Proteínas totais e frações: albumina e globulinas
Na tabela do SUS, proteínas totais e frações custa R$ 1,85 e é o único caminho até a albumina do sangue, que não tem código próprio no Ministério.
O nome impresso no seu laudo é quase sempre o nome completo: proteínas totais e frações. É o rótulo que o Ministério da Saúde usa na tabela do SUS — DOSAGEM DE PROTEINAS TOTAIS E FRACOES —, e é por isso que a maioria das pessoas digita a expressão inteira ao chegar em casa com o papel na mão.
É um exame barato, antigo e mal compreendido, com uma característica central: o número grande, o "total", é a parte menos informativa do resultado. O que fala são as frações.
Em resumo
- As proteínas totais do soro são a soma de duas famílias: a albumina e as globulinas. A "fração" do nome é essa separação.
- A descrição oficial do procedimento no SUS não fala do total: fala da albumina. O Ministério escreve que "em condições normais, espera-se encontrar uma razão albumina/globulina maior ou igual a 1".1
- 🔴 Na tabela do SUS não existe dosagem isolada de albumina sérica. A raiz
ALBUMdevolve três linhas em 5.023, e nenhuma é o exame de sangue. Este é o caminho oficial até ela.2 - Existem dois códigos vizinhos:
0202010619proteínas totais (R$ 1,40) e0202010627proteínas totais e frações (R$ 1,85). Os R$ 0,45 de diferença compram as frações.2 - No setor privado a albumina tem código próprio (
40301222, tabela TUSS), e o painel se chama, por extenso, "Proteínas totais albumina e globulina".3 - Uma razão albumina/globulina invertida aponta para duas famílias opostas: albumina perdida ou não fabricada, ou globulinas em excesso.
- O número sobe sem haver mais proteína: torniquete acima de 2 minutos e mudança de postura concentram o sangue.4
- Nenhuma das fontes brasileiras que consultamos publica um intervalo de referência para proteínas totais no soro. Vale o do seu laudo.
- Um total normal não exclui um componente monoclonal: a SBPC/ML é explícita a respeito.4
- Ele quase nunca vem sozinho: acompanha o hepatograma, a função renal, o hemograma completo e os marcadores inflamatórios.
O que o exame realmente mede
O soro contém milhares de proteínas. O exame não as conta uma a uma: mede a massa total por volume e depois, nas "frações", separa esse total em grandes grupos.
A albumina é fabricada só pelo fígado e é a maior parcela. É ela que segura água dentro do vaso — a "pressão coloidosmótica" da descrição ministerial — e é o táxi de várias substâncias, do cálcio a medicamentos.
As globulinas são tudo o mais: proteínas de transporte como a transferrina e a haptoglobina, proteínas de fase aguda, e as imunoglobulinas — os anticorpos.
A separação é feita por eletroforese de proteínas, e a SBPC/ML descreve os dois métodos usados no laboratório brasileiro: o gel de agarose, que gera cinco zonas (albumina, alfa-1, alfa-2, betaglobulinas e gamaglobulinas), e a eletroforese capilar, que gera seis por separar beta-1 de beta-2.4 O número de frações do laudo depende do aparelho — não da sua doença.
Por que o total, sozinho, engana. Se a albumina cai e as globulinas sobem na mesma proporção, o total não se move: um resultado "normal" esconde as duas alterações. É por isso que o Ministério da Saúde, ao descrever o procedimento, não define um valor de total, mas uma razão.1
O exame que carrega a albumina do SUS
A leitura direta de tb_procedimento.txt (competência 08/2026, 5.023 linhas) mostra que a albumina sérica não tem código próprio no SUS. A raiz ALBUM devolve três linhas: a prova pré-transfusional em meio albuminoso, a microalbumina na urina (0202050092, R$ 8,12 — o exame da microalbuminúria) e a albumina humana a 20%, medicamento. Nos 79 procedimentos do subgrupo de dosagens bioquímicas, ela não está.2
Onde ela está? Dentro deste exame — e o próprio Ministério diz isso, ainda que não no rótulo: a descrição do código 0202010627 é inteiramente sobre a albumina, sem citar uma vez a palavra "total".1
| Procedimento | Código | Valor no SUS |
|---|---|---|
| Dosagem de proteínas totais | 0202010619 | R$ 1,40 |
| Dosagem de proteínas totais e frações | 0202010627 | R$ 1,85 |
| Eletroforese de proteínas | 0202010724 | R$ 4,42 |
| Imunoeletroforese de proteínas | 0202030229 | R$ 17,16 |
| Dosagem de proteínas (urina de 24 horas) | 0202050114 | R$ 2,04 |
Os dois primeiros são exames distintos, separados por R$ 0,45: o primeiro dá um número, o segundo dá o número e a albumina. Veja quanto custa um exame de sangue e o glossário.
O contraste com o setor privado é nítido. Na tabela TUSS, a nomenclatura dos planos de saúde, a albumina tem código próprio (40301222) e o painel equivalente se chama, por extenso, 40302385 "Proteínas totais albumina e globulina".3 Duas nomenclaturas do mesmo país: uma diz "e frações" e guarda a albumina na descrição, a outra a escreve no rótulo. Ter código na TUSS, note-se, não obriga o seu plano a cobri-lo.
A razão albumina/globulina, e as duas famílias que ela separa
"Espera-se encontrar uma razão albumina/globulina maior ou igual a 1."1 É a única afirmação numérica do Ministério sobre este exame, e ela organiza toda a leitura.
Quando a razão se inverte — globulinas passando a albumina —, há dois caminhos possíveis, opostos entre si.
Primeiro caminho: a albumina caiu — o fígado não a fabrica mais, ou ela está sendo perdida. A perda renal tem números brasileiros: no primeiro relatório do Registro Brasileiro de Biópsias Renais, da Sociedade Brasileira de Nefrologia, a síndrome nefrótica foi indicação de 41,4% das 954 biópsias de rim nativo em adultos de 2021, atrás só da disfunção renal (56%); o diagnóstico glomerular mais frequente foi a nefrite lúpica (22,6%).5 A via hepática se lê ao lado da TGO, da TGP, da gama-GT, da fosfatase alcalina e da bilirrubina.
Segundo caminho: as globulinas subiram. A subida pode ser policlonal — muitas células de defesa produzindo anticorpos diferentes, como em infecções crônicas e doenças autoimunes — ou monoclonal, quando um único clone produz uma única proteína em excesso.
A SBPC/ML lista armadilhas concretas nesse segundo caso. A síndrome nefrótica eleva as bandas alfa-2 e beta e reduz albumina e gamaglobulinas, o que pode ser confundido com um pico. Transferrina alta na anemia ferropriva produz banda na região beta — mais uma razão para ler este exame junto da ferritina. Complexos hemoglobina-haptoglobina após hemólise — a mesma que eleva a LDH — aparecem em alfa-2. E o fibrinogênio, se a amostra for plasma em vez de soro, aparece entre beta e gama e é indistinguível de uma proteína monoclonal.4
Um valor normal não exclui um pico monoclonal
A frase de segurança desta página é da SBPC/ML: é possível que um pequeno componente monoclonal esteja presente "mesmo quando os valores quantitativos de imunoglobulina, de concentração sérica total de proteína e os componentes do traçado da EPS estão todos dentro dos limites normais". Havendo suspeita clínica, os testes sensíveis são a imunofixação sérica e urinária e as cadeias leves livres.4
O contrário também precisa ser dito, e é ele que tranquiliza a maioria dos leitores: encontrar um componente monoclonal está longe de significar mieloma. Num estudo com 486 homens de 50 anos ou mais na macrorregião oeste do Paraná, a prevalência de gamopatia monoclonal de significado indeterminado (GMSI) foi de 4,74% (IC 95%: 2,99–7,09) — cerca de um homem em vinte nessa faixa carrega um pico que, na imensa maioria dos casos, não vira doença.6 O mieloma é raro: nos Registros de Câncer de Base Populacional do INCA, entre 1988 e 2020, as taxas padronizadas chegaram a 3,55 por 100.000 homens e 2,66 por 100.000 mulheres, com idade mediana ao diagnóstico de 65 anos.7 Sobre a lógica dos exames usados para procurar câncer, veja os marcadores tumorais.
Quando o número sobe sem que haja mais proteína
Três situações pré-analíticas elevam o resultado sem que nada mude dentro de você, e a SBPC/ML descreve as três.
O torniquete. O manual explica que a aplicação por tempo superior a 2 minutos "promove aumento da pressão intravascular, facilitando a saída de líquido e de moléculas pequenas para o espaço intersticial, resultando em hemoconcentração"; a boa prática é o torniquete curto, com o pulso palpável.4 A medida existe: em 250 voluntários repartidos por cinco tempos de garroteamento (30 a 180 segundos) e comparados a uma coleta sem estase, proteínas totais e albumina já mostravam aumentos clinicamente significativos a partir de 60 segundos.8
A postura. Ao passar de deitado para em pé, escreve a SBPC/ML, "ocorre um afluxo de água e substâncias filtráveis do espaço intravascular para o intersticial" e, por isso, "substâncias não filtráveis, como proteínas de alto peso molecular, terão sua concentração relativa elevada" — albumina, colesterol, triglicérides, hematócrito e hemoglobina podem subir 8 a 10%, e o equilíbrio leva 30 minutos de pé para deitado e 10 minutos no sentido inverso.4 É a física da desidratação: menos água no vaso, mesma proteína, número maior.
A hemólise. A SBPC/ML inclui a proteína total entre os analitos alterados pela hemólise: "a hemoglobina livre pode contribuir para aumentar a medida da proteína total no soro e, assim, afetar a eletroforese de proteínas (principalmente nas regiões alfa e betaglobulina)".4 Não é teórico aqui: numa auditoria de 50 laboratórios brasileiros feita com o DICQ e o PNCQ, mais da metade relatou que os tubos eram homogeneizados vigorosamente logo após a coleta, o que amplia o risco de hemólise espúria.9
Um detalhe revelador. Entre as regras que um laboratório pode programar para travar um resultado, a SBPC/ML cita a de "valor de albumina maior que proteínas totais".4 Se o laudo mostrar a parte maior que o todo, é erro, não doença.
O calendário oficial: onde o SUS pede este exame
O PCDT das Estratégias para Atenuar a Progressão da Doença Renal Crônica (Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 11, de 16/09/2024) nomeia "proteínas totais e frações" três vezes, sempre no monitoramento, com duas frequências conforme o estágio:
| Estágio da DRC | O que o protocolo pede |
|---|---|
| 3B e 4 | cálcio, fósforo, PTH, proteínas totais e frações e bicarbonato semestralmente |
| 5 não dialítico | proteínas totais e frações, ferritina, IST, fosfatase alcalina e PTH trimestralmente |
Nesse estágio 5, creatinina, ureia, cálcio, fósforo, hematócrito, hemoglobina, potássio e bicarbonato são mensais, enquanto o nosso exame é trimestral: duas cadências na mesma frase.10 É o calendário que rege também o PTH e a creatinina.
🔴 E o protocolo nunca escreve "albumina sérica". Contamos a raiz albumin no documento inteiro: 45 ocorrências, todas urinárias — albuminúria, relação albumina/creatinina, excreção em 24 horas —, com controle positivo creatinina = 40. Quando o Ministério quer a albumina do sangue de um paciente renal, ele pede "proteínas totais e frações": o protocolo clínico fala a língua da tabela de faturamento.10
Não há intervalo de referência brasileiro publicado
Procuramos e não encontramos. O manual da SBPC/ML, que fixa a terminologia laboratorial no país, cita "proteínas totais" duas vezes em cerca de 1,4 milhão de caracteres: uma numa tabela de limiares de interferência que o próprio manual credita a uma clínica chilena, outra na regra de travamento citada acima. Nenhuma é um intervalo de referência. O PCDT renal nomeia o exame sem lhe atribuir valor. E a Pesquisa Nacional de Saúde, que publicou valores medidos em brasileiros, cobriu o hemograma — não a bioquímica das proteínas.
O que existe de brasileiro e quantificado no manual é um valor de fração, num caso clínico: gamaglobulinas de 0,50 g/dL contra um intervalo de 0,74 a 1,75 g/dL naquele laboratório.4 É um valor de um serviço, não uma norma nacional.
Consequência prática: vale o intervalo impresso no seu laudo, que depende do método e do analisador. Comparar dois exames de serviços diferentes sem olhar os dois intervalos é comparar réguas diferentes — o mesmo problema descrito na VHS e na proteína C reativa.
Perguntas frequentes
Qual é o valor normal das proteínas totais? Não existe um número nacional: nenhuma das fontes brasileiras que consultamos — manual da SBPC/ML, PCDT renal do Ministério da Saúde e Pesquisa Nacional de Saúde — publica um intervalo de referência para proteínas totais no soro. Use o do seu laudo, lido pelo seu médico.
Preciso estar em jejum? Não há regra brasileira específica para este exame, e o que mais muda o resultado não é a comida: é a posição do corpo e o tempo de torniquete.4 Um estudo internacional com refeição padronizada viu variação significativa das proteínas totais e da albumina já uma hora depois de comer — siga a orientação do seu laboratório.11
Proteínas totais e albumina são o mesmo exame?
Não: a albumina é uma fração do total. No SUS não há como pedi-la isolada, ela vem dentro do código 02020106272; no setor privado tem código próprio na TUSS.3
Meu total está normal, então está tudo bem? Não necessariamente: ele pode esconder uma albumina baixa compensada por globulinas altas, e a SBPC/ML registra que um pequeno componente monoclonal pode existir com proteína total, imunoglobulinas e traçado eletroforético normais.4
Este exame substitui a eletroforese de proteínas? Não. São procedimentos diferentes na tabela do SUS: R$ 1,85 contra R$ 4,42.2 A eletroforese detalha o traçado; este exame entrega o total e a separação em albumina e globulinas.
Por que o meu laudo tem cinco frações e o do vizinho tem seis? Porque o método é outro: o gel de agarose gera cinco zonas, a eletroforese capilar gera seis.4 Não é diferença de saúde, é diferença de aparelho.
Para lembrar
Proteínas totais e frações é o exame em que o número principal é o menos importante: o total soma duas famílias que podem se mover em sentidos opostos e se anular. O que o Ministério da Saúde define, na descrição oficial do procedimento, não é um valor de total, mas uma razão albumina/globulina maior ou igual a 1. É também, no SUS, o único caminho até a albumina do sangue — e são R$ 0,45 que separam o código sem frações do código com elas. Antes de se assustar com uma variação pequena, lembre que torniquete longo, mudança de postura e amostra hemolisada sobem o resultado sozinhos; e lembre do contrário, que um total normal não exclui um componente monoclonal. Nenhum valor se lê sozinho: conta o conjunto dos seus marcadores e do seu contexto — o que o AI DiagMe oferece, como complemento à avaliação do seu médico.
Fontes
Fontes oficiais brasileiras e publicações científicas (PubMed) usadas neste guia:
Footnotes
-
Ministério da Saúde / DATASUS — SIGTAP, tabela
tb_descricao, competência 08/2026 (4 324 descrições). Texto integral da descrição do código0202010627, lido diretamente: "A ALBUMINA É A PROTEÍNA MAIS ABUNDANTE NO PLASMA E SUA FUNÇÃO PRIMÁRIA É MANTER A PRESSÃO COLOIDOSMÓTICA DO PLASMA. EM CONDIÇÕES NORMAIS, ESPERA-SE ENCONTRAR UMA RAZÃO ALBUMINA/GLOBULINA MAIOR OU IGUAL A 1." A descrição do código vizinho0202010619é outra: "A DOSAGEM DE PROTEÍNAS TOTAIS É UTILIZADA NA AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL E NA INVESTIGAÇÃO DE EDEMAS." Ambas verificadas como únicas ao seu código — 174 das 4 324 descrições compartilham o seu texto com pelo menos um outro código, e nenhuma das duas está entre elas. ⚠️ Os dois arquivos do mesmo pacote não usam a mesma convenção ortográfica: o rótulo escrevePROTEINASsem acento, a descrição escrevePROTEÍNAScom. sigtap.datasus.gov.br ↩ ↩2 ↩3 ↩4 -
Ministério da Saúde / DATASUS — SIGTAP, Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS, tabela
tb_procedimento, competência 08/2026 (arquivo de 1 697 774 bytes, 5 023 linhas, ISO-8859-1). Regra de correspondência declarada: sub-cadeia no campo do rótulo (NO_PROCEDIMENTO, colunas 11-260), maiúsculas, acentos rebatidos por NFD, contagem em linhas. Prova de que a dobra de acentos trabalha: 2 483 das 5 023 linhas contêm acentos combinantes. Parser de colunas fixas validado antes do uso (VL_SH[282:294], VL_SA[294:306], VL_SP[306:318]) contra dois valores já publicados neste site: hemograma completo0202020380= R$ 4,11 e ferritina0202010384= R$ 15,59. Valores lidos:0202010619 DOSAGEM DE PROTEINAS TOTAISR$ 1,40 ·0202010627 DOSAGEM DE PROTEINAS TOTAIS E FRACOESR$ 1,85 ·0202010724 ELETROFORESE DE PROTEINASR$ 4,42 ·0202030229 IMUNOELETROFORESE DE PROTEINASR$ 17,16 ·0202050114 DOSAGEM DE PROTEINAS (URINA DE 24 HORAS)R$ 2,04 ·0202050092 DOSAGEM DE MICROALBUMINA NA URINAR$ 8,12. Ausência por enumeração: a raizALBUMdevolve 3 linhas em 5 023 (prova de compatibilidade pré-transfusional, microalbumina urinária e albumina humana medicamentosa) e nenhuma delas é uma dosagem de albumina sérica; o subgrupo de dosagens bioquímicas020201tem 79 procedimentos, o grupo laboratorial0202tem 525. Controles: positivoCREATININA= 3 linhas,FERRITINA= 1; negativoZZZQQQXYZ= 0. sigtap.datasus.gov.br ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 -
Terminologia Unificada da Saúde Suplementar (TUSS) — tabela
tb_tussdistribuída no pacote SIGTAP, competência 08/2026 (5 766 linhas, ISO-8859-1; 4 043 delas com acentos, o que atesta a dobra). Mesma regra de correspondência declarada acima. Rótulos lidos:40301222 Albumina - pesquisa e/ou dosagem·40302377 Proteínas totais - pesquisa e/ou dosagem·40302385 Proteínas totais albumina e globulina - pesquisa e/ou dosagem·40302717 Eletroforese de proteínas de alta resolução. Controles: positivoCREATININA= 6 linhas; negativoZZZQQQXYZ= 0. ⚠️ A TUSS é uma nomenclatura do setor privado: a existência de um código não equivale a obrigação de cobertura pelo plano de saúde. ⚠️ A comparação entre SIGTAP e TUSS feita neste guia é a nossa leitura de dois arquivos separados, não um vínculo oficial: o arquivo de correspondênciarl_procedimento_tuss.txtdo mesmo pacote tem 0 byte e 0 linha nesta competência, ou seja, não há mapeamento publicado. O arquivo TUSS também não carrega campo de competência: datamos a leitura, não a versão. sigtap.datasus.gov.br ↩ ↩2 ↩3 -
Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) — Recomendações da SBPC/ML: boas práticas em laboratório clínico. PDF baixado e verificado em 16 055 655 bytes exatos, texto extraído para stdout (1 404 206 caracteres, 23 533 linhas), hifens condicionais removidos antes de qualquer busca. Passagens citadas: capítulo de variação pré-analítica — "Posição do paciente" ("ocorre um afluxo de água e substâncias filtráveis do espaço intravascular para o intersticial. Por essa razão, substâncias não filtráveis, como proteínas de alto peso molecular, terão sua concentração relativa elevada"; aumento de 8 a 10%; equilíbrio em 30 e 10 minutos) e "Torniquete" ("a aplicação do torniquete por um tempo superior a 2 minutos promove aumento da pressão intravascular… resultando em hemoconcentração"); hemólise ("a hemoglobina livre pode contribuir para aumentar a medida da proteína total no soro e, assim, afetar a eletroforese de proteínas (principalmente nas regiões alfa e betaglobulina)"); regra de travamento automático ("valor de albumina maior que proteínas totais"); capítulo 31, Dificuldades na interpretação dos resultados de eletroforese de proteínas (cinco zonas em gel de agarose contra seis na eletroforese capilar; falso-negativo: "é possível que um pequeno componente monoclonal (proteína-M) esteja presente mesmo quando os valores quantitativos de imunoglobulina, de concentração sérica total de proteína e os componentes do traçado da EPS estão todos dentro dos limites normais"; falso-positivos: fibrinogênio em plasma entre beta e gama, complexos hemoglobina-haptoglobina em alfa-2, transferrina alta na anemia ferropriva em beta, síndrome nefrótica elevando alfa-2 e beta; caso 3, hipogamaglobulinemia de 0,50 g/dL com intervalo de referência de 0,74 a 1,75 g/dL). Contagens declaradas (sub-cadeia, acentos rebatidos, maiúsculas ignoradas, por ocorrências): "proteínas totais" aparece 2 vezes no texto integral — uma delas numa tabela de limiares de interferência que o próprio manual credita à "cortesia da Clínica Dávila, Chile", motivo pelo qual não a reproduzimos; a raiz
albuminaparece 48 vezes. ⚠️ O PDF contém encartes publicitários de fabricantes (Binding Site/Freelite, Siemens, Biodina/HemoCue), e um filtro automático por proximidade de marca (janela de ±2 500 caracteres) classifica 15 dessas 48 ocorrências como publicitárias — mas pelo menos uma dessas 15 é um falso positivo: a regra "valor de albumina maior que proteínas totais" está no capítulo redacional sobre autoverificação de resultados, que cita Feitosa e colaboradores (HC-UFMG, 2016). Cada passagem citada acima foi lida em contexto e é texto redacional, não reclame. PDF ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 ↩8 ↩9 ↩10 ↩11 ↩12 ↩13 -
Noronha IL, Ramalho RJ, Oliveira CMC, et al. (Brazilian Kidney Biopsy Registry Working Group). Implementation and first report of the Brazilian Kidney Biopsy Registry. Registro da Sociedade Brasileira de Nefrologia, 21 centros de todas as regiões do país, 954 biópsias de rim nativo em adultos registradas no ano de 2021: síndrome nefrótica como indicação em 41,4% e disfunção renal em 56%; doença glomerular em 74,8% dos diagnósticos, com nefrite lúpica em 22,6%. PLoS One, 2025;20(2):e0312410. PubMed · DOI ↩
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Lima-Oliveira G, Salvagno GL, Lippi G, et al. Influence of a regular, standardized meal on clinical chemistry analytes. 17 voluntários saudáveis, coletas antes e 1, 2 e 4 horas após uma refeição leve padronizada: uma hora depois, "TG, ALB, Ca, Na, P, and total protein (TP) levels varied significantly". Fonte internacional (Universidade de Verona, Itália), citada aqui por não existir medição brasileira equivalente para este exame. Ann Lab Med, 2012;32(4):250-6. PubMed · DOI ↩