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IGF-1 (somatomedina C): o exame que investiga a acromegalia

O SUS paga esse exame sob os dois nomes num único código, por R$ 15,35 — mais caro que a dosagem do próprio hormônio do crescimento, de R$ 10,21.

Publicado em 9 de setembro de 202612 min de leituraEscrito pela Equipe Blood Analysis · Revisado e verificado por Julien Priour

O IGF-1 e a somatomedina C são a mesma coisa: um exame, dois nomes que sobreviveram lado a lado. Um laboratório imprime um, outro imprime o outro, e a tabela do SUS resolveu a briga usando os dois no mesmo código. Este guia explica o que esse número diz sobre o eixo do hormônio do crescimento — e por que um valor baixo prova bem menos que um valor alto.

Em resumo

  • IGF-1 quer dizer insulin-like growth factor 1; somatomedina C é o nome antigo do mesmo peptídeo. A tabela do SUS escreve os dois na mesma linha: "DOSAGEM DE SOMATOMEDINA C (IGF1)".
  • O corpo o produz principalmente no fígado, por estímulo do hormônio de crescimento (GH) — é a descrição do Ministério da Saúde no código do exame.
  • 🔴 Dosa-se o IGF-1 porque o GH não se deixa dosar direito. O protocolo nacional da acromegalia diz que a secreção de GH é pulsátil e que a dosagem isolada de GH tem pouca utilidade diagnóstica — por isso faz do IGF-1 o melhor teste inicial de rastreamento da doença.
  • ⚠️ Não existe um "valor normal" único: a referência varia com idade, índice de massa corporal e método, e deve ser fornecida pelo laboratório.
  • Alto aponta para acromegalia — com quadro sugestivo e IGF-1 mais de 30% acima do limite superior, o teste de supressão do GH nem é necessário.
  • 🔴 Baixo prova bem menos. No protocolo da deficiência de GH, o exame tem baixa especificidade isoladamente, e a deficiência não pode ser afastada por valores baixos: exige teste de estímulo.
  • O SUS cobre o exame (R$ 15,35), a dosagem do GH e os dois testes dinâmicos do eixo.

Dois nomes, uma linha na tabela do SUS

Na tabela do SUS, competência de agosto de 2026, existe um único código — e o Ministério escreveu nele os dois nomes:1

CódigoNome oficialValor
0202060322DOSAGEM DE SOMATOMEDINA C (IGF1)R$ 15,35
0202060225DOSAGEM DE HORMONIO DE CRESCIMENTO (HGH)R$ 10,21

Duas observações que só a leitura entrega. Primeira: o IGF-1 custa mais caro ao SUS que a dosagem do próprio GH — uma vez e meia. Segunda, uma discordância dentro do pacote ministerial: o rótulo escreve "(IGF1)", mas a descrição do mesmo código fala apenas em "somatomedina C, peptídeo produzido principalmente no fígado por estímulo do hormônio de crescimento" — nas 4 324 descrições do arquivo, a sequência IGF aparece zero vez.1

O exame está na forma de organização 02.02.06 — dosagens hormonais, ao lado de cortisol, TSH, prolactina, insulina e testosterona; enumeramos as 47 linhas da família.

Por que se dosa o IGF-1 e não o GH

O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Acromegalia, aprovado pela Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 23, de 22 de outubro de 2025, explica o mecanismo em uma frase: "o excesso de GH estimula a hipersecreção do fator de crescimento semelhante à insulina tipo I (IGF-I) principalmente pelo fígado" — e é esse aumento do IGF-I que responde pela maioria dos sinais clínicos.2

O motivo de dosar o mediador em vez do hormônio vem no mesmo capítulo: "a secreção de GH em indivíduos normais é pulsátil", e sua concentração pode ser alterada por arginina, contraceptivos orais e esteroides, além de diabete melito descompensado, doenças hepáticas e desnutrição. Daí a conclusão: "a dosagem isolada de GH tem pouca utilidade diagnóstica".2

⚠️ Um detalhe que muda o sentido: essa lista de interferências está escrita no texto brasileiro a respeito do GH, não do IGF-1. Quem a estende explicitamente ao IGF-I — idade, sexo, variabilidade do ensaio, diabetes, doença hepática ou renal, obesidade, gravidez, estrogênios — é uma revisão internacional de 2026, citada aqui como complemento estrangeiro por não haver equivalente nacional. É também ela que chama o IGF-I de teste inicial preferido "por sua estabilidade", palavra que os textos brasileiros não usam.3

Ler o número: idade, IMC e método

É a pergunta que traz a maioria das pessoas aqui, e a resposta honesta é que não existe uma faixa única. O protocolo de 2025 é explícito: "os valores de referência variam de acordo com a idade, índice de massa corporal (IMC) e com os métodos de dosagem utilizados", e devem ser fornecidos pelo laboratório — com a regra prática de usar sempre o mesmo método no acompanhamento.2

Não publicamos tabela por faixa etária: um número sem o ensaio a que pertence não ajuda ninguém, e o manual de boas práticas da SBPC/ML, lugar natural para procurá-la, não dedica capítulo ao IGF-1.4 O que existe, e é pouco conhecido, são dois estudos que mediram o IGF-1 em brasileiros saudáveis:

  • Belo Horizonte, 2010 — 1 000 voluntários de 21 a 70 anos, em dez grupos etários de 100 (50 homens e 50 mulheres cada), no Immulite 2000: queda progressiva com a idade e nenhuma diferença entre os sexos. Os valores do fabricante do ensaio, embora discretamente mais altos, ficaram muito próximos dos medidos em brasileiros. E repetido após 12 semanas, o exame variou menos de 20% em 99% dos participantes.5
  • Rio de Janeiro, 2012 — 484 adultos saudáveis (251 homens, 233 mulheres) de 18 a 70 anos, por ensaio imunorradiométrico: queda lenta com a idade e nenhuma diferença significativa entre os sexos.6

⚠️ Isso corrige uma ideia corrente. Costuma-se dizer que o IGF-1 se lê "por idade e por sexo". No adulto brasileiro, duas séries independentes não acharam diferença entre os sexos — o que varia muito é a idade.

Há ainda uma armadilha de laboratório. Um estudo holandês de 2024 — fonte estrangeira, citada por falta de equivalente brasileiro — mediu a variação do IGF-1 entre laboratórios: modesta na concentração (coeficiente de variação de 13,8%), ela aumenta quando o resultado é convertido em escore de desvio-padrão, porque cada laboratório usa um conjunto de referências diferente.7

IGF-1 alto: o caminho até a acromegalia

A acromegalia é causada, em cerca de 98% dos casos, por um adenoma da hipófise que secreta GH; mais de 70% são macroadenomas. Quando começa antes do fechamento das cartilagens de crescimento, chama-se gigantismo hipofisário. O caminho laboratorial do protocolo é uma escada:2

  1. Dosar o IGF-I — o melhor teste inicial de rastreamento.
  2. Com quadro sugestivo e IGF-1 mais de 30% acima do limite superior, "a supressão do GH não é necessária".
  3. Caso contrário, dosar GH basal ou o GH após sobrecarga de glicose: 75 g de glicose anidra por via oral, com dosagens antes e aos 30, 60, 90 e 120 minutos — em pessoas saudáveis o GH cai abaixo de 0,4 ng/mL em pelo menos uma delas.
  4. ⚠️ Quem tem diabete melito não deve fazer a sobrecarga de glicose; aí o protocolo aceita IGF-I alto com GH basal acima de 0,4 ng/mL.
  5. Confirmado o excesso, ressonância magnética de sela túrcica.2

O protocolo pede ainda uma avaliação de toda a adeno-hipófise — cortisol, TSH, T4 livre, prolactina, LH e FSH —, testosterona nos homens e, nas mulheres com ciclo irregular ou na pós-menopausa, estradiol. Pela alta prevalência de diabetes, sugere também glicemia de jejum e hemoglobina glicada. É, na prática, um perfil hormonal completo.2

O que o Brasil sabe da frequência da doença — e o que não sabe. O protocolo declara ele mesmo o limite: "não há estudos abrangentes realizados no Brasil". A partir de dados internacionais, estima entre 5 768 e 27 398 pessoas acometidas no país e 412 a 2 300 novos casos por ano. O único número medido em solo brasileiro que ele cita vem de um centro de Londrina: 1,27 caso por 100 mil habitantes. O atraso diagnóstico é de 7 a 10 anos.2

Depois do diagnóstico o IGF-I vira a régua: avaliações trimestrais no primeiro ano, anuais depois, com a doença controlada quando ele está normal ou — sem consenso — entre 1,2 e 1,3 vez o limite. Em cerca de 25% dos pacientes GH e IGF-I discordam.2

IGF-1 baixo: o que ele não prova

O protocolo da Deficiência do Hormônio de Crescimento – Hipopituitarismo, aprovado pela Portaria Conjunta nº 28, de 30 de novembro de 2018 e ainda em vigor, trata do outro lado do exame. Na investigação de baixa estatura, ele chama o exame de "dosagem de somatomedina-C" e diz que ela "é relevante, porém tem baixa especificidade isoladamente". Em seguida vem a frase decisiva: valores acima da média para idade e sexo são forte evidência contra o diagnóstico, que "deve ser confirmado pela realização de testes provocativos da secreção de GH". Um IGF-1 baixo não fecha nada.8

Os testes provocativos usam insulina, clonidina, levodopa ou glucagon, com corte de GH abaixo de 5 ng/mL. O da hipoglicemia insulínica não deve ser feito em crianças com história de convulsões, cardiopatias ou com menos de 20 kg. Na suspeita de deficiência isolada são precisos dois testes; havendo lesão anatômica, radioterapia prévia ou outra deficiência hipofisária, um basta. No adulto, exige-se IGF-1 baixo para a idade mais um teste de estímulo.8

No tratamento com somatropina o IGF-1 vira o mostrador da dose: dosagem anual ou após cada mudança de dose, e valor acima do limite superior manda reduzir a dose, com nova medida em 30 a 60 dias.8

Quanto custa no SUS

Leitura direta da tabela, competência agosto de 2026 — o eixo inteiro é financiado:1

ProcedimentoCódigoValor
Dosagem de somatomedina C (IGF1)0202060322R$ 15,35
Dosagem de hormônio de crescimento (HGH)0202060225R$ 10,21
Teste de supressão do HGH após glicose0202060454R$ 12,01
Teste de estímulo do HGH após glucagon0202060438R$ 12,01
Ressonância magnética de sela túrcica0207010072R$ 537,50

Duas leituras. O teste de supressão após glicose — o confirmatório da acromegalia — tem procedimento próprio, e a descrição ministerial diz que serve "para avaliar casos com suspeita de hipersecreção autônoma de HGH", sem nomear a doença: a palavra "acromegalia" não aparece nenhuma vez nos rótulos nem nas descrições do pacote. E dos quatro estímulos que o protocolo pediátrico admite, só o glucagon tem código: CLONIDINA, LEVODOPA e ARGININA rendem zero. Sobre o preço fora do SUS, veja quanto custa um exame de sangue.

Hormônio de crescimento fora de indicação

O IGF-1 costuma ser procurado por quem ouviu falar de GH em academia. Vale dizer o que a regulação brasileira estabelece, sem nada de nossa lavra: pela RDC nº 98, de 20 de novembro de 2000, a Anvisa incluiu a somatropina (hormônio do crescimento) na lista "C5" — a dos anabolizantes — do regulamento de substâncias sob controle especial, ao lado de testosterona, oxandrolona e trembolona.9 E o protocolo da deficiência de GH só autoriza a somatropina no SUS para as indicações que descreve: nenhum dos dois protocolos menciona uso estético, esportivo ou antienvelhecimento.8

Um dado contraintuitivo, de fonte estrangeira e declarado como tal: num estudo dinamarquês de 2026 com 80 usuários ativos de esteroides anabolizantes, 26 ex-usuários e 58 não usuários, o IGF-1 não diferiu entre os grupos — mudaram o IGF-2 (−38,4%) e a IGFBP-3 (−35,8%). O IGF-1 não "denuncia" anabolizantes.10

Avanços recentes

A "micromegalia". Uma revisão de 2024 assinada por quatro professores brasileiros descreve pacientes com acromegalia que têm GH basal aparentemente normal e suprimível, apesar de IGF-1 elevado: mais velhos, mais frequentemente homens, com adenomas menores — mas com frequência e gravidade de sinais e comorbidades semelhantes às da acromegalia clássica. Um GH normal não tranquiliza quando o IGF-1 está alto.11

O rastreamento por sintomas está sendo repensado. A revisão de 2026 do Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism aponta que muitos pacientes começam com queixas inespecíficas — apneia do sono, túnel do carpo, artralgia — antes de qualquer mudança nas mãos e no rosto, e que agrupar comorbidades pode antecipar a suspeita.3

👉 O AI DiagMe interpreta os seus exames — de sangue, urina ou fezes — considerando todo o seu contexto, em linguagem clara. Serviço informativo que não faz diagnóstico e complementa, sem substituir, a avaliação do seu médico.

Perguntas frequentes

IGF-1 e somatomedina C são exames diferentes? Não: mesmo exame, dois nomes, um só código no SUS.1

Preciso estar em jejum? O protocolo brasileiro da acromegalia tem um capítulo inteiro de diagnóstico laboratorial e não impõe jejum nem horário de coleta para o IGF-1 — a única menção a jejum em todo o documento é a da glicemia. Siga a orientação impressa no seu pedido.2

Meu IGF-1 veio um pouco acima do limite. É acromegalia? Não necessariamente: o protocolo só dispensa a confirmação acima de 30% do limite superior com quadro sugestivo. Abaixo disso, repete-se e faz-se o GH após sobrecarga de glicose.2

IGF-1 baixo quer dizer deficiência de hormônio do crescimento? Não. O protocolo da deficiência de GH diz que o exame tem baixa especificidade isoladamente: a deficiência não se afasta nem se confirma por ele, e exige testes de estímulo.8

Por que meu resultado mudou entre dois laboratórios, e uma variação de 15% preocupa? Cada método tem sua faixa — daí a ordem de usar sempre o mesmo método no acompanhamento,2 e a discordância cresce na conversão em escore de desvio-padrão.7 Num estudo com brasileiros, 99% das pessoas saudáveis variaram menos de 20% ao repetir o exame após 12 semanas.5

Homens e mulheres têm valores diferentes? No adulto brasileiro, dois estudos independentes não encontraram diferença entre os sexos.56 Como ler um laudo está em resultado de exame de sangue, e a leitura por faixa etária em exame de sangue em crianças.

Que exames costumam vir junto? Glicemia, fosfatase alcalina, cálcio e fósforo. Como o IGF-1 é fabricado no fígado, o hepatograma e a albumina contextualizam um valor baixo; o hemograma completo acompanha a primeira avaliação.

Para lembrar

O IGF-1 se dosa porque o hormônio que interessa não se deixa dosar: o GH sai em pulsos, o IGF-1 integra o que ele fez. Guarde três coisas. O número só existe contra a tabela do laboratório que o mediu. Alto e baixo não pesam igual: alto, com clínica compatível, é pista forte de acromegalia; baixo, sozinho, não prova deficiência de GH. E o SUS paga o eixo inteiro, do IGF-1 aos testes dinâmicos. Nenhum valor se lê sozinho: conta o conjunto dos seus marcadores e do seu contexto — o que o AI DiagMe oferece, como complemento à avaliação do seu médico.

Fontes

Fontes oficiais brasileiras e publicações científicas (PubMed) usadas neste guia:

Footnotes

  1. Ministério da Saúde / DATASUS — SIGTAP, Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS, arquivos tb_procedimento.txt (1 697 774 bytes, 5 023 linhas) e tb_descricao.txt (4 324 linhas), competência 08/2026. Regra de correspondência declarada: leitura em ISO-8859-1 com fins de linha preservados, colunas de largura fixa lidas nos offsets do tb_procedimento_layout.txt do próprio pacote, acentos rebatidos, comparação em maiúsculas, contagem por linha. Parser validado antes de qualquer busca, sobre dois valores conhecidos (hemograma 0202020380 = R$ 4,11; ferritina 0202010384 = R$ 15,59). Nos exames laboratoriais o componente hospitalar é zero e o valor publicado é o do serviço ambulatorial; nos exames de imagem os dois componentes se somam (sela túrcica: 268,75 + 268,75 = R$ 537,50). ⚠️ Armadilha medida: buscar IGF com fronteira de palavra rende 0 linha, porque o rótulo escreve (IGF1), colado ao algarismo — a ancoragem, recomendável para siglas de três letras, fabricaria aqui uma falsa ausência sobre o próprio assunto da página. SOMATOMEDIN e IGF sem âncora rendem 1 linha cada, a mesma. FATOR DE CRESCIMENTO rende 1 descrição, que é a do HER-2 — falsa presença. Controles positivos: CREATININA = 3, PROLACTINA = 4. sigtap.datasus.gov.br 2 3 4

  2. Ministério da Saúde — Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Acromegalia, aprovado pela Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 23, de 22 de outubro de 2025, cujo art. 4º revoga a Portaria Conjunta SAS/SCTIE/MS nº 2, de 7 de janeiro de 2019. Fonte do IGF-I como melhor teste inicial de rastreamento, da regra dos 30% acima do limite superior, da variação dos valores de referência com idade/IMC/método, da pulsatilidade do GH, do protocolo da sobrecarga de glicose (75 g, corte de 0,4 ng/mL, contraindicação no diabete), do painel hipofisário, da epidemiologia estimada e da periodicidade do monitoramento. ⚠️ Versão verificada: o portal da CONITEC ainda serve o PDF de 2019 (508 230 bytes, Portaria Conjunta nº 2/2019); o texto em vigor foi baixado do índice do Ministério da Saúde (675 455 bytes), com controle negativo em slug inventado (404 application/json, 26 bytes). gov.br/saude 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11

  3. Yogi-Morren D, Chanson P. Acromegaly diagnosis. J Clin Endocrinol Metab, 2026;111(Supplement_1):S38-S50 (revisão internacional — Cleveland Clinic e Hôpital Bicêtre/Université Paris-Saclay — citada como complemento explicitamente estrangeiro; IGF-I como teste inicial preferido por sua estabilidade; condições que confundem a interpretação, incluindo diabetes, doença hepática ou renal, obesidade, gravidez e exposição a estrogênios; agrupamento de comorbidades e harmonização dos ensaios). PubMed · DOI 2

  4. Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) — Recomendações da SBPC/ML: boas práticas em laboratório clínico (PDF de 16 055 655 bytes, 23 815 linhas de texto extraído). Consultado e não utilizado como fonte de valores: o manual não dedica capítulo ao IGF-1. A sequência IGF aparece 7 vezes no texto integral (busca por subcadeia, hifens condicionais removidos) — 4 delas num único parágrafo do capítulo de espectrometria de massas, que descreve o IGF-1 como "o principal mediador das ações somáticas do hormônio do crescimento" e observa que a dosagem por espectrometria "confere maior especificidade e evita as interferências comuns dos imunoensaios" — e as 2 restantes dentro de encartes publicitários de fabricante, em listas de portfólio de ensaios. Nenhum intervalo de referência. PDF

  5. Rosario PW. Normal values of serum IGF-1 in adults: results from a Brazilian population. Arq Bras Endocrinol Metabol, 2010;54(5):477-81 (Santa Casa de Belo Horizonte; 1 000 voluntários saudáveis de 21 a 70 anos em dez grupos etários de 100, com 50 homens e 50 mulheres cada, ensaio Immulite 2000; sem diferença entre os sexos; queda progressiva com a idade; variação inferior a 20% em 99% dos participantes na repetição após 12 semanas). PubMed · DOI 2 3

  6. Leite DB, Meirelles RM, Mandarim-De-Lacerda CA, Matos HJ, Santos-Filho SD, Bernardo-Filho M. Determination of insulin-like growth factor-I reference values using an immunoradiometric assay in a Brazilian adult population. Indian J Med Sci, 2012;66(7-8):155-63 (Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione / UERJ, Rio de Janeiro; 484 adultos saudáveis, 251 homens e 233 mulheres, de 18 a 70 anos; sem diferença significativa entre os sexos). ⚠️ Estudo brasileiro publicado em revista indiana — o inverso da confusão habitual entre o país da revista e o país da amostra. Sem DOI registrado no NCBI: citado apenas por PMID. PubMed 2

  7. Postma MR, van Beek AP, van der Klauw MM, Lentjes EGWM, Muller Kobold AC. IGF-1 as screening tool for acromegaly and adult-onset growth hormone deficiency in the Netherlands. Clin Endocrinol (Oxf), 2024;100(3):260-268 (fonte estrangeira, declarada; variação interlaboratorial da concentração de IGF-1 com coeficiente de variação de 13,8%, que aumenta na conversão em escore de desvio-padrão por causa dos diferentes conjuntos de valores de referência). PubMed · DOI 2

  8. Ministério da Saúde — Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Deficiência do Hormônio de Crescimento – Hipopituitarismo, aprovado pela Portaria Conjunta nº 28, de 30 de novembro de 2018. Fonte do nome "somatomedina-C", da baixa especificidade isolada do IGF-1, da impossibilidade de afastar a deficiência por valores baixos, dos testes provocativos e seus cortes, das contraindicações da hipoglicemia insulínica, dos critérios de inclusão para somatropina e da monitorização da dose pelo IGF-1. Versão confirmada como vigente: o índice do Ministério da Saúde e o da CONITEC servem o mesmo arquivo (395 163 bytes). Regra de correspondência das ausências citadas: raízes estétic, antienvelhec, esport e atleta, acentos rebatidos, texto integral dos dois protocolos, zero ocorrência. gov.br/saude 2 3 4 5

  9. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) — Listas de substâncias entorpecentes, psicotrópicas, precursoras e outras sob controle especial (Portaria SVS/MS nº 344/1998), histórico de atualizações. A RDC nº 98, de 20 de novembro de 2000 incluiu na Lista "C5" (anabolizantes), entre outras substâncias, a "Somatropina (Hormônio do Crescimento)". Regra de correspondência: busca literal de "Somatropina" no texto extraído da página de histórico (30 995 caracteres), 1 ocorrência, na inclusão, sem exclusão nem transferência posterior registrada nessa página. gov.br/anvisa

  10. Buhl LF, Christensen LL, Bulut Y, et al. IGF-PAPP-A-stanniocalcin axis and androgenic anabolic steroid use in men and women. Eur J Endocrinol, 2026;194(3):336-346 (estudo transversal dinamarquês, citado como complemento explicitamente estrangeiro; 80 usuários ativos de esteroides anabolizantes androgênicos, 26 ex-usuários e 58 não usuários pareados; sem diferença de IGF-1 entre os grupos, com IGF-2 reduzido em 38,4% e IGFBP-3 em 35,8% nos usuários ativos frente aos não usuários). PubMed · DOI

  11. Vilar L, Naves LA, Martins MRA, Ribeiro-Oliveira A Jr. "Micromegaly": Acromegaly with apparently normal GH, an entity on its own? Best Pract Res Clin Endocrinol Metab, 2024;38(3):101878 (revisão assinada por autores da UFPE, UnB, UFC e UFMG; pacientes com GH basal aparentemente normal e suprimível apesar de IGF-1 elevado, mais velhos, mais frequentemente homens, com microadenomas ou macroadenomas pequenos, e frequência e gravidade de sinais e comorbidades semelhantes às da acromegalia clássica). ⚠️ Conflito de interesses declarado pelo periódico: o quarto autor é empregado em tempo integral de uma farmacêutica do setor. PubMed · DOI

Aviso médico. Este guia tem finalidade informativa e educativa; não constitui aconselhamento médico e não substitui uma consulta. Os valores de referência variam conforme o laboratório e a técnica: só o seu médico pode interpretar os seus resultados no seu contexto.