Colesterol total: valores de referência no Brasil
O colesterol total desejável no Brasil é abaixo de 190 mg/dL, com ou sem jejum — e a diretriz de 2025 da SBC deixou de dar metas por risco a ele.
O colesterol total é a soma de todo o colesterol que circula no seu sangue, somando todas as partículas que o transportam. Ele costuma abrir a primeira linha do lipidograma. Este guia explica o que esse número significa hoje no Brasil: o valor de referência em vigor, por que a diretriz de 2025 da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) deixou de dar metas por categoria de risco a ele, e o que o seu laudo já permite calcular sem nenhum exame a mais.
Em resumo
- O valor desejável para adultos acima de 20 anos é abaixo de 190 mg/dL — o mesmo número com jejum de 12 horas ou sem jejum.1
- ⚠️ Na diretriz de 2025, o colesterol total é apresentado sem metas por categoria de risco: LDL-c, não-HDL-c e apolipoproteína B recebem cinco faixas cada, do risco baixo ao extremo; o colesterol total tem uma linha só.1
- Você não precisa estar em jejum para a avaliação inicial. A diretriz é literal: colesterol total, HDL-c, LDL-c e não-HDL-c "não sofrem influência do estado alimentar".1
- 32,7% dos adultos brasileiros têm colesterol total ≥ 200 mg/dL, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, que colheu sangue de 8.534 pessoas.2
- Acima de 310 mg/dL em adulto levanta suspeita de hipercolesterolemia familiar, e o laboratório deve escrever isso no laudo.31
- O colesterol não-HDL sai de graça do que você já tem: é o colesterol total menos o HDL. Ele tem metas por risco; o colesterol total, não.1
- No SUS, a dosagem custa R$ 1,85 na tabela oficial, sob o código 0202010295.4
O que o colesterol total mede
O colesterol não viaja solto no sangue: ele é gordura, e o plasma é água. Ele circula empacotado dentro de lipoproteínas — LDL, HDL, VLDL e outras. O exame de colesterol total não separa esses pacotes: ele dosa todo o colesterol de todos eles somados, e devolve um único número em mg/dL.
É por isso que dois laudos com o mesmo colesterol total podem ter significados opostos. Um valor de 210 mg/dL feito de muito HDL não é o mesmo que 210 mg/dL feito de muito LDL. O número sozinho não diz de qual partícula veio o colesterol — e é essa a limitação que empurrou as diretrizes para as frações.
Precisa de jejum? A resposta brasileira
Não, para a avaliação inicial. O Brasil seguiu de perto o consenso europeu EAS/EFLM de 2016, por dois documentos:5
- Em 2016, o Consenso Brasileiro para a Normatização da Determinação Laboratorial do Perfil Lipídico (versão 1.13), assinado por cinco sociedades — SBPC/ML, SBAC, SBD, SBEM e o Departamento de Aterosclerose da SBC —, flexibilizou o jejum para colesterol total, LDL-c, HDL-c, não-HDL-c e triglicérides.6
- Em março de 2017, o Posicionamento sobre a Flexibilização do Jejum para o Perfil Lipídico publicou a mesma posição em revista revisada por pares.7
A diretriz de 2025 da SBC mantém isso, com recomendação forte e certeza de evidência moderada: "para a avaliação inicial, é aceitável obter a amostra sem jejum".1
Quanto o seu colesterol total muda se você comer antes? Praticamente nada — e a diretriz diz isso com todas as letras. O único parâmetro do lipidograma que ganha um valor de referência diferente sem jejum é o triglicérides: < 150 mg/dL em jejum de 12 horas contra < 175 mg/dL sem jejum. O colesterol total é < 190 mg/dL nas duas colunas.1 Num estudo que mediu as duas coletas nas mesmas 8.270 pessoas, com quatro semanas de intervalo, as amostras sem jejum tiveram triglicérides um pouco mais altos e colesterol semelhante, e a concordância na classificação de risco cardiovascular foi de 94,8%.8
Duas consequências práticas para você:
- O laboratório é obrigado a escrever no laudo se a coleta foi sem jejum ou com jejum de 12 horas, seguindo o critério do médico que pediu.1
- Se seus triglicérides passarem de 440 mg/dL numa amostra sem jejum, a diretriz recomenda repetir a coleta com jejum de 12 horas.1
⚠️ Divergência dentro do próprio documento. A tabela de recomendações da diretriz de 2025 cita "crianças e idosos" como populações em que a coleta sem jejum é particularmente aceitável. Já o capítulo pediátrico, mais adiante, escreve que em crianças e adolescentes "a análise deve ser feita após jejum de 8 a 9 horas", e que o rastreamento deve ser "preferencialmente em jejum".1 As duas frases estão no mesmo texto. Na dúvida, siga a orientação do serviço que vai colher.
Os valores de referência no Brasil
A tabela oficial em vigor é a Tabela 3.1 da diretriz de 2025, e ela vale para adultos acima de 20 anos. A SBC pede que esses valores constem dos laudos "em todo o território nacional".1
| Parâmetro | Em jejum (12 h) | Sem jejum | Categoria de risco |
|---|---|---|---|
| Colesterol total | < 190 mg/dL | < 190 mg/dL | — |
| HDL-c | > 40 mg/dL | > 40 mg/dL | — |
| Triglicérides | < 150 mg/dL | < 175 mg/dL | — |
| Não-HDL-c | < 145 / < 130 / < 100 / < 80 / < 70 mg/dL | idem | baixo → extremo |
Repare na coluna da direita. Para o LDL-c, o não-HDL-c e a apolipoproteína B, o número que interessa depende do seu risco cardiovascular estimado — cinco alvos para cada um. Para o colesterol total, existe um valor só, igual para todo mundo.
Há uma diferença de vocabulário entre as duas gerações de documentos. O consenso de 2016 rotulava explicitamente o < 190 mg/dL como categoria "desejável".6 A diretriz de 2025 mantém o mesmo número, mas reserva a palavra "desejável" ao triglicérides sem jejum. Na prática o corte não mudou; a moldura, sim.
O colesterol total foi rebaixado?
Em parte, e vale dizer isso com honestidade em vez de fingir que nada mudou.
Dá para medir o rebaixamento contando. No texto da diretriz de 2025, a expressão "colesterol total" aparece 7 vezes — e quase todas em legendas de figura ou em descrição de dados populacionais. "Não-HDL" aparece 81 vezes. O colesterol total deixou de ser um alvo terapêutico: nenhuma recomendação de tratamento da diretriz é escrita em termos de colesterol total.
Mas ele não foi abandonado, e há três motivos concretos para ele continuar no seu laudo:
- Ele entra na conta do risco. A diretriz de 2025 adotou o escore PREVENT, publicado nos EUA em 2024, como ferramenta preferencial para estimar risco cardiovascular — justamente por não existir escore derivado da população brasileira. Entre as variáveis que o PREVENT exige estão o colesterol total e o HDL-c.1 Sem o colesterol total, o escore não roda.
- Ele é o gatilho da hipercolesterolemia familiar. A diretriz define hipercolesterolemia grave como um colesterol total > 310 mg/dL (ou LDL-c > 190 mg/dL), e a lista como estratificador de muito alto risco — mas essa lista é a dos estratificadores no diabetes tipo 2 (Figura 5.1). Fora do diabetes, o número não classifica sozinho o seu risco.1 E a SBPC/ML recomenda que o próprio laboratório insira a observação no laudo: valores ≥ 310 mg/dL em adultos, ou ≥ 230 mg/dL entre 2 e 19 anos, podem indicar hipercolesterolemia familiar, se excluídas as causas secundárias.3 No ELSA-Brasil, essa condição atingia 3,8 a cada mil pessoas, ou 1 em 263.9
- Ele é a matéria-prima do não-HDL. Sem colesterol total não há colesterol não-HDL — e é esse que carrega as metas.
- Ele entra no cálculo do próprio LDL. Na maioria dos laudos brasileiros o LDL-c não é dosado: é estimado a partir do colesterol total, do HDL-c e dos triglicérides. A diretriz de 2025 passou a recomendar, com força forte, a equação de Martin/Hopkins para todos os indivíduos, no lugar da fórmula de Friedewald.1 Nas duas, o colesterol total é o ponto de partida.
Colesterol não-HDL: o número escondido no seu laudo
O colesterol não-HDL é uma subtração que você pode fazer olhando o papel:
Colesterol não-HDL = colesterol total − HDL-c
Ele representa o colesterol de todas as partículas aterogênicas juntas, e não só o do LDL. Não custa nada, não exige coleta nova e não sofre com o jejum, porque os triglicérides não entram no cálculo — motivo pelo qual o consenso de 2016 já recomendava incluí-lo em todo perfil lipídico de adulto.6
As metas da diretriz de 2025, por categoria de risco: < 145 mg/dL (baixo), < 130 (intermediário), < 100 (alto), < 80 (muito alto) e < 70 mg/dL (extremo).1 Duas dessas faixas são novidade em relação a 2016, quando o risco baixo admitia < 160 mg/dL e a categoria "extremo" nem existia.6 A referência apertou.
Por que tanta atenção a ele? Numa metanálise com 38.153 pacientes em uso de estatina, o não-HDL-c previu eventos cardiovasculares melhor que o LDL-c: risco de 1,16 por desvio-padrão contra 1,13 do LDL-c, diferença estatisticamente significativa.10
Colesterol total alto: o que olhar em seguida
Um colesterol total acima de 190 mg/dL é comum no Brasil e, sozinho, não é diagnóstico de nada. A Pesquisa Nacional de Saúde, com dosagem laboratorial em 8.534 adultos, encontrou colesterol total ≥ 200 mg/dL em 32,7% da população — 35,1% entre as mulheres —, além de LDL-c ≥ 130 mg/dL em 18,6% e HDL-c baixo em 31,8%. A prevalência subia depois dos 45 anos e entre pessoas com menor escolaridade.2 Os níveis médios brasileiros foram 185 mg/dL de colesterol total e 105 mg/dL de LDL-c.1
Esse retrato medido é mais severo que o declarado. Quando se pergunta às pessoas se elas sabem ter colesterol alto — PNS de 2019, com 88.531 adultos, e Vigitel de 2016, com 53.210 entrevistas por telefone —, as prevalências são menores que as da coleta de sangue.1 A diferença entre os dois números é, em boa parte, gente que tem o valor alterado e não sabe.
O passo seguinte não é repetir o colesterol total: é abrir as frações e estimar o risco. O mesmo 210 mg/dL muda de sentido conforme o HDL, o não-HDL, a idade, a pressão, o açúcar no sangue e o tabagismo. Só o conjunto entra no escore.
A diretriz também lembra que qualquer alteração deve ser confirmada em nova amostra, idealmente com pelo menos uma semana de intervalo.3
Colesterol total baixo
Não existe, na tabela brasileira, um limite inferior para o colesterol total: a diretriz define apenas o teto. Valores baixos costumam ser encontrados em pessoas em tratamento com estatina, e aí são o efeito esperado.
Fora disso, um colesterol total muito baixo sem tratamento pode acompanhar desnutrição, hipertireoidismo, doença hepática avançada ou síndromes de má absorção — sempre em conjunto com outros achados, nunca a partir do número isolado.
O que pode alterar o seu resultado
Boa parte da variação de um lipidograma nasce antes da máquina ler a amostra:
- Torniquete demorado. Depois de 1 minuto de garrote, a hemoconcentração já altera o perfil lipídico. A recomendação é desfazê-lo assim que a agulha entra na veia.1
- Véspera atípica. Álcool, refeição muito gordurosa ou exercício extenuante no dia anterior alteram o perfil temporariamente. A orientação é manter dieta habitual e estado metabólico estável.1
- Amostra lipêmica ou ictérica. A SBPC/ML tabela os limiares de interferência: para o colesterol total, triglicérides ≥ 2.000 mg/dL e bilirrubinas ≥ 14 mg/dL — este último um dos limiares mais baixos da tabela.3
- Erro impossível. Um HDL maior que o colesterol total é matematicamente impossível; os laboratórios são orientados a configurar o sistema para bloquear esse resultado.3
Crianças e adolescentes
A Tabela 3.1 é de adultos. Para a faixa pediátrica, o corte usado no Brasil — colesterol total < 170 mg/dL — vem do consenso de 2016, e não de uma tabela pediátrica da diretriz de 2025, que não traz nenhuma.61
O estudo ERICA, com 38.069 adolescentes de 12 a 17 anos das 27 capitais, mediu colesterol total médio de 148,1 mg/dL e encontrou 20,1% com valor ≥ 170 mg/dL.11 A diretriz recomenda rastreamento universal entre 9 e 11 anos e entre 17 e 21 anos, e seletivo entre 2 e 8 e entre 12 e 16 anos para quem tem fatores de risco.1
Quanto custa
Na Tabela de Procedimentos do SUS, a dosagem de colesterol total tem o código 0202010295 e valor de R$ 1,85 — contra R$ 3,51 para o HDL e outros R$ 3,51 para o LDL, na competência de agosto de 2026.4 É um dos exames mais baratos do SUS — um dos motivos pelos quais ele segue sendo pedido em massa.
Na rede privada os preços variam por região e por laboratório: veja quanto custa um exame de sangue.
Para o resto do seu laudo, comece pelo glossário de exames de sangue ou converse com o AiDiagMe.
Perguntas frequentes
Posso comer antes de dosar o colesterol total? Para a avaliação inicial, sim. A diretriz de 2025 da SBC classifica a coleta sem jejum como recomendação forte, e afirma que o colesterol total não sofre influência do estado alimentar. Siga sempre o que o seu médico escreveu no pedido, sobretudo se outros exames na mesma requisição exigirem jejum.16
Meu colesterol total deu 195 mg/dL. Isso é grave? Está acima do desejável de 190 mg/dL, mas o número sozinho não define conduta. O que orienta o tratamento no Brasil hoje são o LDL-c e o não-HDL-c, interpretados conforme a sua categoria de risco — e não o colesterol total.1
Qual a diferença entre colesterol total e colesterol não-HDL? O colesterol total inclui o HDL; o não-HDL exclui. Basta subtrair. O não-HDL agrupa apenas as partículas associadas ao risco, e por isso recebe metas por categoria de risco que o colesterol total não tem.1
Existe valor de referência diferente por sexo? Não na tabela brasileira: o < 190 mg/dL é o mesmo para homens e mulheres. As diferenças entre sexos aparecem nos dados populacionais — na Pesquisa Nacional de Saúde, 35,1% das mulheres tinham colesterol total ≥ 200 mg/dL, contra uma prevalência menor entre os homens.2
Preciso repetir o exame para confirmar? Alterações do perfil lipídico devem ser confirmadas com nova amostra, idealmente colhida ao menos uma semana depois da primeira, o que aumenta a precisão diagnóstica.3
Este texto substitui a consulta? Não. Ele explica o que dizem os documentos brasileiros em vigor. A leitura do seu laudo, o cálculo do seu risco e qualquer decisão de tratamento são do seu médico.
Fontes
Documentos oficiais brasileiros e publicações científicas (PubMed) usados neste guia. Fontes internacionais aparecem apenas como complemento, e estão assinaladas como tal.
Footnotes
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Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) — Rached FH, Miname MH, Rocha VZ, et al. Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025. Arq Bras Cardiol. 2025;122(9):e20250640. Documento em vigor, que substitui a Atualização de 2017: Tabela 3.1 (colesterol total < 190 mg/dL com e sem jejum, metas de não-HDL-c por risco), frase "os parâmetros CT, HDL-c, LDL-c e não-HDL-c não sofrem influência do estado alimentar", adoção do escore PREVENT (que usa colesterol total e HDL-c), CT > 310 mg/dL como estratificador de muito alto risco, dados do ELSA-Brasil e da PNS, efeito do torniquete e capítulo pediátrico. SciELO · DOI ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 ↩8 ↩9 ↩10 ↩11 ↩12 ↩13 ↩14 ↩15 ↩16 ↩17 ↩18 ↩19 ↩20 ↩21 ↩22 ↩23 ↩24
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Malta DC, Szwarcwald CL, Machado ÍE, et al. Prevalence of altered total cholesterol and fractions in the Brazilian adult population: National Health Survey. Rev Bras Epidemiol. 2019;22(Suppl 02):E190005.SUPL.2 — dosagem laboratorial em 8.534 adultos, colheita de 2014-2015: colesterol total ≥ 200 mg/dL em 32,7% (35,1% nas mulheres), LDL-c ≥ 130 mg/dL em 18,6%, HDL-c < 40 mg/dL em 31,8%. PubMed · DOI ↩ ↩2 ↩3
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Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) — Recomendações da SBPC/ML: boas práticas em laboratório clínico: frase padronizada de alerta para hipercolesterolemia familiar no laudo (≥ 310 mg/dL em adultos, ≥ 230 mg/dL entre 2 e 19 anos), Tabela 1 de interferentes (colesterol total: lipemia ≥ 2.000 mg/dL de triglicérides, icterícia ≥ 14 mg/dL de bilirrubinas), bloqueio automático de HDL maior que colesterol total e confirmação em nova amostra após uma semana. PDF ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6
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Ministério da Saúde / DATASUS — Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS (SIGTAP), tabela unificada da competência 08/2026: procedimento 0202010295 – Dosagem de Colesterol Total, valor ambulatorial de R$ 1,85; colesterol HDL (0202010279) e LDL (0202010287) a R$ 3,51 cada. FTP DATASUS ↩ ↩2
-
Fonte internacional, usada como complemento. Nordestgaard BG, Langsted A, Mora S, et al. Fasting is not routinely required for determination of a lipid profile: clinical and laboratory implications including flagging at desirable concentration cut-points — a joint consensus statement from the European Atherosclerosis Society and European Federation of Clinical Chemistry and Laboratory Medicine. Eur Heart J. 2016;37(25):1944-1958 — referência número 1 do consenso brasileiro de 2016. PubMed · DOI ↩
-
SBPC/ML, SBAC, SBD, SBEM e SBC – Departamento de Aterosclerose — Consenso Brasileiro para a Normatização da Determinação Laboratorial do Perfil Lipídico, versão 1.13, 2016: motivos da flexibilização do jejum, Tabela I (colesterol total < 190 mg/dL, categoria "desejável"; não-HDL-c < 160 mg/dL no risco baixo), Tabela II pediátrica (colesterol total < 170 mg/dL) e recomendação de incluir sempre o cálculo do não-HDL-c. PDF SBAC ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6
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Scartezini M, Ferreira CEDS, Izar MCO, Bertoluci M, Vencio S, Campana GA, et al. Positioning about the Flexibility of Fasting for Lipid Profiling. Arq Bras Cardiol. 2017;108(3):195-197 — versão revisada por pares do consenso brasileiro sobre jejum, citada pela diretriz de 2025. PubMed · DOI ↩
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Fonte internacional, usada como complemento. Mora S, Chang CL, Moorthy MV, Sever PS. Association of Nonfasting vs Fasting Lipid Levels With Risk of Major Coronary Events in the Anglo-Scandinavian Cardiac Outcomes Trial-Lipid Lowering Arm. JAMA Intern Med. 2019;179(7):898-905 — 8.270 participantes com as duas coletas separadas por quatro semanas: colesterol semelhante e 94,8% de concordância na classificação de risco. PubMed · DOI ↩
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Harada PH, Miname MH, Benseñor IM, Santos RD, Lotufo PA. Familial hypercholesterolemia prevalence in an admixed racial society: Sex and race matter. The ELSA-Brasil. Atherosclerosis. 2018;277:273-277 — prevalência de hipercolesterolemia familiar de 3,8 por mil na coorte brasileira. PubMed · DOI ↩
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Fonte internacional, usada como complemento. Boekholdt SM, Arsenault BJ, Mora S, et al. Association of LDL cholesterol, non-HDL cholesterol, and apolipoprotein B levels with risk of cardiovascular events among patients treated with statins: a meta-analysis. JAMA. 2012;307(12):1302-1309 — 38.153 pacientes: risco por desvio-padrão de 1,16 para o não-HDL-c contra 1,13 para o LDL-c. PubMed · DOI ↩
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Faria JR Neto, Bento VF, Baena CP, et al. ERICA: prevalence of dyslipidemia in Brazilian adolescents. Rev Saude Publica. 2016;50(Suppl 1):10s — 38.069 adolescentes de 12 a 17 anos das 27 capitais: colesterol total médio de 148,1 mg/dL e hipercolesterolemia (≥ 170 mg/dL) em 20,1%. PubMed · DOI ↩