PTH (paratormônio): o exame que nunca se lê sozinho
O PTH custa R$ 43,13 no SUS, 23 vezes o cálcio que precisa vir junto. Faixas medidas no Brasil, gerações de ensaio e o calendário do PCDT renal.
Se você digitou "paratormonio" sem acento, chegou ao lugar certo — a palavra correta é paratormônio, e é assim que ela aparece no seu laudo. O exame também é chamado de PTH, sigla do inglês parathyroid hormone, ou de hormônio da paratireoide, que é como o Ministério da Saúde o nomeia.
Esta página trata de um exame com uma característica incomum: ele não significa nada sozinho. O mesmo valor de PTH pode indicar duas doenças opostas, e o que decide entre elas é outro exame, muito mais barato, feito na mesma coleta.
Em resumo
- O PTH é secretado pelas quatro glândulas paratireoides. A descrição oficial do procedimento na tabela do Ministério da Saúde resume a função dele: manter "a homeostase do fósforo e cálcio".1
- Um PTH alto com cálcio alto e um PTH alto com cálcio normal ou baixo são situações diferentes. No primeiro caso pensa-se em hiperparatireoidismo primário (a glândula em excesso); no segundo, em hiperparatireoidismo secundário (a glândula respondendo a outra coisa — falta de vitamina D, doença renal).
- O posicionamento conjunto SBEM + SBPC/ML é explícito: vitamina D e PTH "são dois metabólitos estreitamente inter-relacionados, e suas concentrações plasmáticas devem ser interpretadas em conjunto".2
- A faixa impressa no seu laudo costuma ser a do fabricante do kit, não uma faixa brasileira. Um estudo de Belo Horizonte com 312 adultos rigorosamente selecionados encontrou 10 a 52 pg/mL, contra o limite superior de 65 pg/mL proposto pelo fabricante.3
- Existem gerações de ensaio, e elas não dão o mesmo número. Na mesma plataforma, um estudo da Unifesp mediu 24,2–78,0 pg/mL com o ensaio de 2ª geração e 19,9–58,5 pg/mL com o de 3ª.4
- A idade desloca o valor. Em 263 242 brasileiros com vitamina D adequada e função renal normal, o PTH acima dos 60 anos ficou entre 22,1 e 84,0 pg/mL.5
- No SUS, o exame existe:
0202060276 DOSAGEM DE PARATORMONIO, R$ 43,13 — a 40ª dosagem mais cara entre os 525 procedimentos laboratoriais da tabela, e 23 vezes o preço do cálcio que precisa acompanhá-lo.1 - O PCDT da Doença Renal Crônica do Ministério da Saúde marca quando pedir PTH em cada estágio, mas não publica nenhuma meta numérica para ele.6
O par PTH + cálcio
Comece pelo essencial: o PTH sobe quando o cálcio no sangue cai. É a função dele. Ele tira cálcio do osso, faz o rim reter cálcio e perder fósforo, e ativa a vitamina D no rim. Um PTH elevado é, na maioria das vezes, um hormônio fazendo exatamente o que deveria.
É por isso que ler o PTH isolado não leva a lugar nenhum. Duas leituras opostas partem do mesmo número:
| PTH | Cálcio | O que se investiga |
|---|---|---|
| Alto | Alto | Hiperparatireoidismo primário — a glândula produz por conta própria |
| Alto | Normal ou baixo | Hiperparatireoidismo secundário — falta de vitamina D, doença renal, má absorção |
| Baixo | Baixo | Hipoparatireoidismo — a glândula não responde |
O próprio Ministério da Saúde faz essa ligação sem dizê-la: a descrição do cálcio ionizável na tabela de procedimentos afirma que ele é "útil no diagnóstico de hiperparatireoidismo", justamente porque não sofre com variações da albumina.1 Se você tem um PTH no laudo e nenhum cálcio ao lado, falta metade do exame — e a metade barata.
A faixa do seu laudo provavelmente não é brasileira
Aqui está a divergência mais concreta desta página, e ela é entre fontes brasileiras, não entre o Brasil e o exterior.
| Fonte | Faixa (pg/mL) | Como foi obtida |
|---|---|---|
| Rosario e Calsolari, Belo Horizonte3 | 10 – 52 | 312 adultos triados com critérios rigorosos |
| Bonanséa e cols., 2ª geração, Unifesp4 | 24,2 – 78,0 | 423 adultos saudáveis, vitamina D acima de 25 ng/mL |
| Bonanséa e cols., 3ª geração, Unifesp4 | 19,9 – 58,5 | 120 adultos saudáveis, mesma plataforma |
| Grupo Fleury, acima de 60 anos5 | 22,1 – 84,0 | 263 242 pacientes, vitamina D ≥ 20 ng/mL |
Nenhum desses números é errado. Eles medem populações diferentes, com ensaios diferentes, e é exatamente essa a mensagem: não existe uma faixa brasileira única do PTH. Vale sempre o intervalo impresso no seu laudo, com o método declarado ao lado.
O estudo de Belo Horizonte tem uma consequência prática forte. Apenas 1 dos 312 participantes (0,3%) ultrapassou os 65 pg/mL sugeridos pelo fabricante do kit. Usando o limite do fabricante, a sensibilidade do PTH para detectar hiperparatireoidismo primário assintomático foi de 64%; usando o limite estabelecido no estudo, subiu para 93% — e, na forma normocalcêmica, de 50% para 87,5%.3 Um limite superior alto demais deixa passar doença.
Procuramos uma posição clínica da SBEM sobre o hiperparatireoidismo no site da sociedade: as dez respostas da busca por "paratireoide" são anúncios de eventos, de 2007 a 2011. As posições da SBEM vivem na revista dela, o Archives of Endocrinology and Metabolism, de onde vêm quatro referências desta página.7
Segunda ou terceira geração: dois números para o mesmo hormônio
Esta é a parte que quase nenhum laudo explica. Os ensaios de PTH não medem todos a mesma coisa: os de 2ª geração (o "PTH intacto") capturam também fragmentos do hormônio, enquanto os de 3ª geração só reconhecem a molécula 1-84 completa.
A demonstração brasileira é limpa porque usou a mesma plataforma analítica para os dois métodos. Em 41 pacientes com hiperparatireoidismo primário, a mediana foi de 168 pg/mL pelo ensaio de 2ª geração e de 111 pg/mL pelo de 3ª — resultados sistematicamente menores, com correlação altíssima entre eles (r = 0,952). A equação publicada é Bio-PTH = 13,44 + 0,59 × PTH intacto.4
A consequência para você é direta: comparar um PTH de hoje com um de dois anos atrás, feito em outro laboratório, pode não fazer sentido. Não porque algo mudou no seu corpo, mas porque o ensaio mudou. Antes de concluir que o hormônio subiu, vale verificar se o método é o mesmo — a mesma disciplina que se aplica ao TSH e aos demais exames da tireoide.
O posicionamento SBEM/SBPC-ML reconhece o problema de outro ângulo: o limiar de vitamina D a partir do qual o PTH começa a subir "varia amplamente na literatura devido ao uso de ensaios diferentes".2
Quando o rim entra: o calendário do PCDT
No Brasil, o motivo mais organizado para dosar PTH está escrito em um documento do Estado. O PCDT da Doença Renal Crônica (Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 11, de 16 de setembro de 2024, 68 páginas) descreve as alterações dos estágios intermediários como "anemia, distúrbios do cálcio, fósforo e paratormônio, também chamado de distúrbios do metabolismo mineral e ósseo (DMO)".6
E ele estabelece um calendário que aperta conforme a função renal cai:
| Estágio | Taxa de filtração glomerular | PTH |
|---|---|---|
| 1 e 2 | ≥ 60 mL/min/1,73 m² | não pedido nesta rotina |
| 3A | 45 – 59 | anual, junto de cálcio, fósforo, potássio e hemograma |
| 3B | 30 – 44 | entre os exames de complicações crônicas, anuais |
| 4 | 15 – 29 | semestral, com cálcio, fósforo e bicarbonato |
| 5 não dialítico | < 15 | trimestral, com fosfatase alcalina e ferritina |
Repare no que não está lá. Procuramos uma meta numérica de PTH por estágio e ela não existe: o documento inteiro não contém nenhuma ocorrência de "pg/mL" nem de "ng/L".6 O protocolo nacional diz com que frequência medir, nunca até onde baixar. Quem lhe apresentar uma meta de PTH por estágio como "recomendação brasileira" está citando outra coisa.
Esse é o contexto em que o PTH deixa de ser um exame de endocrinologista. Ele entra na mesma solicitação que a creatinina, a ureia, os eletrólitos séricos e a microalbuminúria, dentro do acompanhamento da função renal. Quando o resultado da filtração é duvidoso, a cistatina C entra como exame confirmatório — e vale saber que ela não tem código no SUS, ao contrário do PTH.
Do lado do tratamento, o custo dessa complicação já foi medido em reais na perspectiva do SUS: uma análise publicada no Jornal Brasileiro de Nefrologia estimou uma razão de custo-efetividade de R$ 1.213,68 por ano para o hiperparatireoidismo secundário em diálise, e impacto orçamentário incremental entre R$ 1,6 e R$ 4,1 milhões no primeiro ano com a ampliação do paricalcitol intravenoso.8
Vitamina D antes de acusar a paratireoide
A pergunta mais útil diante de um PTH alto com cálcio normal é: como está a vitamina D?
O posicionamento conjunto da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e da SBPC/ML recomenda manter a 25(OH)D "entre 20 ng/mL e 40 ng/mL para prevenir o desenvolvimento de hiperparatireoidismo secundário à deficiência de vitamina D", e identifica benefício em manter acima de 30 ng/mL em situações específicas — entre elas o próprio hiperparatireoidismo secundário e a doença renal crônica.2 O mesmo documento registra que, em uma coorte representativa da população brasileira, o limiar de 25(OH)D para elevação do PTH ficou abaixo de 30 ng/mL, e que a correlação é mais evidente em pessoas com mais de 65 anos.
A ordem prática decorre disso: corrigir a vitamina D e repetir o PTH costuma vir antes de investigar a glândula. O estudo da Unifesp ilustra a frequência com que os dois problemas convivem: 85,3% dos pacientes com hiperparatireoidismo primário tinham 25(OH)D abaixo de 25 ng/mL.4 Vale ler junto a página da vitamina D e a do magnésio — o magnésio baixo é a causa oculta clássica de um cálcio que não normaliza.
Curiosamente, o PCDT da doença renal crônica não menciona a vitamina D uma única vez nas suas 68 páginas — zero ocorrências da palavra, com controles positivos fortes no mesmo texto ("creatinina" 40, "diálise" 24).6 A conduta existe na literatura das sociedades; ela não está no protocolo do SUS.
Um PTH alto que não é um PTH alto
Um alerta de segurança, publicado por endocrinologistas brasileiros: o ensaio pode errar. Dois pacientes com PTH alto e cálcio normal, medidos por eletroquimioluminescência de 2ª geração, tiveram valores normais quando repetidos no ensaio de 3ª geração; diluições seriadas mostraram ausência de linearidade, indicando interferência por anticorpos heterofílicos.9
É raro. Mas quando o resultado não combina com o quadro clínico — nenhum sintoma, cálcio normal, vitamina D adequada, rim normal — repetir em outra plataforma é uma conduta razoável antes de qualquer procedimento. Cirurgia de paratireoide baseada em um artefato de laboratório é um desfecho que ninguém quer.
Quanto custa e o que mais existe no SUS
Lendo a tabela do SUS linha a linha, o quadro é este:
| Procedimento | Código | Valor |
|---|---|---|
| Dosagem de paratormônio | 0202060276 | R$ 43,13 |
| Dosagem de cálcio | 0202010210 | R$ 1,85 |
| Dosagem de cálcio ionizável | 0202010228 | R$ 3,51 |
| Dosagem de fósforo | 0202010430 | R$ 1,85 |
| Dosagem de 25-hidroxivitamina D | 0202010767 | R$ 15,24 |
| Dosagem de fosfatase alcalina | 0202010422 | R$ 2,01 |
| Cintilografia de paratireoides | 0208030018 | R$ 324,54 |
O PTH é caro para os padrões da tabela — entre 525 procedimentos do grupo de diagnóstico laboratorial, ele é o 40º mais caro.1 Isso torna ainda mais irônico pedi-lo sem o cálcio de R$ 1,85 que lhe dá sentido. Se o osso é o motivo do pedido, a fosfatase alcalina já costuma estar na mesma solicitação.
Duas observações sobre a tabela merecem registro. A primeira: o rótulo oficial escreve PARATORMONIO sem acento, enquanto a descrição do mesmo código escreve PARATORMÔNIO com acento — dois arquivos do mesmo pacote não pontuam igual. A segunda: o SUS ainda paga R$ 12,01 pela dosagem de AMP cíclico (0202060101), descrita pelo próprio Ministério como "importante na avaliação da ação do paratormônio a nível renal" — um exame que não aparece nenhuma vez nem no PCDT da doença renal crônica, nem no manual da SBPC/ML.1610 Estar na tabela de faturamento não é o mesmo que ser recomendado.
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Perguntas frequentes
Qual é o valor normal do paratormônio? Depende do ensaio e da idade. Estudos brasileiros publicaram 10–52, 19,9–58,5, 24,2–78,0 e, acima dos 60 anos, 22,1–84,0 pg/mL.345 Vale o intervalo do seu laudo, ao lado do método.
Preciso estar em jejum? Nenhuma das fontes brasileiras institucionais consultadas — a tabela do Ministério da Saúde, o PCDT da doença renal crônica e o manual da SBPC/ML — publica exigência de jejum para o PTH. Siga a orientação do laboratório que fará a coleta.
Meu PTH está alto e o cálcio normal. É grave? É a situação mais comum, e a mais frequentemente explicada por falta de vitamina D ou queda da função renal — não por doença da glândula.2 O caminho habitual é avaliar vitamina D, função renal e magnésio, corrigir o que estiver baixo e repetir.
O PTH alto aumenta o risco de morrer? Na coorte ELSA-Brasil, com 4 736 participantes acompanhados por mediana de 11,2 anos, um PTH acima de 56 pg/mL associou-se a maior mortalidade cardiovascular (sHR 1,92) e por todas as causas (HR 1,61), com efeito mais forte nas mulheres (sHR 2,79) e sem associação significativa nos homens.11 É uma associação em população geral, não um diagnóstico individual — e o estudo mede um valor dentro da faixa considerada normal por muitos kits.
O PTH serve para rastrear câncer? Não. Ele não é um marcador tumoral, e não tem qualquer papel de rastreamento populacional — sobre o que faz e o que não faz sentido nessa área, veja os marcadores tumorais.
Ele faz parte do check-up? Não. O PTH não entra em painéis de rotina como o hemograma completo nem no perfil hormonal padrão; ele é pedido diante de um cálcio alterado, de osteoporose, de cálculos renais ou de doença renal crônica — situação em que a creatinina alta costuma ser o achado que abre a investigação.
Para lembrar
O PTH é um exame caro, útil e completamente dependente do contexto. Ele só responde a alguma coisa quando vem acompanhado do cálcio, e ganha muito quando vem também com fósforo, vitamina D e uma medida da função renal. A faixa impressa no seu laudo é, quase sempre, a do fabricante do reagente — e as medidas feitas em brasileiros divergem entre si conforme a idade e a geração do ensaio. Nada disso se resolve olhando um número solto: leve o laudo inteiro ao seu médico. Para organizar as suas perguntas antes da consulta, você pode usar o assistente de leitura de exames da AiDiagMe.
Fontes
Fontes oficiais brasileiras e publicações científicas (PubMed) usadas neste guia:
Footnotes
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Ministério da Saúde / DATASUS — SIGTAP, Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS, competência agosto de 2026 (
tb_procedimento.txt, 1 697 774 bytes, 5 023 linhas;tb_descricao.txt, 4 324 linhas). Regra de correspondência declarada: decodificação latin-1, dobra de acentos NFD, fronteira de palavra obrigatória, contagem por linhas, maiúsculas ignoradas. Prova de que a dobra de acentos estava ativa: 2 483 das 5 023 linhas contêm acentos combinantes. Parser de colunas fixas (VL_SH[282:294], VL_SA[294:306], VL_SP[306:318]) validado antes do uso contra dois valores já publicados neste site: hemograma completo0202020380= R$ 4,11 e ferritina0202010384= R$ 15,59. Resultados:PARATORMONIO→ 1 linha,0202060276 DOSAGEM DE PARATORMONIO, R$ 43,13 (VL_SA), 40ª maior entre as 525 linhas do grupo0202. ⚠️ A siglaPTHrende 0 linha, ancorada e não ancorada — ao contrário do temor habitual com siglas de três letras, ela não produz nenhuma falsa presença nesta tabela (2ª instância medida, depois deBNP). Controle positivo:CREATININA→ 3 linhas. Grafias testadas sem resultado:PARATHORMONIO,PARATIREOIDIANO,HORMONIO PARATIREOIDIANO,PARATOR,PARATIRE. ⚠️ O rótulo éPARATORMONIOsem acento emtb_procedimento.txtePARATORMÔNIOcom acento emtb_descricao.txt, para o mesmo código. Descrição verificada como única do seu código (nenhum outro dos 4 324 registros a compartilha): "CONSISTE EM UM TESTE IMUNOENZIMÁTICO PARA DETECÇÃO DE PARATORMÔNIO, HORMÔNIO POLIPEPTÍDICO SECRETADO PELAS GLÂNDULAS PARATIREOIDES QUE TEM PRINCIPAL FUNÇÃO A MANUTENÇÃO DA HOMEOSTASE DO FÓSFORO E CÁLCIO". Demais códigos citados lidos na mesma passagem: cálcio0202010210R$ 1,85 · cálcio ionizável0202010228R$ 3,51 (descrição: "útil no diagnóstico de hiperparatireoidismo") · fósforo0202010430R$ 1,85 · 25-hidroxivitamina D0202010767R$ 15,24 · fosfatase alcalina0202010422R$ 2,01 · cintilografia de paratireoides0208030018R$ 324,54 · AMP cíclico0202060101R$ 12,01. sigtap.datasus.gov.br ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 -
Moreira CA, Ferreira CES, Madeira M, Silva BCC, Maeda SS, Batista MC, e cols. Reference values of 25-hydroxyvitamin D revisited: a position statement from the Brazilian Society of Endocrinology and Metabolism (SBEM) and the Brazilian Society of Clinical Pathology/Laboratory Medicine (SBPC). Arch Endocrinol Metab. 2020;64(4):462-478. Classificado pelo NCBI como Consensus Statement. Trechos citados textualmente do texto integral: "Vitamin D and PTH are two closely interrelated metabolites, and their plasma concentrations should be interpreted in combination"; "In general, 25(OH)D concentrations are recommended to be maintained between 20 ng/mL and 40 ng/mL to prevent the development of hyperparathyroidism secondary to vitamin D deficiency"; "the threshold at which PTH begins to rise varies widely in the literature due to the use of different assays, age groups, and calcium intake"; "In a study with a cohort representative of the Brazilian population, the 25(OH)D threshold for PTH elevation was below 30 ng/mL, and this correlation was most evident in elderly individuals (> 65 years)". ⚠️ Este documento tem uma errata publicada — Arch Endocrinol Metab. 2020 Oct 8;64(5):636, PMID 33047906, encontrada por leitura de
CommentsCorrections/@RefType="ErratumIn"no XMLefetch(a buscaerratum[sb]rende zero e fabricaria uma falsa ausência). A errata corrige a tabela de grupos de risco, que por essa razão não é reproduzida aqui. PubMed · DOI ↩ ↩2 ↩3 ↩4 -
Rosario PW, Calsolari MR. Serum PTH reference values in an adult Brazilian population: implications for the diagnosis of hyperparathyroidism. Arch Endocrinol Metab. 2019;63(2):182-185. Santa Casa de Belo Horizonte, MG. Amostra final de 312 adultos selecionados entre 676 candidatos a tireoidectomia, após exclusão de hipomagnesemia, distúrbios do cálcio e do fósforo, insuficiência de vitamina D, taxa de filtração glomerular estimada abaixo de 60 mL/min/1,73 m² e hipercalciúria. Valores citados textualmente do texto integral: mediana 30, mínimo 7,2, máximo 78, percentis 2,5 e 97,5 de 10,1 e 52 pg/mL; "PTH > 65 pg/mL, the upper limit of normal according to the manufacturer of the kit, was observed in only one subject (0.3%)"; sensibilidade de 64% com o limite do fabricante contra 93% com o limite do estudo (50% contra 87,5% na forma normocalcêmica). ⚠️ Divergência de unidade declarada, não reproduzida : o artigo escreve a vitamina D em ng/dL em sete pontos do texto integral, quando o posicionamento nacional das duas sociedades usa ng/mL (94 ocorrências) — trata-se de um lapso tipográfico do artigo, e por isso a unidade não é citada aqui. Sem errata (
CommentsCorrections/@RefType="ErratumIn"ausente no XMLefetch; método validado com controle positivo no PMID 32813765 → errata 33047906). PubMed · DOI ↩ ↩2 ↩3 ↩4 -
Bonanséa TCP, Ohe MN, Brandão C, Ferrer CF, Santos LM, Lazaretti-Castro M, Vieira JGH. Experience with a third-generation parathyroid hormone assay (BIO-PTH) in the diagnosis of primary hyperparathyroidism in a Brazilian population. Arch Endocrinol Metab. 2016;60(5):420-425. Divisão de Endocrinologia, Escola Paulista de Medicina — Unifesp, São Paulo. Os dois ensaios foram rodados na mesma plataforma (Elecsys 2010, Roche), o que é o que torna a comparação interpretável. Valores citados textualmente: "Normal PTH values based in the healthy adults population were 24.2-78.0 pg/mL for the I-PTH assay and 19.9-58.5 pg/mL for Bio-PTH assay", definidos em duas populações de 423 e 120 adultos saudáveis com 25(OH)D acima de 25 ng/mL; nos 41 pacientes com hiperparatireoidismo primário, mediana de 168 contra 111 pg/mL; correlação r = 0,952; regressão de Passing-Bablok
Bio-PTH = 13,44 + 0,59 × PTH intacto; 85,3% (35/41) tinham 25(OH)D abaixo de 25 ng/mL. Sem errata declarada. PubMed · DOI ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 -
Cavalcante LBCP, Brandão CMÁ, Chiamolera MI, Biscolla RPM, Lima Junior JV, Russo PST. Big data-based parathyroid hormone (PTH) values emphasize need for age correction. J Endocrinol Invest. 2023;46(12):2525-2533. Estudo transversal retrospectivo com dados de pacientes ambulatoriais do Grupo Fleury, São Paulo — dado brasileiro publicado em revista com revisão por pares, e não uma observação de catálogo comercial. Amostra de 263 242 pacientes com 25(OH)D ≥ 20 ng/mL, dos quais 160 660 com ≥ 30 ng/mL; excluídos os pacientes com filtração glomerular abaixo de 60 mL/min/1,73 m². Ensaio de 2ª geração por eletroquimioluminescência. Valor citado textualmente: "In the group with 25-OHD ≥ 20 ng/mL and more than 60 years, the PTH values were 22.1-84.0 pg/mL, a different upper reference limit from the reference value recommended by the kit manufacturer." Sem errata declarada. PubMed · DOI ↩ ↩2 ↩3
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Ministério da Saúde / CONITEC — Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença Renal Crônica, Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 11, de 16 de setembro de 2024. PDF verificado por nós: 2 240 550 bytes, 68 páginas, 166 216 caracteres de texto extraído para stdout. Identidade confirmada por grep do número e da data da portaria no próprio texto, e não pelo nome do arquivo. Frases citadas textualmente: "distúrbios do cálcio, fósforo e paratormônio, também chamado de distúrbios do metabolismo mineral e ósseo (DMO)"; estágio 3A — "A avaliação da TFG, do EAS, RAC, da dosagem dos níveis de potássio sérico, cálcio, fósforo, hormônio da paratireoide (PTH) e hemograma deve ser realizada anualmente"; estágio 4 — "Semestralmente, devem ser avaliados os níveis séricos de cálcio, fósforo, PTH, proteínas totais e frações e bicarbonato"; estágio 5-ND — "as dosagens de proteínas totais e frações, ferritina, índice de saturação de transferrina (IST), fosfatase alcalina, PTH devem ser realizadas trimestralmente". Duas ausências demonstradas por enumeração no texto integral, hífens condicionais (U+00AD) removidos, extração sem
-layout, dobra de acentos ativa: (1)pg/mL= 0 eng/L= 0 ocorrências — o protocolo não publica nenhuma meta numérica de PTH; (2)vitamina= 0 ocorrência, assim comocalcitriolecolecalciferol. Controles positivos no mesmo arquivo:creatinina40,diálise24,KDIGO19,fósforo6,anemia6.AMP,AMPc,monofosfatoecíclicorendem 0 (ancorados). gov.br/conitec ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 -
Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) — portal institucional. ⚠️ Domínio resolvido antes de citar :
sbem.org.brdevolve código 000 (não responde); o domínio vivo da sociedade éendocrino.org.br(200,text/html). Busca interna?s=paratireoide: 200 / 177 481 bytes, 10 cartões de resultado, todos anúncios de eventos (simpósios e cursos de 2007 a 2011). Controle negativo no mesmo caminho (?s=zzzqqqxyz) : 200 / 163 597 bytes e 0 cartão — a busca discrimina, portanto o resultado é uma medida e não uma falha de ferramenta.paratormônioePTHrendem 0 no texto extraído das duas páginas. A SBEM não publica no seu site uma posição clínica sobre o hiperparatireoidismo; as posições da sociedade vivem na sua revista, o Archives of Endocrinology and Metabolism, de onde vêm quatro das referências desta página. endocrino.org.br ↩ -
Cardoso MMA, Machado-Rugolo J, Lima SAM, Andrade LGM, Curado DSP, Ponce D. Cost-effectiveness analysis of intravenous paricalcitol vs. oral calcitriol in the treatment of hyperparathyroidism secondary to chronic kidney disease. J Bras Nefrol. 2023;45(1):95-101. Núcleo de Avaliação de Tecnologia em Saúde, Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu, SP — análise na perspectiva do SUS, com dados epidemiológicos da Sociedade Brasileira de Nefrologia. Valores citados: razão de custo-efetividade de R$ 1.213,68 por ano; razão incremental de R$ 37.927,50 por óbito evitado; impacto orçamentário incremental estimado entre R$ 1.600.202,28 e R$ 4.128.565,65 no primeiro ano. Sem errata declarada. PubMed · DOI ↩
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Ohe MN, Takimoto RM, Ferrer CMAF, Viana Lima J, Biscolla RP, Vieira JGH, Chiamolera MI. PTH immunoassay interference: differential diagnosis with normocalcemic primary hyperparathyroidism? Arch Endocrinol Metab. 2024;68:e230315. Relato de dois casos (classificação NCBI: Case Reports) — Unifesp/Escola Paulista de Medicina e Grupo Fleury, São Paulo. Trecho citado: os dois pacientes apresentavam "high serum PTH levels, measured using a second-generation Roche electrochemiluminescence assay (ECLIA)" e normocalcemia; ao repetir com "the 1-84 PTH third-generation Roche Elecsys ECLIA", os níveis foram normais, e as diluições seriadas com soro murino normal não mostraram linearidade, "indicating the presence of interference in both patients". Sem errata declarada. Citado como alerta de raridade, nunca como frequência. PubMed · DOI ↩
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Sociedade Brasileira de Patologia Clínica / Medicina Laboratorial (SBPC/ML) — Recomendações da SBPC/ML: Boas Práticas em Laboratório Clínico. PDF oficial de 16 055 655 bytes, extraído para stdout (1 357 819 caracteres, 23 533 linhas). Citado pela ausência que documenta, e com uma ressalva importante. Contagem por ocorrências ancoradas, dobra de acentos ativa:
paratorm0,hiperparatireoid0,AMPancorado 0,monofosfato0; controles positivos no mesmo arquivo:cálcio37,fósforo4. A siglaPTHrende uma única ocorrência — e a leitura do contexto mostra que ela está dentro de um encarte publicitário de fabricante (lista de ensaios "PTH Intacto" ao lado de BNP, D-Dímero, CA125, Anti-TPO), não no corpo técnico do manual. Idem para a única ocorrência dehipercalcemia, que pertence a um anúncio de ensaio de cadeias leves livres. O manual da sociedade de laboratório brasileira não trata do PTH; contá-lo pelo grep sem ler o contexto teria produzido uma falsa presença. PDF (controllab.com) · sbpc.org.br ↩ -
Okubo J, Kawahara EZ, Mori GH, Calsavara VF, Latronico AC, Lotufo PA. High normal parathyroid hormone and cardiovascular and total mortality: sex and age disparities in the ELSA-Brasil study. J Clin Endocrinol Metab. 2026;111(7):1830-1841. Coorte brasileira ELSA-Brasil, HCFMUSP: 4 736 participantes, idade média 51,7 anos, 55% mulheres, seguimento mediano de 11,2 anos, PTH basal por eletroquimioluminescência. Resultados citados: PTH acima de 56 pg/mL associado a mortalidade cardiovascular (sHR 1,92; IC 95% 1,22-3,01, modelo de Fine-Gray com risco competitivo) e por todas as causas (HR 1,61; IC 95% 1,25-2,07), ajustados para cálcio total; nas mulheres sHR 2,79 (IC 95% 1,37-5,70) e sem associação significativa nos homens; abaixo de 64 anos sHR 1,80 (IC 95% 1,05-3,09). Ano citado = ano do número (campo
pubdatedoesummary). Sem errata declarada. PubMed · DOI ↩