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SHBG: o que mede a globulina ligadora de hormônios sexuais

Em 136 homens brasileiros saudáveis, a idade não mexeu na testosterona total — mas a SHBG subiu e a testosterona livre calculada caiu junto.

Publicado em 9 de setembro de 202612 min de leituraEscrito pela Equipe Blood Analysis · Revisado e verificado por Julien Priour

A SHBG é a proteína que carrega a testosterona e o estradiol na circulação — e é ela que decide quanto de cada hormônio sobra na forma livre, a que entra nas células. Por isso o mesmo número de testosterona total pode significar coisas opostas conforme a SHBG esteja alta ou baixa. Esta página explica o que o exame mede, quando a autoridade brasileira manda pedi-lo e por que o SUS não o financia. Para os termos do laudo, veja como ler um resultado de exame de sangue.

Em resumo

  • A SHBG liga a testosterona com afinidade alta; a albumina a liga fracamente. A total é a soma das três frações: presa à SHBG, presa à albumina e livre.1
  • 🔴 A Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda — Classe I, Nível B — dosar SHBG em homens com DM2, síndrome metabólica e obesidade quando a testosterona total estiver limítrofe, para calcular a fração livre.1
  • O mesmo capítulo cita o estudo EMAS: uma testosterona livre baixa com total dentro da faixa normal já se associa a sintomas de hipogonadismo.1
  • Em 136 homens brasileiros saudáveis, a idade não alterou a testosterona total — mas a SHBG subiu depois dos 50 anos e a livre calculada caiu.2
  • Resistência à insulina, obesidade e diabetes reduzem a SHBG.1 Na síndrome dos ovários policísticos, a FEBRASGO descreve o mesmo mecanismo pela hiperinsulinemia.3
  • A testosterona livre não deve ser dosada por imunoensaio direto: ou diálise de equilíbrio, ou cálculo a partir de total, SHBG e albumina.1
  • ⚠️ O SUS não paga a SHBG — zero ocorrência nas 5.023 linhas da tabela SIGTAP e nas 4.324 descrições, com controle positivo forte.4

Por que a proteína transportadora muda a leitura do hormônio

Um hormônio esteroide não circula solto. A testosterona e o estradiol viajam quase inteiramente presos a proteínas: com ligação forte à SHBG e com ligação fraca à albumina. A Diretriz da SBD resume a aritmética em uma frase — a concentração sérica de testosterona total "reflete o somatório entre a testosterona livre circulante e a porção ligada a proteínas".1

A consequência quase nunca aparece no laudo. Se a SHBG sobe, ela sequestra mais hormônio e a fração livre cai mesmo com a total inalterada; se a SHBG cai, sobra mais hormônio ativo e a total pode parecer baixa sem que o tecido receba menos. O número impresso em destaque é justamente o que a proteína transportadora consegue enganar.

Isso não é dedução nossa: é o que a diretriz brasileira escreve ao justificar sua recomendação. Citando uma análise do EMAS, que avaliou 3.334 homens de 40 a 79 anos, ela registra que "níveis baixos de testosterona livre, mesmo quando a testosterona total se encontra dentro dos valores normais, se associam a sintomas de hipogonadismo".1

Três nomes brasileiros para a mesma proteína

Antes de ler qualquer coisa sobre SHBG em português, vale saber que o Brasil não fixou o nome por extenso. Leitura feita sobre o texto integral de cada documento:

DocumentoComo ele escreve
SBPC/ML, Boas Práticas em Medicina Laboratorialglobulina ligadora de hormônios sexuais
Diretriz SBD, capítulo de hipogonadismo masculinoglobulina ligadora de hormônios sexuais
Protocolo FEBRASGO de anticoncepção hormonal combinadaglobulina ligadora de hormônios sexuais
Protocolo FEBRASGO de síndrome dos ovários policísticosglobulina carreadora de esteroides sexuais
São Paulo Medical Journal, resumo em portuguêsglobulina ligadora de esteroides sexuais

⚠️ Os dois protocolos da FEBRASGO estão no mesmo número da revista Femina — 2025;53(12), páginas 1382-9 e 1390-7 — e usam nomes diferentes.53

Isso explica um dado de busca: no Brasil a sigla é procurada quase o dobro do nome por extenso mais usado (18.100 contra 9.900 pesquisas mensais, medido em 9 de setembro de 2026). Das outras duas formas, uma rende 10 buscas mensais e a outra não devolve dado algum — o que não é o mesmo que ausência de procura. Sem nome único, o público fica com a sigla.

O que faz a SHBG cair — e por que isso é um sinal metabólico

A SBD é explícita: "dentre os fatores que fazem reduzir a concentração de SHBG estão a resistência à insulina, a obesidade e o DM".1 É o mesmo mecanismo que a FEBRASGO descreve do outro lado, na SOP: em nível hepático, a hiperinsulinemia causa "redução da síntese de globulina carreadora de esteroides sexuais (SHBG), permitindo que maior fração de androgênios circule em sua forma ativa".3

Três medidas brasileiras vão na mesma direção, e nenhuma sozinha fecha o assunto:

  • Em 136 homens saudáveis sem obesidade acompanhados na UFRGS, um índice de resistência insulínica (razão triglicérides/HDL) correlacionou-se inversamente com a SHBG (r = −0,371; p < 0,001).2
  • Em 141 homens de 40 a 70 anos submetidos a cinecoronariografia em um hospital de São Paulo, a prevalência de síndrome metabólica foi maior no primeiro tercil de SHBG — e os próprios autores pedem novos estudos para confirmar a associação.6
  • Em 159 pacientes avaliados em Curitiba, a circunferência abdominal correlacionou-se inversamente com testosterona total e com SHBG (p < 0,0001 para a SHBG), mais fortemente que o índice de massa corporal, que perdeu significância após ajuste pela idade.7

Do outro lado, o que faz a SHBG subir aparece de forma mais fragmentada na literatura brasileira. A idade é o fator melhor medido: no estudo da UFRGS, homens acima de 50 anos tinham SHBG mais alta que os dois tercis mais jovens (41 ± 17 contra 35 ± 12 e 29 ± 9 nmol/L; p < 0,001) e testosterona livre calculada mais baixa (7,7 ± 1,9 contra 8,8 ± 2,2 e 10,4 ± 3,1 ng/dL; p < 0,001) — e a testosterona total não mudou com a idade.2 O estrogênio também conta: o protocolo FEBRASGO de anticoncepção registra SHBG sérica menor com estetrol/drospirenona do que nas usuárias de pílulas com etinilestradiol.5

⚠️ O que não encontramos em fonte brasileira. Listas internacionais associam SHBG alta ao hipertireoidismo e à cirrose. O manual da SBPC/ML trata dos dois assuntos — cada palavra aparece 7 vezes em seu texto integral — mas a SHBG aparece só duas vezes no manual inteiro, e nenhuma delas perto desses temas. Não publicamos a associação porque não a lemos em texto nacional.8

Quando a autoridade brasileira manda pedir o exame

A recomendação R3 da Diretriz da SBD é a instrução mais clara que existe em português: "É RECOMENDADO a dosagem de SHBG em homens com DM2, SM e obesidade para cálculo da testosterona livre quando os níveis de testosterona total forem limítrofes" — Classe I, Nível B.1

Duas balizas do mesmo capítulo evitam o pedido fora de hora. A recomendação R2 diz que o rastreamento de rotina do hipogonadismo masculino na população geral não é recomendado (Classe III, Nível C): uma testosterona baixa isolada, sem sinais e sintomas, não fecha diagnóstico.1 E o capítulo dá os valores que orientam a decisão: total acima de 400 ng/dL afasta hipogonadismo na maior parte das diretrizes; abaixo de 264 ng/dL é sugestivo; abaixo de 150 ng/dL exige investigar outras causas. É na faixa intermediária que a SHBG passa a valer o pedido — e a diretriz observa que uma total entre 280 e 350 ng/dL "não tem sensibilidade suficiente para excluir com segurança o diagnóstico".1

Quando a livre precisa ser conhecida, o caminho é estreito. A SBD escreve que ela pode ser dosada por diálise de equilíbrio ou calculada pela fórmula de Vermeulen, que usa total, SHBG e albumina — e acrescenta que medidas por imunoensaio "não são acuradas e não devem ser realizadas".1 A diretriz internacional de SOP diz o mesmo sobre o ensaio direto.9 ⚠️ Não reproduzimos a equação: o texto brasileiro nomeia a fórmula e remete a uma calculadora externa sem imprimi-la, e nenhuma outra fonte nacional que conseguimos ler a publica.

O manual da SBPC/ML descreve a mesma engrenagem para a testosterona biodisponível: é uma "metodologia por cálculo" que exige dosar SHBG por imunoensaio eletroquimioluminescente e albumina sérica por espectrofotometria. Ela é indicada, diz o manual, em pacientes "com níveis baixos ou altos de proteínas" e naqueles com "resposta ao tratamento com testosterona diferente do esperado".8 ⚠️ Vale saber onde essa frase está: nas 1.357.819 letras do manual, a sigla SHBG aparece duas vezes — uma no texto assinado, dentro do capítulo de acompanhamento laboratorial da pessoa transgênero, e outra dentro de um anúncio de fabricante. Contamos só a primeira.8

Na mulher: a pergunta é excesso, não falta

Na investigação da SOP, a FEBRASGO usa a SHBG como peça do mecanismo, não como alvo isolado: a hiperinsulinemia derruba a proteína e libera androgênio ativo, o que ajuda a explicar por que o hirsutismo pode existir com uma testosterona total ainda dentro da faixa. O protocolo pede que os exames hormonais sejam colhidos entre o 1º e o 5º dia do ciclo, ou em qualquer época na amenorreia, e coloca TSH e prolactina no diagnóstico diferencial, ao lado da 17-α-hidroxiprogesterona e do SDHEA.3

⚠️ Um cuidado pré-analítico que muda o resultado: a SBPC/ML lembra que qualquer avaliação do eixo em uso de anticoncepcional hormonal fica prejudicada, e que, se for preciso dosar, a orientação é interromper a medicação por cerca de 3 meses antes da coleta.8 Como o etinilestradiol mexe na própria SHBG, a regra vale duplamente aqui.5

E, como já dito na página da testosterona: no Brasil, SBEM, FEBRASGO e SBC afirmam que não há indicação de dosar testosterona para procurar deficiência androgênica feminina. A SHBG entra na avaliação de hiperandrogenismo, ao lado do estradiol, da progesterona, do LH e do FSH — não como marcador de cansaço ou libido.

O que o SUS paga — e o que ele não paga

Lemos a tabela SIGTAP inteira (competência 202608, 1.697.774 bytes, 5.023 procedimentos, decodificação latin-1 e dobra de acentos verificada ativa em 2.483 linhas). O resultado é uma ausência, e ela resiste ao teste:

Busca no rótuloLinhas
SHBG (com e sem fronteira de palavra)0
LIGADORA · BIODISPON · HORMONIOS SEXUAIS0
GLOBULINA (controle positivo)25
TRANSPORTADORA1GLOBULINA TRANSPORTADORA DE TIROXINA, R$ 15,35

O controle positivo é o argumento decisivo: o vocabulário existe na tabela, aplicado a outro hormônio. O SUS paga a globulina que transporta a tiroxina — proteína equivalente do eixo tireoidiano, útil na leitura do T4 livre e dos exames da tireoide — e não paga a que transporta os esteroides sexuais.

A ausência também passa no teste de perímetro. A forma de organização 02.02.06 (dosagens hormonais) tem 47 procedimentos e financia praticamente todo o eixo: testosterona (0202060349, R$ 10,43), testosterona livre (0202060357, R$ 13,11), di-hidrotestosterona, androstenediona, DHEA, DHEAS, estradiol, estrona, estriol, progesterona, insulina e prolactina. Nenhum dos 47 é a SHBG. Nas 4.324 descrições ministeriais a sigla também não aparece — mas "globulina ligadora" aparece duas vezes, sempre para a tiroxina.4

⚠️ O efeito prático é uma contradição de financiamento. O SUS paga a testosterona livre por imunoensaio, que a diretriz brasileira manda não usar, e não paga nenhum dos dois insumos — SHBG e albumina sérica — do cálculo que ela recomenda. No setor privado a SHBG é vendida, e costuma ser particular.

O que a SHBG não prediz

Uma revisão sistemática de autores do Instituto Dante Pazzanese, publicada nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, reuniu seis estudos e 233.474 participantes para testar se testosterona, di-hidrotestosterona e SHBG predizem insuficiência cardíaca. A queda de um desvio-padrão na testosterona associou-se modestamente ao risco em homens (HR 1,10; IC 95% 1,03–1,17) e não em mulheres — e os níveis de SHBG não foram preditores relevantes.10 ⚠️ É uma revisão de coortes internacionais assinada no Brasil, não uma coorte brasileira.

Registre-se ainda uma ausência de dados nacionais: no ELSA-Brasil, maior coorte de adultos do país, com 715 registros indexados no PubMed, nenhum trata da SHBG. E os autores da UFRGS terminam pedindo "valores de referência específicos por idade" — o Brasil ainda não os tem.2

👉 O AI DiagMe interpreta os seus exames — de sangue, urina ou fezes — considerando todo o seu contexto, em linguagem clara. Serviço informativo que não faz diagnóstico e complementa, sem substituir, a avaliação do seu médico.

Perguntas frequentes

Preciso estar em jejum? Nenhuma das fontes brasileiras que lemos fixa jejum para a SHBG. Na prática ela é colhida junto com a testosterona total, que a diretriz internacional pede em jejum e pela manhã.11

Minha testosterona total é normal. Preciso da SHBG? Só se houver sintomas e a total estiver limítrofe, ou se você tiver DM2, síndrome metabólica ou obesidade. É exatamente a recomendação R3 da SBD.1 Fora disso, o exame não muda a conduta.

SHBG baixa quer dizer que tenho resistência à insulina? É um sinal a investigar, não um diagnóstico. A associação está na diretriz brasileira e medida em três amostras nacionais,1267 mas quem diagnostica resistência insulínica são a glicemia, a hemoglobina glicada e a insulina, lidas em conjunto.

Posso calcular minha testosterona livre em casa? Não a partir desta página: o texto brasileiro nomeia a fórmula de Vermeulen e remete a uma calculadora externa sem publicar a equação, e não reproduzimos equação que não lemos em fonte nacional. O cálculo exige total, SHBG e albumina na mesma amostra.1

Uso pílula. O exame vale? A avaliação do eixo em uso de anticoncepcional hormonal fica prejudicada, e a SBPC/ML orienta suspender por cerca de 3 meses antes de dosar.8 Decida com quem prescreveu, nunca por conta própria.

Por que a SHBG vem em nmol/L e a testosterona em ng/dL? São unidades de tradições diferentes, e os estudos brasileiros publicam assim mesmo.2 Compare sempre com a faixa impressa no seu próprio laudo, e prefira repetir no mesmo laboratório.

Para lembrar

A SHBG é um exame de contexto, não de rotina. Ela não diz se você está bem: diz se o número que você já tem em mãos pode ser lido ao pé da letra. Uma mesma testosterona total significa uma coisa num homem de 25 anos com SHBG de 29 nmol/L e outra num homem de 60 com SHBG de 41 — e a diferença aparece na fração livre.2 O Brasil tem uma recomendação escrita para pedi-la, três nomes para nomeá-la, nenhum código no SUS e nenhum valor de referência nacional por faixa etária. Organizar esses resultados junto do perfil hormonal, do lipidograma, do hepatograma e das proteínas totais é o que o AI DiagMe ajuda a fazer — sempre junto do seu médico.

Fontes

Fontes brasileiras institucionais, publicações científicas (PubMed) e tabelas públicas utilizadas neste guia. Regra de correspondência das contagens: busca por subcadeia, maiúsculas/minúsculas ignoradas, acentos dobrados, hífens condicionais (U+00AD) removidos, extração de PDF sem -layout, contagem de ocorrências.

Footnotes

  1. Hohl A, Spivakoski CS, Rigon FA, van de Sande-Lee S, Ronsoni MF. Sociedade Brasileira de Diabetes — Diretriz, capítulo Hipogonadismo masculino na síndrome metabólica e DM2. Editor-chefe Marcello Bertoluci. Recomendações R2 e R3 (com classe e nível), seção "SHBG e Testosterona livre", valores de corte de testosterona total e citação da análise do EMAS. ⚠️ O portal rotula a obra como "Ed. 2026", enquanto o capítulo declara "última revisão em 01/02/2024" — divergência entre o documento e sua vitrine, registrada e não arbitrada. Página lida integralmente (70.181 caracteres de texto extraído; controle negativo com capítulo inventado: 675 caracteres). DOI · diretriz.diabetes.org.br 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15

  2. Porgere IF, Rocha BM, Escott GM, Silva LCF, et al. Association of age and insulin resistance with sex hormone-binding globulin levels in healthy men — 136 homens saudáveis sem obesidade, Universidade Federal do Rio Grande do Sul; testosterona livre calculada pela equação de Vermeulen; índice de resistência insulínica estimado pela razão triglicérides/HDL. Arch Endocrinol Metab, 2025;69(4):e240360. PubMed · DOI 2 3 4 5 6 7

  3. FEBRASGO, Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Endócrina — Protocolo FEBRASGO de Ginecologia n. 45, Síndrome dos ovários policísticos. Mecanismo hepático da hiperinsulinemia sobre a "globulina carreadora de esteroides sexuais (SHBG)", índice de Ferriman-Gallwey e janela de coleta entre o 1º e o 5º dia do ciclo. Femina 2025;53(12):1390-7. femina.org.br (PDF) 2 3 4

  4. Ministério da Saúde / DATASUS — SIGTAP, tabelas tb_procedimento e tb_descricao, competência 202608 (1.697.774 bytes e 5.023 linhas; 4.324 descrições). Leitura por colunas de largura fixa com decodificação latin-1 e newline=''; parser validado antes do uso contra dois valores publicados: hemograma completo 0202020380 = R$ 4,11 e ferritina 0202010384 = R$ 15,59. Dobra de acentos verificada ativa (2.483 das 5.023 linhas com acento combinante no campo lido). Buscas com 0 ocorrência nos rótulos: SHBG (ancorada e não ancorada), LIGADORA, BIODISPON, HORMONIOS SEXUAIS, ANDROGEN, DOSAGEM DE ALBUMINA; controles positivos: GLOBULINA = 25 linhas, TRANSPORTADORA = 1 (0202060209, R$ 15,35). Forma de organização 02.02.06 enumerada por inteiro: 47 procedimentos, nenhum é a SHBG. Descrições dos códigos citados verificadas como únicas ao seu código. ⚠️ Divergência entre os dois arquivos do mesmo pacote para o código 0202060209: o rótulo escreve "globulina TRANSPORTADORA de tiroxina", a descrição escreve "globulina LIGADORA de tiroxina". sigtap.datasus.gov.br 2

  5. FEBRASGO, Comissão Nacional Especializada em Anticoncepção — Protocolo FEBRASGO de Ginecologia n. 78, Anticoncepção hormonal combinada. Emprega o nome "globulina ligadora de hormônios sexuais (SHBG)" e registra níveis séricos de SHBG menores com estetrol/drospirenona do que em usuárias de contraceptivos combinados contendo etinilestradiol. Femina 2025;53(12):1382-9. femina.org.br (PDF) 2 3

  6. Sá EQ, Sá FC, Oliveira KC, Feres F, Verreschi IT. Association between sex hormone-binding globulin (SHBG) and metabolic syndrome among men — 141 homens de 40 a 70 anos submetidos a cinecoronariografia em hospital de São Paulo, análise por tercis de SHBG. Sao Paulo Med J, 2014;132(2):111-5. PubMed · DOI 2

  7. Jaworski PE, Ramos A, Nicoleit AR, Bacarin LF, et al. Importance of abdominal circumference and body mass index values in predicting male hypogonadism — a practical approach — 159 pacientes, Hospital Universitário Evangélico de Curitiba. Arch Endocrinol Metab, 2017;61(1):76-80. PubMed · DOI 2

  8. SBPC/ML — Recomendações da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial: Boas Práticas em Medicina Laboratorial. PDF de 16.055.655 bytes, 1.357.819 caracteres de texto extraído. Tabela 1 do capítulo de acompanhamento laboratorial da pessoa transgênero (determinação da testosterona biodisponível por cálculo, exigindo SHBG por imunoensaio eletroquimioluminescente e albumina sérica por espectrofotometria) e capítulo de função suprarrenal (conduta de suspender o anticoncepcional hormonal por cerca de 3 meses). ⚠️ A sigla SHBG tem 2 ocorrências no manual: a citada acima, em texto assinado, e uma segunda dentro de um encarte publicitário de fabricante, descartada. Contagens auxiliares no mesmo texto: "hipertireoidismo" 7, "cirrose" 7, nenhuma associada à SHBG. sbpc.org.br 2 3 4 5

  9. ⚠️ Fonte internacional, usada em recuo declarado para corroborar a posição brasileira sobre o imunoensaio direto. Teede HJ, Tay CT, Laven J, Dokras A, et al. Recommendations from the 2023 International Evidence-based Guideline for the Assessment and Management of Polycystic Ovary Syndrome. Hum Reprod, 2023;38(9):1655-79. PubMed · DOI

  10. Artioli T, Batista LB, Franchini K, Alencar JN. Impact of low testosterone and SHBG levels on heart failure risk: a systematic review and meta-analysis — autores do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia; 6 estudos de coorte internacionais reunidos, 233.474 participantes. Arq Bras Cardiol, 2025;122(10):e20250244. PubMed · DOI

  11. ⚠️ Fonte internacional, usada em recuo declarado por não termos encontrado regra de jejum brasileira para este exame. Bhasin S, Brito JP, Cunningham GR, Hayes FJ, et al. Testosterone Therapy in Men With Hypogonadism: An Endocrine Society Clinical Practice Guideline. J Clin Endocrinol Metab, 2018;103(5):1715-44. PubMed · DOI

Aviso médico. Este guia tem finalidade informativa e educativa; não constitui aconselhamento médico e não substitui uma consulta. Os valores de referência variam conforme o laboratório e a técnica: só o seu médico pode interpretar os seus resultados no seu contexto.