Compatibilidade sanguínea: quem pode receber de quem
A norma brasileira exige quatro testes antes de transfundir hemácias, três para plaquetas e apenas dois para plasma — e no plasma a regra se inverte.
Compatibilidade sanguínea responde a uma pergunta prática: esta bolsa pode entrar nesta veia? Quem responde não é uma tabela de internet — é um laboratório, com testes que a norma brasileira lista um por um. E a resposta muda conforme o produto: o que vale para o concentrado de hemácias não vale para o plasma, onde a regra chega a se inverter. Aqui está a tabela de quem recebe de quem, o que a norma obriga a testar, quanto custa ao SUS e o que acontece quando não concorda. O sistema ABO em si está no dossiê tipos sanguíneos.
Em resumo
- Compatibilidade depende de dois lados: os antígenos na superfície da hemácia e os anticorpos que circulam no plasma.1
- Hemácias: um receptor AB+ recebe de todos os tipos; um receptor O− só recebe O−.2
- Plasma e crioprecipitado: a tabela vira do avesso — o receptor O recebe de todos, o receptor AB só recebe AB.2
- A RDC 34/2014 da Anvisa exige quatro testes imuno-hematológicos antes de transfundir hemácias, três antes de plaquetas e dois antes de plasma.1
- A prova cruzada não aparece com esse nome na tabela do SUS: o procedimento é
0212010034 EXAMES PRÉ-TRANSFUSIONAIS II, R$ 17,04; é a descrição do Ministério que diz "também conhecido como prova cruzada".3 - ⚠️ A reação hemolítica aguda por incompatibilidade ABO é rara e grave, e a Anvisa escreve que sua principal causa são erros de identificação — não erros de laboratório.4
- 📅 A Portaria GM/MS 11.685/2026 entra em vigor em 30 de setembro de 2026 e redefine os regulamentos técnicos de hemoterapia.5
Por que um tipo pode receber de outro
Cada hemácia carrega antígenos na membrana; cada plasma carrega anticorpos contra os antígenos ABO que a pessoa não tem. Um plasma A traz anti-B, um plasma B traz anti-A, um plasma O traz os dois, um plasma AB não traz nenhum.
Toda a compatibilidade sai dessa assimetria, e a regra é uma só: nunca colocar em circulação um antígeno que o plasma do receptor esteja pronto para atacar.
Por isso o laboratório faz a tipagem em duas metades, e o SUS paga as duas juntas: o procedimento 0202120023 DETERMINAÇÃO DIRETA E REVERSA DE GRUPO ABO custa R$ 1,37 e determina, diz a descrição oficial, "os antígenos do sistema ABO […] na membrana da hemácia e do anticorpo correspondente no plasma ou soro".3 A prova direta lê a hemácia; a reversa lê o plasma. Se as duas não coincidirem, o resultado não é liberado — é investigado.
Quem recebe de quem: concentrado de hemácias
É a tabela que o Hemorio publica para as unidades de saúde do Rio de Janeiro, adaptada do guia de hemocomponentes do Ministério da Saúde:2
| Receptor (ABO/RhD) | Recebe bolsa de doador |
|---|---|
| O+ | O− e O+ |
| O− | O− |
| A+ | A+, A−, O+ e O− |
| A− | A− e O− |
| B+ | B+, B−, O+ e O− |
| B− | B− e O− |
| AB+ | Todos os tipos |
| AB− | Todos os tipos Rh− |
Quem tem menos antígenos doa para mais gente e recebe de menos; o extremo é o doador universal. O mesmo documento traz uma exceção de urgência, explícita: "em caso de urgência/emergência, é possível transfundir hemácia RhD positivo para paciente RhD negativo, com autorização médica".2 Não é relaxamento da regra do fator Rh — é decisão médica assinada.
Plasma e crioprecipitado: a regra se inverte
Aqui está o ponto que quase todos erram. O plasma não carrega antígenos eritrocitários; carrega anticorpos — o que o receptor precisa evitar é o anticorpo do doador. A tabela vira do avesso:2
| Receptor (ABO) | Recebe de |
|---|---|
| O | O, A, B e AB |
| A | A e AB |
| B | B e AB |
| AB | AB |
Compare as duas linha a linha: em hemácias o AB recebe de todos e o O quase de ninguém; em plasma, o contrário. A mesma pessoa é "universal" num produto e o caso mais restrito no outro.
O Hemorio acrescenta algo que muda a rotina: "não há necessidade da realização de provas de compatibilidade antes da transfusão de plasma fresco congelado e do crioprecipitado. Os componentes devem ser preferencialmente ABO compatíveis".2 No plasma não se faz prova cruzada — confere-se o ABO. E ele é transfundido sobretudo para repor fatores de coagulação, terreno do coagulograma.
Para o concentrado de plaquetas a orientação é intermediária: "preferir transfusão de concentrado de plaquetas ABO e Rh idênticas ao receptor".2 Preferência, não proibição — elas duram pouco e nem sempre há o tipo idêntico em estoque.
O que a norma brasileira obriga a testar
A RDC 34/2014 da Anvisa, sobre as Boas Práticas no Ciclo do Sangue, transforma essas tabelas em obrigação. Seu artigo 129 lista os testes imuno-hematológicos pré-transfusionais obrigatórios, e a lista encolhe conforme o produto:1
| Produto | Testes obrigatórios antes de transfundir |
|---|---|
| Hemácias e granulócitos | Retipagem ABO do doador · retipagem Rh(D) se o doador for Rh(D) negativo · no receptor: tipagem ABO direta e reversa, fator Rh(D) com pesquisa de D "fraco" e pesquisa de anticorpos irregulares (PAI) · prova de compatibilidade entre as hemácias do doador e o soro ou plasma do receptor |
| Plaquetas | No receptor: tipagem ABO direta e reversa · fator RhD · PAI |
| Plasma e crioprecipitado | No receptor: tipagem ABO direta e reversa · fator RhD |
Quatro exigências para hemácias, três para plaquetas, duas para plasma: a prova cruzada só é obrigatória no primeiro caso, e a PAI some no terceiro.
A mesma resolução cerca o ato transfusional de obrigações pouco conhecidas: as amostras do receptor e os segmentos das bolsas ficam guardados a 2–6 °C por no mínimo 72 horas (art. 133); antes de iniciar, é obrigatória a confirmação da identidade do receptor, do rótulo da bolsa, da etiqueta de liberação e dos sinais vitais (art. 142); a infusão não pode passar de 4 horas, com acompanhamento à beira do leito nos 10 primeiros minutos (art. 143).1 E se a transfusão precisar ser feita mesmo sem compatibilidade, o artigo 136 exige justificativa escrita do médico e consentimento escrito do receptor ou do responsável legal.
📅 Esse arcabouço está em movimento: em julho de 2026 a Anvisa informou que a Portaria GM/MS 11.685/2026 altera a Portaria de Consolidação GM/MS 5/2017 e entra em vigor em 30 de setembro de 2026, e que a própria RDC 34/2014 está em revisão.5 Não conseguimos abrir o texto integral da nova portaria: o que está acima é a RDC 34/2014, lida no original.
Quanto o SUS paga por essa verificação
A tabela SIGTAP (competência 202608, 5 023 linhas) dá o preço de cada etapa — e guarda uma armadilha: buscar PROVA CRUZADA nos nomes dos procedimentos devolve 1 linha em 5 023, e é uma prova cruzada de transplante renal. O exame de transfusão está lá com outro nome, e só a descrição oficial revela a equivalência.3
| Procedimento | Código | Valor |
|---|---|---|
| Determinação direta e reversa de grupo ABO | 0202120023 | R$ 1,37 |
| Exames pré-transfusionais I (ABO + Rh(D) + PAI + autoprova) | 0212010026 | R$ 17,04 |
| Exames pré-transfusionais II ("também conhecido como prova cruzada") | 0212010034 | R$ 17,04 |
| Identificação de anticorpos irregulares com painel de hemácias | 0202120040 | R$ 10,65 |
| Fenotipagem K, Fya, Fyb, Jka, Jkb em gel | 0212010042 | R$ 10,00 |
| Transfusão de concentrado de hemácias (hospitalar + profissional) | 0306020068 | R$ 8,39 + R$ 8,09 |
Regra de correspondência: subcadeia no campo do nome, maiúsculas, acentos rebatidos, arquivo tb_procedimento.txt da competência 202608; valores em colunas de largura fixa, parser validado no hemograma (R$ 4,11) e na ferritina (R$ 15,59).
Duas leituras saltam daí. As duas fases da preparação custam mais que a transfusão em si: R$ 34,08 de exames contra R$ 16,48 do ato transfusional. E existe um 0202020479 PROVA DE COMPATIBILIDADE PRÉ-TRANSFUSIONAL (MEIOS SALINOS, ALBUMINOSO E COOMBS) cujos três campos de valor estão zerados: consta da tabela, mas não é por ele que a prova cruzada é remunerada.3
Quando não concorda: o que acontece
Se um antígeno incompatível entra na circulação, os anticorpos do receptor destroem as hemácias transfundidas. É a reação hemolítica aguda imunológica (RHAI), descrita assim pelo manual técnico da Anvisa: dor torácica, abdominal ou nos flancos, hipotensão grave, febre, calafrios, hemoglobinúria e "sensação de morte iminente", com risco de insuficiência renal aguda. A frequência estimada é de 1 caso a cada 38 000 a 70 000 transfusões, com cerca de 1 morte por milhão de unidades.4 E vem então a frase mais importante desta página:
"Sua principal causa deve-se a erros de identificação do receptor ou das amostras coletadas para os testes pré-transfusionais. […] De modo diferente de outras reações transfusionais imprevisíveis, as reações hemolíticas agudas são evitáveis." — Anvisa, manual técnico de hemovigilância4
O sistema que conta esses episódios é o Sistema Nacional de Hemovigilância (SNH), criado em 2001 e regido hoje pela Instrução Normativa nº 196/2022; as notificações passam pelo Notivisa.6 Na taxonomia oficial, "amostra coletada de paciente errado" e "troca de amostras" nos testes pré-transfusionais são eventos-sentinela, na mesma categoria de gravidade que o óbito.7 Daí a exigência de identificação ativa (perguntar o nome completo) e passiva (conferir a pulseira), com dupla conferência.42
Números brasileiros: entre 2007 e 2014 foram notificadas 206 RHAI, e a Anvisa calculou 0,77 por 100 000 transfusões — contra 0,6 por 100 000 no sistema francês da época.8 ⚠️ Esses dados vêm do Boletim de Hemovigilância nº 7, de outubro de 2015, o mais recente publicado pela agência.
Investigar uma suspeita de reação hemolítica é, em boa parte, ler marcadores que este site já detalha: bilirrubina indireta, LDH, haptoglobina e reticulócitos, ao lado do hemograma completo com hemoglobina e hematócrito. Nem toda hemólise é imunológica: a deficiência de G6PD dá quadro parecido sem incompatibilidade. E há o outro braço da segurança transfusional: cada bolsa passa por sorologias infecciosas obrigatórias — hepatite B, hepatite C, HIV e VDRL, entre outras.
Avanços recentes da pesquisa
De acordo com publicações indexadas no PubMed:
- A subnotificação é grande, e foi medida no Brasil. Num hospital universitário de Minas Gerais, uma busca ativa em prontuários encontrou 16,3 reações por 1 000 unidades transfundidas, contra 3,83 por 1 000 notificadas no mesmo período — e nenhuma das 17 reações achadas tinha sido notificada.9
- Quem já foi transfundido ou engravidou muda de categoria. Entre 201 pacientes com pesquisa de anticorpos irregulares positiva num hospital universitário brasileiro, os aloanticorpos significativos mais frequentes foram anti-D (27,2 %), anti-E (15,0 %) e anti-Kell (11,5 %); 30,6 % tinham mais de um.10
- A própria tipagem ABO pode falhar. Num estudo com doadores de São Paulo, o alelo
ABO*A2.01respondeu por 10,2 % dos doadores do tipo A, e três variantes fracas estiveram implicadas em erros de tipagem.11 - Politransfundidos precisam de vigilância prolongada. Num serviço do Amazonas, o acompanhamento de 44 pacientes com doença falciforme concluiu que as reações tardias são frequentes e pediu monitorar cada transfusão por 28 dias.12
- A escala do problema no país. Numa coorte de 2 794 pacientes com doença falciforme em seis centros brasileiros, a aloimunização atingiu 36,2 % dos que faziam transfusão crônica contra 15,9 % dos controles, com sobrecarga de ferro em 65,6 % — o que liga o tema à ferritina.13
- Fonte internacional, declarada como tal. Não localizamos medida brasileira publicada da frequência de amostra colhida do paciente errado. Uma auditoria nacional britânica mediu 1 caso a cada 5 882 amostras em 2022, contra 1 em 8 547 em 2012.14
Estes resultados dizem respeito à pesquisa; a compatibilidade é sempre estabelecida em laboratório, nunca deduzida de uma tabela.
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A compatibilidade transfusional é decisão de laboratório e de médico. Mas os exames que cercam uma transfusão — hemograma completo, LDH, ferritina — chegam a você como laudo.
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Perguntas frequentes
Qual tipo sanguíneo pode receber de qual? Para hemácias: O− só recebe O−; A− recebe A− e O−; B− recebe B− e O−; AB− recebe todos os Rh−. Cada tipo Rh positivo recebe o mesmo que seu correspondente negativo, mais as bolsas Rh positivas; AB+ recebe de todos.2
A regra do plasma é mesmo diferente? Sim, e é o oposto: no plasma e no crioprecipitado, o receptor O recebe de todos os tipos e o receptor AB só recebe AB.2 O que se transfere ali são anticorpos, não antígenos de hemácia.
O que é a prova cruzada? É o teste que põe o soro ou plasma do paciente em contato com as hemácias do doador, pela técnica indireta da antiglobulina humana.3 Pela RDC 34/2014 é obrigatória antes de hemácias e granulócitos — não antes de plaquetas ou plasma.1
O SUS cobre os exames antes da transfusão?
Sim, em dois procedimentos: 0212010026 (tipagem ABO, Rh(D), anticorpos irregulares e autoprova) e 0212010034 (a prova cruzada), R$ 17,04 cada na competência 202608.3
Uma transfusão incompatível pode acontecer? É rara — a Anvisa estima 1 em 38 000 a 70 000 transfusões — e quase sempre resulta de erro de identificação, não de exame. Por isso a norma exige conferir seu nome e sua pulseira antes de instalar a bolsa: se ninguém perguntar, você pode perguntar.41
Meu tipo precisa combinar com o do meu parceiro? Não: compatibilidade transfusional não tem relação com relacionamentos. O tipo do casal só importa na gestação, pelo fator Rh, e para a herança do tipo sanguíneo do bebê.
Para levar
A compatibilidade sanguínea não é propriedade do seu tipo: é o resultado de uma verificação, feita por norma, produto a produto. Guarde três coisas. As tabelas das hemácias e do plasma são inversas, e confundi-las é o erro mais comum. A RDC 34/2014 exige quatro testes antes de hemácias, três antes de plaquetas e dois antes de plasma, e o SUS paga R$ 17,04 por fase.13 E o acidente ABO grave nasce quase sempre de uma troca de identidade, uma reação que a Anvisa classifica como evitável.4 Conferir um nome em voz alta é, literalmente, parte do exame. Para o resto, veja o dossiê tipos sanguíneos e o hemograma completo.
Fontes
Fontes oficiais brasileiras e publicações científicas (PubMed) utilizadas neste guia:
Footnotes
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Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) — Resolução RDC nº 34, de 11 de junho de 2014, que dispõe sobre as Boas Práticas no Ciclo do Sangue. Art. 129 §§ 1º a 3º (testes imuno-hematológicos pré-transfusionais obrigatórios por hemocomponente), art. 133 § 3º (amostras conservadas a 2–6 °C por no mínimo 72 horas), art. 136 § 1º (transfusão incompatível: justificativa e consentimento escritos), art. 142 (conferência obrigatória antes do início) e art. 143 (limite de 4 horas; acompanhamento nos 10 primeiros minutos à beira do leito). Texto integral lido em espelho estadual (198 562 caracteres extraídos); controle negativo do host feito (slug inventado → 404
text/html). saude.rs.gov.br ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 -
HEMORIO — Instituto Estadual de Hematologia "Arthur de Siqueira Cavalcanti" (Fundação Saúde / SES-RJ) — Manual de orientações hemoterápicas para unidades de saúde sem serviço de hemoterapia, revisão 04, abril de 2025/2026. Quadro de compatibilidade ABO/RhD para concentrado de hemácias (p. 31) e quadro de compatibilidade ABO para plasma e crioprecipitado (p. 32), ambos declarados como adaptados do Guia para uso de hemocomponentes do Ministério da Saúde, 2ª edição, 2015; preferência por plaquetas ABO e Rh idênticas (p. 33); dupla checagem da identificação. ⚠️ O documento numera esses dois quadros de forma diferente no corpo e na sua própria lista de quadros — citamos pelas páginas. hemorio.rj.gov.br ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 ↩8 ↩9 ↩10
-
Ministério da Saúde / DATASUS — SIGTAP, Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS, competência 202608. Arquivos
tb_procedimento.txt(1 697 774 bytes, 5 023 linhas) etb_descricao.txt(4 324 descrições), lidos em colunas de largura fixa com decodificação latin-1. Códigos citados: 0202120023 (R$ 1,37), 0212010026 e 0212010034 (R$ 17,04 cada), 0202120040 (R$ 10,65), 0212010042 (R$ 10,00), 0306020068 (R$ 8,39 + R$ 8,09) e 0202020479 (campos de valor zerados). As descrições de todos esses códigos foram verificadas como exclusivas de cada código. datasus.gov.br ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 -
Anvisa — Manual técnico de hemovigilância: investigação das reações transfusionais imediatas e tardias não infecciosas (125 páginas). Reação hemolítica aguda: quadro clínico, incidência estimada de 1:70 000 a 1:38 000 transfusões, cerca de 1 óbito por milhão de unidades, causa principal atribuída a erros de identificação do receptor ou das amostras, e caráter evitável da reação; identificação ativa e passiva do paciente e dupla conferência. gov.br/anvisa ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6
-
Anvisa — Ministério da Saúde atualiza procedimentos hemoterápicos e Anvisa orienta período de transição, notícia publicada em 16 de julho de 2026. Portaria GM/MS 11.685/2026, que altera a Portaria de Consolidação GM/MS 5/2017, com vigência a partir de 30 de setembro de 2026; Nota Técnica 42/2026/SEI/GSTCO/GGBIO/DIRE2/ANVISA para o período de transição; RDC 34/2014 em fase final de Avaliação de Impacto Regulatório. ⚠️ O texto integral da Portaria 11.685/2026 e do Anexo IV não pôde ser aberto a partir deste ambiente (
in.gov.brebvsms.saude.gov.brsem resposta): citamos o comunicado da agência, não a norma. gov.br/anvisa ↩ ↩2 -
Anvisa — Sistema Nacional de Hemovigilância, página institucional (criada em 21/09/2020, modificada em 23/12/2022). Criação do SNH em 2001, uso do Notivisa como sistema de notificação, substituição da IN 01/2015 pela Instrução Normativa nº 196, de 25 de novembro de 2022, e legislação relacionada (RDC 34/2014; Portaria de Consolidação MS/GM nº 5/2017, Anexo IV). gov.br/anvisa ↩
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Anvisa — Manual para o Sistema Nacional de Hemovigilância no Brasil, 2022 (147 páginas), revisão do "Marco conceitual e operacional da hemovigilância". Itens 1.5.3 e 1.5.4: "amostra coletada de paciente errado" e "troca de amostras no momento da realização dos testes pré-transfusionais" classificados como eventos-sentinela; "liberação de tipo sanguíneo incorreto" entre os incidentes de liberação. gov.br/anvisa ↩
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Anvisa, Gerência de Monitoramento do Risco — Boletim de Hemovigilância nº 7, outubro de 2015. Tabela 6: 206 notificações de reação hemolítica aguda imunológica entre 2007 e 2014; taxa brasileira de 0,77 por 100 000 transfusões contra 0,6 por 100 000 bolsas liberadas no sistema francês; óbitos atribuídos à transfusão em 0,79 por 100 000 transfusões em 2014; a RHAI figura entre os eventos-sentinela do sistema. É o boletim mais recente publicado pela agência. gov.br/anvisa ↩
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Garcia J, Carneiro ACDM, Silva SS, da Silva KFN, Meneguci J. Underreporting of transfusion incidents — busca ativa em 393 transfusões e 1 042 unidades, pacientes cirúrgicos de um hospital universitário de Uberaba (MG), período de outubro de 2018 a agosto de 2019. Hematol Transfus Cell Ther, 2024;46(2):186-191. PubMed · DOI ↩
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Contelli HS, de Oliveira MC, Ido AAS, et al. Assessment of erythrocyte alloimmunization among patients treated at a Brazilian university hospital — 201 pacientes com pesquisa de anticorpos irregulares positiva no Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia, período de janeiro de 2019 a dezembro de 2020. Hematol Transfus Cell Ther, 2024;46(Suppl 5):S128-S135. PubMed · DOI ↩
-
Arnoni CP, de Vendrame TAP, Silva NM, et al. Integrated serological and molecular investigation of ABO subgroups underlying atypical ABO typing in southeastern Brazil — amostras de doadores do estado de São Paulo (Hemocentro-Unicamp e Colsan), 60 amostras caracterizadas por PCR-RFLP e sequenciamento de Sanger. Vox Sang, 2026;121(6):869-877. PubMed · DOI ↩
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Santos LA, de Almeida ACG, Tarragô AM, et al. Investigation of delayed transfusion reactions in sickle cell disease patients polytransfused in the Brazilian Amazon — 44 pacientes politransfundidos acompanhados na Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas. Hematol Rep, 2024;16(3):512-522. PubMed · DOI ↩
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Kelly S, Belisário AR, Werneck Rodrigues DO, et al. Blood utilization and characteristics of patients treated with chronic transfusion therapy in a large cohort of Brazilian patients with sickle cell disease — coorte de 2 794 pacientes em seis centros brasileiros, 4 501 episódios transfusionais. Transfusion, 2020;60(8):1713-1722. PubMed · DOI ↩
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Booth C, Davies P. Transfusion sample mislabelling and wrong blood in tube in the UK: insights from the national comparative audits of blood transfusion — auditoria nacional britânica, 179 hospitais, 23 584 amostras rejeitadas, comparação entre os levantamentos de 2012 e de 2022. ⚠️ Fonte internacional, usada explicitamente como recurso na ausência de medida brasileira publicada. Transfus Med, 2025;35(1):41-47. PubMed · DOI ↩