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Microalbuminúria: valores de referência e RAC

O exame que seu laudo chama de microalbuminúria hoje se chama RAC. O corte de 30 mg/g, por que confirmar em duas de três amostras e quanto custa no SUS.

Publicado em 4 de setembro de 202612 min de leituraEscrito pela Equipe Blood Analysis · Revisado e verificado por Julien Priour

Você pediu microalbuminúria e recebeu um laudo que fala em RAC, relação albumina/creatinina ou albuminúria. Não houve troca de exame: é o mesmo teste, com o nome novo. Este guia explica o que o número mede, qual é o corte que vale no Brasil, por que um resultado alterado não pode ser lido sozinho, e por que esse exame — gratuito no SUS e recomendado para todo diabético e todo hipertenso — é, na prática, um dos mais esquecidos do país.

Em resumo

  • O exame mede a albumina na urina, corrigida pela creatinina da mesma amostra. O resultado sai em mg/g e se chama RAC (relação albumina/creatinina).1
  • ⚠️ O termo "microalbuminúria" foi oficialmente desaconselhado. A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial – 2025, feita por SBC, SBH e SBN, diz textualmente que "não sendo recomendada a utilização das nomenclaturas micro ou macroalbuminúria".2
  • O corte é RAC ≥ 30 mg/g, em amostra isolada — de preferência a primeira urina da manhã. Não é preciso urina de 24 horas.13
  • Um resultado alterado deve ser confirmado: a SBD pede 2 de 3 amostras em 3 a 6 meses; a diretriz de hipertensão pede duas ou três amostras.32
  • ⚠️ As fontes brasileiras divergem nas faixas. O protocolo do Ministério da Saúde traz A2 = 30–299 mg/g; a diretriz de hipertensão de 2025 traz A2 = 30–300 mg/g.12
  • No SUS, o procedimento existe e custa R$ 8,12 — e continua registrado com o nome antigo, "dosagem de microalbumina na urina".4

Por que seu laudo diz "microalbuminúria"

O prefixo "micro" nunca quis dizer "albumina pequena": marcava uma quantidade abaixo do que a fita do exame de urina enxerga. O problema é que ele sugere duas doenças — uma "micro", outra "macro" — quando o que existe é um risco contínuo.

Quem escreveu o quê, hoje, no Brasil:

  • A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial – 2025 (SBC + SBH + SBN) recomenda pesquisar e classificar a albuminúria pela RAC, "não sendo recomendada a utilização das nomenclaturas micro ou macroalbuminúria".2
  • O PCDT do Ministério da Saúde em vigor, de setembro de 2024, tem 68 páginas e nenhuma ocorrência da palavra.1
  • O posicionamento conjunto SBN + SBPC/ML de 2024 também não a usa nenhuma vez.5
  • O guia KDIGO 2024 — internacional, citado aqui como referência de origem das faixas — só traz o termo na lista de referências bibliográficas, nunca no texto das recomendações.6

E quem ainda a imprime: a tabela SIGTAP do SUS, onde o procedimento se chama literalmente "dosagem de microalbumina na urina";4 uma Segunda Opinião Formativa do Ministério da Saúde de 2014, ainda publicada;7 o capítulo de doença renal do diabetes da SBD, que usa a palavra ao relatar estudos antigos — e chega a colocá-la entre aspas;3 e boa parte dos laboratórios privados, cujas páginas de exame continuam intituladas "Microalbuminúria" (observação de mercado).

Ou seja: você não está errado ao procurar por esse nome, e o laboratório não está errado ao imprimi-lo. Só há um vocabulário mais novo por trás.

O que a RAC mede — e por que o EAS não substitui

Rins saudáveis quase não deixam albumina passar. Quando a barreira de filtração começa a se danificar — por diabetes, hipertensão, obesidade ou doença renal primária —, a albumina aparece na urina antes de a creatinina subir no sangue. Por isso a albuminúria é um marcador precoce.

A concentração de albumina numa amostra isolada depende de quanto você bebeu. A correção pela creatinina da mesma urina neutraliza essa diluição — daí a razão em mg de albumina por grama de creatinina.

⚠️ "Proteínas: negativo" no exame de urina (EAS) não descarta albuminúria. A SBPC/ML é explícita: a fita reagente "não é muito sensível" para a albumina e não detecta pequenas concentrações, de modo que, "em situações nas quais é importante a detecção de baixas concentrações de albumina, como em pacientes diabéticos e hipertensos, é necessária a utilização de métodos mais sensíveis".8 O próprio PCDT indica a RAC justamente para diabéticos e hipertensos cujo EAS não mostra proteinúria.1

Valores de referência no Brasil

CategoriaRAC (mg/g) — PCDT/MS1RAC (mg/g) — Diretriz HAS 20252
A1< 30 — normal a leve< 30 — normal a levemente aumentada
A230 – 299 — moderada30 – 300 — moderadamente aumentada
A3> 300 — grave> 300 — gravemente aumentada

Duas observações sobre essa tabela.

1. A divergência é real. O protocolo do SUS fecha o A2 em 299 e declara a fonte como "adaptado do KDIGO 2012"; a diretriz de hipertensão fecha em 300 e declara "adaptado do KDIGO 2024".12 Consequência prática: uma RAC de exatamente 300 mg/g cai numa lacuna do quadro ministerial. Não é motivo de alarme — é motivo para não tratar o número como um interruptor.

2. A grade cruzada do KDIGO existe, sim, em documento brasileiro. A diretriz de hipertensão de 2025 publica a Figura 4.2, que cruza os estágios de filtração (G1 a G5) com as categorias de albuminúria (A1 a A3) e devolve quatro níveis de risco — baixo, moderado, alto e muito alto —, adaptada do KDIGO 2024.2 Já o PCDT do Ministério da Saúde publica dois quadros separados, um para a filtração e outro para a RAC, sem a grade de risco.1 Os dois eixos são complementares: veja o guia de função renal para o lado da filtração e a calculadora de TFG.

Importante: a referência que vale para você é a impressa no seu laudo. Alguns laboratórios ainda reportam também a albumina isolada (em mg/L) ou a excreção em 24 horas (mg/24 h) — o corte equivalente é 30 em qualquer das três unidades.31

Como colher: a amostra que vale

  • Amostra isolada de urina, preferencialmente a primeira da manhã — ou, alternativamente, após pelo menos 4 horas sem urinar.3
  • Não é necessária urina de 24 horas para rastrear, diagnosticar ou acompanhar.3 O PCDT também desaconselha a coleta de 24 horas, pelo risco de erro de coleta.1
  • Não há jejum obrigatório. Nenhuma das fontes brasileiras consultadas exige jejum para a RAC.
  • A coleta segue o cuidado de qualquer urina: higiene e jato médio. A SBPC/ML lembra que contaminação por sangue, secreção vaginal, secreção purulenta ou sêmen, além de resíduos de desinfetante nos coletores, produz falso-positivo na pesquisa de proteínas.8

O que falseia o resultado

A excreção de albumina varia muito de um dia para o outro — a SBD estima essa variabilidade em torno de 20%.3 É por isso que um resultado isolado não fecha nada. Elevam transitoriamente a RAC:

  • exercício físico intenso e febre;328
  • infecção urinária sintomática (a bacteriúria assintomática não interfere de forma importante);3
  • hiperglicemia grave e hipertensão arterial não controlada;3
  • insuficiência cardíaca descompensada;3
  • refeições ricas em proteínas — este item aparece na diretriz de hipertensão, não na da SBD.2

⚠️ Nenhuma das fontes brasileiras que consultamos cita a menstruação como interferente da RAC. O que a SBPC/ML descreve é a contaminação por sangue menstrual como causa de falso-positivo na pesquisa de hemoglobina da fita.8 Na dúvida, converse com o laboratório antes de remarcar.

Por isso a confirmação é regra. A SBD manda confirmar todo teste alterado em 2 de 3 amostras colhidas em 3 a 6 meses, fora de episódios de descompensação.3 A diretriz de hipertensão dá recomendação forte, com evidência alta: dosar albuminúria em duas ou três amostras ao diagnóstico.2

Quem deve fazer, e quando

Se você tem diabetes, a SBD é específica:3

  • tipo 2 — rastreamento no momento do diagnóstico, porque a albuminúria já pode estar presente ali;
  • tipo 1 — a partir de 5 anos de doença, desde a puberdade ou dos 10 anos de idade;
  • depois, anualmente, com RAC e taxa de filtração glomerular estimada pela CKD-EPI — os dois juntos, porque são preditores independentes.

Se você tem hipertensão, a diretriz de 2025 fez uma mudança que vale conhecer: a relação albuminúria/creatininúria entrou na lista de exames complementares de rotina de todo hipertenso, ao lado da análise de urina, do potássio, da creatinina e do eletrocardiograma.2 No mesmo documento, RAC ≥ 30 mg/g é critério de lesão de órgão-alvo, o que muda a estratificação de risco.2

Se você não tem nenhum dos dois, o PCDT do Ministério da Saúde orienta acompanhamento anual de TFG, RAC e EAS para quem tem fatores de risco para doença renal, mesmo sem diagnóstico.1 Vale lembrar o pano de fundo: um estudo brasileiro multicêntrico em seis capitais estimou a prevalência de doença renal crônica no país em 8,9%, maior em pessoas de menor nível socioeconômico e em negros e indígenas.1

Quanto custa no SUS — e por que quase ninguém faz

Na tabela SIGTAP (competência 08/2026), o procedimento 0202050092 – dosagem de microalbumina na urina vale R$ 8,12. A dosagem de creatinina (0202010317), necessária para calcular a razão, vale R$ 1,85, e o EAS (0202050017), R$ 3,70.4

Duas coisas que só a leitura da tabela revela. Primeira: entre os 5.023 procedimentos da tabela, nenhum se chama "relação albumina/creatinina" — a RAC não tem código próprio, e é faturada como dois exames. Segunda: a cistatina C não existe na tabela.4

E o exame é subutilizado de forma dramática. No estudo brasileiro SEARCH, publicado em 2026 no Brazilian Journal of Nephrology, 14.239 pessoas de alto risco (84% hipertensas, 37% diabéticas) foram rastreadas: a doença renal foi descoberta pela primeira vez em 19,6% delas, sendo 11,1% por RAC acima de 30 mg/g. Entre quem tinha creatinina dosada, menos de 5% havia feito uma RAC no mesmo laboratório nos 2 anos anteriores — e, mesmo depois da campanha, o número ficou abaixo de 7%. Os autores concluem que, "apesar do acesso universal a exames no Brasil, a albuminúria segue sendo significativamente subutilizada".9 ⚠️ Duas ressalvas: a campanha foi conduzida por uma rede de laboratórios privados, com patrocínio industrial, e o denominador de "menos de 5%" é o mesmo laboratório — exames feitos em outro serviço não entram na conta.

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Uma albuminúria isolada quase nunca decide alguma coisa: o que conta é a combinação dela com a taxa de filtração, com a sua glicemia, com a sua pressão e com o seu histórico.

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Avanços recentes

Segundo publicações indexadas no PubMed:

  • O risco começa antes de 30 mg/g. Num acompanhamento de 8 anos com 193 brasileiros com diabetes tipo 2 e albuminúria considerada normal, quem estava acima da mediana já tinha risco maior de progredir e de morrer.10 A SBD registra o mesmo: o corte de 30 é clássico, mas a albuminúria é hoje vista como fator de risco contínuo abaixo dele.3 Um editorial de 2026 propõe tratar essa faixa como janela terapêutica.11
  • A gordura corporal antecipa a albuminúria. No ELSA-Brasil, 12.399 adultos sem albuminúria foram seguidos por cerca de 3,8 anos: a incidência foi de 2,82%, e todos os índices de adiposidade se associaram ao aparecimento de RAC ≥ 30 mg/g.12
  • A amostra isolada basta. Uma metanálise de 14 estudos encontrou sensibilidade de 85% a 87% e especificidade em torno de 88% tanto para a albumina isolada quanto para a RAC — o que sustenta abandonar a coleta de 24 horas.1314
  • A doença falciforme entrou no mapa. Uma coorte brasileira acompanhou crianças e adolescentes com anemia falciforme e descreveu a história natural da albuminúria nesse grupo.15

Perguntas frequentes

Microalbuminúria e albuminúria são a mesma coisa? São o mesmo exame. "Albuminúria" com a categoria A1/A2/A3 é o vocabulário atual; a diretriz brasileira de hipertensão de 2025 desaconselha expressamente "micro" e "macro".2

Qual o valor normal da microalbuminúria? Abaixo de 30 mg/g de creatinina em amostra isolada — o mesmo número que 30 mg/24 h ou 30 mg/L.13

Deu 45 mg/g. Tenho doença renal? Ainda não se sabe. Um valor alterado precisa ser confirmado em 2 de 3 amostras, ao longo de 3 a 6 meses, e a doença renal crônica exige que a alteração persista por mais de três meses.31 Exercício intenso, febre ou uma infecção urinária na véspera bastam para elevar o número.32

Preciso de urina de 24 horas? Não. A SBD afirma que não há necessidade de coleta de 24 horas para rastreamento, diagnóstico ou seguimento.3

Preciso estar em jejum? Nenhuma das fontes brasileiras consultadas exige jejum para a RAC. Prefira a primeira urina da manhã.3

O SUS cobre? Sim: o exame está na tabela SIGTAP por R$ 8,12, e o PCDT prevê acompanhamento anual de RAC para quem tem fatores de risco.41 Veja também quanto custa um exame de sangue.

Meu EAS deu proteínas negativas. Posso relaxar? Não necessariamente. A fita do EAS não detecta pequenas concentrações de albumina, e é exatamente por isso que a RAC é indicada a diabéticos e hipertensos com EAS sem proteinúria.81

A albuminúria pode voltar ao normal? Pode. A SBD descreve a regressão da albuminúria como um dos fenótipos da doença renal do diabetes, geralmente associado ao tratamento.3 Controle glicêmico — acompanhado pela hemoglobina glicada — e controle pressórico são os dois eixos.

Para lembrar

O exame que você conhece como microalbuminúria hoje se chama RAC, e o número que importa é 30 mg/g. Três coisas para levar: o resultado se colhe em amostra isolada, de preferência a primeira da manhã, e nunca vale sozinho — confirma-se em duas de três amostras; as fontes brasileiras não fecham a faixa A2 no mesmo lugar (299 no protocolo do SUS, 300 na diretriz de hipertensão);12 e o exame custa R$ 8,12 no SUS, mas é feito por menos de 5% de quem deveria fazê-lo.49 Nada disso substitui a leitura conjunta com a função renal e com o seu médico. Veja também o glossário de exames de sangue.

Fontes

Fontes oficiais brasileiras e publicações científicas (PubMed) usadas neste guia:

Footnotes

  1. Ministério da Saúde (SAES/SECTICS) e Conitec. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas das Estratégias para Atenuar a Progressão da Doença Renal Crônica, aprovado pela Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 11, de 16 de setembro de 2024 (68 páginas). Marcadores de dano renal, Quadros 2 e 3, monitoramento anual de TFG/RAC/EAS e prevalência brasileira de 8,9%. gov.br/conitec 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17

  2. Brandão AA, Rodrigues CIS, Bortolotto LA, Nadruz W, et al. Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial – 2025. Realização: Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) e Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). Arq Bras Cardiol. 2025;122(9):e20250624. Quadro 4.3 (RAC nos exames de rotina), Quadro 4.4 (lesão de órgão-alvo), Quadro 14.3, Figura 4.2 (grade KDIGO 2024) e a recomendação de não usar as nomenclaturas micro/macroalbuminúria. DOI: 10.36660/abc.20250624 · SciELO 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15

  3. Sá JR, Rangel EB, Bauer AC, Silveiro SP, et al. Doença renal do diabetes. Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes, Ed. 2026 (ISBN 978-65-272-1932-3; DOI 10.29327/5660187). Recomendações R1 a R3, Nota Importante 1 (primeira urina da manhã ou 4 h sem urinar, dispensa da urina de 24 h, confirmação em 2 de 3 amostras, interferentes) e variabilidade de 20%. diretriz.diabetes.org.br 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20

  4. DATASUS/Ministério da Saúde. Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS (SIGTAP), competência 202608. Procedimento 0202050092 "dosagem de microalbumina na urina" (R$ 8,12), 0202010317 "dosagem de creatinina" (R$ 1,85) e 0202050017 "análise de caracteres físicos, elementos e sedimento da urina" (R$ 3,70); ausência de procedimento para relação albumina/creatinina e para cistatina C entre os 5.023 registros. sigtap.datasus.gov.br 2 3 4 5 6

  5. Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML). Estimativa da taxa de filtração glomerular na prática clínica: posicionamento consensual. J Bras Nefrol. 2024;46(3):e20230193. Documento em que a palavra "microalbuminúria" não aparece nenhuma vez. bjnephrology.org (PDF)

  6. Kidney Disease: Improving Global Outcomes (KDIGO). KDIGO 2024 Clinical Practice Guideline for the Evaluation and Management of Chronic Kidney Disease — fonte internacional, citada aqui como origem das categorias A1 (< 30 mg/g), A2 (30–300 mg/g) e A3 (> 300 mg/g). kdigo.org (PDF)

  7. Núcleo de Telessaúde Rio Grande do Sul. Qual o valor da microalbuminuria em amostra isolada para acompanhamento de lesão renal no paciente diabético, comparado com a microalbuminuria em urina de 24 horas? Segunda Opinião Formativa, BVS Atenção Primária em Saúde, 4 de dezembro de 2014 — documento do Ministério da Saúde ainda publicado com a nomenclatura antiga. aps-repo.bvs.br

  8. Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML). Recomendações da SBPC/ML: boas práticas em laboratório clínico. Capítulo de urinálise: baixa sensibilidade da fita reagente para albumina, necessidade de métodos mais sensíveis em diabéticos e hipertensos, elevação da excreção proteica por atividade física extenuante e febre, e causas de falso-positivo por contaminação. PDF 2 3 4 5

  9. Murussi M, Campagnolo N, Beck MO, Gross JL, Silveiro SP. High-normal levels of albuminuria predict the development of micro- and macroalbuminuria and increased mortality in Brazilian Type 2 diabetic patients: an 8-year follow-up study. Diabet Med. 2007;24(10):1136-42. Coorte do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. PubMed · DOI

  10. Yu Q, Ye H, Yan H. Before microalbuminuria: low-grade albuminuria as a therapeutic window for cardiorenal prevention. JACC Asia. 2026 (editorial). PubMed · DOI

  11. Carvalho WN, Velasquez-Melendez G, Moreira AD, Molina MDCB, Giatti L, Barreto SM. Association between adiposity indices and incident albuminuria: results from the Brazilian Longitudinal Study of Adult Health (ELSA-Brasil). BMC Nephrol. 2025;26(1):615. PubMed · DOI

  12. Wu HY, Peng YS, Chiang CK, et al. Diagnostic performance of random urine samples using albumin concentration vs ratio of albumin to creatinine for microalbuminuria screening in patients with diabetes mellitus: a systematic review and meta-analysis. JAMA Intern Med. 2014;174(7):1108-15. PubMed · DOI

  13. Incerti J, Zelmanovitz T, Camargo JL, Gross JL, de Azevedo MJ. Evaluation of tests for microalbuminuria screening in patients with diabetes. Nephrol Dial Transplant. 2005;20(11):2402-7. Estudo brasileiro. PubMed · DOI

  14. Belisário AR, Costa JA, Simões e Silva AC. Natural history of albuminuria in a large cohort of children and adolescents with sickle cell anemia from Brazil. Blood Adv. 2024;8(2):365-368. PubMed · DOI

Aviso médico. Este guia tem finalidade informativa e educativa; não constitui aconselhamento médico e não substitui uma consulta. Os valores de referência variam conforme o laboratório e a técnica: só o seu médico pode interpretar os seus resultados no seu contexto.