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Colesterol HDL: valor de referência e HDL baixo

No Brasil, o HDL desejável é acima de 40 mg/dL — o mesmo número para homens e mulheres. E a diretriz de 2025 da SBC não propõe meta para ele.

Atualizado em 4 de setembro de 202612 min de leituraEscrito pela Equipe Blood Analysis · Revisado e verificado por Julien Priour

O colesterol HDL é a fração do lipidograma que quase todo mundo aprendeu a chamar de "bom colesterol". Este guia mostra o que as fontes brasileiras dizem de fato: o valor de referência em vigor, por que ele é um só para os dois sexos, por que a Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025 decidiu não propor nenhuma meta para o HDL — e por que, mesmo assim, ele continua no seu laudo.

Em resumo

  • No Brasil, o HDL-c desejável é acima de 40 mg/dL, o mesmo número com e sem jejum, e o mesmo para homens e mulheres.1
  • A diretriz da SBC de 2025 é explícita: "Não são propostas metas para o HDL-c". Ele deve ser usado como marcador de risco, não como alvo terapêutico.1
  • Há uma recomendação formal, com força FORTE e certeza ALTA: "Recomenda-se contra o tratamento farmacológico com o objetivo de aumentar o HDL-c".1
  • HDL baixo é frequente no país: 31,8 % dos adultos brasileiros têm HDL abaixo de 40 mg/dL — 42,8 % dos homens e 22,0 % das mulheres.2
  • O jejum não muda o seu HDL: colesterol total, HDL-c, LDL-c e não-HDL-c "não sofrem influência do estado alimentar".1
  • Nenhuma fonte brasileira consultada fixa um limite superior para o HDL. Os dados sobre HDL muito alto vêm de fora do país.3

O que é o colesterol HDL

O colesterol não circula solto no sangue: como as gorduras não se dissolvem em água, ele viaja empacotado em lipoproteínas. As HDL (high-density lipoproteins, lipoproteínas de alta densidade) recolhem o colesterol em excesso dos tecidos e o levam de volta ao fígado.

É desse transporte de volta que nasceu o apelido de "bom colesterol". O colesterol é exatamente o mesmo no HDL e no colesterol total: o que muda é a partícula que o carrega e a direção do trajeto.

O ponto que quase nunca é dito: o HDL-c medido no laudo não é o HDL. É apenas o colesterol contido nessas partículas. É uma medida indireta — e é aí que a história fica interessante.

O valor de referência no Brasil

ParâmetroEm jejum (12 h)Sem jejumCategoria
HDL-c (adultos > 20 anos)> 40 mg/dL> 40 mg/dLDesejável

Fonte: Tabela 3.1 da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).1

Vale enumerar o que essa tabela contém, porque a ausência diz muito. LDL-c, não-HDL-c e apolipoproteína B recebem cinco linhas cada um, uma por categoria de risco — baixo, intermediário, alto, muito alto e extremo. Colesterol total, triglicérides e lipoproteína(a) recebem uma linha. O HDL-c também recebe uma linha só, e ela não traz nenhuma categoria de risco: o valor é o mesmo qualquer que seja o seu risco cardiovascular.1

Um número só, para os dois sexos

Muitas tabelas internacionais dão dois valores de HDL, um mais alto para mulheres. A diretriz brasileira não faz isso. A Tabela 3.1 traz um único valor, 40 mg/dL, sem coluna de sexo. O mesmo número já constava do Consenso Brasileiro para a Normatização da Determinação Laboratorial do Perfil Lipídico, de 2016, assinado por cinco sociedades — SBPC/ML, SBAC, SBC (Departamento de Aterosclerose), SBD e SBEM.4

Não é um esquecimento de redação: varrendo as 110 páginas da diretriz de 2025, não aparece nenhum ponto de corte de HDL específico por sexo em lugar algum do documento. Se o seu laudo traz "40 mg/dL para homens, 50 mg/dL para mulheres", ele está usando uma referência estrangeira ou a bula do próprio conjunto diagnóstico — o que é legítimo, mas não é o que dizem as duas fontes brasileiras acima.

E nas crianças?

A Tabela 3.1 vale para adultos acima de 20 anos. Para crianças e adolescentes, o único número brasileiro é o do consenso de 2016: HDL-c acima de 45 mg/dL.4 A diretriz de 2025 trata do rastreamento na infância — universal entre 9 e 11 anos e entre 17 e 21 anos, com jejum de 8 a 9 horas — mas não repete um valor de referência de HDL para essa faixa.1

O HDL não é um alvo de tratamento

Esta parte contraria o senso comum, e vem do texto brasileiro.

A seção 5.4 da diretriz de 2025 diz, na íntegra: "Não são propostas metas para o HDL-c." E explica por quê. Os estudos epidemiológicos mostram forte associação entre HDL baixo e mais eventos cardiovasculares, mas "não há evidências robustas que indiquem que essa relação seja causal". Em estudos de randomização mendeliana, pessoas geneticamente predispostas a ter HDL mais alto não têm menos aterosclerose.15

A conclusão da SBC: "o HDL-c deve ser utilizado como um marcador de risco cardiovascular, mas não como um alvo terapêutico".1

E há uma recomendação formal na tabela de recomendações do documento, com força FORTE e certeza ALTA — o grau mais alto nas duas escalas:

"Recomenda-se contra o tratamento farmacológico com o objetivo de aumentar o HDL-c."1

Os remédios que subiram o HDL e não salvaram ninguém

A seção 7.6 da diretriz resume por que a recomendação é tão firme. Os ensaios que buscaram elevar o HDL-c "geraram resultados predominantemente nulos":1

  • os inibidores de CETP elevaram bastante o HDL-c, mas não reduziram eventos além do esperado pela queda do LDL — o maior deles, o REVEAL, com anacetrapibe;6
  • a niacina subiu o HDL-c e não reduziu eventos, no AIM-HIGH e no HPS2-THRIVE;7
  • o pemafibrato (estudo PROMINENT, 10 497 diabéticos com triglicérides de 200 a 499 mg/dL e HDL-c ≤ 40 mg/dL) reduziu triglicérides, aumentou o HDL-c e não reduziu eventos de forma significativa;1
  • mais recentemente, uma intervenção que buscava melhorar a função do HDL — infusão de apolipoproteína A1 após infarto — também não reduziu eventos.8

A própria diretriz registra a única nota em aberto: o obicetrapibe, inibidor de CETP oral de última geração, "está revertendo a maré de resultados amplamente negativos" e caminha para ser o primeiro da classe disponível — mas pelo perfil que apresenta em LDL-c, ApoB e Lp(a), não por elevar o HDL.1

"Bom colesterol": o que a diretriz não escreve

Uma verificação simples: a expressão "bom colesterol" não aparece uma única vez nas 110 páginas da diretriz de 2025. O termo é de divulgação, não de documento técnico brasileiro.

Então por que o HDL continua no laudo?

Porque ele continua útil, mesmo sem ser um alvo:

  1. Ele entra no cálculo do risco. A diretriz de 2025 recomenda estimar o risco cardiovascular em 10 anos pelo escore PREVENT — e o HDL-c é uma das variáveis da equação, ao lado de sexo, idade, colesterol total, pressão arterial, diabetes e tabagismo. A SBC adotou um escore norte-americano "diante da ausência de uma equação de risco derivada da população brasileira".1
  2. Sem HDL não existe colesterol não-HDL. O não-HDL-c é simplesmente colesterol total menos HDL-c, e esse sim tem metas por categoria de risco na diretriz brasileira.1
  3. O LDL calculado depende dele. A diretriz recomenda a fórmula de Martin/Hopkins para todos, e ela usa o HDL-c. Um HDL errado contamina outros dois números do mesmo laudo.1

HDL baixo é comum no Brasil

Os dados vêm da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), do IBGE com o Ministério da Saúde: 8.534 exames de adultos, colhidos entre 2014 e 2015 a qualquer hora do dia, já sem exigência de jejum.2

  • HDL médio da população: 46,5 mg/dL43,0 mg/dL nos homens e 49,6 mg/dL nas mulheres.
  • HDL abaixo de 40 mg/dL: 31,8 % dos adultos. 42,8 % dos homens, 22,0 % das mulheres.
  • Por região, do maior para o menor: Norte 36,6 %, Nordeste 34,8 %, Centro-Oeste 34,3 %, Sudeste 30,8 % e Sul 26,1 %.2

A PNS também publicou a razão colesterol total / HDL: média de 4,3 na população, 4,6 nos homens e 4,0 nas mulheres, com metade dos adultos acima de 4.2 Registre-se, porém, que a diretriz de 2025 não usa essa razão — ela não aparece na Tabela 3.1 nem entre os alvos terapêuticos. Se o seu laudo traz esse índice, ele é informação adicional do laboratório, não uma meta brasileira.

Uma correção que vale fazer, porque circula muito: HDL baixo não é a alteração lipídica mais comum do país. Na mesma pesquisa, colesterol total acima de 200 mg/dL apareceu em 32,7 % — um pouco à frente dos 31,8 % do HDL baixo. Entre os homens, aí sim, o HDL baixo é a alteração dominante, com 42,8 %.2

HDL alto: o Brasil não fixa um teto

Procurando nas fontes brasileiras: nenhum valor máximo de HDL é definido. A Tabela 3.1 da SBC só tem um limite inferior. O consenso de 2016 também. Não existe, no Brasil, um "HDL alto demais" oficial.

Fora do país, existe sinal. Em duas coortes dinamarquesas com 52.268 homens e 64.240 mulheres, a relação entre HDL-c e mortalidade por todas as causas foi em forma de U: a menor mortalidade ficou em torno de 73 mg/dL nos homens e 93 mg/dL nas mulheres, e subiu de novo nos extremos. Nos homens com HDL-c ≥ 116 mg/dL, o risco ajustado foi 2,06 vezes o do grupo de menor risco; nas mulheres com ≥ 135 mg/dL, 1,68 vez.3

Uma revisão publicada no European Heart Journal — que a própria diretriz brasileira cita ao justificar a ausência de metas — vai na mesma linha: HDL-c muito alto associa-se a mais degeneração macular, doenças infecciosas e mortalidade geral; e medidas funcionais do HDL preveem eventos melhor do que o HDL-c.9

Como são dados estrangeiros e observacionais, ficam registrados aqui como tal. Um HDL de 80 ou 90 mg/dL não é diagnóstico de nada.

O jejum não muda o seu HDL

A diretriz de 2025 é direta: "Os parâmetros CT, HDL-c, LDL-c e não-HDL-c não sofrem influência do estado alimentar." Só os triglicérides mudam — por isso a tabela tem duas colunas idênticas para o HDL e valores diferentes só para eles.1

O que pode falsear o seu HDL

  • Método. A diretriz de 2025 registra que, para o HDL-c, "podem-se encontrar variações de até 15 % entre os métodos disponíveis" — contra boa correlação entre conjuntos diagnósticos no colesterol total e nos triglicérides.1 Comparar HDL de laboratórios diferentes é comparar réguas diferentes.
  • Garrote. Depois de 1 minuto de torniquete há hemoconcentração, que altera o perfil lipídico. Ele deve ser desfeito assim que a agulha entra na veia.1
  • Véspera. Álcool, refeição muito gordurosa e atividade física extenuante na véspera alteram temporariamente o painel.1
  • Interferentes. Nas recomendações de boas práticas da SBPC/ML, o colesterol HDL sofre interferência a partir de 1.200 mg/dL de hemoglobina livre (hemólise), 2.000 mg/dL de triglicérides (lipemia) e 60 mg/dL de bilirrubina (icterícia). São limiares altos: o HDL é dos analitos mais resistentes à hemólise — a LDH sofre já a partir de 15 mg/dL.10
  • Resultado impossível. A SBPC/ML cita como regra de bloqueio automático o caso de HDL-c maior que o colesterol total — aritmeticamente impossível, e sinal de erro.10
  • Repetição. A SBPC/ML recomenda confirmar qualquer alteração do perfil lipídico em nova amostra, colhida pelo menos 1 semana depois.10

O que faz o HDL subir ou descer

Nada disto é meta de tratamento — é o que a diretriz descreve como efeito de estilo de vida e de outras condições.

Sobe com: exercício físico (a diretriz cita elevação do HDL-c entre os efeitos lipídicos da atividade regular, com pelo menos 150 minutos semanais de intensidade moderada) e perda de peso — 5 a 10 % do peso corporal correspondem a +3 a 5 mg/dL de HDL-c; no ensaio Look AHEAD, +5 mg/dL em um ano.1

Desce com: tabagismo, obesidade, síndrome metabólica, glicocorticoides e hipertireoidismo (por maior atividade da CETP).1

O álcool é caso à parte. A diretriz reconhece que o consumo moderado pode elevar o HDL-c, mas registra que estudos de randomização mendeliana sugerem menor risco cardiovascular em quem não bebe, e fixa em cerca de 100 g de álcool por semana o limite superior considerado seguro, igual para homens e mulheres.1 Beber para subir o HDL não é uma recomendação brasileira.

Quanto custa no SUS

Na Tabela de Procedimentos do SUS (SIGTAP), competência de agosto de 2026, a dosagem de colesterol HDL tem o código 0202010279 e valor de R$ 3,51.11 Para comparar com o setor privado, veja quanto custa um exame de sangue.

Perguntas frequentes

Meu HDL é 38 mg/dL. É grave? Está abaixo do desejável brasileiro de 40 mg/dL, e é uma situação que um em cada três adultos do país compartilha. Não existe tratamento medicamentoso indicado para elevá-lo, e o número isolado não define risco: ele entra na conta junto com LDL, triglicérides, pressão, glicemia e tabagismo.12

Existe remédio para aumentar o HDL? Existem moléculas que aumentam o número. Nenhuma demonstrou reduzir eventos cardiovasculares por essa via, e a SBC recomenda contra esse tratamento, com força FORTE e certeza ALTA.1

Meu HDL alto compensa um LDL alto? Não. As metas da diretriz brasileira são de LDL-c e não-HDL-c por categoria de risco; o HDL não tem meta e não abate as outras.1

Preciso estar em jejum para medir o HDL? Não. O HDL-c não é influenciado pelo estado alimentar, e o valor de referência é o mesmo nas duas condições.1 Veja o lipidograma para o quadro completo.

Por que o meu HDL mudou tanto de um laboratório para outro? Além da variação biológica, a diretriz de 2025 registra diferenças de até 15 % entre os métodos de dosagem de HDL-c. Acompanhe a tendência ao longo do tempo, de preferência no mesmo laboratório.1

Importante. Este guia é informativo e não substitui uma consulta. Os intervalos de referência podem variar conforme o método: a referência que vale para você é a impressa no seu laudo — e 40 mg/dL de HDL-c equivalem a cerca de 1,0 mmol/L no nosso conversor de unidades. Para entender melhor os termos do exame, veja o glossário de exames de sangue ou explore os nossos guias em aidiagme.com/pt.

Fontes

Fontes institucionais brasileiras e publicações científicas (PubMed) usadas neste guia:

Footnotes

  1. Rached FH, Miname MH, Rocha VZ, et al.; Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) — Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025. Arq Bras Cardiol. 2025;122(9):e20250640: Tabela 3.1 (HDL-c > 40 mg/dL, com e sem jejum), seção 3.1.1.1 (garrote, véspera, estado alimentar), seção 3.1.1.2.2.1 (variação de até 15 % entre métodos de HDL-c), seção 4.2 (escore PREVENT), seção 5.4 (ausência de metas para o HDL-c), seção 7.6 (CETP, niacina, obicetrapibe), seção 7.7 (PROMINENT), seções 6.2 a 6.6 (peso, tabagismo, exercício, álcool) e seção 9.10 (rastreamento na infância). DOI · PDF 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28

  2. Malta DC, Szwarcwald CL, Machado ÍE, et al. Prevalência de colesterol total e frações alterados na população adulta brasileira: Pesquisa Nacional de Saúde. Rev Bras Epidemiol, 2019;22(Supl 2):E190005.SUPL.2 — subamostra laboratorial de 8.534 adultos, HDL médio de 46,5 mg/dL e prevalência de HDL < 40 mg/dL de 31,8 %. PubMed · DOI 2 3 4 5 6

  3. Madsen CM, Varbo A, Nordestgaard BG. Extreme high high-density lipoprotein cholesterol is paradoxically associated with high mortality in men and women: two prospective cohort studies. Eur Heart J, 2017;38(32):2478-2486 — coortes dinamarquesas, sem equivalente brasileiro conhecido; usada aqui como fonte internacional declarada. PubMed · DOI 2

  4. SBPC/ML, SBAC, SBC (Departamento de Aterosclerose), SBD e SBEM — Consenso Brasileiro para a Normatização da Determinação Laboratorial do Perfil Lipídico, 2016: Tabela I (HDL-C > 40 mg/dL para adultos acima de 20 anos, com e sem jejum) e Tabela II (HDL-C > 45 mg/dL para crianças e adolescentes). Republicado como posicionamento por Scartezini M, Ferreira CEDS, Izar MCO, et al. Positioning about the flexibility of fasting for lipid profiling. Arq Bras Cardiol, 2017;108(3):195-197. PDF · PubMed · DOI 2

  5. Richardson TG, Sanderson E, Palmer TM, et al. Evaluating the relationship between circulating lipoprotein lipids and apolipoproteins with risk of coronary heart disease: A multivariable Mendelian randomisation analysis. PLoS Med, 2020;17(3):e1003062 — referência 208 da diretriz da SBC de 2025. PubMed · DOI

  6. HPS3/TIMI55–REVEAL Collaborative Group; Bowman L, Hopewell JC, et al. Effects of anacetrapib in patients with atherosclerotic vascular disease. N Engl J Med, 2017;377(13):1217-1227 — referência 212 da diretriz da SBC de 2025. PubMed · DOI

  7. HPS2-THRIVE Collaborative Group; Landray MJ, Haynes R, et al. Effects of extended-release niacin with laropiprant in high-risk patients. N Engl J Med, 2014;371(3):203-212 — referência 214 da diretriz da SBC de 2025. PubMed · DOI

  8. Gibson CM, Duffy D, Korjian S, et al. Apolipoprotein A1 infusions and cardiovascular outcomes after acute myocardial infarction. N Engl J Med, 2024;390(17):1560-1571 — referência 296 da diretriz da SBC de 2025. PubMed · DOI

  9. von Eckardstein A, Nordestgaard BG, Remaley AT, Catapano AL. High-density lipoprotein revisited: biological functions and clinical relevance. Eur Heart J, 2023;44(16):1394-1407 — referência 207 da diretriz da SBC de 2025. Fonte internacional, citada em complemento à posição brasileira. PubMed · DOI

  10. Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) — Recomendações da SBPC/ML: boas práticas em laboratório clínico: Tabela 1 de interferentes (hemólise, lipemia e icterícia para o colesterol HDL), regra de bloqueio para HDL-colesterol maior que colesterol total, e confirmação de alterações do perfil lipídico em nova amostra após pelo menos 1 semana. PDF 2 3

  11. Ministério da Saúde / DATASUS — Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS (SIGTAP), competência 08/2026: procedimento 0202010279, "Dosagem de colesterol HDL", valor de serviço ambulatorial R$ 3,51. Tabela unificada (FTP)

Aviso médico. Este guia tem finalidade informativa e educativa; não constitui aconselhamento médico e não substitui uma consulta. Os valores de referência variam conforme o laboratório e a técnica: só o seu médico pode interpretar os seus resultados no seu contexto.