Microalbuminúria: valores de referência e RAC
O exame que seu laudo chama de microalbuminúria hoje se chama RAC. O corte de 30 mg/g, por que confirmar em duas de três amostras e quanto custa no SUS.
Você pediu microalbuminúria e recebeu um laudo que fala em RAC, relação albumina/creatinina ou albuminúria. Não houve troca de exame: é o mesmo teste, com o nome novo. Este guia explica o que o número mede, qual é o corte que vale no Brasil, por que um resultado alterado não pode ser lido sozinho, e por que esse exame — gratuito no SUS e recomendado para todo diabético e todo hipertenso — é, na prática, um dos mais esquecidos do país.
Em resumo
- O exame mede a albumina na urina, corrigida pela creatinina da mesma amostra. O resultado sai em mg/g e se chama RAC (relação albumina/creatinina).1
- ⚠️ O termo "microalbuminúria" foi oficialmente desaconselhado. A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial – 2025, feita por SBC, SBH e SBN, diz textualmente que "não sendo recomendada a utilização das nomenclaturas micro ou macroalbuminúria".2
- O corte é RAC ≥ 30 mg/g, em amostra isolada — de preferência a primeira urina da manhã. Não é preciso urina de 24 horas.13
- Um resultado alterado deve ser confirmado: a SBD pede 2 de 3 amostras em 3 a 6 meses; a diretriz de hipertensão pede duas ou três amostras.32
- ⚠️ As fontes brasileiras divergem nas faixas. O protocolo do Ministério da Saúde traz A2 = 30–299 mg/g; a diretriz de hipertensão de 2025 traz A2 = 30–300 mg/g.12
- No SUS, o procedimento existe e custa R$ 8,12 — e continua registrado com o nome antigo, "dosagem de microalbumina na urina".4
Por que seu laudo diz "microalbuminúria"
O prefixo "micro" nunca quis dizer "albumina pequena": marcava uma quantidade abaixo do que a fita do exame de urina enxerga. O problema é que ele sugere duas doenças — uma "micro", outra "macro" — quando o que existe é um risco contínuo.
Quem escreveu o quê, hoje, no Brasil:
- A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial – 2025 (SBC + SBH + SBN) recomenda pesquisar e classificar a albuminúria pela RAC, "não sendo recomendada a utilização das nomenclaturas micro ou macroalbuminúria".2
- O PCDT do Ministério da Saúde em vigor, de setembro de 2024, tem 68 páginas e nenhuma ocorrência da palavra.1
- O posicionamento conjunto SBN + SBPC/ML de 2024 também não a usa nenhuma vez.5
- O guia KDIGO 2024 — internacional, citado aqui como referência de origem das faixas — só traz o termo na lista de referências bibliográficas, nunca no texto das recomendações.6
E quem ainda a imprime: a tabela SIGTAP do SUS, onde o procedimento se chama literalmente "dosagem de microalbumina na urina";4 uma Segunda Opinião Formativa do Ministério da Saúde de 2014, ainda publicada;7 o capítulo de doença renal do diabetes da SBD, que usa a palavra ao relatar estudos antigos — e chega a colocá-la entre aspas;3 e boa parte dos laboratórios privados, cujas páginas de exame continuam intituladas "Microalbuminúria" (observação de mercado).
Ou seja: você não está errado ao procurar por esse nome, e o laboratório não está errado ao imprimi-lo. Só há um vocabulário mais novo por trás.
O que a RAC mede — e por que o EAS não substitui
Rins saudáveis quase não deixam albumina passar. Quando a barreira de filtração começa a se danificar — por diabetes, hipertensão, obesidade ou doença renal primária —, a albumina aparece na urina antes de a creatinina subir no sangue. Por isso a albuminúria é um marcador precoce.
A concentração de albumina numa amostra isolada depende de quanto você bebeu. A correção pela creatinina da mesma urina neutraliza essa diluição — daí a razão em mg de albumina por grama de creatinina.
⚠️ "Proteínas: negativo" no exame de urina (EAS) não descarta albuminúria. A SBPC/ML é explícita: a fita reagente "não é muito sensível" para a albumina e não detecta pequenas concentrações, de modo que, "em situações nas quais é importante a detecção de baixas concentrações de albumina, como em pacientes diabéticos e hipertensos, é necessária a utilização de métodos mais sensíveis".8 O próprio PCDT indica a RAC justamente para diabéticos e hipertensos cujo EAS não mostra proteinúria.1
Valores de referência no Brasil
| Categoria | RAC (mg/g) — PCDT/MS1 | RAC (mg/g) — Diretriz HAS 20252 |
|---|---|---|
| A1 | < 30 — normal a leve | < 30 — normal a levemente aumentada |
| A2 | 30 – 299 — moderada | 30 – 300 — moderadamente aumentada |
| A3 | > 300 — grave | > 300 — gravemente aumentada |
Duas observações sobre essa tabela.
1. A divergência é real. O protocolo do SUS fecha o A2 em 299 e declara a fonte como "adaptado do KDIGO 2012"; a diretriz de hipertensão fecha em 300 e declara "adaptado do KDIGO 2024".12 Consequência prática: uma RAC de exatamente 300 mg/g cai numa lacuna do quadro ministerial. Não é motivo de alarme — é motivo para não tratar o número como um interruptor.
2. A grade cruzada do KDIGO existe, sim, em documento brasileiro. A diretriz de hipertensão de 2025 publica a Figura 4.2, que cruza os estágios de filtração (G1 a G5) com as categorias de albuminúria (A1 a A3) e devolve quatro níveis de risco — baixo, moderado, alto e muito alto —, adaptada do KDIGO 2024.2 Já o PCDT do Ministério da Saúde publica dois quadros separados, um para a filtração e outro para a RAC, sem a grade de risco.1 Os dois eixos são complementares: veja o guia de função renal para o lado da filtração e a calculadora de TFG.
Importante: a referência que vale para você é a impressa no seu laudo. Alguns laboratórios ainda reportam também a albumina isolada (em mg/L) ou a excreção em 24 horas (mg/24 h) — o corte equivalente é 30 em qualquer das três unidades.31
Como colher: a amostra que vale
- Amostra isolada de urina, preferencialmente a primeira da manhã — ou, alternativamente, após pelo menos 4 horas sem urinar.3
- Não é necessária urina de 24 horas para rastrear, diagnosticar ou acompanhar.3 O PCDT também desaconselha a coleta de 24 horas, pelo risco de erro de coleta.1
- Não há jejum obrigatório. Nenhuma das fontes brasileiras consultadas exige jejum para a RAC.
- A coleta segue o cuidado de qualquer urina: higiene e jato médio. A SBPC/ML lembra que contaminação por sangue, secreção vaginal, secreção purulenta ou sêmen, além de resíduos de desinfetante nos coletores, produz falso-positivo na pesquisa de proteínas.8
O que falseia o resultado
A excreção de albumina varia muito de um dia para o outro — a SBD estima essa variabilidade em torno de 20%.3 É por isso que um resultado isolado não fecha nada. Elevam transitoriamente a RAC:
- exercício físico intenso e febre;328
- infecção urinária sintomática (a bacteriúria assintomática não interfere de forma importante);3
- hiperglicemia grave e hipertensão arterial não controlada;3
- insuficiência cardíaca descompensada;3
- refeições ricas em proteínas — este item aparece na diretriz de hipertensão, não na da SBD.2
⚠️ Nenhuma das fontes brasileiras que consultamos cita a menstruação como interferente da RAC. O que a SBPC/ML descreve é a contaminação por sangue menstrual como causa de falso-positivo na pesquisa de hemoglobina da fita.8 Na dúvida, converse com o laboratório antes de remarcar.
Por isso a confirmação é regra. A SBD manda confirmar todo teste alterado em 2 de 3 amostras colhidas em 3 a 6 meses, fora de episódios de descompensação.3 A diretriz de hipertensão dá recomendação forte, com evidência alta: dosar albuminúria em duas ou três amostras ao diagnóstico.2
Quem deve fazer, e quando
Se você tem diabetes, a SBD é específica:3
- tipo 2 — rastreamento no momento do diagnóstico, porque a albuminúria já pode estar presente ali;
- tipo 1 — a partir de 5 anos de doença, desde a puberdade ou dos 10 anos de idade;
- depois, anualmente, com RAC e taxa de filtração glomerular estimada pela CKD-EPI — os dois juntos, porque são preditores independentes.
Se você tem hipertensão, a diretriz de 2025 fez uma mudança que vale conhecer: a relação albuminúria/creatininúria entrou na lista de exames complementares de rotina de todo hipertenso, ao lado da análise de urina, do potássio, da creatinina e do eletrocardiograma.2 No mesmo documento, RAC ≥ 30 mg/g é critério de lesão de órgão-alvo, o que muda a estratificação de risco.2
Se você não tem nenhum dos dois, o PCDT do Ministério da Saúde orienta acompanhamento anual de TFG, RAC e EAS para quem tem fatores de risco para doença renal, mesmo sem diagnóstico.1 Vale lembrar o pano de fundo: um estudo brasileiro multicêntrico em seis capitais estimou a prevalência de doença renal crônica no país em 8,9%, maior em pessoas de menor nível socioeconômico e em negros e indígenas.1
Quanto custa no SUS — e por que quase ninguém faz
Na tabela SIGTAP (competência 08/2026), o procedimento 0202050092 – dosagem de microalbumina na urina vale R$ 8,12. A dosagem de creatinina (0202010317), necessária para calcular a razão, vale R$ 1,85, e o EAS (0202050017), R$ 3,70.4
Duas coisas que só a leitura da tabela revela. Primeira: entre os 5.023 procedimentos da tabela, nenhum se chama "relação albumina/creatinina" — a RAC não tem código próprio, e é faturada como dois exames. Segunda: a cistatina C não existe na tabela.4
E o exame é subutilizado de forma dramática. No estudo brasileiro SEARCH, publicado em 2026 no Brazilian Journal of Nephrology, 14.239 pessoas de alto risco (84% hipertensas, 37% diabéticas) foram rastreadas: a doença renal foi descoberta pela primeira vez em 19,6% delas, sendo 11,1% por RAC acima de 30 mg/g. Entre quem tinha creatinina dosada, menos de 5% havia feito uma RAC no mesmo laboratório nos 2 anos anteriores — e, mesmo depois da campanha, o número ficou abaixo de 7%. Os autores concluem que, "apesar do acesso universal a exames no Brasil, a albuminúria segue sendo significativamente subutilizada".9 ⚠️ Duas ressalvas: a campanha foi conduzida por uma rede de laboratórios privados, com patrocínio industrial, e o denominador de "menos de 5%" é o mesmo laboratório — exames feitos em outro serviço não entram na conta.
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Uma albuminúria isolada quase nunca decide alguma coisa: o que conta é a combinação dela com a taxa de filtração, com a sua glicemia, com a sua pressão e com o seu histórico.
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Avanços recentes
Segundo publicações indexadas no PubMed:
- O risco começa antes de 30 mg/g. Num acompanhamento de 8 anos com 193 brasileiros com diabetes tipo 2 e albuminúria considerada normal, quem estava acima da mediana já tinha risco maior de progredir e de morrer.10 A SBD registra o mesmo: o corte de 30 é clássico, mas a albuminúria é hoje vista como fator de risco contínuo abaixo dele.3 Um editorial de 2026 propõe tratar essa faixa como janela terapêutica.11
- A gordura corporal antecipa a albuminúria. No ELSA-Brasil, 12.399 adultos sem albuminúria foram seguidos por cerca de 3,8 anos: a incidência foi de 2,82%, e todos os índices de adiposidade se associaram ao aparecimento de RAC ≥ 30 mg/g.12
- A amostra isolada basta. Uma metanálise de 14 estudos encontrou sensibilidade de 85% a 87% e especificidade em torno de 88% tanto para a albumina isolada quanto para a RAC — o que sustenta abandonar a coleta de 24 horas.1314
- A doença falciforme entrou no mapa. Uma coorte brasileira acompanhou crianças e adolescentes com anemia falciforme e descreveu a história natural da albuminúria nesse grupo.15
Perguntas frequentes
Microalbuminúria e albuminúria são a mesma coisa? São o mesmo exame. "Albuminúria" com a categoria A1/A2/A3 é o vocabulário atual; a diretriz brasileira de hipertensão de 2025 desaconselha expressamente "micro" e "macro".2
Qual o valor normal da microalbuminúria? Abaixo de 30 mg/g de creatinina em amostra isolada — o mesmo número que 30 mg/24 h ou 30 mg/L.13
Deu 45 mg/g. Tenho doença renal? Ainda não se sabe. Um valor alterado precisa ser confirmado em 2 de 3 amostras, ao longo de 3 a 6 meses, e a doença renal crônica exige que a alteração persista por mais de três meses.31 Exercício intenso, febre ou uma infecção urinária na véspera bastam para elevar o número.32
Preciso de urina de 24 horas? Não. A SBD afirma que não há necessidade de coleta de 24 horas para rastreamento, diagnóstico ou seguimento.3
Preciso estar em jejum? Nenhuma das fontes brasileiras consultadas exige jejum para a RAC. Prefira a primeira urina da manhã.3
O SUS cobre? Sim: o exame está na tabela SIGTAP por R$ 8,12, e o PCDT prevê acompanhamento anual de RAC para quem tem fatores de risco.41 Veja também quanto custa um exame de sangue.
Meu EAS deu proteínas negativas. Posso relaxar? Não necessariamente. A fita do EAS não detecta pequenas concentrações de albumina, e é exatamente por isso que a RAC é indicada a diabéticos e hipertensos com EAS sem proteinúria.81
A albuminúria pode voltar ao normal? Pode. A SBD descreve a regressão da albuminúria como um dos fenótipos da doença renal do diabetes, geralmente associado ao tratamento.3 Controle glicêmico — acompanhado pela hemoglobina glicada — e controle pressórico são os dois eixos.
Para lembrar
O exame que você conhece como microalbuminúria hoje se chama RAC, e o número que importa é 30 mg/g. Três coisas para levar: o resultado se colhe em amostra isolada, de preferência a primeira da manhã, e nunca vale sozinho — confirma-se em duas de três amostras; as fontes brasileiras não fecham a faixa A2 no mesmo lugar (299 no protocolo do SUS, 300 na diretriz de hipertensão);12 e o exame custa R$ 8,12 no SUS, mas é feito por menos de 5% de quem deveria fazê-lo.49 Nada disso substitui a leitura conjunta com a função renal e com o seu médico. Veja também o glossário de exames de sangue.
Fontes
Fontes oficiais brasileiras e publicações científicas (PubMed) usadas neste guia:
Footnotes
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Ministério da Saúde (SAES/SECTICS) e Conitec. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas das Estratégias para Atenuar a Progressão da Doença Renal Crônica, aprovado pela Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 11, de 16 de setembro de 2024 (68 páginas). Marcadores de dano renal, Quadros 2 e 3, monitoramento anual de TFG/RAC/EAS e prevalência brasileira de 8,9%. gov.br/conitec ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 ↩8 ↩9 ↩10 ↩11 ↩12 ↩13 ↩14 ↩15 ↩16 ↩17
-
Brandão AA, Rodrigues CIS, Bortolotto LA, Nadruz W, et al. Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial – 2025. Realização: Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) e Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). Arq Bras Cardiol. 2025;122(9):e20250624. Quadro 4.3 (RAC nos exames de rotina), Quadro 4.4 (lesão de órgão-alvo), Quadro 14.3, Figura 4.2 (grade KDIGO 2024) e a recomendação de não usar as nomenclaturas micro/macroalbuminúria. DOI: 10.36660/abc.20250624 · SciELO ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 ↩8 ↩9 ↩10 ↩11 ↩12 ↩13 ↩14 ↩15
-
Sá JR, Rangel EB, Bauer AC, Silveiro SP, et al. Doença renal do diabetes. Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes, Ed. 2026 (ISBN 978-65-272-1932-3; DOI 10.29327/5660187). Recomendações R1 a R3, Nota Importante 1 (primeira urina da manhã ou 4 h sem urinar, dispensa da urina de 24 h, confirmação em 2 de 3 amostras, interferentes) e variabilidade de 20%. diretriz.diabetes.org.br ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 ↩8 ↩9 ↩10 ↩11 ↩12 ↩13 ↩14 ↩15 ↩16 ↩17 ↩18 ↩19 ↩20
-
DATASUS/Ministério da Saúde. Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS (SIGTAP), competência 202608. Procedimento 0202050092 "dosagem de microalbumina na urina" (R$ 8,12), 0202010317 "dosagem de creatinina" (R$ 1,85) e 0202050017 "análise de caracteres físicos, elementos e sedimento da urina" (R$ 3,70); ausência de procedimento para relação albumina/creatinina e para cistatina C entre os 5.023 registros. sigtap.datasus.gov.br ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6
-
Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML). Estimativa da taxa de filtração glomerular na prática clínica: posicionamento consensual. J Bras Nefrol. 2024;46(3):e20230193. Documento em que a palavra "microalbuminúria" não aparece nenhuma vez. bjnephrology.org (PDF) ↩
-
Kidney Disease: Improving Global Outcomes (KDIGO). KDIGO 2024 Clinical Practice Guideline for the Evaluation and Management of Chronic Kidney Disease — fonte internacional, citada aqui como origem das categorias A1 (< 30 mg/g), A2 (30–300 mg/g) e A3 (> 300 mg/g). kdigo.org (PDF) ↩
-
Núcleo de Telessaúde Rio Grande do Sul. Qual o valor da microalbuminuria em amostra isolada para acompanhamento de lesão renal no paciente diabético, comparado com a microalbuminuria em urina de 24 horas? Segunda Opinião Formativa, BVS Atenção Primária em Saúde, 4 de dezembro de 2014 — documento do Ministério da Saúde ainda publicado com a nomenclatura antiga. aps-repo.bvs.br ↩
-
Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML). Recomendações da SBPC/ML: boas práticas em laboratório clínico. Capítulo de urinálise: baixa sensibilidade da fita reagente para albumina, necessidade de métodos mais sensíveis em diabéticos e hipertensos, elevação da excreção proteica por atividade física extenuante e febre, e causas de falso-positivo por contaminação. PDF ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5
-
Moraes TP, Moura AF, Sposito AC, et al. Screening for CKD in undiagnosed populations with diabetes and hypertension: lessons from the SEARCH study. Braz J Nephrol. 2026;48(2):e20250231. Campanha conduzida por rede de laboratórios privados com patrocínio industrial. PubMed · DOI ↩ ↩2
-
Murussi M, Campagnolo N, Beck MO, Gross JL, Silveiro SP. High-normal levels of albuminuria predict the development of micro- and macroalbuminuria and increased mortality in Brazilian Type 2 diabetic patients: an 8-year follow-up study. Diabet Med. 2007;24(10):1136-42. Coorte do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. PubMed · DOI ↩
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Yu Q, Ye H, Yan H. Before microalbuminuria: low-grade albuminuria as a therapeutic window for cardiorenal prevention. JACC Asia. 2026 (editorial). PubMed · DOI ↩
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Carvalho WN, Velasquez-Melendez G, Moreira AD, Molina MDCB, Giatti L, Barreto SM. Association between adiposity indices and incident albuminuria: results from the Brazilian Longitudinal Study of Adult Health (ELSA-Brasil). BMC Nephrol. 2025;26(1):615. PubMed · DOI ↩
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Wu HY, Peng YS, Chiang CK, et al. Diagnostic performance of random urine samples using albumin concentration vs ratio of albumin to creatinine for microalbuminuria screening in patients with diabetes mellitus: a systematic review and meta-analysis. JAMA Intern Med. 2014;174(7):1108-15. PubMed · DOI ↩
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Incerti J, Zelmanovitz T, Camargo JL, Gross JL, de Azevedo MJ. Evaluation of tests for microalbuminuria screening in patients with diabetes. Nephrol Dial Transplant. 2005;20(11):2402-7. Estudo brasileiro. PubMed · DOI ↩
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Belisário AR, Costa JA, Simões e Silva AC. Natural history of albuminuria in a large cohort of children and adolescents with sickle cell anemia from Brazil. Blood Adv. 2024;8(2):365-368. PubMed · DOI ↩