Tempo de protrombina (TAP): o que o exame e o INR medem
Na tabela do SUS o TAP tem código e preço (0202020142, R$ 2,73) e o INR não aparece nenhuma vez: o Ministério paga o tempo, nunca a razão normalizada.
O tempo de protrombina é o exame de coagulação que mais muda de nome. O mesmo teste aparece no pedido médico como TAP, no laudo como TP, e o número final vem quase sempre com uma sigla que não é portuguesa: INR. Esta página explica o que está sendo medido, por que o resultado depende do reagente do laboratório, e o que os documentos brasileiros — e só eles — dizem a respeito.
Em resumo
- O TP mede a atividade das vias extrínseca e comum da coagulação e depende, segundo a SBPC/ML, "da atividade funcional dos fatores VII, X, V, II e do fibrinogênio".1
- Não existe valor normal nacional. A SBPC/ML é explícita: "o valor de referência para o TP varia de acordo com o reagente utilizado e deve ser estabelecido em cada laboratório". Vale o intervalo impresso no seu laudo.1
- O resultado pode ser reportado de três formas no mesmo laudo: tempo (em segundos), atividade enzimática (%) e INR/RNI.1
- O INR existe porque "existem no mercado vários tipos de tromboplastina": a OMS criou a razão normalizada, calculada com o ISI do reagente.1
- Causas de TP prolongado, segundo o próprio Ministério da Saúde: deficiências dos fatores VII, V, X, II e I; anticoagulantes circulantes; doença hepática grave; condições que alterem a absorção, a síntese ou o metabolismo da vitamina K; e hipofibrinogenemia.2
- Sob varfarina, a Diretriz Brasileira de Fibrilação Atrial – 2025 fixa a meta: "o RNI deve ter como alvo 2,0-3,0 e deve permanecer mais que 70% do tempo em faixa terapêutica" (recomendação I B).3
- Na hemorragia grave, o consenso da ABHH usa outro número, para outra situação: INR ≤ 1,5 entre os alvos críticos.4
- Um tubo mal cheio, um garrote demorado ou um hematócrito ≥ 55% produzem um TP falsamente alargado — sem que nada esteja errado com você.1
- No SUS, o TAP custa R$ 2,73 (código 0202020142) e é um dos exames exigidos para entrar na fila do transplante de fígado.2
- Ele nunca se lê sozinho: é peça do coagulograma, ao lado do TTPA, do fibrinogênio, das plaquetas e do D-dímero.
TAP, TP, INR, RNI: quatro nomes, e nenhum consenso
Antes da biologia, a terminologia — porque ela é a primeira fonte de confusão do laudo brasileiro. Regra de contagem usada aqui: subcadeia exata, respeitando maiúsculas e minúsculas, sobre o texto integral extraído de cada PDF, contando ocorrências e não linhas.
| Documento brasileiro | INR | RNI | TAP |
|---|---|---|---|
| SBPC/ML, Boas práticas em laboratório clínico1 | 0 | 5 | 1 |
| Consenso ABHH sobre Patient Blood Management4 | 18 | 0 | 0 |
| Diretriz Brasileira de Fibrilação Atrial – 20253 | 9 | 6 | 0 |
| Ministério da Saúde, Dengue: diagnóstico e manejo clínico5 | 4 | 0 | 8 |
A leitura é direta. A SBPC/ML normaliza RNI, e escreve o nome por extenso de um jeito próprio: "Relação Normatizada Internacional". A ABHH usa INR e nunca RNI. A diretriz de cardiologia usa as duas siglas no mesmo documento, e traduz INR como "razão normalizada internacional" — expressão diferente da que a SBPC/ML emprega para a mesma coisa.
Uma armadilha de contagem, resolvida. No guia de dengue, "RNI" aparece uma vez — dentro do sobrenome BARNIOL, na bibliografia. Uma sigla de três letras nunca se conta sem olhar o que ela capturou.
E o nome longo de "TAP" também não é único. O SIGTAP registra "DETERMINAÇÃO DE TEMPO E ATIVIDADE DA PROTROMBINA (TAP)"; o guia de dengue escreve "tempo de atividade de protrombina (TAP)" e, adiante, "tempo de protrombina e atividade enzimática (Tpae)".25 O mesmo exame, três grafias e duas abreviaturas, em documentos do mesmo ministério.
O que o exame mede, e por que o número varia
O plasma pobre em plaquetas é misturado a fator tecidual com fosfolípides a 37 °C, e um excesso de cloreto de cálcio inicia a coagulação. O tempo entre a adição do cálcio e a formação do coágulo de fibrina é o TP.1
O problema é o reagente. Como "existem no mercado vários tipos de tromboplastina", os resultados do TP "do mesmo paciente na mesma amostra podem variar de um laboratório para outro". Foi por isso que a OMS criou a razão normalizada: cada fabricante determina o índice de sensibilidade internacional (ISI) da sua tromboplastina, e o cálculo é RNI = [TP do paciente / TP normal] elevado ao ISI.1
O que isso implica: o INR não é um valor normal, é um fator de conversão entre laboratórios. Todos os números-alvo publicados em documentos brasileiros estão amarrados a uma situação clínica — 2,0-3,0 na fibrilação atrial, ≤ 1,5 na hemorragia grave, < 2,0 para trocar varfarina por heparina na dengue.345 Nenhum deles é "o INR normal de uma pessoa saudável".
TP alargado sem tomar nada: o que os documentos brasileiros nomeiam
A descrição oficial do código 0202020142, no arquivo tb_descricao do SIGTAP, é um texto do Ministério da Saúde e vale a citação literal:
"O tempo da protrombina está prolongado nas seguintes condições: nas deficiências de fatores VII, V, X, II (protrombina) e I, na presença de alguns tipos de anticoagulantes circulantes, em pacientes com doença hepática grave, em condições que alterem a absorção, síntese e o metabolismo da vitamina K e em pacientes com hipofibrinogenemia."2
A SBPC/ML acrescenta itens que o texto ministerial não traz: doenças de má-absorção, heparina não fracionada em concentração elevada, inibidores do fator Xa, afibrinogenemia, disfibrinogenemia, transfusões maciças e mutações do ciclo da vitamina K.1
Duas consequências práticas. A primeira: o fígado fabrica esses fatores, e é por isso que um TP alargado costuma vir junto de TGO, TGP, bilirrubina e gama GT. A segunda: quando o TP ou o TTPA estão prolongados "sem motivos conhecidos, como o uso de anticoagulantes", a SBPC/ML indica o teste de mistura — junta-se plasma normal 1:1; se corrigir, é deficiência de fator; se não corrigir, há um inibidor.1
O tubo pode inventar um resultado alterado
Esta é a seção que mais evita sustos, e é inteiramente brasileira: vem do capítulo 36 da SBPC/ML, sobre os exames de triagem das coagulopatias.1
- Jejum de 4 horas para adultos e crianças, 2 horas para lactentes — não pela glicose, mas porque "a concentração de lipídeos pode interferir nos tempos de coagulação" nos equipamentos de leitura óptica. Quem repete que exame de coagulação dispensa jejum não está seguindo a recomendação brasileira.
- Evitar atividade física intensa nas 24 horas anteriores, descansar 15 a 20 minutos antes da coleta e não fumar no dia.
- Tubo de citrato de sódio a 3,2% (109 mM), na proporção de 9 partes de sangue para 1 de anticoagulante. Se o tubo não enche, sobra citrato e falta cálcio: o resultado é "um falso prolongamento do tempo de protrombina e/ou do TTPA".
- Garroteamento de no máximo 1 minuto.
- Hematócrito ≥ 55%: a proporção 9:1 deixa de valer e o excesso de citrato causa "uma falsa elevação do tempo de coagulação". O laboratório deve ajustar o volume pela fórmula C = (1,85 × 10⁻³)(100 − HCT)(V sangue).
O último ponto interessa a quem tem hematócrito alto: sem o ajuste, o TP sai alargado por aritmética, não por doença.
Sob varfarina: a meta brasileira e o que realmente acontece
A Diretriz Brasileira de Fibrilação Atrial – 2025, da SOBRAC e da SBC, é a fonte mais recente com um alvo numérico brasileiro. Ela recomenda, com classe I e nível de evidência B, que "para pacientes em uso de AVK, o RNI deve ter como alvo 2,0-3,0 e deve permanecer mais que 70% do tempo em faixa terapêutica". A mesma diretriz prefere os anticoagulantes diretos aos antagonistas da vitamina K (classe I, nível A), exceto em válvula mecânica ou estenose mitral moderada a grave — onde a varfarina segue em primeira linha.3
O contraste com a realidade medida é grande. Num estudo com 1 220 brasileiros com fibrilação atrial não valvar acompanhados em plano de saúde privado, o INR médio foi 2,60, com 26,1% dos valores abaixo de 2 e 24,8% acima de 3; o tempo em faixa terapêutica mediano ficou em 58%, e apenas 31% dos pacientes estavam bem controlados. Os mal controlados tiveram 3,3 vezes mais sangramentos maiores (5,3% contra 1,6%).6 Em ambulatórios públicos os números são parecidos: mediana de 66,1% em 422 pacientes,7 e, em 801 participantes de três serviços do Sudeste, as mulheres com TTR mais baixo que os homens — diferença que some depois dos 60 anos.8
Duas perguntas muito brasileiras já foram respondidas por estudos daqui. O genérico muda o INR? O ensaio randomizado cruzado WARFA, com 100 pacientes de São Paulo, concluiu que a varfarina da União Química é equivalente ao Marevan (ΔINR +0,09; IC 95% −0,29 a +0,46), mas que a comparação com a do laboratório Teuto foi inconclusiva (ΔINR +0,29; IC 95% −0,09 a +0,68).9 Dá para medir em casa? Um programa da Unicamp em serviço público mostrou que sim: 100 pares de INR, correlação de 94% entre o aparelho portátil e o coagulômetro automatizado, viés médio de 0,07 unidade.10 E parte da variabilidade é genética: num estudo com 312 brasileiros, polimorfismos de CYP2C9 e VKORC1 entraram nos modelos preditivos da qualidade do controle.11
Os anticoagulantes diretos não se controlam pelo INR
Os inibidores do fator Xa prolongam o TP — a SBPC/ML os lista entre as causas de TP alargado.1 Isso não faz do INR um teste de controle deles: significa que um resultado alterado pode refletir apenas o remédio.
A diretriz de 2025 confirma pela ausência. Entre suas 9 menções a INR e 6 a RNI, nenhuma propõe monitorar um anticoagulante direto: diante de sangramento ativo ela cita a atividade anti-Xa, observa que "nem sempre está disponível", e ancora a decisão na última dose, na função renal, na hemoglobina, no hematócrito e nas plaquetas.3
O guia de dengue do Ministério da Saúde acrescenta o dado de acesso: para inibidores da trombina ou do fator Xa com sangramento grave, "não há uma opção de terapia específica disponível e incorporada no Sistema Único de Saúde (SUS)". Para a varfarina, há: plasma fresco congelado 15 mL/kg até INR inferior a 1,5, mais vitamina K 10 mg.5 É uma das razões pelas quais o TAP continua central no Brasil.
Dengue e anticoagulação: uma conduta que só existe aqui
O mesmo guia traz um algoritmo que nenhum documento europeu precisa ter. Quem usa anticoagulante oral e pega dengue com plaquetas acima de 50 × 10⁹/L faz TAP e contagem de plaquetas ambulatorialmente. Entre 30 e 50 × 10⁹/L, interna-se para trocar o anticoagulante oral por heparina não fracionada venosa "assim que o TAP atinja níveis subterapêuticos" — em geral com INR abaixo de 2,0. Abaixo de 30 × 10⁹/L, suspende-se a varfarina, com medidas diárias de TAP e plaquetas.5
Quanto custa no SUS
Leitura direta da tabela SIGTAP (competência 08/2026, 5 023 procedimentos), com o parser validado antes do uso sobre dois valores conhecidos (hemograma R$ 4,11, ferritina R$ 15,59):
| Procedimento | Código | Valor |
|---|---|---|
| Determinação de tempo e atividade da protrombina (TAP) | 0202020142 | R$ 2,73 |
| Determinação de tempo de tromboplastina parcial ativada (TTP ativada) | 0202020134 | R$ 5,77 |
| Determinação de tempo de trombina | 0202020126 | R$ 2,85 |
| Prova de consumo de protrombina | 0202020487 | R$ 4,11 |
| Aplicação do complexo protrombínico | 0306020190 | R$ 5,39 |
| Exames para inclusão em lista de candidatos a transplante de fígado | 0501070052 | R$ 2 466,00 |
Dois achados nessa tabela. O primeiro: "INR" e "razão normalizada" não aparecem nenhuma vez nas 5 023 linhas de procedimentos nem nas 4 324 descrições. O SUS paga o tempo; a razão é um cálculo que o laboratório entrega junto, sem código próprio. O segundo: a descrição do código 0501070052 lista a "determinação de tempo e atividade da protrombina (TAP)" entre os exames obrigatórios para entrar na lista de espera do transplante de fígado — descrição exclusiva desse código, não reaproveitada de outro.2 Veja também quanto custa um exame de sangue e o glossário.
Perguntas frequentes
Qual é o valor normal do tempo de protrombina? Não há um valor nacional. A SBPC/ML determina que o intervalo "deve ser estabelecido em cada laboratório", porque depende do reagente. Compare sempre com o intervalo impresso ao lado do seu resultado.1
TAP, TP e INR são a mesma coisa? TAP e TP nomeiam o mesmo exame; o INR (ou RNI) é esse resultado convertido para uma escala comparável entre laboratórios, usando o ISI do reagente. O laudo pode trazer os três, mais a atividade em porcentagem.1
Preciso estar em jejum? A SBPC/ML recomenda jejum mínimo de 4 horas para adultos e crianças e 2 horas para lactentes, e pede que o fumante não fume no dia. Siga também as instruções do seu laboratório.1
Meu INR mudou e eu não mudei nada. É possível? Sim: tubo mal preenchido, garrote acima de 1 minuto, hematócrito ≥ 55% sem ajuste do citrato. Todas produzem alargamento falso.1
Trocar de marca de varfarina altera o INR? O ensaio brasileiro WARFA achou equivalência para uma das genéricas testadas e ficou inconclusivo para a outra. Qualquer troca merece um controle mais próximo, decidido pelo seu médico.9
O INR serve para acompanhar rivaroxabana ou apixabana? Não. Eles podem alargar o TP sem que o número signifique controle de dose; a diretriz brasileira de 2025 não usa o INR para isso.13
O TAP substitui um exame de fígado? Não. Ele é sensível à função hepática, mas quem investiga o fígado pede o hepatograma; o rim tem marcadores próprios, como a creatinina e a função renal.
Para lembrar
O tempo de protrombina mede quanto o seu plasma leva para coagular pela via extrínseca, e o INR/RNI existe apenas para tornar esse tempo comparável entre laboratórios. Não há valor normal nacional: a SBPC/ML manda cada laboratório estabelecer o seu. Os alvos numéricos brasileiros existem, mas cada um pertence a uma situação — 2,0-3,0 sob varfarina na fibrilação atrial (SBC/SOBRAC 2025), ≤ 1,5 na hemorragia grave (ABHH), < 2,0 para trocar varfarina por heparina na dengue (Ministério da Saúde). E boa parte dos resultados "alterados" se explica pelo tubo, não pela pessoa. Nenhum valor se lê sozinho: conta o conjunto dos seus marcadores e do seu contexto — o que o AI DiagMe oferece, como complemento à avaliação do seu médico.
Fontes
Fontes oficiais brasileiras e publicações científicas (PubMed) usadas neste guia:
Footnotes
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Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) — Recomendações da SBPC/ML: boas práticas em laboratório clínico, capítulo 36, "Exames de triagem para avaliação das coagulopatias" (Guerra JCC, Aranda VF, Santos AO), p. 267-272. Citações verificadas por leitura direta do PDF (16 055 655 bytes): "O TP mede a atividade das chamadas vias extrínsecas e comuns da coagulação e, portanto, depende da atividade funcional dos fatores VII, X, V, II e do fibrinogênio" ; "Existem no mercado vários tipos de tromboplastina; por isso, os resultados de um TP do mesmo paciente na mesma amostra podem variar de um laboratório para outro" ; criação da "Relação Normatizada Internacional (RNI)" pela OMS, ISI e fórmula RNI = [TP do paciente/TP normal]^ISI ; "Os resultados do TP podem ser reportados em tempo de protrombina, atividade enzimática (%) e RNI" ; "O valor de referência para o TP varia de acordo com o reagente utilizado e deve ser estabelecido em cada laboratório" ; causas de prolongamento (deficiência do fator VII, deficiência de vitamina K, varfarina, fenindiona, raticidas, doenças hepáticas, doenças de má-absorção, heparina não fracionada, inibidores do fator Xa, afibrinogenemia, disfibrinogenemia, transfusões maciças) ; teste de mistura 1:1 ; jejum mínimo de 4 horas para adultos e crianças e 2 horas para lactentes ; citrato de sódio 3,2% (109 mM) na proporção 9:1 ; "falso prolongamento do tempo de protrombina (TP) e/ou do tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPA)" por excesso de citrato ; garroteamento não ultrapassando 1 minuto ; hematócrito ≥ 55% e "falsa elevação do tempo de coagulação", com a fórmula C = (1,85 × 10-3) (100-HCT) (V sangue). PDF ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 ↩8 ↩9 ↩10 ↩11 ↩12 ↩13 ↩14 ↩15 ↩16 ↩17
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Ministério da Saúde / DATASUS — SIGTAP, Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS, tabelas
tb_procedimento(1 697 774 bytes, 5 023 linhas) etb_descricao(4 324 linhas), competência 08/2026. Leitura em colunas de largura fixa, decodificação latin-1, offsets VL_SH=[282:294], VL_SA=[294:306], VL_SP=[306:318], parser validado antes do uso sobre hemograma completo (R$ 4,11) e ferritina (R$ 15,59). Códigos e valores: TAP 0202020142 (R$ 2,73), TTP ativada 0202020134 (R$ 5,77), tempo de trombina 0202020126 (R$ 2,85), prova de consumo de protrombina 0202020487 (R$ 4,11), aplicação do complexo protrombínico 0306020190 (R$ 5,39), exames para inclusão em lista de transplante de fígado 0501070052 (R$ 2 466,00). Descrição do código 0202020142, exclusiva desse código, citada no corpo. Ausência demonstrada, com dobra de acentos ativa:INReRAZAO NORMALIZADAdevolvem 0 linha nos dois arquivos ;RNIdevolve 19 e 30 linhas que são todas ruído de subcadeia (DORNIC,FORNIX,HERNIA,CARNITINA) ;VARFAR,WARFAReCUMARINdevolvem 0, o que era esperado numa tabela de procedimentos, não de medicamentos. sigtap.datasus.gov.br ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 -
Cintra FD, Pisani CF, Rezende AGS, et al. — Diretriz Brasileira de Fibrilação Atrial – 2025, Sociedade Brasileira de Arritmia Cardíaca (SOBRAC) e Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Arq Bras Cardiol. 2025;122(9):e20250618. Verificado por leitura direta do PDF (8 981 908 bytes) e reconferido com extração
-layoutpara garantir que a classe de recomendação pertence à mesma linha: "Para pacientes em uso de AVK, o RNI deve ter como alvo 2,0-3,0 e deve permanecer mais que 70% do tempo em faixa terapêutica — I B" ; "Em pacientes elegíveis a terapia antitrombótica, os ACOD são preferíveis aos AVK, exceto em pacientes com válvula cardíaca mecânica ou estenose mitral moderada a grave — I A" ; sangramento sob ACOD: "Testes de coagulação mais específicos, como a atividade anti-Xa, podem ser realizados; entretanto, nem sempre estão disponíveis". PubMed · DOI ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 -
Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) — Consenso da ABHH sobre Patient Blood Management, 1ª edição, 26 de outubro de 2023. Alvos críticos no protocolo de hemorragia grave: "TP/TTPA ≤ 1,5 × normal", "INR ≤ 1,5", plaquetas > 50 × 10⁹/L, fibrinogênio ≥ 2,0 g/L ; Quadro 1C, manejo pré-operatório da varfarina com ponte de heparina de baixo peso molecular (avaliar INR em D-7 a -10 e em D-1: "se < 1,5 seguir com cirurgia", "se < 1,8 e > 1,5 considerar dose VO de vitK 1,0-2,5 mg"). abhh.com.br ↩ ↩2 ↩3
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Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente — Dengue: diagnóstico e manejo clínico — adulto e criança, 6ª edição, Brasília, 2024 (PDF de 765 804 bytes). Capítulo 6.7: investigação de "tempo de atividade de protrombina (TAP), tempo de tromboplastina parcial (TTPa), plaquetometria, produtos de degradação da fibrina (PDF), fibrinogênio e exame de dímeros-D" ; conduta no paciente anticoagulado (TAP ambulatorial acima de 50×10⁹/L de plaquetas ; internação e troca por heparina não fracionada entre 30 e 50×10⁹/L, "em geral, pode-se iniciar a heparina quando o TAP se situar com INR abaixo de 2,0" ; suspensão da varfarina abaixo de 30×10⁹/L) ; reversão: plasma fresco congelado 15 mL/kg "até que o INR esteja inferior a 1,5" e vitamina K 10 mg ; "Nos inibidores de trombina ou de antifator Xa e com sangramento grave, não há uma opção de terapia específica disponível e incorporada no Sistema Único de Saúde (SUS)". O mesmo guia grafa também "tempo de protrombina e atividade enzimática (Tpae)". PDF ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5
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Silva PGMBE, Sznejder H, Vasconcellos R, et al. Anticoagulation Therapy in Patients with Non-valvular Atrial Fibrillation in a Private Setting in Brazil: A Real-World Study — 1 220 pacientes brasileiros com fibrilação atrial não valvar em varfarina, base de plano de saúde privado, período de 01/05/2014 a 30/04/2016 ; INR médio 2,60 ± 0,88, com 26,1% dos valores < 2 e 24,8% > 3 ; TTR mediano 58% (método de Rosendaal) ; 31% bem controlados ; sangramentos maiores 5,3% contra 1,6% (p < 0,01). Arq Bras Cardiol, 2020;114(3):457-466. PubMed · DOI ↩
-
Martins MAP, Costa JM, Mambrini JVM, et al. Health literacy and warfarin therapy at two anticoagulation clinics in Brazil — 422 adultos em varfarina crônica em dois ambulatórios hospitalares brasileiros, coorte de baixa renda, coleta de 2015 a 2016 ; TTR mediano 66,1%. Heart, 2017;103(14):1089-1095. PubMed · DOI ↩
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-
Gomes Freitas C, Walsh M, Coutinho EL, De Paola AAV, Atallah ÁN. Examining therapeutic equivalence between branded and generic warfarin in Brazil: The WARFA crossover randomized controlled trial — ensaio randomizado cruzado, 100 pacientes de ambulatório de anticoagulação de hospital universitário de São Paulo, faixa terapêutica de INR 2,0-3,0 ; varfarina genérica da União Química equivalente ao Marevan (ΔINR +0,09 ; IC 95% −0,29 a +0,46) ; comparação com a genérica do Teuto inconclusiva (ΔINR +0,29 ; IC 95% −0,09 a +0,68). PLoS One, 2021;16(4):e0248567. PubMed · DOI ↩ ↩2
-
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Praxedes MFS, Martins MAP, Mourão AOM, et al. Non-genetic factors and polymorphisms in genes CYP2C9 and VKORC1: predictive algorithms for TTR in Brazilian patients on warfarin — coorte retrospectiva de ambulatório de anticoagulação de hospital universitário brasileiro, 312 pacientes, idade média 60,4 anos ; polimorfismos CYP2C92, CYP2C93 e VKORC1-G1639A avaliados contra o tempo em faixa terapêutica. Eur J Clin Pharmacol, 2020;76(2):199-209. PubMed · DOI ↩