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Hepatite B: como ler o HBsAg e o anti-HBs do seu exame

O que significam HBsAg, anti-HBs e anti-HBc no laudo, a tabela de interpretação do Ministério da Saúde e o que o SUS cobre de cada marcador.

Publicado em 6 de setembro de 202612 min de leituraEscrito pela Equipe Blood Analysis · Revisado e verificado por Julien Priour

O exame da hepatite B não devolve um número com uma faixa de referência. Devolve uma lista de siglas — HBsAg, anti-HBs, anti-HBc — e ao lado de cada uma a palavra reagente ou não reagente. Nenhuma delas significa muita coisa isolada: o que decide é a combinação. Este guia mostra a tabela que o Ministério da Saúde usa para ler essa combinação, explica por que estar vacinado e ter tido a doença dão resultados diferentes, e diz o que o SUS cobre. É parte das sorologias infecciosas.

Em resumo

  • HBsAg é o pedaço do vírus. Reagente significa infecção presente; se persistir por mais de seis meses, é crônica.
  • Anti-HBs é o anticorpo que protege. Reagente significa imunidade — de vacina ou de infecção resolvida.
  • Anti-HBc é a marca do contato com o vírus, e a vacina não o produz. É ele que separa quem foi vacinado de quem teve a doença.
  • O rastreamento se faz com HBsAg, por exame laboratorial ou teste rápido, com resultado em até 30 minutos.
  • O Ministério da Saúde recomenda testar ao menos uma vez na vida todas as pessoas acima de 20 anos e suscetíveis.
  • HBeAg e carga viral não são exames de triagem: servem ao seguimento e à decisão de tratar.
  • TGO e TGP normais não descartam hepatite B crônica — duas das fases da infecção crônica são definidas com ALT normal.
  • Na infecção aguda do adulto imunocompetente, a resolução espontânea ocorre em mais de 95% dos casos.

Os três marcadores que decidem tudo

O vírus da hepatite B deixa no sangue dois tipos de rastro: pedaços dele próprio (antígenos) e a resposta do seu corpo a eles (anticorpos). O laudo mistura os dois, e é por isso que confunde.

  • HBsAg — o antígeno de superfície, o envelope do vírus. Se está reagente, o vírus está lá. É o marcador de triagem.
  • Anti-HBs — o anticorpo contra esse envelope. É o que neutraliza o vírus. Reagente quer dizer protegido.
  • Anti-HBc total — o anticorpo contra o núcleo (core) do vírus. Não protege de nada: apenas registra que houve contato, hoje ou há décadas. A vacina não gera anti-HBc, e essa é a chave de leitura de toda a tabela abaixo.
  • Anti-HBc IgM — a fração precoce, que aponta infecção recente. O protocolo brasileiro adverte que ela também pode aparecer na agudização de uma infecção crônica, ou persistir em níveis baixos por período prolongado: reagente não é sinônimo automático de "peguei agora".1

Há ainda o HBeAg, o anti-HBe e a carga viral (HBV-DNA), que entram depois — na etapa de seguimento, não na de triagem.

A tabela do Ministério da Saúde

O Quadro 3 do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de Hepatite B e Coinfecções, aprovado pela Portaria SECTICS/MS nº 25, de 18 de maio de 2023, é a referência oficial brasileira. Reproduzido na íntegra:1

CondiçãoHBsAgAnti-HBc totalAnti-HBc IgMHBeAgAnti-HBeAnti-HBs
Suscetível / sem contato prévio
Hepatite B aguda++++/−+/−
Hepatite B crônica+++/−+/−
Hepatite B curada++/−+
Imunizado por vacinação+

Repare no que separa as duas últimas linhas: as duas têm anti-HBs reagente, e a única diferença está no anti-HBc. Repare também no que a tabela não traz — não há linha para "anti-HBc isolado". O protocolo trata esse caso no texto corrido, e voltaremos a ele.

O Manual Técnico para o Diagnóstico das Hepatites Virais (2ª edição, 2018), que o protocolo de 2023 continua citando como norma de diagnóstico, publica a mesma leitura com outros nomes: ausência de contato prévio, imune após infecção pelo HBV, imune após vacinação contra o HBV. E acrescenta o critério temporal com precisão: hepatite B crônica é a detecção do HBsAg em dois exames consecutivos separados por pelo menos seis meses — não uma única dosagem.2

Vacinado ou curado? Está no anti-HBc

Este é o serviço principal desta página, e no Brasil ele importa mais do que em quase qualquer outro país. A vacinação infantil sistemática começou em 1998 e, desde 2016, a vacina tem indicação universal no SUS, para toda a população e em qualquer idade.31 O país saiu da endemicidade intermediária para a baixa endemicidade, com bolsões que persistem na Amazônia;3 entre 37.282 jovens recrutas do Exército, o HBsAg reagente ficou em 0,22%.4 Muita gente que abre um laudo com anti-HBs reagente nunca teve a doença — foi vacinada.

A regra é curta: anti-HBs sozinho é vacina; anti-HBs com anti-HBc é infecção resolvida. Nos dois casos você está protegido e não transmite. A diferença é histórica, não de proteção.

O limite do que conta como protegido, no Brasil, é anti-HBs igual ou maior que 10 mUI/mL — com duas ressalvas que o protocolo faz questão de escrever e que quase nunca aparecem num laudo.1

A primeira: esse valor só foi validado depois de um esquema vacinal completo. O protocolo desaconselha explicitamente dosar anti-HBs em quem não tem comprovação do esquema, "uma vez que os valores de soroproteção não foram validados para pessoas não vacinadas ou com esquemas incompletos". Também não indica o teste de rotina para quem está fora dos grupos de maior vulnerabilidade, pela alta eficácia da vacina.1

A segunda é mais tranquilizadora do que parece. Os títulos caem com o tempo: mais de um terço das crianças vacinadas no primeiro ano de vida terão anti-HBs abaixo de 10 mUI/mL dez anos depois. E o protocolo é direto — "isso não se traduz em suscetibilidade à doença", porque a memória imunológica permanece.1 Um estudo em Blumenau (SC) mede a dimensão do fenômeno: entre 371 adolescentes com esquema completo, só 49,9% tinham anti-HBs ≥ 10 mUI/mL.5 Um anti-HBs baixo, num adulto vacinado na infância e sem fator de risco, não significa desproteção.

Há ainda uma armadilha de calendário: não se testa HBsAg nas quatro semanas seguintes a uma dose da vacina, pelo risco de falso-positivo causado pelo próprio antígeno vacinal. Em pacientes em diálise, o intervalo sobe para oito semanas.1

Anti-HBc isolado: o resultado que desconcerta

Anti-HBc reagente com HBsAg e anti-HBs não reagentes é o perfil que não cabe em nenhuma linha da tabela. Não é raro: num inquérito com 1.100 moradores da Amazônia brasileira, 10,3% apresentavam esse padrão.6 O protocolo brasileiro lista quatro explicações:1

  1. Janela imunológica de uma infecção aguda em resolução — o anti-HBc IgM costuma estar positivo junto.
  2. Exposição prévia, a mais comum: pode ser a cura funcional com queda dos títulos de anti-HBs. Mas o HBsAg não reagente também pode vir de produção viral abaixo do limite de detecção do teste — a chamada infecção oculta.
  3. Falso-positivo do anti-HBc, hoje pouco frequente pela alta especificidade dos testes.
  4. Mutações do HBsAg que geram falso-negativo — raro, e diagnóstico de exclusão.

A conduta que o protocolo descreve é concreta: pedir anti-HBs e uma dosagem de TGP. Com anti-HBs não reagente e ALT alterada, investiga-se HBV-DNA para infecção oculta; com anti-HBs não reagente e ALT normal, vacina-se ou revacina-se.1

Aqui há uma divergência que vale registrar em vez de arbitrar. A nota de rodapé do mesmo Quadro 3 diz que, em alguns casos de cura funcional, o anti-HBs não é detectado por estar em títulos baixos — e que, nesses casos, não é necessário vacinar.1 É o mesmo perfil laboratorial com duas condutas possíveis, separadas por informações que só a consulta traz.

HBeAg e carga viral: seguimento, não triagem

O rastreamento brasileiro se faz com HBsAg. O HBeAg, o anti-HBe e a carga viral entram depois, e com outra finalidade.

Confirmado um HBsAg reagente, o protocolo pede um segundo teste: de preferência o HBV-DNA, ou, como alternativa, anti-HBc total ou HBeAg. A partir daí, a carga viral vira "o principal parâmetro para indicação de tratamento", junto com a ALT e o grau de fibrose.1 Não é um exame que se pede para saber se você tem hepatite B — é o exame que ajuda a decidir o que fazer com ela.

E aqui está o ponto prático mais mal compreendido: transaminases normais não descartam hepatite B crônica. Não é uma nuance, é definição. Duas das fases da infecção crônica descritas no protocolo têm ALT normal no próprio enunciado: a fase 1 (HBeAg reagente, altos níveis de HBV-DNA e ALT normal) e a fase 3 (HBV-DNA abaixo de 2.000 UI/mL e ALT normal).1 Uma metanálise com 4.010 pacientes não tratados e ALT normal encontrou fibrose significativa em 32% deles — e ainda em 21% quando o limite de normalidade era baixado para 20 U/L.7 Um hepatograma limpo, com TGO e fosfatase alcalina em ordem, não substitui a sorologia. O mesmo protocolo, aliás, adota um limite de normalidade da ALT mais baixo que o dos laudos: 35 U/L para homens e 25 U/L para mulheres.1

O que o SUS oferece

O teste rápido de HBsAg é a porta de entrada: dá resultado em até 30 minutos, não exige estrutura laboratorial e por isso é feito em unidades básicas, maternidades, campanhas e regiões remotas.1 E, segundo o Ministério da Saúde, a pessoa pode solicitá-lo espontaneamente numa unidade básica de saúde.8

Na tabela SIGTAP, competência de agosto de 2026, cada marcador tem código próprio:9

ExameCódigoValor
HBsAg laboratorial — população geral0202031446R$ 18,55
HBsAg laboratorial — gestante0202031454R$ 18,55
HBsAg laboratorial — parceria de gestante0202031462R$ 18,55
Anti-HBs0202030636R$ 18,55
Anti-HBc total0202030784R$ 18,55
Anti-HBc IgM0202030890R$ 18,55
HBeAg0202030989R$ 18,55
Anti-HBe0202030644R$ 18,55
Teste rápido de HBsAg0214010228sem valor por ato

Dois detalhes que a tabela revela. Só o HBsAg é triplicado em três códigos — população geral, gestante e parceria de gestante; os outros cinco marcadores têm um código único cada. E o teste rápido aparece com valor zero porque é financiado pelo bloco de Vigilância em Saúde, não pago por ato: zero na tabela não significa não coberto. A vacina é gratuita no SUS para qualquer pessoa não vacinada, em qualquer idade.8 Veja também quanto custa um exame de sangue.

Uma ressalva de método: a presença de um código no SIGTAP prova cobertura, nunca recomendação. Quem indica cada exame é o protocolo, não a tabela de pagamento.

Gestação e recém-nascido

O rastreamento no pré-natal é regra, não opção. Todas as gestantes devem ser testadas para HBsAg — por teste rápido ou laboratorial — de preferência no primeiro trimestre ou na primeira consulta. Se não houve registro durante a gravidez, o teste é feito na admissão para o parto; e, em casos excepcionais, no puerpério. Se o HBsAg for não reagente e não houver esquema vacinal completo, vacina-se durante a gestação — e a vacina é segura também na amamentação.1 Num serviço de pré-natal do Rio de Janeiro, 1,9% das 635 gestantes rastreadas tinham HBsAg reagente.10

Para o bebê exposto, a proteção é imediata: vacina nas primeiras 24 horas de vida, de preferência nas 12 primeiras, ainda na maternidade, mais imunoglobulina anti-hepatite B nas situações indicadas.1 Segundo o Ministério da Saúde, as duas medidas juntas previnem a transmissão perinatal em mais de 90% dos recém-nascidos.8 O motivo da pressa está num número: o risco de a infecção se tornar crônica é inversamente proporcional à idade — cerca de 90% em recém-nascidos, menos de 5% em adultos imunocompetentes.111

Perguntas frequentes

Meu HBsAg deu reagente. Isso é definitivo? Não. O diagnóstico exige dois testes: HBsAg reagente mais HBV-DNA detectável, ou, alternativamente, HBsAg mais anti-HBc total ou HBeAg. E só se fala em infecção crônica se o HBsAg continuar reagente depois de seis meses. Na fase aguda, mais de 95% dos adultos imunocompetentes resolvem a infecção espontaneamente.1

Tenho anti-HBs reagente. Estou curado ou vacinado? Olhe o anti-HBc. Se ele estiver não reagente, a imunidade veio da vacina. Se estiver reagente, você teve a infecção e ela se resolveu. Protegido nos dois casos.

Meu anti-HBs veio abaixo de 10 mUI/mL. Perdi a proteção? Não necessariamente. Os títulos caem com os anos e o protocolo brasileiro afirma que essa queda não se traduz em suscetibilidade em pessoas imunocompetentes. O valor de 10 mUI/mL só foi validado logo após um esquema completo — leve o resultado ao médico em vez de concluir sozinho.1

Preciso estar em jejum? Não. A sorologia procura antígenos e anticorpos, que não mudam com a refeição. O jejum só entra se o mesmo pedido trouxer exames que o exijam, como a glicemia.

Meus exames de fígado estão normais. Posso descartar hepatite B? Não. Duas das fases da infecção crônica são definidas com ALT normal. Fígado com enzimas em ordem e sorologia são perguntas diferentes.1

Hepatite B crônica é uma sentença? Não. É uma condição acompanhada, com critérios claros para tratar ou apenas monitorar, e com medicamentos disponíveis no SUS.8 Muita gente vive com o diagnóstico sob seguimento regular. O estigma atrapalha mais o diagnóstico precoce do que a doença atrapalha a vida.

O que levar deste guia

Nenhuma sigla do laudo da hepatite B se lê sozinha. HBsAg diz se o vírus está presente, anti-HBs diz se você está protegido e anti-HBc diz se houve contato — e é esse terceiro, ausente em quem só foi vacinado, que separa a imunidade de vacina da imunidade de uma infecção que passou. Guarde também que exames de fígado normais não descartam nada, e que o teste rápido está disponível de graça, a pedido, numa unidade básica. Entre os recrutas do Exército, 47,4% não sabiam se tinham sido vacinados:4 a dúvida é a regra, e ela se resolve com um exame.

Para conferir o vocabulário do laudo, veja o glossário de exames de sangue; para o conjunto do seu resultado, o AI DiagMe é um complemento à avaliação do seu médico, nunca um substituto.

Fontes

Fontes institucionais brasileiras e publicações científicas (PubMed) utilizadas neste guia:

Footnotes

  1. Ministério da Saúde (SECTICS/MS) e ConitecProtocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de Hepatite B e Coinfecções, aprovado pela Portaria SECTICS/MS nº 25, de 18 de maio de 2023, que revogou a Portaria SAS/MS nº 469/2002 e a Portaria SCTIE/MS nº 43/2016. PDF de 104 páginas lido na íntegra. Seções consultadas: 1.1 (fases da infecção crônica e cura funcional; risco de cronificação de 90% em recém-nascidos a menos de 5% em adultos imunocompetentes), 6.1 (rastreamento por HBsAg, teste rápido com resultado em até 30 minutos, indicação de testagem ao menos uma vez na vida acima dos 20 anos, proibição de testar HBsAg nas 4 semanas seguintes à vacina — 8 semanas em dialíticos), 6.2 (confirmação com dois testes; quatro causas do anti-HBc isolado e respectiva conduta), 6.3 e Quadro 3 (interpretação dos marcadores, reproduzido neste guia, e sua nota de rodapé sobre a cura funcional sem anti-HBs detectável), vacinação e testagem pós-vacinal (limite de 10 mUI/mL apenas após esquema completo; queda dos títulos após dez anos sem perda de proteção), 9.2 (LSN da ALT de 35 U/L em homens e 25 U/L em mulheres), 14 (resolução espontânea em mais de 95% dos adultos imunocompetentes), 17.1 (rastreamento no pré-natal e profilaxia do recém-nascido). PDF (gov.br/saude) 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20

  2. Ministério da Saúde (SVS/DIAHV)Manual Técnico para o Diagnóstico das Hepatites Virais, 2ª edição, Brasília-DF, 2018. Edição verificada na página de expediente do próprio PDF ("Tiragem: 2ª edição – 2018"), e não pelo nome do arquivo. Continua sendo o manual de diagnóstico citado pelo PCDT de 2023 (referência 31), o que o mantém em vigor apesar da data. Seção 9.6 e Tabela 5 (interpretação dos resultados sorológicos: ausência de contato prévio, imune após infecção, imune após vacinação; definição de hepatite B crônica por dois exames de HBsAg separados por pelo menos seis meses). PDF (gov.br/saude)

  3. Souto FJ. Distribution of hepatitis B infection in Brazil: the epidemiological situation at the beginning of the 21st century. Rev Soc Bras Med Trop, 2016. Revisão sistemática de 100 publicações: passagem do Brasil de endemicidade intermediária a baixa, início da vacinação infantil sistemática em 1998, prevalência de portadores abaixo de 1% na maioria dos estudos e bolsões persistentes na bacia amazônica. PubMed · DOI 2

  4. da Motta LR, Adami AG, Sperhacke RD, et al. Hepatitis B and C prevalence and risk factors among young men presenting to the Brazilian Army: A STROBE-compliant national survey-based cross-sectional observational study. Medicine (Baltimore), 2019. Inquérito nacional com 37.282 recrutas de 17 a 22 anos: HBsAg 0,22%; 23,5% declararam-se não vacinados e 47,4% não sabiam informar o próprio status vacinal. PubMed · DOI 2

  5. Livramento A, Cordova CM, Scaraveli NG, Tonial GC, Spada C, Treitinger A. Anti-HBs levels among children and adolescents with complete immunization schedule against hepatitis B virus. Rev Soc Bras Med Trop, 2011. Estudo transversal em Blumenau (SC) com 371 sujeitos de 10 a 15 anos e esquema vacinal completo: apenas 49,9% tinham anti-HBs ≥ 10 mUI/mL, 39,9% tinham título abaixo de 10 e 10,2% anti-HBs indetectável. PubMed · DOI

  6. Malheiros AP, Gomes-Gouvêa MS, Ribeiro LB, et al. From Hyperendemic to Low Endemicity: The Effect of Hepatitis B Vaccination on HBV and HDV Prevalence in the Brazilian Amazon. Pathogens, 2025. Inquérito populacional com 1.100 moradores: HBsAg 1,5%, nenhum caso abaixo dos 20 anos, anti-HBc 30,9% e anti-HBc isolado 10,3% (dois casos de hepatite B oculta). PubMed · DOI

  7. Li S, Shi L, Xu X, Wang H, You H, Jia J, Kong Y. Systematic review with meta-analysis: Significant histological changes among treatment-naïve chronic hepatitis B patients with normal alanine aminotransferase levels by different criteria. Aliment Pharmacol Ther, 2023. Metanálise de 23 estudos e 4.010 participantes com biópsia hepática: fibrose significativa em 32% (IC95% 27-38) com LSN de 40 U/L, 30% com o critério estrito de 30 U/L em homens e 19 U/L em mulheres, e ainda 21% com LSN de 20 U/L. (Literatura majoritariamente asiática; citada na ausência de equivalente brasileiro.) PubMed · DOI

  8. Ministério da SaúdeHepatite B, página de informação ao público (Saúde de A a Z). Consultada em 6 de setembro de 2026. Trechos utilizados: solicitação espontânea do teste rápido em unidade básica de saúde; triagem por HBsAg e confirmação por carga viral; vacina gratuita no SUS para todas as pessoas não vacinadas, em qualquer idade (quatro doses em crianças, três em adultos); vacina e imunoglobulina nas primeiras 24 horas previnem a transmissão perinatal em mais de 90% dos recém-nascidos; medicamentos disponíveis no SUS; notificação compulsória no Sinan. gov.br/saude 2 3 4

  9. Ministério da Saúde / DATASUSSIGTAP: Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS, competência 08/2026 (tabela tb_procedimento, 5.023 procedimentos). Códigos e valores dos oito marcadores sorológicos da hepatite B e dos três testes rápidos de HBsAg (população geral, gestante e parceria de gestante), verificados com normalização de acentos. Registrado por varredura completa: apenas o HBsAg possui códigos separados por população; o teste rápido tem valor ambulatorial zero por ser financiado pelo bloco de Vigilância em Saúde, e não por ausência de cobertura. Uma presença no SIGTAP estabelece cobertura, nunca recomendação clínica. Página oficial (DATASUS)

  10. Barros MMO, Ronchini KROM, Soares RLS. Hepatitis B and C in pregnant women attended by a prenatal program in an universitary hospital in Rio de Janeiro, Brazil: retrospective study of seroprevalence screening. Arq Gastroenterol, 2018. Análise de 635 prontuários de gestantes: 12 HBsAg reagentes (1,9%) e 189 anti-HBs reagentes (35,9%). PubMed · DOI

  11. Jeng WJ, Yip TC, Lok AS. Hepatitis B: A Review. JAMA, 2026. Revisão geral: 254 milhões de pessoas infectadas no mundo; risco de cronificação de 90% no período neonatal, 30% entre 1 e 5 anos e até 5% em adolescentes e adultos imunocompetentes; vacina e imunoglobulina nas primeiras 12 a 24 horas previnem cerca de 94% das infecções perinatais. (Fonte internacional, usada como enquadramento.) PubMed · DOI

Aviso médico. Este guia tem finalidade informativa e educativa; não constitui aconselhamento médico e não substitui uma consulta. Os valores de referência variam conforme o laboratório e a técnica: só o seu médico pode interpretar os seus resultados no seu contexto.