Índice

Resistência à insulina: HOMA-IR, insulina alta e exame

Insulina de jejum e HOMA-IR: o corte brasileiro é 2,71, mas a média medida no ELSA-Brasil já é 2,78 nos homens. O que o exame mede e o que ele não mede.

Atualizado em 4 de setembro de 202612 min de leituraEscrito pela Equipe Blood Analysis · Revisado e verificado por Julien Priour

A insulina é o hormônio que coloca o açúcar para dentro das células. Dosá-la em jejum — a insulina basal — e cruzar o número com a glicemia dá o índice HOMA-IR, o cálculo mais pedido do Brasil quando se fala em resistência à insulina. Este guia explica o que o exame mede de verdade, qual é o ponto de corte brasileiro do HOMA e por que ele não é universal, o que significa insulina alta ou baixa, e um fato que quase nenhuma página conta: as diretrizes brasileiras de diabetes não pedem esse exame. Termos do laudo: veja o glossário de exames de sangue.

Em resumo

  • A insulina vem das células beta do pâncreas; quando os tecidos respondem mal, ele produz mais — é a resistência à insulina, que aparece como insulina alta com glicemia ainda normal.1
  • Não existe intervalo de referência institucional brasileiro para a insulina de jejum: o que circula vem de catálogos, como os 2,6 a 24,9 µU/mL da Rede D'Or (observação de mercado).2
  • O corte brasileiro do HOMA-IR é 2,71, medido no estudo BRAMS em 1.203 adultos não diabéticos — não é um número importado.34
  • ⚠️ Mas a média do HOMA-IR em 11.314 adultos do ELSA-Brasil é 2,78 nos homens e 2,49 nas mulheres: o adulto brasileiro médio já fica sobre o corte.5
  • A dosagem não é padronizada entre laboratórios: comparados à espectrometria de massa, 12 imunoensaios diferiram de −298,2 a +302,6 pmol/L.6
  • A Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes não recomenda insulina de jejum nem HOMA-IR para diagnosticar nem rastrear: em 55 capítulos lidos, o índice só aparece como desfecho de estudos citados.7

O que é a insulina e o que é resistência à insulina

A insulina é um hormônio fabricado pelas células beta do pâncreas. Depois de uma refeição a glicemia sobe, o pâncreas libera insulina, e ela abre músculo, fígado e tecido adiposo para o açúcar entrar. A glicemia então volta a cair.

Quando os tecidos respondem menos a esse sinal, o pâncreas compensa produzindo mais hormônio. Enquanto a compensação funciona, a glicemia continua normal — ao preço de uma insulina alta. É esse estado que a dosagem tenta enxergar. A Segunda Opinião Formativa do Telessaúde-RS, na Biblioteca Virtual em Saúde da Atenção Primária (Ministério da Saúde e BIREME/OPAS/OMS), lista como causas de hiperinsulinemia obesidade, sobrepeso, sedentarismo e carboidratos refinados, com associação a esteatose hepática, síndrome dos ovários policísticos (SOP), hiperuricemia e doença renal crônica.1

Insulina e peptídeo C. O pâncreas libera, junto com a insulina, uma segunda molécula em quantidade equivalente: o peptídeo C. Como a insulina injetada não o contém, dosá-lo estima a produção própria do pâncreas.

Para que serve o exame de insulina — e onde ele é pedido demais

Procuramos uma recomendação brasileira que sustentasse pedir insulina de jejum ou HOMA-IR em rastreamento, e ela não existe. A ausência foi verificada, não suposta:

  • Na Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes, foram abertos e lidos na íntegra 55 capítulos. "Insulinemia de jejum" aparece zero vez; "insulina de jejum", duas vezes, ambas em ensaios com testosterona e clomifeno; "HOMA", quatro vezes, sempre como desfecho de estudos citados. Nos capítulos que definem o assunto — Diagnóstico de diabetes mellitus, Classificação do diabetes, Tratamento farmacológico do pré-diabetes — não há nenhuma menção a dosar insulina: o diagnóstico se apoia em glicemia de jejum, teste oral de tolerância à glicose e hemoglobina glicada.7
  • Na base de Segunda Opinião Formativa da BVS Atenção Primária, a busca por "HOMA-IR" retorna zero resposta; a única entrada sobre o tema é uma pergunta de 2011 sobre causas de hiperinsulinemia, com grau de evidência D.1

Ou seja: nenhuma sociedade brasileira publicou recomendação negativa explícita ("não peça este exame"), e nenhuma o incorporou às rotinas diagnósticas. Quem escreveu a recomendação negativa foi a diretriz internacional de SOP de 2023: a resistência à insulina é fator fisiopatológico da síndrome, "porém os ensaios de insulina clinicamente disponíveis têm relevância clínica limitada e não devem ser usados no cuidado de rotina".8 É posição internacional, não brasileira — mas é a única que existe.

Restam as situações em que o exame responde mesmo a uma pergunta: hipoglicemias inexplicadas, reserva do pâncreas junto com o peptídeo C, e o uso em pesquisa e epidemiologia, terreno em que o HOMA nasceu.91

Precisa de jejum?

Sim. A insulina basal é medida em jejum, na mesma coleta da glicemia — é esse par que permite calcular o HOMA. Os catálogos brasileiros pedem 8 a 12 horas apenas com água.2 Como o resultado depende do horário e da última refeição, siga a orientação do seu pedido. Se outros exames saírem da mesma coleta, como o hemograma completo, vale o preparo mais restritivo.

Valores de referência da insulina basal

Não encontramos nenhum intervalo de referência para insulina publicado por autoridade ou sociedade brasileira — nem na diretriz da SBD, nem na base da atenção primária do Ministério da Saúde. O que circula vem de catálogos privados, a ler como observação de mercado:

ParâmetroReferência publicadaUnidadeFonte
Insulina de jejum2,6 – 24,9µU/mLRede D'Or (observação de mercado)2
HOMA-IR — corte de resistência> 2,71sem unidadeBRAMS, 1.203 adultos brasileiros34
HOMA2-IR — corte de resistência> 1,8sem unidadeBRAMS4
HOMA-IR — corte para síndrome metabólica> 2,3sem unidadeBRAMS4

Sobre as unidades: o laudo brasileiro imprime quase sempre µU/mL, numericamente idêntico a mUI/L. Alguns usam pmol/L; os fabricantes adotaram por consenso o fator de conversão 6, de modo que 10 µU/mL equivalem a cerca de 60 pmol/L.6 Confira a unidade antes de comparar exames — e lembre que os intervalos não são transferíveis entre laboratórios.6

Índice HOMA: a fórmula, as unidades e o que ele realmente vale

O HOMA estima a sensibilidade à insulina a partir de dois números de jejum. Na formulação original, publicada em português pelos autores do BRAMS:3

HOMA-IR = glicemia (mmol/L) × insulina (µU/mL) ÷ 22,5

Como o laudo brasileiro traz a glicemia em mg/dL, a forma usada no país divide por 405 (405 = 22,5 × 18, o fator de conversão da glicose):2

HOMA-IR = glicemia (mg/dL) × insulina (µU/mL) ÷ 405

Glicemia de 100 mg/dL com insulina de 10 µU/mL dá 1000 ÷ 405 = 2,47. Para converter em mmol/L, use o conversor de unidades.

O corte é brasileiro. O 2,71 saiu do BRAMS (Brazilian Metabolic Syndrome Study), com 1.203 adultos não diabéticos de 18 a 78 anos, pelo percentil 90 de um subgrupo saudável de 297 pessoas.43 Mas ele exige três ressalvas.

Primeira: o mesmo estudo produziu quatro cortes conforme o objetivo — 2,71 e 1,8 (HOMA1 e HOMA2) para resistência, 2,3 e 1,4 para síndrome metabólica (sensibilidade 76,8%, especificidade 66,7%).4 Um número só não resolve.

Segunda: os catálogos brasileiros não usam o corte brasileiro. A página pública da Rede D'Or trata abaixo de 2,5 como normal, 2,5 a 3,9 como atenção e 4,0 ou mais como possível resistência — faixas que não coincidem com o BRAMS.2 A divergência é real e não cabe arbitrá-la.

Terceira, a mais desconfortável: no ELSA-Brasil o HOMA-IR médio de 11.314 participantes de 35 a 74 anos foi 2,78 nos homens e 2,49 nas mulheres.5 O adulto brasileiro médio já está sobre o corte — e um índice em que metade da população "dá alterado" descreve populações, não carimba diagnósticos individuais.

A raiz do problema foi apontada pelos autores brasileiros em 2006: só a partir de uma padronização das dosagens de insulina o HOMA poderá se firmar como avaliação clínica individual.3 Vinte anos depois, ela não chegou.6

Como interpretar: insulina alta e insulina baixa

Insulina alta (hiperinsulinemia)

Uma insulina alta em jejum significa, quase sempre, que o corpo resiste à ação do hormônio e produz mais para compensar. Os contextos associados são sobrepeso e obesidade, sedentarismo, síndrome metabólica, pré-diabetes, esteatose hepática e SOP.19

"Insulina alta com glicemia normal" é o achado típico do início do processo: o pâncreas ainda compensa. Daí a fama de sinal precoce. Mas, como o exame não é padronizado e o corte não é universal, esse sinal não muda sozinho nenhuma conduta.68

Muito mais raramente, insulina alta durante uma hipoglicemia levanta a hipótese de insulinoma, um tumor pancreático raro — investigação especializada, nunca conclusão de laudo.1

Devo me preocupar? Insulina alta não é diagnóstico nem doença: é um indício, que só ganha sentido junto com peso, circunferência abdominal, glicemia e HbA1c.

Insulina baixa

Em jejum, uma insulina baixa costuma ser normal: o pâncreas está em repouso. O achado que preocupa é outro — insulina baixa diante de uma glicemia alta, que sugere falha de produção, como no diabetes tipo 1. Aí o médico se apoia na glicemia, na HbA1c e, se necessário, no peptídeo C. ⚠️ Antes de concluir que está baixa, lembre que a hemólise da amostra derruba o resultado (veja a seção seguinte).

Insulina, glicemia e HbA1c: quem faz o quê

  • Glicemia de jejum, TOTG e hemoglobina glicada diagnosticam e acompanham o diabetes — são os únicos exames que a diretriz brasileira usa.7
  • Insulina e HOMA-IR descrevem o mecanismo e foram construídos para pesquisa e epidemiologia.94
  • O peptídeo C estima a produção do próprio pâncreas.

O que altera o resultado

  • Jejum e horário. A insulina responde a qualquer alimento; sem jejum, o número não é interpretável.2
  • Hemólise da amostra. Uma punção difícil gera viés negativo — insulina falsamente baixa —, proporcional ao grau de hemólise e ao tempo até a análise; a hemoglobina livre isolada não causa esse efeito, é o conteúdo das hemácias rompidas que degrada o hormônio.10 Uma coleta ruim pode fabricar um HOMA falsamente tranquilizador — problema que também afeta a haptoglobina.
  • Insulina exógena. O imunoensaio não distingue a injetada da produzida pelo corpo e detecta mal os análogos, o que já levou a diagnósticos errados. Por isso o peptídeo C entra na investigação.11
  • Reação cruzada com a pró-insulina. Dependendo do ensaio ela é contada junto e distorce o valor — e é tanto mais alta quanto mais resistente à insulina é a pessoa.36
  • Ensaio do laboratório. O fator mais subestimado: dois laboratórios podem entregar números incomparáveis.6

Avanços recentes

Segundo publicações indexadas no PubMed:

  • A não padronização foi medida em 2025. Quarenta amostras passaram por 12 imunoensaios de 9 fabricantes, comparados à espectrometria de massa por diluição isotópica. Apesar de todos declararem rastreabilidade ao padrão OMS 66/304, as diferenças foram de −298,2 a +302,6 pmol/L; apenas um concordou plenamente com o método de referência.6
  • O HOMA e o TyG não classificam as mesmas pessoas. No ELSA-Brasil a concordância entre o HOMA-IR e o índice triglicerídeo-glicose foi baixa (kappa 0,31).5
  • A SOP mudou de recomendação. A diretriz internacional de 2023 afirma que as medidas de resistência à insulina disponíveis são imprecisas e não devem ser usadas na rotina do cuidado da síndrome.8
  • Ensaios para análogos de insulina. Um método por cromatografia líquida de alta resolução foi validado para detectar cinco análogos sintéticos no soro, cobrindo uma lacuna no diagnóstico das hipoglicemias factícias.11

Estes resultados dizem respeito à compreensão e ao acompanhamento; não autorizam automedicação nem substituem a avaliação do seu médico.

Faça o AI DiagMe interpretar o seu exame

Uma insulina nunca se lê sozinha: o sentido dela depende da glicemia, da HbA1c, do peso, da circunferência abdominal e do ensaio do laboratório. O HOMA-IR só significa algo dentro desse conjunto.

👉 O AI DiagMe interpreta os seus exames — de sangue, urina ou fezes — no seu contexto e em linguagem clara. É um serviço informativo que não faz diagnóstico e complementa, sem substituir, a avaliação do seu médico.

Perguntas frequentes

Qual é o valor normal da insulina em jejum? Não há intervalo oficial brasileiro. Catálogos publicam algo em torno de 2,6 a 24,9 µU/mL (observação de mercado).2 Use o intervalo do seu laudo: ensaios diferentes entregam números diferentes.6

Como se calcula o índice HOMA? No Brasil: glicemia (mg/dL) × insulina (µU/mL) ÷ 405. Na forma original: glicemia (mmol/L) × insulina (µU/mL) ÷ 22,5.32

Qual é o HOMA-IR normal? O corte brasileiro é 2,71, do BRAMS.4 Mas não é universal: depende da população e do ensaio, e catálogos brasileiros usam faixas diferentes (2,5 e 4,0).2 E a média do ELSA-Brasil já é 2,78 nos homens.5

Insulina alta com glicemia normal, o que significa? É o padrão do início da resistência à insulina: o pâncreas produz mais e mantém a glicemia normal. Sinaliza um contexto metabólico, não um diagnóstico.19

O exame de insulina diagnostica diabetes? Não. A Diretriz Oficial da SBD diagnostica diabetes por glicemia de jejum, TOTG e HbA1c, sem usar insulina nem HOMA-IR.7

Posso comparar exames de laboratórios diferentes? Com muita cautela: imunoensaios comerciais diferiram entre −298,2 e +302,6 pmol/L frente à espectrometria de massa.6 Para acompanhar uma evolução, repita no mesmo laboratório.

Quem usa insulina pode fazer o exame? O imunoensaio não separa a insulina injetada da própria e detecta mal os análogos.11 Aí quem responde é o peptídeo C. Informe sempre os medicamentos que usa.

Preciso pedir HOMA-IR no meu check-up? Nenhum documento brasileiro de diabetes ou de atenção primária inclui esse exame na rotina.71 Quem indica é o médico que conhece o seu caso — e o custo costuma ser particular (quanto custam os exames de sangue).

Para lembrar

A insulina de jejum e o índice HOMA-IR descrevem um mecanismo — a resistência à insulina — e o fazem bem em populações. No indivíduo, três limites se somam: o ensaio não é padronizado, o corte brasileiro de 2,71 é um percentil e não uma fronteira biológica, e a média do ELSA-Brasil já está sobre ele. Como a Diretriz Oficial da SBD não usa esses exames para diagnosticar nem rastrear, um HOMA "alterado" isolado não é motivo de alarme. Uma insulina alta aponta quase sempre para um contexto metabólico — peso, sedentarismo, esteatose, SOP —, raramente para um insulinoma; uma insulina baixa em jejum costuma ser normal, e pode ser artefato de coleta hemolisada. Nenhum valor se lê sozinho — é o que o AI DiagMe ajuda a organizar, ao lado do seu médico.

Fontes

Fontes brasileiras, publicações científicas (PubMed) e observações de mercado utilizadas neste guia:

Footnotes

  1. Ministério da Saúde / BIREME-OPAS-OMS, BVS Atenção Primária em Saúde — Segunda Opinião Formativa Quais são as causas de hiperinsulinemia?, Núcleo de Telessaúde Rio Grande do Sul, ID sofs-5322, grau de evidência D, 2 de junho de 2011. Busca por "HOMA-IR" na mesma base: 0 registro. aps-repo.bvs.br 2 3 4 5 6 7 8

  2. Rede D'Or São Luiz — páginas de catálogo Insulina e Índice de Homa, IR (observação de mercado, não autoridade sanitária): jejum de 8 a 12 h, insulina 2,6–24,9 µU/mL, HOMA-IR abaixo de 2,5 / 2,5 a 3,9 / 4,0 ou mais, fórmula com divisor 405. Consultado em 4 de setembro de 2026. rededorsaoluiz.com.br 2 3 4 5 6 7 8 9

  3. Geloneze B, Tambascia MA. Avaliação laboratorial e diagnóstico da resistência insulínica. Arq Bras Endocrinol Metab, 2006;50(2). SciELO · DOI 2 3 4 5 6 7

  4. Geloneze B, Vasques ACJ, Stabe CFC, et al. HOMA1-IR and HOMA2-IR indexes in identifying insulin resistance and metabolic syndrome — 1.203 adultos não diabéticos do Brazilian Metabolic Syndrome Study (BRAMS). Arq Bras Endocrinol Metabol, 2009. PubMed · DOI 2 3 4 5 6 7 8

  5. Lelis DF, Baldo TOF, Andrade JMO, et al. High triglyceride-glucose index and HOMA-IR are associated with different cardiometabolic profile in adults from the ELSA-Brasil study — 11.314 adultos de 35 a 74 anos. Clin Biochem, 2024. PubMed · DOI 2 3 4

  6. Rohlfing C, Petroski G, Hatten-Beck M, et al. The current status of serum insulin measurements and the need for standardization — 40 amostras, 12 imunoensaios de 9 fabricantes, comparados à espectrometria de massa. Clin Chem Lab Med, 2025. PubMed · DOI 2 3 4 5 6 7 8 9 10

  7. Sociedade Brasileira de Diabetes — Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes, capítulos Diagnóstico de diabetes mellitus, Classificação do diabetes e Tratamento farmacológico do pré-diabetes. Enumeração feita sobre 55 capítulos abertos e lidos na íntegra: "insulinemia de jejum" 0 ocorrência, "insulina de jejum" 2 (desfechos de ensaios citados), "HOMA" 4 (idem). diretriz.diabetes.org.br 2 3 4 5

  8. Teede HJ, Tay CT, Laven JJE, et al. Recommendations From the 2023 International Evidence-based Guideline for the Assessment and Management of Polycystic Ovary Syndrome (recomendação 3.1.10). J Clin Endocrinol Metab, 2023. PubMed · DOI 2 3

  9. Gastaldelli A. Measuring and estimating insulin resistance in clinical and research settings. Obesity (Silver Spring), 2022. PubMed · DOI 2 3 4

  10. Garinet S, Fellahi S, Marlin G, et al. Differential interferences of hemoglobin and hemolysis on insulin assay with the Abbott Architect-Ci8200 immunoassay. Clin Biochem, 2014. PubMed · DOI

  11. Egan AM, Galior KD, Maus AD, et al. Pitfalls in Diagnosing Hypoglycemia Due to Exogenous Insulin: Validation and Utility of an Insulin Analog Assay. Mayo Clin Proc, 2022. PubMed · DOI 2 3

Aviso médico. Este guia tem finalidade informativa e educativa; não constitui aconselhamento médico e não substitui uma consulta. Os valores de referência variam conforme o laboratório e a técnica: só o seu médico pode interpretar os seus resultados no seu contexto.