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Exame SDHEA: para que serve e como ler o resultado

O sulfato de deidroepiandrosterona diz se um excesso de androgênios vem da suprarrenal. Para que serve, o que é queda normal e quanto o SUS paga.

Publicado em 6 de setembro de 202612 min de leituraEscrito pela Equipe Blood Analysis · Revisado e verificado por Julien Priour

O SDHEA — sulfato de deidroepiandrosterona — é o androgênio mais abundante do sangue humano e vem quase todo de um lugar só: o córtex da suprarrenal. É isso que faz dele um exame útil e, ao mesmo tempo, um exame estreito. Ele não mede virilidade, não mede estresse e não mede "idade biológica". Ele responde a uma pergunta específica: quando há sinais de excesso de androgênios numa mulher — pelos, acne, queda de cabelo —, de onde vem esse excesso? Este guia trata do exame de sangue, não do suplemento vendido como antienvelhecimento, que no Brasil é outra história e tem outro nome.

Em resumo

  • O SDHEA é um marcador de origem suprarrenal. A descrição oficial do procedimento no SUS diz exatamente isso: "esteroide abundante e sintetizado nas adrenais. Marcador da função adrenal cortical".1
  • Não é exame de rotina. No protocolo de SOP da FEBRASGO ele aparece uma única vez em todo o documento — na linha de exclusão de "tumores secretores de androgênios/uso exógeno".2
  • 🔴 Valores muito altos pedem imagem. Para a SBPC/ML, SDHEA acima de 700 a 800 mcg/dL pode indicar a necessidade de exame de imagem para localizar a produção de androgênios.3
  • A queda com a idade é fisiológica, não doença: entre 20–25 e 35–45 anos, o intervalo de referência feminino cai quase pela metade num mesmo laboratório.4
  • ⚠️ O nome muda conforme o documento: deidro, dehidro, desidro, SDHEA, S-DHEA, DHEAS. É sempre o mesmo exame.
  • O DHEA suplemento não é o SDHEA exame: a substância está na lista "C5" da Portaria 344/98, a das substâncias anabolizantes, sob receita de controle especial em duas vias.5
  • No SUS, a dosagem custa R$ 13,11.1 Nenhum número isolado fecha diagnóstico — leia o laudo inteiro com o seu médico.

Um exame, seis grafias

Antes da fisiologia, um problema prático que atrapalha quem pesquisa o próprio resultado. O laudo brasileiro costuma imprimir SDHEA ou S-DHEA; alguns laboratórios usam a sigla internacional DHEAS. E o nome por extenso varia de documento oficial para documento oficial. A SBPC/ML escreve "sulfato de deidroepiandrosterona"; o Conselho Federal de Medicina escreve "dehidroepiandrosterona"; a Anvisa escreve "deidroepiandrosterona"; e a Tabela de Procedimentos do SUS, na competência de agosto de 2026, imprime "DOSAGEM DE SULFATO DE HIDROEPIANDROSTERONA (DHEAS)" — sem o "DE" inicial, uma gralha no rótulo oficial que a descrição do mesmo pacote de arquivos não repete, pois ali está escrito corretamente.1

A consequência é concreta: procurar pela grafia "desidroepiandrosterona", que é a que muita gente escreve, não encontra nada na tabela do SUS. Nenhuma dessas variações muda o exame. Se o seu pedido diz S-DHEA e o laudo diz SDHEA, é o mesmo tubo de sangue.

Há, porém, uma distinção que não é ortográfica e que confunde muito mais. DHEA e SDHEA são duas moléculas e dois exames: o DHEA circula em concentração baixa e oscilante, e o SDHEA, sua forma sulfatada, circula em concentração muito maior e mais estável. O SUS os paga como procedimentos separados, com códigos e valores diferentes.1 Quando o pedido diz apenas "DHEA", vale confirmar com quem pediu qual dos dois se quer — é um erro de transcrição comum e ele muda o número impresso no laudo.

Para que ele serve de verdade

O SDHEA existe no painel por causa de uma pergunta de localização. Testosterona e androstenediona são produzidas tanto pelo ovário quanto pela suprarrenal; o SDHEA, praticamente só pela suprarrenal. Quando uma mulher tem hirsutismo, acne persistente ou alopecia androgenética, o médico precisa saber se a fábrica é ovariana — o cenário mais comum, a síndrome dos ovários policísticos — ou suprarrenal.

A SBPC/ML organiza essa investigação em dois degraus. O primeiro é a hiperplasia adrenal congênita de forma não clássica, por deficiência da enzima 21-hidroxilase, rastreada pela 17-hidroxiprogesterona colhida em fase inicial do ciclo. O segundo, "em casos de excesso de androgênio importante e/ou virilização", é o carcinoma de suprarrenal — e é aqui que entra o SDHEA, com o limiar de 700 a 800 mcg/dL acima do qual se justifica partir para exame de imagem.3

Repare no que essa frase não diz. Ela não diz que 700 mcg/dL é o limite do normal, nem que abaixo disso está tudo bem, nem que acima disso há tumor. Ela diz que um valor muito alto muda a conduta seguinte. E, quando o quadro é apenas pelos indesejados sem alteração do escore de hirsutismo, a diretriz da Endocrine Society sugere não dosar androgênios — o exame só entra quando existe um escore de hirsutismo alterado.6

Onde o limiar de 700 mostra os seus limites

Uma revisão sistemática publicada em 2026 reuniu 97 casos de tumores suprarrenais benignos produtores de androgênios, extraídos de 81 publicações entre 1980 e 2024. Quase todos em mulheres (96 de 97), idade média de 42 anos, com hirsutismo em 87,5% e clitoromegalia em 55,2%.7

Os números da bioquímica são os que interessam a quem lê um laudo. A testosterona total estava elevada em 93,4% dos casos e o SDHEA em 69,4% — ou seja, um a cada três desses tumores tinha SDHEA normal. Avaliados em conjunto, os dois marcadores chegaram a 100% de sensibilidade. E, ponto decisivo: 25,9% dos casos não ultrapassavam os limiares habitualmente usados para sugerir origem tumoral (7 nmol/L para testosterona e 18,5 µmol/L para SDHEA — cerca de 680 mcg/dL, considerando que 1 µmol/L de SDHEA equivale a 36,85 mcg/dL). Os autores concluem que confiar em cortes rígidos pode deixar casos passarem.7

A leitura correta, portanto, é dupla: um SDHEA muito alto é um sinal forte, mas um SDHEA normal não afasta nada sozinho. Ele se lê ao lado da testosterona e da clínica.

A queda com a idade é normal — e é grande

Esta é provavelmente a informação mais útil desta página para quem recebeu um resultado "baixo". O SDHEA sobe na adrenarca, atinge o pico no adulto jovem e cai continuamente depois, de forma fisiológica. Foi essa curva, e não uma doença, que alimentou o mercado de "reposição antienvelhecimento".

A dimensão da queda é mensurável. Um estudo croata estabeleceu intervalos de referência para SDHEA em 3.500 mulheres de 20 a 45 anos, em imunoensaio automatizado — o mesmo tipo de método usado na maioria dos laboratórios brasileiros. Os intervalos de 95% por faixa etária foram: 3,65–12,76 µmol/L dos 20 aos 25 anos; 2,97–11,50 µmol/L dos 25 aos 35; e 2,30–9,83 µmol/L dos 35 aos 45. Em mcg/dL, isso corresponde a aproximadamente 135–470, 109–424 e 85–362. Os autores recomendam explicitamente que a queda relacionada à idade seja levada em conta ao calcular intervalos de referência.4

Um trabalho dinamarquês fez o mesmo por espectrometria de massas (LC-MS/MS) em 2.458 pessoas saudáveis de 0 a 77 anos, medindo 16 metabólitos esteroides de uma vez, e produziu intervalos por sexo e por faixa etária do nascimento à vida adulta tardia — com o SDHEA quantificável em mais de 90% das amostras.8

Duas consequências práticas. Primeira: um SDHEA na faixa baixa aos 45 anos pode ser exatamente o esperado. Segunda: só faz sentido comparar o seu número com o intervalo da sua idade impresso no seu laudo — e a diretriz internacional de SOP registra justamente a "maior queda associada à idade" do SDHEA entre os motivos de sua especificidade inferior.9

A hora da coleta: o que se sabe e o que não se sabe

Circula a ideia de que, ao contrário do cortisol, o SDHEA não teria ritmo circadiano e poderia ser colhido a qualquer hora. A verificação não confirma isso de forma limpa, e vale dizer por quê.

O manual da SBPC/ML tem um capítulo dedicado à variação cronobiológica. Ele nomeia dois analitos: o ferro sérico, que pode variar até 50% entre amostras das 8h e das 14h, e o cortisol, até 50% entre as 8h e as 16h, sempre mais baixos à tarde. O SDHEA não aparece nesse capítulo — em todo o manual, as siglas DHEA e DHEAS surgem apenas três vezes, duas delas no capítulo de hiperandrogenismo e uma num anúncio de fabricante.3 Silêncio não é recomendação.

E a literatura diverge. Um estudo dinamarquês em 21 mulheres saudáveis, com coletas seis vezes ao dia, ao longo de um mês e ao longo de um ano, encontrou variação intradia para prolactina e testosterona livre, mas não para o SDHEA — para o qual descreveu, isso sim, uma variação sazonal cíclica, com coeficiente de variação intraindividual anual de 20% contra 49% entre indivíduos.10 Já um estudo holandês desenhado para imitar as condições de grandes estudos epidemiológicos concluiu o contrário: listou o SDHEA entre os marcadores com variação diurna em pelo menos um dos sexos, ao lado de cortisol, testosterona e prolactina, e reservou a categoria "sem problema de variação diurna" para ACTH, FSH, estradiol e HDL.11

Publicamos as duas leituras lado a lado porque é o que a evidência sustenta. O que é certo e é brasileiro: o protocolo da FEBRASGO fixa o dia da coleta — exames hormonais entre o 1º e o 5º dia do ciclo, ou em qualquer época na amenorreia —, e não fixa hora.2 É a mesma janela que vale para FSH, LH e estradiol. Anote o horário e mantenha o mesmo laboratório.

No SOP, ele é exame de exclusão

Aqui há um desencontro entre a prática e o protocolo que vale nomear. Muitos pedidos de investigação de SOP trazem o SDHEA por hábito. O Protocolo FEBRASGO de síndrome dos ovários policísticos o menciona uma única vez em todo o texto, e não entre os critérios diagnósticos: ele está na Tabela 1, de diagnóstico diferencial, na linha "tumores secretores de androgênios/uso exógeno", ao lado das testosteronas total e livre.2

A diretriz internacional de 2023 é ainda mais explícita sobre a hierarquia: usar testosterona total e livre para avaliar hiperandrogenismo bioquímico; e apenas se elas não estiverem elevadas considerar androstenediona e SDHEA, "observando sua especificidade inferior". A mesma diretriz pede ensaios de espectrometria de massas quando o SDHEA for medido.9

Traduzindo: o SDHEA não confirma SOP. Ele ajuda a excluir outra coisa. Se ele veio no seu pedido junto com prolactina, TSH e T4 livre, é essa a lógica — a de afastar diagnósticos concorrentes. O panorama completo do pedido está no guia do perfil hormonal, que também detalha o que a norma brasileira proíbe fazer com esses números.

O suplemento não é o exame

Uma confusão frequente merece um parágrafo. No Brasil, o DHEA vendido como produto antienvelhecimento e a dosagem de SDHEA pedida pelo médico são coisas distintas — e a substância não é livre.

Lida no Anexo I da Portaria SVS/MS nº 344/1998, a lista "C5" chama-se "Lista das substâncias anabolizantes" e é sujeita a "Receita de Controle Especial em duas vias". O item 26 dessa lista é, textualmente, "Prasterona (deidroepiandrosterona – DHEA)" — na mesma lista em que aparece a testosterona.5 Percorrendo o histórico oficial de atualizações da Anvisa, com 102 entradas até a versão vigente de julho de 2026, a substância aparece uma única vez, numa correção de nomenclatura em 2006, e nunca numa exclusão.5

⚠️ O termo correto é controle especial, não "proibido": o texto lido não usa a palavra proibição. E a Resolução CFM nº 1.999/2012, no mesmo espírito, veda — é o verbo do texto — os testes de saliva para DHEA e outros hormônios quando usados para rastrear a menopausa ou doenças do envelhecimento; o desenvolvimento dessa norma, com os seis incisos, está no guia do perfil hormonal.12

Quanto custa no SUS

A dosagem tem código próprio na Tabela de Procedimentos, dentro da forma de organização "Exames hormonais". Valores da competência 08/2026:1

ProcedimentoCódigoValor
Dosagem de sulfato de hidroepiandrosterona (DHEAS) — o SDHEA02.02.06.033-0R$ 13,11
Dosagem de dehidroepiandrosterona (DHEA)02.02.06.014-4R$ 11,25
Dosagem de androstenediona02.02.06.011-0R$ 11,53
Dosagem de 17-alfa-hidroxiprogesterona02.02.06.004-7R$ 10,20

São dois códigos diferentes para DHEA e SDHEA: o pedido precisa dizer qual. Para comparar com os preços do mercado, veja quanto custa um exame de sangue; para as siglas do laudo, o glossário.

Perguntas frequentes

Preciso estar em jejum ou colher de manhã? O protocolo brasileiro de SOP fixa o dia do ciclo (1º ao 5º), não a hora.2 Sobre o horário, as fontes divergem — siga a orientação do laboratório e registre o horário da coleta.

Meu SDHEA está baixo. É doença? Quase sempre não. A queda é fisiológica com a idade e acentuada;49 compare com o intervalo da sua faixa etária. Valores baixos isolados não indicam "fadiga adrenal" — veja o guia do cortisol.

Um SDHEA alto significa tumor? Não. Acima de 700–800 mcg/dL a SBPC/ML indica investigar com imagem, não conclui diagnóstico.3 E um SDHEA normal também não afasta: em uma série de 97 tumores benignos produtores de androgênios, ele estava elevado em 69,4% dos casos.7

Posso tomar DHEA para "repor"? É substância da lista C5 da Portaria 344/98, sob receita de controle especial em duas vias.5 Qualquer uso passa pelo seu médico.

Dois laboratórios podem dar números diferentes? Podem, e não é erro: os intervalos de referência dependem do método. A diretriz internacional pede espectrometria de massas quando o SDHEA for medido,9 enquanto a maior parte da rotina brasileira usa imunoensaio automatizado.4 Não compare resultados de laboratórios diferentes.

Serve para avaliar homens? O uso consolidado é a investigação de hiperandrogenismo feminino e de origem suprarrenal. No homem, a interpretação isolada é pobre; a avaliação passa pela testosterona.

O essencial

O SDHEA é um exame de localização, não de rastreio. Ele diz se um excesso de androgênios tem origem suprarrenal, entra como exclusão — e não como critério — na investigação de SOP, e só ganha peso decisório em valores muito altos, quando manda procurar imagem. Fora disso, o número mais frequente é um número normal que cai com a idade porque é assim que ele funciona. Interpretá-lo exige a sua idade, o dia do ciclo, o método do laboratório e o resto do painel — do hemograma à glicemia e ao lipidograma. Organizar esses resultados no tempo é o que o AI DiagMe ajuda a fazer, sempre como complemento à avaliação do seu médico.

Fontes

Footnotes

  1. Ministério da Saúde / DATASUSSIGTAP: Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS, competência 202608. Leitura direta dos arquivos tb_procedimento.txt (1.697.774 bytes, 5.023 linhas) e tb_descricao.txt (4.324 linhas), com decodificação latin-1 e colunas de posição fixa (VL_SH 283–294, VL_SA 295–306, VL_SP 307–318). Parser validado contra dois valores já publicados de forma independente: hemograma completo 0202020380 = R$ 4,11 e ferritina 0202010384 = R$ 15,59 — 2 acertos em 2, mais a coincidência com o valor de R$ 13,11 do SDHEA publicado por outra leitura. Rótulos lidos: DOSAGEM DE SULFATO DE HIDROEPIANDROSTERONA (DHEAS) (0202060330, R$ 13,11), DOSAGEM DE DEHIDROEPIANDROSTERONA (DHEA) (0202060144, R$ 11,25), DOSAGEM DE ANDROSTENEDIONA (0202060110, R$ 11,53), DOSAGEM DE 17-ALFA-HIDROXIPROGESTERONA (0202060047, R$ 10,20). Descrição de intenção do Ministério para 0202060330: "CONSISTE EM UM TESTE IMUNOENZIMÁTICO PARA DETECÇÃO DE SULFATO DE DEHIDROEPIANDROSTERONA, UM ESTERÓIDE ABUNDANTE E SINTETIZADO NAS ADRENAIS. MARCADOR DA FUNÇÃO ADRENAL CORTICAL." ⚠️ Ausência demonstrada por enumeração com dobra de acentos ativa (2.483 das 5.023 linhas contêm acentos combinantes): a grafia DESIDROEPI retorna 0 ocorrências, com controle positivo forte — HIDROEPI retorna 2 e DHEA retorna 2 no mesmo arquivo. sigtap.datasus.gov.br 2 3 4 5

  2. FEBRASGO, Comissão Nacional Especializada em Ginecologia EndócrinaProtocolo FEBRASGO "Síndrome dos ovários policísticos". Femina 2025;53(12):1390-7. Tabela 1 (diagnóstico diferencial): linha "Tumores secretores de androgênios/uso exógeno" → "Testosteronas total e livre, SDHEA"; nota de rodapé: "os exames hormonais devem ser realizados entre o primeiro e o quinto dia do ciclo ou em qualquer época nas pacientes com amenorreia". ⚠️ Verificação: PDF de 165.292 bytes extraído integralmente (32.177 caracteres de texto); a sigla SDHEA e as grafias "dehidro/deidro/desidro" retornam uma única ocorrência em todo o protocolo, a da Tabela 1. A busca interna de femina.org.br devolve uma lista padrão idêntica para consultas diferentes e não foi usada. femina.org.br (PDF) 2 3 4

  3. Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML)Recomendações da SBPC/ML: boas práticas em laboratório clínico, Manole. Capítulo "Avaliação hormonal da mulher em idade reprodutiva": hiperplasia adrenal congênita por deficiência de 21-hidroxilase rastreada pela 17-hidroxiprogesterona em fase inicial do ciclo; carcinoma de suprarrenal como segunda condição a investigar em excesso androgênico importante e/ou virilização; "a dosagem de sulfato de deidroepiandrosterona (SDHEA) com níveis muito elevados (> 700 a 800 mcg/dL) pode indicar a necessidade de fazer exames de imagem para avaliar a origem da produção androgênica". Capítulo de variação cronobiológica: ferro sérico até 50% entre 8h e 14h, cortisol até 50% entre 8h e 16h, com coletas vespertinas consistentemente mais baixas. ⚠️ Verificação feita no PDF integral (16.055.655 bytes), extraído para stdout sem -layout (1.404.206 bytes, 23.533 linhas): as siglas DHEA e DHEAS aparecem uma vez cada e "deidroepiandrosterona" uma vez, sendo uma das ocorrências um anúncio de fabricante e não texto da sociedade — o capítulo de variação cronobiológica não menciona o SDHEA. PDF 2 3 4

  4. Bokulić A, Zec I, Marijančević D, Goreta S. Androgens in women: Establishing reference intervals for dehydroepiandrostenedione sulphate and androstenedione on the Roche Cobas. Biochem Med (Zagreb). 2023;33(2):020706. Intervalos de referência indiretos em 3.500 mulheres de 20 a 45 anos, por imunoensaio eletroquimioluminescente automatizado; intervalos de 95% estratificados por idade: 3,65–12,76 µmol/L (20–25 anos), 2,97–11,50 µmol/L (25–35), 2,30–9,83 µmol/L (35–45); os autores recomendam considerar a queda dos androgênios relacionada à idade ao calcular intervalos de referência. Equivalências em mcg/dL calculadas com o fator 36,85 mcg/dL por µmol/L. PubMed 37324111 · DOI 2 3 4

  5. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)Anexo I da Portaria SVS/MS nº 344, de 12 de maio de 1998 (listas de substâncias sujeitas a controle especial), na versão consolidada publicada com a RDC nº 734, de 11/07/2022, e página oficial Lista de substâncias sujeitas a controle especial no Brasil (publicada em 21/09/2020, modificada em 13/07/2026). Texto lido: "LISTA – C5 / LISTA DAS SUBSTÂNCIAS ANABOLIZANTES / (Sujeitas à Receita de Controle Especial em duas vias)", item 26 – Prasterona (deidroepiandrosterona – DHEA), item 28 – Testosterona. ⚠️ Verificação: PDF de 1.223.530 bytes servido em application/pdf; a página de histórico responde 200 (721.543 bytes) contra um controle negativo em 404 (151.380 bytes). Enumerando as 102 atualizações listadas até a versão vigente (RDC nº 1.036, de 09/07/2026), "Deidroepiandrosterona" aparece uma única vez — na RDC nº 202/2006, substituição de nomenclatura na lista C5 — e em nenhuma exclusão; a única exclusão de C5 registrada em todo o histórico é a testolactona (RDC nº 22/2001). ⚠️ O texto lido emprega a expressão "controle especial"; a palavra "proibição" não é usada a respeito desta substância. Página oficial · Anexo I consolidado (PDF) 2 3 4

  6. Martin KA, Anderson RR, Chang RJ, Ehrmann DA, Lobo RA, Murad MH, et al. Evaluation and Treatment of Hirsutism in Premenopausal Women: An Endocrine Society Clinical Practice Guideline. J Clin Endocrinol Metab. 2018;103(4):1233-1257. Sugere dosar androgênios em todas as mulheres com escore de hirsutismo alterado e sugere não dosar em mulheres eumenorreicas com pelos localizados indesejados, na ausência de escore alterado. Diretriz internacional, citada aqui como complemento declarado. PubMed 29522147 · DOI

  7. García-Pérez M, Fernández-Trujillo-Moujir C, Boronat M. Benign androgen-producing adrenal tumors: A systematic review of cases and case series. Endocrine. 2026;91(1):39. Revisão sistemática de PubMed, Web of Science e Scopus (1980–2024): 97 casos em 81 publicações, 96/97 mulheres, idade média 42,1 anos; hirsutismo em 87,5% e clitoromegalia em 55,2%; testosterona total elevada em 93,4% e SDHEA em 69,4%, com sensibilidade de 100% na avaliação combinada; 25,9% dos casos não ultrapassavam os limiares usuais (7 nmol/L para testosterona, 18,5 µmol/L para SDHEA); cossecreção de cortisol em 28%. Conversão para mcg/dL feita com a massa molar do sulfato de DHEA (368,5 g/mol): 1 µmol/L = 36,85 mcg/dL, logo 18,5 µmol/L ≈ 682 mcg/dL. PubMed 41563634 · DOI 2 3

  8. Frederiksen H, Johannsen TH, Andersen SE, Petersen JH, Busch AS, Ljubicic ML, et al. Sex- and age-specific reference intervals of 16 steroid metabolites quantified simultaneously by LC-MS/MS in sera from 2458 healthy subjects aged 0 to 77 years. Clin Chim Acta. 2024;562:119852. Método de diluição isotópica por LC-MS/MS; o sulfato de dehidroepiandrosterona foi quantificado em ≥ 90% das amostras, com modelagem das flutuações da minipuberdade, da puberdade e da vida adulta, incluindo a transição menopáusica, permitindo intervalos de referência válidos do nascimento à vida adulta tardia para ambos os sexos. PubMed 38977173 · DOI

  9. Teede HJ, Tay CT, Laven J, Dokras A, Moran LJ, Piltonen TT, et al. Recommendations from the 2023 International Evidence-based Guideline for the Assessment and Management of Polycystic Ovary Syndrome. Hum Reprod. 2023;38(9):1655-1679. Recomendação 1.2.1 (testosterona total e livre como exames de primeira linha do hiperandrogenismo bioquímico); recomendação 1.2.2: "If testosterone or free testosterone is not elevated, healthcare professionals could consider measuring androstenedione and dehydroepiandrosterone sulfate (DHEAS), noting their poorer specificity and greater age associated decrease in DHEAS"; recomendação 1.2.3 (ensaios LC-MS/MS validados). Diretriz internacional, citada aqui como complemento declarado às fontes brasileiras. PubMed 37580037 · DOI 2 3 4

  10. Garde AH, Hansen AM, Skovgaard LT, Christensen JM. Seasonal and biological variation of blood concentrations of total cholesterol, dehydroepiandrosterone sulfate, hemoglobin A1c, IgA, prolactin, and free testosterone in healthy women. Clin Chem. 2000;46(4):551-9. Vinte e uma mulheres saudáveis, com amostras colhidas seis vezes num mesmo dia, semanalmente durante um mês e mensalmente durante um ano: variação intradia demonstrada para prolactina e testosterona livre, e não para o SDHEA, que apresentou variação sazonal cíclica; média de 6,6 µmol/L, com coeficiente de variação intraindividual anual de 20% e interindividual de 49%. ⚠️ Existe uma errata (Clin Chem 2001;47(10):1877) sem PMID próprio, cujas correções já estão aplicadas ao registro consultado; o artigo não tem DOI declarado pelo NCBI e é citado por PMID. PubMed 10759480

  11. van Kerkhof LWM, Van Dycke KCG, Jansen EHJM, Beekhof PK, van Oostrom CTM, Ruskovska T, et al. Diurnal Variation of Hormonal and Lipid Biomarkers in a Molecular Epidemiology-Like Setting. PLoS One. 2015;10(8):e0135652. Em condições não controladas semelhantes às de grandes estudos epidemiológicos, os marcadores sem problema de variação diurna foram ACTH, FSH, estradiol e HDL; para todos os demais testados — incluindo sulfato de dehidroepiandrosterona, cortisol, testosterona e prolactina — houve variação diurna em pelo menos um dos sexos. ⚠️ Resultado publicado aqui lado a lado com o de Garde et al., que não encontrou variação intradia para o SDHEA: as duas fontes divergem e a divergência não é arbitrada. PubMed 26285127 · DOI

  12. Conselho Federal de MedicinaResolução CFM nº 1.999, de 27 de setembro de 2012, publicada no DOU de 19/10/2012. Art. 2º: "São vedados no exercício da Medicina […] os seguintes procedimentos e respectivas indicações da chamada medicina antienvelhecimento"; inciso VI: "Os testes de saliva para dehidroepiandrosterona (DHEA), estrogênio, melatonina, progesterona, testosterona ou cortisol utilizados com a finalidade de triagem, diagnóstico ou acompanhamento da menopausa ou a doenças relacionadas ao envelhecimento, por não apresentar evidências científicas para a utilização na prática clínica diária." ⚠️ Verificação léxica no texto integral: o radical "veda" ocorre 5 vezes e o radical "proib" zero vez — a norma emprega "vedado", não "proibido", ainda que a assessoria do próprio CFM tenha usado o segundo termo na divulgação. ⚠️ O portal de normas sistemas.cfm.org.br esteve inacessível deste ambiente (código 000 em seis tentativas); o texto foi lido na base legislativa LegisWeb (200, contra um controle negativo em 302) e confere com a reprodução dos incisos publicada pela SBEM. Texto integral (LegisWeb)

Aviso médico. Este guia tem finalidade informativa e educativa; não constitui aconselhamento médico e não substitui uma consulta. Os valores de referência variam conforme o laboratório e a técnica: só o seu médico pode interpretar os seus resultados no seu contexto.