texto integral: "citomegal" → 0 ocorrências; controle positivo no mesmo texto: "toxoplasmose" → 1 (etapa 1, alínea "g"). planalto.gov.br

  10. Marin LJ, Santos de Carvalho Cardoso E, Bispo Sousa SM, Debortoli de Carvalho L, et al. Prevalence and clinical aspects of CMV congenital infection in a low-income population. Virology Journal, 2016;13(1):148. PubMed · DOI

  11. Conitec / Ministério da Saúde — Relatório de Recomendação nº 947: valganciclovir e ganciclovir para profilaxia e terapia preemptiva de infecções por citomegalovírus (CMV) e tratamento da doença por CMV após transplante de órgãos sólidos (TOS) e transplante de células-tronco hematopoéticas (TCTH). Brasília, novembro de 2024 (PDF de 4.935.249 bytes, 193 páginas). Leitura direta: métodos diagnósticos (§ 4.2), ausência de codificação SIGTAP para antigenemia pp65 e RT-PCR (§ 9), dados brasileiros de De Matos 2017 e de coorte de TCTH, e o texto integral da Portaria SECTICS/MS nº 12, de 18 de fevereiro de 2025 (§ 17). gov.br/conitec 2 3 4 5 6

  12. Conitec / Ministério da Saúde — Relatório para a Sociedade nº 465: valganciclovir e ganciclovir para profilaxia e tratamento de infecções pelo citomegalovírus (CMV) em pacientes imunossuprimidos pelo HIV. Brasília, abril de 2024. ⚠️ Documento da etapa de consulta pública (recomendação inicial), citado aqui apenas para a descrição clínica da retinite por CMV em pessoas vivendo com HIV. gov.br/conitec

  13. Ministério da Saúde / DATASUS — SIGTAP, tabela tb_procedimento da competência 202608 (1.697.774 bytes, 5.023 linhas). Valores lidos por decodificação de colunas fixas, parser validado contra dois valores já publicados (hemograma 0202020380 = R$ 4,11; ferritina 0202010384 = R$ 15,59). Dobra de acentos ativa (2.483 das 5.023 linhas acentuadas). Buscas: "CITOMEGAL" → 2 linhas (0202030741, 0202030857); "AVIDEZ" ancorado fora de "GRAVIDEZ" → 0; "ANTIGENEMIA" → 0; "PP65" → 0; nenhuma linha de PCR/RT-PCR para CMV, com controle positivo de vocabulário (RT-PCR raiva 0213010186, hantavírus 0213010194, hepatite B 0213010208, SARS-CoV-2 0213010720). datasus.gov.br 2

Aviso médico. Este guia tem finalidade informativa e educativa; não constitui aconselhamento médico e não substitui uma consulta. Os valores de referência variam conforme o laboratório e a técnica: só o seu médico pode interpretar os seus resultados no seu contexto.